{"id":5455,"date":"2025-06-24T08:07:44","date_gmt":"2025-06-24T11:07:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=5455"},"modified":"2025-06-24T09:07:59","modified_gmt":"2025-06-24T12:07:59","slug":"editorial-boletim-pulsar-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/editorial-boletim-pulsar-01\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Boletim PULS<em>a<\/em>R #01"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<strong>Boletim da VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA gente escreve o que ouve \u2013 nunca o que houve\u201d<br \/>\n<em>Oswald de Andrade<\/em><\/p>\n<p>Um boletim de jornada constitui um espa\u00e7o que se perfaz enquanto percurso, meio do caminho e meio de um caminho. \u00c9 algo ainda aberto, mas que nem por isso permanece de todo desorientado. Longe disso, pode-se sustentar que, por um lado, ele comporta uma s\u00e9rie de questionamentos que dever\u00e3o ser minimamente respondidos a fim de concretizar uma jornada; por outro, ele delineia at\u00e9 mesmo uma sucess\u00e3o de perguntas que \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 talvez acabem por se desdobrar em outras jornadas, sejam elas mais ou menos particulares. Este boletim, P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R, se inscreve justamente a\u00ed, considerando inclusive que o pr\u00f3prio t\u00edtulo da <em>VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul<\/em> carrega uma indaga\u00e7\u00e3o \u2013 \u201ccad\u00ea o gozo?\u201d \u2013, na medida em que volta suas aten\u00e7\u00f5es para as possibilidades e para os modos de \u201coperar sobre o que \u00e9 mais pr\u00f3prio de cada um\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Este nome P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R implica uma duplicidade significante que nos pareceu t\u00e3o oportuna quanto bem-vinda. Em primeiro lugar, ele diz respeito aos corpos vivos, \u00e0queles sem os quais n\u00e3o h\u00e1 gozo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, \u00e0s suas pulsa\u00e7\u00f5es que tantas e tantas vezes nos fazem recordar que \u201cas puls\u00f5es s\u00e3o, no corpo, o eco do fato de que h\u00e1 um dizer\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Mas P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R\u00a0ainda faz refer\u00eancia aos espa\u00e7os mais enigm\u00e1ticos e obscuros: os pulsares, um tipo de estrela de n\u00eautrons composto por um n\u00facleo at\u00f4mico muito concentrado e que gira vertiginosamente. Com os rodopios de seu intenso campo magn\u00e9tico, os pulsares capturam in\u00fameras part\u00edculas e, entre elas, os el\u00e9trons que \u201cemitem feixes de radia\u00e7\u00e3o [&#8230;] como luz vis\u00edvel\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>: \u201cpiscando como se fossem metr\u00f4nomos c\u00f3smicos, os pulsares s\u00e3o mais precisos que o mais preciso rel\u00f3gio comum\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, como um verdadeiro \u201cfarol c\u00f3smico\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Pois bem, se h\u00e1 quem lembre que tamb\u00e9m n\u00f3s somos feitos da poeira das estrelas e se, nesta <em>VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul<\/em>, nos referimos ao gozo como algo que \u201cacontece no corpo ou toca o corpo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, por que n\u00e3o fazer do gozo nosso farol? \u00c9 por isso mesmo que no nome deste boletim tamb\u00e9m inclu\u00edmos o objeto<em> a<\/em> postulado por Lacan como operador de uma logifica\u00e7\u00e3o estratificada e at\u00e9 mesmo fugidia que, tal qual percebemos atrav\u00e9s do n\u00f3 apresentado em <em>A terceira<\/em>, participa do gozo f\u00e1lico (entre Simb\u00f3lico e Real), do gozo do Outro (entre Real e Imagin\u00e1rio) e do sentido (entre Imagin\u00e1rio e Simb\u00f3lico). Aqui, ele j\u00e1 n\u00e3o se confunde com um objeto desejado, mas com aquilo que \u201cconstitui o n\u00facleo elabor\u00e1vel do gozo\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Como destaca Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, trata-se de algo que insiste produzindo ondas \u2013 as mesmas que, no transcurso de um tratamento, nos permitem enxergar melhor aquele buraco negro que se confunde com as experi\u00eancias de gozo. Apostando, ent\u00e3o, que em uma an\u00e1lise n\u00e3o se trata \u201cde gozar mais ou melhor, mas de gozar se machucando menos\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, este boletim comportar\u00e1 duas se\u00e7\u00f5es em cada uma das tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es previstas: <em>ancoragens<\/em> e <em>osso<\/em>.