Biblioteca

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As Bibliotecas do Campo Freudiano se encontram no coração da Ação Lacaniana[1], como destaca Judith Miller. No site da FIBOL, a Federação Internacional de Bibliotecas de Orientação Lacaniana do Campo Freudiano[2],  Judith Miller localiza as bibliotecas: “A FIBOL há anos segue uma orientação política tendente a situar as Bibliotecas como elo prático, a partir do seu lugar de ação lacaniana, com os interessados em psicanálise e com a opinião esclarecida em cada cidade”[3].

A FIBOL impulsiona o desenvolvimento de Bibliotecas de psicanálise e disciplinas afins, favorecendo os intercâmbios entre elas. Trata-se de uma Associação sem fins lucrativos, fundada por Judith Miller, em 1990.

A Biblioteca da Seção São Paulo é inscrita na FIBOL e segue suas orientações. Atualmente temos um acervo de 3160 itens entre livros, revistas e fitas. Temos como política “o retorno à Freud” e, como referência, o ensino de Lacan, por meio do trabalho com o acervo (físico e digital), seu arquivamento, catalogação, atualização e preservação da memória e do trabalho de transmissão e aprofundamento da relação com o escrito e com a leitura, a partir da transferência decidida com o texto de Lacan e com a letra lacaniana como suporte de transmissão da psicanálise.

A Biblioteca é um lugar de laço social, tem como função promover a relação com a letra e o escrito, com a produção epistêmica no campo da psicanálise e áreas afins e a articulação e inserção da Escola na cidade. É um espaço de produção, de permutação e intercâmbio onde “deve realizar-se um trabalho – que, no campo aberto por Freud, restaure a sega cortante de sua verdade; que reconduza a práxis original que ele instituiu sob o nome de psicanálise ao dever que lhe compete em nosso mundo (…)[4].

Contato e informações: [email protected]


 

[1] Miller, J. El campo freudiano y la acción lacaniana. Colofón. Número extraordinário. Abril, 2018. p. 8.
[2] FIBOL – Federação Internacional de Bibliotecas de Orientação Lacaniana do Campo Freudiano, impulsiona o desenvolvimento de Bibliotecas de psicanálise e disciplinas afins, favorecendo os intercâmbios entre elas. Associação sem fins lucrativos, fundada por Judith Miller, em 1990.
[3] Miller, J. In: https://www.wapol.org/pt/campo_freudiano/Template.asp?Archivo=Federation-internationale-des-Bibliotheques.html
[4] LACAN, J. “Ato de fundação”. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2003.p.. 235.

Proposta de trabalho da Diretoria de Biblioteca (Biênio 2021-2023)

A proposta da Diretoria de Biblioteca para o biênio 2021-2023 se assenta numa política de Escola e naquilo que é específico a uma Biblioteca do Campo Freudiano: sua função de articulação e de inserção na cidade e de zelar e promover a relação com a letra e o escrito.

A Diretoria de Biblioteca de uma seção tem como política “o retorno à Freud” e, como referência, o ensino de Lacan, por meio do trabalho com o acervo, seu arquivamento, catalogação, atualização e preservação da memória e do trabalho de transmissão e aprofundamento da relação com o escrito e com a leitura, a partir da transferência decidida com o texto de Lacan e com a letra lacaniana como suporte de transmissão da psicanálise.

Seguiremos com uma certa rotina da Biblioteca, orientada pelas diretrizes da EBP e da FIBOL. No entanto, desde o início da pandemia, a rotina da biblioteca foi abalada. Estamos seguindo na direção de encontrar formas de viabilizar o intercâmbio entre as bibliotecas e os demais aspectos da nova rotina.

Iremos trabalhar, juntamente com a Diretoria de Biblioteca da EBP, com o delineamento de uma política para as doações de acervos pessoais, disparada por doações recebidas recentemente na Seção São Paulo.

Estamos planejando atividades que promovam a conversa com a cidade e com outros campos do saber e das artes, além de debates em torno de livros e publicações.

Teremos ainda o desafio de manter viva e colocar em causa a relação com os textos e com o escrito nesse momento de impossibilidade do encontro físico.

A partir de uma comissão de trabalho, na maioria não membros da EBP, colegas que já deram testemunho da transferência com a orientação lacaniana, teremos trabalhos e atividades de leitura compartilhada de textos, sustentadas por essa Comissão. Iniciaremos com um trabalho epistêmico, com textos sobre o lugar político da Biblioteca e do Recenseamento do Campo Freudiano. Posteriormente ofereceremos duas atividades que ocorrerão no período vespertino, serão mensais e abertas à comunidade a partir do segundo semestre de 2021.

São elas:

1) Leituras da Biblioteca, continuação do trabalho desenvolvido na antiga Diretoria. Essa atividade tem como pivô a leitura aprofundada e compartilhada de um texto de Freud ou Lacan que tenha relação com um tema trabalhado no Campo Freudiano.

2) “Acervo vivo”, terá a assessoria de Heloisa Prado Telles, também privilegiará a leitura compartilhada e a circulação de alguns títulos do acervo de Carlos Augusto Nicéas, que foi doado à sessão, são 1520 títulos que já estão fase de inventário, higienização e estudo prévio.

Por fim, já iniciamos o trabalho com a nossa revista, Carta de São Paulo. Paola Salinas fará a edição da revista e Rômulo Ferreira da Silva será o assessor.

Apostamos na transferência de trabalho e numa posição de certa exterioridade da Biblioteca, que, tal como apontava Judith Miller, tem uma função política importante para tratar aquilo que Lacan denomina como ameaça de “auto-segregação da psicanálise”.

  • Fabiola Ramon – (Diretora de Biblioteca EBP-SP 2021-2023)
  • Comissão de Biblioteca:
    • Fabiola Ramon (Diretora)
    • Felipe Salles Silva (Bibliotecário)
    • Eduardo Vallejos
    • Emelice Prado Bagnola
    • Gabriela Malvezzi
    • José Danilo Canesin
    • Jovita Carneiro de Lima
    • Marisa Nubile
    • Mirmila Musse
    • Raquel Diaz Degenszajn
    • Rosangela Castro Turim
    • Silvia Jacobo

Email para contato: [email protected]