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Seminários por Conta e Risco

Seminário: Quatro conceitos fundamentais da psicanálise

  • Coordenação: Maria Inês Lamy
  • Início: 06 de março
  • Datas: 06/03, 20/03, 03/04, 15/05, 29/05, 12/06, 26/06.
  • Periodicidade: sexta-feira, quinzenalmente
  • Horário: de 11h30 às 13 h
  • Local: EBP-Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14, Botafogo, RJ
  • Contato: [email protected] / (21) 99649-7328

Após ter formulado o objeto a no Seminário da Angústia, no Seminário 11 Lacan traz para debate os quatro conceitos fundamentais da psicanálise: inconsciente, repetição, transferência e pulsão. Acompanhamos os conceitos se enodando, em aproximações e distanciamentos. Segundo J. A. Miller[1], Lacan, nesse momento, propõe “um gozo fragmentado em objetos pequeno a” e “forja uma estreita articulação entre o significante e o gozo”.

O Seminário 11, que sucede a uma ruptura, tem um lugar de destaque no ensino de Lacan como tempo de reafirmação e aprofundamento de sua orientação ética. O desejo do analista é aí uma presença importante.

Bibliografia:
LACAN, J. O seminário, livro 10: a angústia (1962-63), Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2005.
LACAN, J.O seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964), Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1985.
MILLER, J.A. “Os seis paradigmas do gozo”. Em: Opção Lacaniana 26/27, abril 2000.

Seminário: Clínica do real – Conceitos da clínica lacaniana 

  • Coordenação: Mirta Zbrun
  • Início: 06 de março
  • Datas: 06/03, 03/04, 08/05, 22/05, 05/06, 19/06, 07/08, 21/08, 04/09, 18/09, 02/10, 16/10, 06/11, 13/11, 04/12
  • Periodicidade: sexta-feira, quinzenalmente
  • Horário: 15h30
  • Local: EBP Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14. Humaitá, RJ
  • Contato: [email protected]

Continuaremos com o estudo dos conceitos fundamentais da clínica psicanalítica como sintoma e fantasia com especial atenção na virada lacaniana para o gozo, e suas consequências no desejo do analista na experiência analítica.


Seminário: Autismo e Psicose Infantil – da clínica à política, e retorno

  • Coordenação: Ana Martha Wilson Maia
  • Início: 07 de março
  • Datas: 07/03, 04/04, 09/05, 06/06, 04/07, 01/08, 12/09, 03/10, 14/11, 05/12
  • Periodicidade: sábado, mensalmente
  • Horário: 10h
  • Local: EBP Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14. Humaitá, RJ
  • Contato: [email protected]

A partir dos Lefort e da “clínica de Rosine”, na expressão de Lacan, o estudo sobre a distinção do autismo se referência nas abordagens de Éric Laurent, Jean-Claude Maleval, Esthela Solano, Jean-Robert Rabanel, Jean-Pierre Rouillon, Alexandre Stevens, entre outros. A leitura de casos clínicos mantém em aberto o debate sobre a política da saúde pública e a política da psicanálise, no retorno à clínica. Contaremos com apresentações de colegas de outras Seções da EBP.


Seminário: Leitura do Escrito o Ato Psicanalítico

  • Coordenação: Stella Jimenez
  • Início: 13 de março
  • Datas: 13/03, 24/04, 08/05, 29/05, 12/06, 26/06, 07/08, 21/08, 04/09, 16/09, 02/10, 13/11, 27/11
  • Periodicidade: sexta-feira, quinzenalmente
  • Horário: 12h às 13h
  • Local: EBP Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14. Humaitá, RJ
  • Contato: <u “>[email protected]

Continuaremos a leitura deste escrito fundamental para a formação do analista. Se trabalha as coordenadas do ato, difíceis a situar porque se trata de um dizer que não pode ser dito, mas que tem o efeito de produzir a passagem de psicanalisante a psicanalista.