<\/p>\n<p><em>Ancoragens<\/em><\/p>\n<p>Ao longo desta se\u00e7\u00e3o, sem perder de vista as fa\u00edscas de nosso farol e apostando em um esfor\u00e7o de precis\u00e3o, trataremos de incluir pequenos textos que apresentem algumas linhas de conversa e ferramentas de legibilidade que digam respeito especialmente \u00e0s experi\u00eancias de gozo na cl\u00ednica, na cidade e inclusive na Escola. Assim, pretende-se recolher os desdobramentos e as sementes de um saber fazer que se concentre um pouco mais em torno das modula\u00e7\u00f5es do gozo.<\/p>\n<p><em>Osso<\/em><\/p>\n<p>\u201cNo meio do caminho tinha uma pedra<br \/>\ntinha uma pedra no meio do caminho<br \/>\ntinha uma pedra<br \/>\nno meio do caminho tinha uma pedra\u201d<br \/>\n<em>Carlos Drummond de Andrade<\/em><\/p>\n<p>Em <em>O osso de uma an\u00e1lise<\/em>, Miller se serve do poema de Carlos Drummond de Andrade, \u201cNo meio do caminho tinha uma pedra\u201d, para dizer do que se trata em rela\u00e7\u00e3o ao osso de um tratamento<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Essa repeti\u00e7\u00e3o insistente manifesta o car\u00e1ter incontorn\u00e1vel da presen\u00e7a da pedra. E \u00e9 justamente essa repeti\u00e7\u00e3o significante, dir\u00e1 ele, que atrai o sujeito a se colocar no meio do caminho, convocado a ser afetado por essa pedra enquanto obst\u00e1culo intranspon\u00edvel.\u00a0 O caminho cria a pedra, que se encontra no seu meio.<\/p>\n<p>Esse meio pode estar tanto no come\u00e7o (nas an\u00e1lises que se iniciam) como no fim (nas an\u00e1lises que duram). E no fim do caminho h\u00e1 uma pedra preciosa. N\u00e3o haveria caminho, segue Miller, n\u00e3o haveria pedra, se n\u00e3o houvesse ser falante, cujo bem-dizer visa, no percurso de uma an\u00e1lise, a uma opera\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o. Um caminho do contingente ao poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 esse obst\u00e1culo? Pergunta-se o autor. Podemos ultrapass\u00e1-lo? Como?<\/p>\n<p>Ou seja, como nos servirmos da pedra, \u00e0 boa maneira, cernindo algo do gozo, na \u00e9poca do empuxo a um gozo deslocalizado? Em tempos de alian\u00e7a entre o capitalismo e a necropol\u00edtica?<\/p>\n<p>S\u00e3o quest\u00f5es que nos p\u00f5em a trabalho, visando, como analistas, estarmos \u00e0 altura da subjetividade da \u00e9poca, cujo horizonte nunca se alcan\u00e7a, por ser da ordem da impossibilidade, mas que nos permite, no melhor dos casos, estar a uma certa dist\u00e2ncia, para enxergarmos as luzes e a escurid\u00e3o do presente. Nesta se\u00e7\u00e3o, portanto, contaremos com as quest\u00f5es propostas por alguns colegas que estiveram presentes nas atividades e preparat\u00f3rias desta <em>VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul<\/em>. Atrav\u00e9s delas, tamb\u00e9m poderemos nos orientar um pouco mais sobre aquilo que resta, que insiste como uma pedra no meio do caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p>Neste primeiro n\u00famero de P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R, contaremos com quatro textos que giram em torno do lan\u00e7amento da <em>VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul<\/em> que ocorreu em 28 de maio. Na se\u00e7\u00e3o \u201cAncoragens\u201d, teremos a <em>Abertura<\/em> elaborada por Leonardo Scofield (EBP \/ AMP), Diretor Geral da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul, e o <em>Argumento<\/em> apresentado por Marcia Stival (EBP \/ AMP), Coordenadora da VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul. Na se\u00e7\u00e3o \u201cOsso\u201d, contaremos com as quest\u00f5es propostas por Mariana Zelis (EBP \/ AMP) e por Fl\u00e1via C\u00eara (EBP \/ AMP). Este boletim tamb\u00e9m publicar\u00e1 algumas refer\u00eancias escolhidas pela comiss\u00e3o coordenada por Laureci Nunes (EBP \/ AMP) e Paula Nocquet a fim de nos auxiliar no balizamento deste percurso.