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SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO LACANIANA

Responsáveis: Jésus Santiago e Ram Mandil

“Não há relação sexual” – por que esse aforismo não é um universal?

Cena de “The General” (1926), Buster Keaton

De que ordem é o aforismo lacaniano “não há relação sexual”? Antes de mais nada, não se trata de um universal, frente ao qual haveria exceções – como, por exemplo, no caso entre Joyce e Nora. Uma outra abordagem permite considerá-lo na perspectiva do não-todo. Lacan assinala as situações em que a relação sexual dá a impressão de parar de não se escrever. Como no amor, por exemplo, ou quando do encontro entre dois saberes inconscientes, ou entre dois fantasmas. Ou, ainda – não mais como ilusão –, quando um dos parceiros encarna o sinthoma do falasser, como sua “alteridade interna”. Não se pode perder de vista que esse aforismo demarca o real da ausência de relação entre os sexos, um real do qual não se pode extrair uma fórmula, se manifestando, portanto, como um furo no saber. Se o gozo do falasser é sempre da ordem de um sinthoma – como um gozo não esperado, como aquele que não convém –, nos cabe interrogar de que modo ele confere forma à ausência da relação sexual. É o que pretendemos prosseguir discutindo ao longo deste semestre.

Programação

  •  Datas: 26/03; 16/04; 28/05; 25/06
  • Horário: 20h30
  • Local: Sede da EBP/MG
  • Modalidade: Presencial. Sujeito à lotação do espaço.
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