Seminario 24 – “L’Insu que sait de l’une bévue s’aile à mourre”
Lacan intitulou como “L’Insu que sait de l’une bévue s’aile à mourre” o seu Seminário 24. Optamos por não traduzir esse título, no mínimo instigante, cuja presença dos trocadilhos permite a ressonância que favorece uma nova definição do inconsciente. Agora, ele é traduzido como equívoco, ou, se quisermos, como erro, fazendo uma relação com o insucesso do saber. Trata-se então de uma relação que conduz a uma aposta, um risco, que o amor, de algum modo, vem recobrir.
Nessa via do equívoco, portanto, Lacan nos remete à clínica ao assemelhar a escrita poética chinesa à interpretação, quando esta faz soar outra coisa que não o sentido.
Essa teorização de seu últimissimo ensino, estimula nosso desejo de acompanhar sua aposta na clínica psicanalítica através da ironia, do equívoco, do corte e do uso de nós borromeanos.

Teoria & Clínica das Parcerias sintomáticas
Apenas uma clínica do detalhe permite a dimensão do singular.
Abordamos a parceria inédita entre um analista e seu caso, no ao menos duplo sentido da expressão.
Como texto base escolhemos um seminário breve de Jacques-Alain Miller chamado Os divinos detalhes de 1989 no qual destrincha, dentro das Contribuições à vida amorosa de Sigmund Freud, o tabú do feminino.
Relatos de passe, relatos de caso oferecem detalhes que nem sempre encontram a divinização como destino.

