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Responsável: Conselho Deliberativo da EBP – Seção SP, composto por Daniela de Camargo Barros Affonso (Presidente), Alessandra Sartorello Pecego (Secretária), Camila Popadiuk, Cristiana Chacon Gallo, Niraldo de Oliveira Santos  e Paola Salinas

SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO LACANIANA

Enunciação, Sintoma, Escola

O Conselho da Seção São Paulo, desde 2025, vem se perguntando como é estar na Seção São Paulo: o que se transmite, como se transmite, o que disso se transfere à comunidade que nos acompanha, qual psicanálise estamos propagando e, sobretudo, de que forma o fazemos. Essa indagação vai ao encontro do propósito mesmo do Conselho, como o próprio Estatuto prevê: “Compete ao Conselho Deliberativo zelar pelos princípios éticos, doutrinários e políticos da Escola”. A política é aqui pensada como a maneira de funcionamento dessa coletividade chamada Escola, desde uma perspectiva cujo combustível é a causa analítica.

Coletividade e causa analítica formam um par antinômico, na medida em que a primeira implica laço social, enquanto a segunda, solidão – a solidão de cada um em relação à causa analítica. Contudo, é desse paradoxo que se forma a Escola e, por isso, escolhemos trabalhar o curso da Orientação Lacaniana O Banquete dos analistas para nos perguntarmos, com Miller: o que se come nesse banquete-sintoma e quem está sentado à mesa?

Nossos debates e as reflexões deles advindas foram reavivadas quando o Conselho da EBP lançou a discussão “Questão de Escola – Entrar na Escola”. O caráter eminentemente político dessa proposta de trabalho nos encorajou a levar esse debate para além do Conselho e compartilhá-lo com a comunidade que acompanha as atividades da Seção São Paulo. O desejo de assim fazê-lo reflete o genuíno de nossas investigações e perguntas.

A ênfase em “entrar na Escola” como questão de Escola permite interrogar do que depende essa entrada, tema que também nos acompanha vivamente no Conselho. Para além da transmissão epistêmica, do engajamento no trabalho da Seção, há algo da causa analítica que se transmite e que pode culminar na entrada na Escola? De que forma essa transmissão toca, interfere ou afeta o “estar na Escola”?   Desde esse ponto, nos perguntamos se a enunciação analisante está presente nessa transmissão, na medida em que somente através dela algo efetivamente da causa analítica poderia se fazer presente.

A tríade Enunciação, Sintoma, Escola, nasceu desse debate. O Conselho pretende trazer suas elaborações para provocar uma conversa que possa remeter à essa “lógica coletiva” absolutamente singular de uma Escola de Psicanálise, a Escola-sujeito.

Próximas atividades:

  • 26 de agosto
  • 23 de setembro
  • 28 de outubro
  • 25 de novembro
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