Seminário: Sinthoma e Corpo: variações e invenções

  • Coordenação: Maria Fatima Pinheiro
  • Início: 13 de março
  • Datas: 13/03, 27/03, 24/04, 08/05, 22/05, 26/06, 14/08, 28/08, 11/09, 25/09, 09/10, 23/10, 13/11, 27/11
  • Periodicidade: sexta-feira, quinzenalmente
  • Horário: 14h
  • Local: EBP Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14 – Humaitá – RJ
  • Contato: [email protected]

A relação com o corpo, para cada um, não é uma relação simples, como nos diz Lacan, e isso se deve ao encontro com a linguagem que transforma o organismo em corpo. O corpo não é dado, não responde ao biológico, mas é construído. Desde essa perspectiva, o gozo dos corpos é sempre sintomático, não havendo normalidade para o gozo, pois, como Freud nos ensinou, o mais além do princípio do prazer está sempre presente, o que implica que os corpos gozem sintomaticamente, cada um ao seu modo.

Nossa proposta para o ano de 2020 é trabalhar a partir dos testemunhos de passe dos analistas e trabalhos de artistas a dimensão do acontecimento de corpo, do mesmo modo que Lacan definiu o sintoma ao final de seu ensino, enquanto emergência de gozo. Tomaremos como eixo o termo savoir-y-faire com o sinthoma, formulação lacaniana que quer dizer desembaraçar-se, saber se virar com isso: se “se tem um corpo, há que se fazer algo com o que se tem”, tarefa sempre impossível de alcançar o real, mas que nos concerne. Convido-os ao trabalho, sejam bem-vindos.

Algumas referências bibliográficas:
ACCARINI, I. Invenciones – Arte + psicoanálisis. Buenos Aires: Psicolibro ediciones, 2011.
BROUSSE, M. H. O saber dos artistas. Arquivos da Biblioteca, Rio de Janeiro, n. 5, Escola Brasileira de Psicanálise, junho de 2008.
ESCUDEIRO, V. El cuerpo material: el cuerpo y sus enredos: exigência de la época. Olivos: Grama Ediciones, 2013.
LACAN, J. (1975) Joyce, o Sintoma. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar Editor,
  1. ______. (1975-1976) O Seminário, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Editor,
2007.
LACAN, J. Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
LAURENT, E. Opacidad del síntoma, ficciones del fantasma. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2010.
________ O passe e os restos de identificação. Opção Lacaniana online, n. 8 / julho 2012.
MATESCO, V. Corpo, Imagem e Representação. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2009.
MILLER, J. A. Aposta no passe. Opção Lacaniana n. 14, 2018.
MILLER, J. A. Biología Lacaniana y acontecimento del cuerpo. Buenos Aires: Colección Diva, 2002.
NAVEAU, L. Mais além do passe, a transferência. Latusa n. 15, out de 2010.
VICENTE, S. O corpo nos finais de análise. VI ENAPOL/ 2013: Buenos Aires. http://www.enapol.com/pt/template.php
ZUCCHI, M. Outro Corpo: Inconsciente, Sintoma e a Clínica do Corpo. Petrópolis: KBR, 2015.

Seminário: A transferência e a Pulsão

  • Coordenação: Maria Silvia Garcia Fernandez Hanna
  • Inicio: 14 de março
  • Horário: 9h30
  • Local: EBP-Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14 – Humaitá – RJ
  • Contato: [email protected]
  • Datas previstas: 14/03, 28/03, 09/05, 23/05, 06/06, 20/06, 04/07, 01/08, 15/08, 29/08, 12/09, 26/09, 10/10, 24/10, 05/12

O tema do seminário propõe indagar a práxis do psicanalista nos dias de hoje a partir de dois conceitos fundamentais: transferência e pulsão. Estudaremos cada um desses conceitos em si e suas relações possíveis.

Ambos conceitos serão abordados a partir da elaboração do objeto a. A transferência será situada a partir do sujeito suposto saber, distinguindo sua estrutura e seus fenômenos. Assim teremos a oportunidade de situar: o amor, a sugestão, a repetição e a resistência.

A pulsão será elaborada no terreno da satisfação sintomática, como aquela que promove o sofrimento e que faz um sujeito se dirigir ao analista, esclarecendo assim, um pouco mais algo do gozo inerente ao ser falante e da noção do corpo.

As fontes para tratar o tema são algumas das lições do Seminário livro 11 e do Seminário livro 20 de J. Lacan, assim como também alguns textos da obra de S. Freud e o curso Silet- O paradoxo da pulsão de J. A Miller. Esse trabalho de leitura e comentário será enriquecido com os casos clínicos dos colegas participantes e alguns testemunhos de passe dos AE publicados. Nessa direção será a experiência clínica que interrogará os conceitos, indicando suas possibilidades e limites para elucidar o fazer cotidiano do psicanalista.