<\/p>\n<p><em>Last but not least<\/em>, lembramos que este boletim tamb\u00e9m relan\u00e7a um convite elaborado por Augusto de Campos ainda em 1975, quase na mesma \u00e9poca em que Lacan enunciava as pontua\u00e7\u00f5es que seriam conhecidas como <em>A terceira<\/em>. Esse convite veio em \u201cO pulsar\u201d, poema musicado posteriormente por Caetano Veloso, e que diz o seguinte: \u201cOnde quer que voc\u00ea esteja \/ em Marte ou Eldorado \/ abra a janela e veja \/ o pulsar quase mudo \/ abra\u00e7o de anos-luz \/ que nenhum sol aquece \/ e o oco escuro esquece\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Equipe do Boletim P U L S <span style=\"color: #ff0000;\"><em>a<\/em><\/span> R<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Diego Cervelin (EBP \/ AMP) e Val\u00e9ria Beatriz Araujo <em>\u2013 Editores<br \/>\n<\/em>Fernanda Batista e Priscila de S\u00e1 Santos<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Stival, M. Argumento para a VI\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul: Cad\u00ea o gozo? O que diz a \u00e9poca e a cl\u00ednica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Lacan, J; Miller, J.-A. <em>A terceira \/ Teoria de lal\u00edngua.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2022, pp. 38-39.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma.<\/em> Rio de Janeiro, Zahar,<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Sagan, C. A vida das estrelas. In: ___. <em>Cosmos.<\/em> S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 302.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ibidem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Ibidem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Stival, M. Argumento para a VI\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul: Cad\u00ea o gozo? O que diz a \u00e9poca e a cl\u00ednica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lacan, J; Miller, J.-A. <em>A terceira \/ Teoria de lal\u00edngua.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2022, p. 35.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Brousse, M-H. <em>Modo de gozar en femenino.<\/em> Olivos: Grama Ediciones, 2021, p. 13.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Arom\u00ed, A. Vamos l\u00e1! In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 89, p. 79, dez. 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Miller, J.-A. A opera\u00e7\u00e3o-redu\u00e7\u00e3o. In: ___. <em>O osso de uma an\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2015, pp. 15-28.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Hlgkz-g-ukc&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]Boletim da VI Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul P U L S a R \u201cA gente escreve o que ouve \u2013 nunca o que houve\u201d Oswald de Andrade Um boletim de jornada constitui um espa\u00e7o que se perfaz enquanto percurso, meio do caminho e meio de um caminho. \u00c9 algo ainda aberto, mas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-5455","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vi-jornada","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5455","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5455"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5455\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5490,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5455\/revisions\/5490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5455"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5455"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5455"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5455"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}