{"id":5461,"date":"2025-06-24T08:12:27","date_gmt":"2025-06-24T11:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=5461"},"modified":"2025-06-24T09:09:29","modified_gmt":"2025-06-24T12:09:29","slug":"osso-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/osso-1\/","title":{"rendered":"Osso 1"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\">Mariana Zelis (EBP \/ AMP)<\/span><\/p>\n<p>Foi lan\u00e7ado o argumento para a VI Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul: <em>Cad\u00ea o gozo? O que diz a \u00e9poca e a cl\u00ednica<\/em><strong>, <\/strong>apresentado por M\u00e1rcia Stival. A pergunta, em seu contexto cl\u00ednico e pol\u00edtico, orientar\u00e1 nosso trabalho de pesquisa e abriu uma rica discuss\u00e3o na primeira preparat\u00f3ria realizada.<\/p>\n<p>Se esta pergunta pressup\u00f5e um lugar, que lugar seria para o gozo? Ou melhor, de que lugar falamos?<\/p>\n<p>O argumento desdobra v\u00e1rias linhas de pesquisa, pin\u00e7arei tr\u00eas.<\/p>\n<p>A partir dos discursos como lugares e fun\u00e7\u00f5es nos quais, segundo o argumento, \u201cpressupomos que h\u00e1 um trato diferenciado em rela\u00e7\u00e3o ao gozo, conforme o discurso em quest\u00e3o. A\u00ed j\u00e1 temos pistas: o gozo ocupa um lugar. Ele acontece no corpo ou toca o corpo, que \u00e9 suporte do discurso<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>A partir do sintoma como b\u00fassola para ler e interpretar o que envelopa o modo singular de gozo.<\/p>\n<p>E a quest\u00e3o que considero fundamental do argumento e abre a pesquisa sobre os sintomas contempor\u00e2neos: \u201cSe a ordem n\u00e3o \u00e9 dada pelo Nome-do-Pai, o Outro do Outro, o que assume o ordenamento \u00e9 o dizer. Com isso, a leitura da \u00e9poca assume valor de relev\u00e2ncia por que o dizer, que inclui o corpo, \u00e9 tamb\u00e9m o que favorece os la\u00e7os entre os corpos falantes?<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>O que nos levaria a perguntar, o que regularia o gozo na contemporaneidade?<\/p>\n<p>Quando o S<sub>2<\/sub> que barra o gozo (S<sub>1<\/sub>) e produz uma significa\u00e7\u00e3o como b\u00fassola na vida subjetiva j\u00e1 n\u00e3o opera como fun\u00e7\u00e3o, o que estaria no seu lugar? Identifica\u00e7\u00f5es r\u00edgidas que cristalizam em identidades?<\/p>\n<p>Por \u00faltimo retomo a pergunta, de que lugar falamos?<\/p>\n<p>Lacan abordou o lugar em termos <em>topo-l\u00f3gico <\/em>encontrando assim uma ferramenta para cernir e transmitir o que n\u00e3o \u00e9 transmiss\u00edvel, o gozo, o real da psican\u00e1lise, o que o significante n\u00e3o poder\u00e1 absorver, um <em>topos<\/em> que estabelece uma intima extimidade subjetiva. Assim, com a introdu\u00e7\u00e3o da topologia dos n\u00f3s, os gozos pluralizados podem ser localizados fazendo bordas <em>entre<\/em> os tr\u00eas registros, o gozo f\u00e1lico, o gozo do sentido e o gozo Outro, se deslocando de acordo ao momento nodal subjetivo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o de pesquisa!<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230; ou pior. <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 221<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Stival, M. Argumento da VI Jornada Se\u00e7\u00e3o Sul. Cad\u00ea o gozo? O que diz a \u00e9poca e a cl\u00ednica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 47.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Zelis (EBP \/ AMP) Foi lan\u00e7ado o argumento para a VI Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul: Cad\u00ea o gozo? O que diz a \u00e9poca e a cl\u00ednica, apresentado por M\u00e1rcia Stival. A pergunta, em seu contexto cl\u00ednico e pol\u00edtico, orientar\u00e1 nosso trabalho de pesquisa e abriu uma rica discuss\u00e3o na primeira preparat\u00f3ria realizada. 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