Bibliografia:
Freud, S. Obras completas
Lacan, J. Seminário livro 11
Lacan, J. Seminário livro 20
Miller, J. Silet – O paradoxo da pulsão

Seminário: Os usos do sintoma

  • Coordenação: Eliana Bentes Castro
  • Início: 16 de março
  • Datas: 16/03, 30/03, 13/04, 27/04, 11/05, 25/05, 15/06, 29/06, 13/07, 10/08, 24/08, 8/09, 22/09, 26/10, 09/11, 23/11
  • Periodicidade: segunda-feira, quinzenalmente
  • Horário: 18h
  • Local: EBP Rio – Rua Capistrano de Abreu, 14. Humaitá, RJ
  • Contato: [email protected]

O inconsciente é estruturado como um discurso e o sintoma, por sua vez, é estruturado como uma escrita” (Éric Laurent). Ele pode ser decifrado, pelo menos uma parte do sintoma, que é decifrável pela própria experiência. Ele tem a forma de uma escrita a ser encontrada. Acompanharemos as novas definições de sintoma, já não como mensagem dirigida ao Outro e oferecida a interpretação, mas como um modo de gozar do inconsciente. Segue uma bibliografia inicial, para situarmos os conceitos em diferentes momentos do ensino de Lacan, onde ele se propõe afinar sua teoria, sempre fundamentada em Freud.


Seminário: Os Escritos Técnicos de Freud

  • Coordenação: Maria Isabel Lins
  • Início: 14 de fevereiro
  • Periodicidade: sexta-feira, quinzenalmente
  • Horário: 10h30
  • Local: Rua Jardim Botânico, 674/sala 511
  • Contato: 2259-6826 e 98229-9416 [email protected]

O trabalho desenvolvido no meu seminário em 2019 se deu em torno de Jacques Alain Miller “Um esforço de poesia” cujo resultado final foi um convite a um retorno à Freud via Lacan. Esses escritos técnicos de Freud nos mostram quão modernos eles são, quão atuais; Baudelaire, citado por Miller neste seu seminário, é daqueles que louvavam a vida moderna. É necessário que amemos a modernidade, dizia ele, Baudelaire. Os poetas sempre a nos precederem. Não há nessa volta, espírito nostálgico- aliás, tão criticado por Miller no seu esforço de poesia, mas, ao contrário, se trata de “um esforço de modernidade”; e se voltamos aos primórdios da psicanálise, é para extrairmos o que desde então ela já continha de vigor e frescor. Não há ambiguidade nisso. Miller constata, usando esta bela metáfora, o desaparecimento dos oráculos e o apagar das lâmpadas nos templos; cabe nos perguntar se os destinos da psicanálise não estariam ligados ao eterno reacender da velha chama, que Lacan e Freud souberam, por excelência, manter acesa, alimentando-a com criação, com invenção, com insistência, que é um dos nomes do desejo ,da própria pulsão e sempre presente na repetição.


Seminário: Da Fantasia ao Sinthoma: o percurso de Lacan

  • Coordenação: Ana Lúcia Garcia de Freitas
  • Colaboração : Lúcia Mariano
  • Início: 03 de março
  • Periodicidade: Terça-feira (primeiras e terceiras Terças-feiras de cada mês)
  • Horário: 20h às 21h30
  • Local: Rua Gavião Peixoto, 148/1201
  • Contato: Ana Lúcia Garcia de Freitas ( 99612-1190 /2610-9246) e Lúcia Mariano ( 99262-7468)
  • Inscrições: e-mail: [email protected]
  • Secretaria da EBP-RJ 2539-0960

