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BIBLIOTECA – EBP-MG 2025-2027

Diretora: Fernanda Costa (EBP/AMP) 

Equipe:

  • Cristina Vidigal (EBP/AMP)
  • Marina Ladeira
  • Francisco Matheus Barros
  • Mônica Campos (EBP/AMP)
  • Renata Dinardi.

NOITES DA BIBLIOTECA: “LER OS PÓS-FREUDIANOS COM LACAN, HOJE”

Imagem: Conrado Almada

Não é raro encontrarmos na obra de Lacan críticas contundentes aos pós-freudianos. Estas são tão recorrentes em seu primeiro ensino que nos levam a interrogar a função desse debate naquele momento estruturante do pensamento lacaniano. Quais eram os impasses que estavam em jogo na época e que fizeram com que Lacan insistisse em revisar a clínica e as elaborações teóricas daqueles psicanalistas? Aliás, a quem chamamos de pós-freudianos? Seria esse um grupo homogêneo? E, principalmente, em que medida a retomada desses debates clássicos poderia nos ensinar sobre os desafios que encontramos em nossa prática hoje?

Tal investigação sobre os pós-freudianos, sua prática e suas formalizações, não deixa de estar em continuidade com nosso trabalho do ano anterior. Ao priorizarmos um tema que valoriza a “experiência da psicanálise”,[1] buscamos nos manter afinados com a recomendação de Judith Miller (1990),[2] de que uma Biblioteca de Orientação Lacaniana encontra na psicanálise em intenção a bússola para abordar suas leituras em extensão. Por outro lado, em 2026, incluímos uma novidade. Para escolhermos nosso recorte, seguiremos a pulsação da Seção Minas e nos inspiraremos em “A direção do tratamento e os princípios de seu poder”,[3] de 1958, que conta com ampla discussão das premissas dos pós-freudianos e é uma das principais referências para a nossa Jornada deste ano.

Assim, nas Noites da Biblioteca, ao “Ler os pós-freudianos com Lacan, hoje”, faremos uma leitura da última lição do Seminário 6, o “Capítulo XXVII: Rumo à sublimação”, em que o debate com os pós-freudianos retoma interlocutores e problemas já trabalhados em “A direção do tratamento”. Dentre esses, priorizaremos as críticas de Lacan à concepção kleiniana de “relação de objeto”,[4] a partir de sua abordagem das teorias de Edward Glover e dos casos apresentados por Ruth Lebovici e Ernst Kris.

Nas Noites… deste primeiro semestre, Fernanda Costa (EBP/AMP) fará uma breve apresentação do tema do ano e Jésus Santiago (AME – EBP/AMP) irá intervir, levando em consideração a contextualização histórica e ética da posição de Lacan em relação aos pós-freudianos, especialmente quanto à sua leitura de Glover. Além disso, Ludmilla Féres Faria (EBP/AMP) levantará questões que animarão a conversa. No segundo semestre, abordaremos o caso de Yves, descrito por Lebovici, e o caso conhecido como “miolos frescos”, atendido por Ernest Kris. Ambos, casos em que Lacan destaca a influência das teorias de Glover.

Indicações de leitura:
LACAN, J. Capítulo XXVII: Rumo à sublimação. O seminário, livro 6: O desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2016, p. 503-520. (Trabalho original publicado em 1958-59).
SANTIAGO, J. Justaposição Kleiniana da toxicomania à perversão. In: A droga do toxicômano: uma parceria cínica na era da ciência. Belo Horizonte: Relicário Edições, 2017, p. 157-164.

[1] O tema das Noites da Biblioteca da EBP-MG no ano de 2025 foi “A experiência da psicanálise”.
[2] Cf.: https://www.wapol.org/pt/campo_freudiano/Template.asp?Archivo=Federation-internationale-des-Bibliotheques.html.
[3] LACAN, J. A direção do tratamento e os princípios de seu poder. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 591-652. (Trabalho original publicado em 1958).
[4] LACAN, J. Capítulo XXVII: Rumo à sublimação. In: O seminário, livro 6: O desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2016, p. 503-520. (Trabalho original publicado em 1958-59). p. 504.

MANHÃS DA BIBLIOTECA: “HAMLET COM LACAN”

Crédito das imagem: Conrado Almada

Nas Manhãs da Biblioteca manteremos a investigação sobre a posição de Lacan como leitor, mas, diferente do que acontece nas Noites…, em que elegemos o trabalho de Lacan sobre textos psicanalíticos, nos ocuparemos das leituras lacanianas de obras do campo das artes. No ano passado, a escolha das obras foi orientada pelo tema do Congresso da AMP e, neste ano, a conexão será com a Jornada da EBP-MG. Por isso, nossa investigação privilegiará Hamlet, peça de William Shakespeare, à qual Lacan dedica “Sete lições”[1] do Seminário 6.[2] A partir da experiência de leitura dessa peça, nos interessa entender porque, naquele contexto, Lacan elege Hamlet para tratar de perguntas do campo da psicanálise. Ou seja, porque ele dedicou um estudo tão minucioso e extenso a essa obra nem tal Seminário? O que podemos aprender ao ler Shakespeare com Lacan? Laura Rubião (EBP/AMP) será nossa convidada para conduzir dois encontros, uma a cada semestre, dedicados a essa leitura.

Indicações de leitura:
LACAN, J. Sete lições sobre Hamlet. In: O seminário, livro 6: O desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2016, p. 254-379. (Trabalho original publicado em 1958-59).
SHAKESPEARE, W. Hamlet: a tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca. São Paulo: Penguin Classics/Companhia das Letras, 2015.

[1] LACAN, J. Sete lições sobre Hamlet. In: O seminário, livro 6: O desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2016, p. 254-379. (Trabalho original publicado em 1958-59).
[2] Como vimos, este Seminário, por sua proximidade de tema e data com “A direção do tratamento”, é um dos textos que se insere no contexto da Jornada da Seção Minas em 2026.

Programação: 

I – Noites da Biblioteca: “Ler os pós-freudianos com Lacan, hoje”

  • Introdução ao tema da Biblioteca de 2026: Fernanda Costa (EBP/AMP)
  • Coordenação: Ludmilla Feres Faria (EBP/AMP)
  • Convidado: Jésus Santiago (AME, EBP/AMP)
  • Data: 14 de maio
  • Horário: 20h30 

II –  Manhãs da Biblioteca: “Hamlet com Lacan”

  •  Coordenação: Fernanda Costa (EBP/AMP)
  • Convidada: Laura Rubião (EBP/AMP)
  • Data: 29 de maio
  • Horário: 11h30 – 13h30
  • Local: Auditório da EBP – Seção Minas
  • Modalidade: Presencial
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