 Nossa pesquisa em 2019, explorou a leitura comentada das lições do seminário do livro 6, onde Lacan dedicou a trabalhar a primeira lógica da fantasia, segundo Miller. Partimos da estrutura mínima da fantasia fundamental, na perspectiva sincrônica, que garante o suporte ao desejo. Lacan se deteve em esclarecer os termos da fantasia, ou seja, sujeito dividido e o objeto a, afirmando que é no Outro o lugar do desejo do sujeito. Segue com a interrogação: “Em que podemos contar com o Outro?”. Ao Outro o sujeito endereça sua demanda de um significante que possa designá-lo, mas se defronta com o vazio que caracteriza a dimensão do Outro barrado. Face a essa não resposta do Outro, o sujeito apela a algo do registro imaginário para ocupar este lugar da falta de resposta, esse algo é o objeto a. O objeto surge aí onde o sujeito se interroga, sendo o suporte imaginário onde ele se designa. Esse objeto é o que retém o sujeito diante de sua própria síncope, a anulação de sua existência. O sujeito ao se deparar com a falta no Outro, suscita a fantasia como refúgio frente desejo do Outro. Segundo Lacan “a fantasia nada mais é que esse enfretamento perpétuo entre o sujeito dividido e o objeto a.” Além de situar o momento onde o sujeito tenta se indicar como sujeito do discurso inconsciente, confere ao objeto, inicialmente neste seminário, o estatuto imaginário, como objeto do desejo. Lacan introduz, no capítulo XXI, “A Forma do Corte”, o termo real, um real articulado no simbólico, na medida em que, o sujeito se articula em um discurso que não se sustenta sem um suporte. Lacan chama esse suporte de ser, “ser quer dizer alguma coisa…, essa coisa é o real na medida que, se inscreve no simbólico.” O ser não está em nenhum lugar, a não ser nos intervalos, como nos assinala Lacan, “o ser é a mesma coisa que o corte.” Assim podemos, desde já pensar, que a fantasia na sua vertente simbólica e imaginária, recobre o furo do real. Lacan neste seminário buscou explorar a correlação, a tensão, entre o sujeito dividido e o objeto a, tendo como eixo a estrutura do desejo. Para tal, define a estrutura do desejo na fantasia neurótica: o sujeito ao temer o desaparecimento de seu desejo, significa que “ele se deseja desejante.” Na fantasia perversa, o sujeito frente à fenda subjetiva, “visa o desejo do Outro, julgando ver nele um objeto.”

Após esse breve histórico de nosso percurso neste seminário do livro 6, pretendemos seguir em 2020, recorrendo a alguns textos de Jacques- Alain Miller, no seminário “Del sintoma al fantasma. Y retorno”, 1982/83, com objetivo de explorar o tema da fantasia e a leitura que o autor nos contempla destes aportes clínicos do primeiro ensino de Lacan. Prosseguiremos a direção do seminário buscando cernir o estatuto real do objeto, a partir do seminário dos livros 7 e 10, assim como, situar a virada de Lacan, no seu último ensino, sobre a orientação da clínica pelo real. Este ponto, implica o deslocamento na direção do final de análise, ou seja, da travessia da fantasia ao sinthome. Desta forma, chegaremos ao fio que tem nos conduzido neste seminário.

Em 2020, propomos a leitura comentada dos textos, alternando com discussões clínicas com a intenção de ilustrar os conceitos que estão sendo estudados. Convidaremos colegas da sessão Rio que possam contribuir com nossas pesquisas teórico/clínicas.

Bibliografia
Lacan, J.O Seminário, Livro 7: A Ética da Psicanálise. Rio de janeiro: Jorge Zahar Editor, 1991.
_____ O Seminário, Livro 10: A Angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
_____ O Seminário , Livro 11: Os Quatro Conceitos fundamentais da Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.
_____ O Seminário, Livro 20: Mais Ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1982.
Miller, J-Alain. Del Síntoma al Fantasma. Y Retorno. Buenos Aires: Paidós, 2018.
___________ O Osso de uma Análise. Bahia: Agente, 1998.
___________ El Partinaire- Sintoma. Buenos Aires: Paidós, 2011.
___________ Perspectivas do Escritos e Outros Escritos de Lacan. Entre o
Desejo e o Gozo. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2011.

Seminário: Psicanálise com Crianças e Sexualidade Feminina 

  • Coordenação: Ana Martha Wilson Maia
  • Colaboração: Valéria Cristina Glioche
  • Início: 06 de março
  • Datas: 06/03, 03/04, 08/05, 05/06, 10/07,07/08, 04/09, 02/10, 13/11
  • Periodicidade: sexta-feira, mensalmente
  • Horário: 12h30
  • Local: Rua Rui Frazão, 121/205. La Playa – Alpha Barra I. Barra da Tijuca
  • Contato: [email protected]

Considerando a sexualidade feminina como uma questão preliminar a todo tratamento possível com crianças e visando o XII Congresso da AMP, iniciaremos o ano com alguns encontros sobre “Sonhos de crianças”. Seguiremos com o tema “O saber da criança sobre a diferença sexual”, na direção do tema proposto pelo Institut de l’Enfant. 


Seminário: Identidade, Sexuação e Contingência

  • Coordenação: Angela Batista
  • Colaboração: Isabel do Rêgo Barros Duarte e Priscila Segal
  • Início: 14/03
  • Datas: 14/03, 18/04, 16/05, 13/06, 11/07
  • Periodicidade: Sábados mensalmente
  • Horário: 10h30 às 13h
  • Local: Espaço Psi infantil – Downtown, bloco 22, sala 216, Barra da Tijuca

 O Seminário segue a pesquisa sobre a sexuação na atualidade em que o temas de gênero e de novas formas de expressão da sexualidade falam do mal-entendido entre os sexos e com o corpo.

O que é ser homem ou mulher, além do Ideal e além das fórmulas da sexuação? Essas duas categorias parecem não dar conta das inúmeras invenções que cada sujeito tem criado para fazer suplência à falta de identidade e lidar com o mal-estar no laço social e amoroso, numa época em que a realidade se apresenta sem os semblantes simbólicos.

O curso seguirá a pesquisa sobre o regime simbólico hoje. A pergunta sobre o gênero nos ajudará a atravessar a era da crença nas necessidades em direção à nossa época da contingência, onde a pergunta de como viver o amor e o desejo indaga nossa prática.

Bibliografia de base:
Brousse M. Hèlène- (2010) Um neologismo de actualidad: Parentalidad-Buenos Aires Grama.
Miller J. Alain- (2014) O inconsciente e o corpo falante Scilicet do corpo falante
Leguil Clotilde-(2015) O Ser e o Gênero -Homem/Mulher depois de Lacan ed EBP.

Seminário: As estruturas clínicas

  • Coordenação: Rachel Amin
  • Colaboração: Lucia Helena C. S. Cunha
  • Periodicidade: quinta-feira, quinzenalmente
  • Horário: 19h
  • Local: Teresópolis / RJ
  • Contato: [email protected]

Por que a hipótese de uma estrutura autística? É a partir desta hipótese que nós estamos propondo um seminário que examine as estruturas clínicas em psicanálise.


Seminário: Invenções na Clínica e na Cultura – lições de Lacan

  • Coordenação: Maria Lidia Alencar
  • Início: 06 de agosto
  • Periodicidade: quintas-feiras / quinzenal
  • Horário: 20h

A cena contemporânea nos apresenta soluções, e/ou desastres subjetivos, que desafiam o analista. Como articular clínica e cultura, tomando-os como um convite a se abrir à escuta e ao ato analítico? Como debruçar-se nas invenções do sujeito, quanto ao que responde frente à queda dos semblantes hoje?

Chegar ao tema da invenção, com Lacan, nos leva a 3 momentos: 1) ao Seminário da Ética, em que aborda, simultaneamente, o furo e o excesso de gozo, contrapondo o Amor Cortês e Sade, prenunciando o tema da subversão do sujeito, mais além do Bem e do Belo; 2) ao quadro, no Seminário XI, demonstrando a função do objeto a, olhar, via pintura, que enquadra o sujeito pela fantasia; 3) à invenção, propriamente dita, entre o símbolo e o sinthoma, onde Lacan nos cede seu melhor instrumento, teórico/clínico, no ponto de ‘cerzimento’ entre a obra e o sujeito.

À luz das intervenções de Lacan sobre a cultura, acompanharemos, nas apresentações de exemplos (clínicos) e testemunhos (de artistas), as formas da angústia, o desfalecimento da imagem, os lutos em suspenso, passagens ao ato, assim como as soluções na re-invenção dos corpos, visando apreender seus modos singulares de enlaçar gozo e linguagem, numa artesania de si mesmo.

Bibliografia:
Imagem: Galatea das des Sphères – Dalí
Disponível em: http://www.lankaart.org/2018/03/dali-galatea-des-spheres.html
Lacan, J. – Escritos, 1998 (1966), Zahar, RJ.
_______ – O Seminário: livros VII, XI e XXIII.
Miller, J.–A. – A salvação pelos dejetos. 2010.
Disponível em: http://www.ebp.org.br/enapol/09/pt/textos_online/jam.pdf
[1] MILLER, J.A. “Os seis paradigmas do gozo”. Em: Opção Lacaniana 26/27, abril 2000, p.93.