{"id":5358,"date":"2025-04-29T09:14:24","date_gmt":"2025-04-29T12:14:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=5358"},"modified":"2025-04-29T10:01:37","modified_gmt":"2025-04-29T13:01:37","slug":"da-escola-que-atrapalha-o-gozo-a-interpretacao-desagregativa1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/da-escola-que-atrapalha-o-gozo-a-interpretacao-desagregativa1\/","title":{"rendered":"Da Escola que atrapalha o gozo \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o desagregativa[1]"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em><strong>Nohem\u00ed Brown[2] (EBP\/AMP)\u00a0<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5359\" aria-describedby=\"caption-attachment-5359\" style=\"width: 236px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5359\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/modos_de_usa_007_002-236x300.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/modos_de_usa_007_002-236x300.jpg 236w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/modos_de_usa_007_002.jpg 314w\" sizes=\"auto, (max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5359\" class=\"wp-caption-text\">Wassily Kandinsky<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quero agradecer \u00e0 Gresiela e ao Arthur por suas contribui\u00e7\u00f5es. Um trabalho de enuncia\u00e7\u00e3o que anima, <em>que toca e produz crise,<\/em> se tomamos a ideia de Gresiela. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m porque extra\u00edram um ponto do texto \u201cTeoria de Turim: sobre o sujeito da Escola\u201d[3] para elaborar. Achei importante isso, pois \u00e9 nosso texto de trabalho neste momento.<\/p>\n<p>Gostaria de destacar de entrada uma pergunta que, me parece, reverbera nos dois textos e que, cada um \u00e0 sua maneira, visa elucidar ou pontuar: O que \u00e9 a Escola Sujeito?<\/p>\n<p>De in\u00edcio, a partir dos trabalhos, podemos dizer: \u00e9 importante n\u00e3o dar por suposto o que isso quer dizer. Essa \u00e9 a pergunta que se abre inclusive j\u00e1 com o t\u00edtulo do texto de Jacques-Alain Miller, a que se refere quando fala do Sujeito da Escola? Sujeito dividido? Sujeito barrado? Sujeito suposto saber?&#8230; Essas s\u00e3o as dimens\u00f5es do sujeito que tanto Arthur como Gresiela foram respondendo e colocando a trabalho.<\/p>\n<p>Se pensamos a Escola como sujeito, quase damos uma consist\u00eancia a ela. Ela \u00e9 o sujeito da frase, mas, como bem situam as elabora\u00e7\u00f5es de Gresiela e Arthur, trata-se melhor de destacar o lugar de inconsist\u00eancia. O que a torna inconsistente \u00e9 o que faz dela uma experi\u00eancia inaugural, o mais vivo e s\u00f3 a partir desse ponto pode haver um lugar para a transfer\u00eancia de trabalho.<\/p>\n<p>Vou destacar alguns pontos do texto de cada um, os quais extra\u00ed com precis\u00f5es que me ensinam, mas tamb\u00e9m alguns que me colocaram perguntas e sobre os quais espero que possamos conversar depois.<\/p>\n<p><strong>Sobre o texto de Gresiela<\/strong><\/p>\n<p>Uma pontua\u00e7\u00e3o que destaco, surgida de um <em>lapsus<\/em> e que foi muito importante. \u00c9 uma esp\u00e9cie de hip\u00f3tese sobre a Escola: \u201cA Escola atrapalha demais o gozo\u201d. Para este semin\u00e1rio, podemos colocar essa afirma\u00e7\u00e3o como uma pergunta: A Escola atrapalha o gozo? O que isso quer dizer? Pelo efeito que produziu e deu lugar a um desejo, parece que \u00e9 interessante que uma Escola de psican\u00e1lise atrapalhe o gozo. Mas atrapalha o gozo pr\u00f3prio, o dos outros? \u00c9 interessante dizer atrapalha e n\u00e3o ordena, o que \u00e9 outra coisa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m achei instigante o t\u00edtulo, que \u00e9 de fato o ponto que sustenta Gresiela a partir de Anne Carson: <em>todo contato \u00e9 crise<\/em>. O termo crise me pareceu muito interessante, pois, trabalhando sobre os cart\u00e9is, os momentos de crise eram momentos dif\u00edceis, mas, ao mesmo tempo, quando se extra\u00eda da crise o vivo da experi\u00eancia, o que estava em jogo no impasse, produziam-se efeitos de ensino, mesmo que o cartel se dissolvesse. Este foi um ponto importante. Inclusive, um dos textos de que mais gosto do livro que organizei sobre os cart\u00e9is \u00e9 a pergunta que lancei a Bernardino Horne e que ele n\u00e3o recuou em responder. Perguntei para ele se h\u00e1 cartel sem crise[4]. Se h\u00e1 cartel sem crise, podemos dizer: \u2018\u00c9 outra coisa, n\u00e3o \u00e9 cartel\u2019, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se trata de gozar produzindo crises. A crise se apresenta evidenciando o real em jogo, tanto no pr\u00f3prio trabalho do cartel como no pr\u00f3prio grupo. Esse \u00e9 um ponto que me parece importante destacar da contribui\u00e7\u00e3o de Gresiela. Ela coloca essa dimens\u00e3o da crise em termos de alteridade enigm\u00e1tica. Podemos dizer que fazer da alteridade algo enigm\u00e1tico \u00e9 j\u00e1 dar um passo importante, mas n\u00e3o natural. Dar a isso que irrompe em sua estranheza como alteridade um estatuto de enigma \u00e9 j\u00e1 fazer da alteridade um enigma que nos incumbe. E n\u00e3o como algo deslocado aos outros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a dimens\u00e3o da alteridade que vem sob a forma do estranho no outro e que nos toca abre a pergunta: quem \u00e9 esse quem fala? \u201cOnde estou no dizer?\u201d[5] Isso j\u00e1 \u00e9 um deslocamento que, como bem situa Gresiela, \u201ch\u00e1 a\u00ed um tipo de desaparecimento do sujeito\u201d que se surpreende com sua enuncia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Escola como um lugar, n\u00e3o tanto em seu estatuto geogr\u00e1fico, local, mas um <em>lugar<\/em> <em>a ser sustentado em seu n\u00e3o saber<\/em>. Um lugar marcado por um litoral que tem no seu centro o n\u00e3o saber. Sabemos que a Escola implica sustentar a pergunta sobre o que \u00e9 um analista? Uma pergunta em termos l\u00f3gicos \u00e9 algo que n\u00e3o se sabe. Esse n\u00e3o saber implica sustentar de forma viva a dimens\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma defini\u00e7\u00e3o nem descri\u00e7\u00e3o que possa dar conta do ser do analista. Ou como diz Gresiela: \u201cO n\u00e3o saber como centro para que nada ganhe consist\u00eancia r\u00edgida\u201d. Ent\u00e3o, quando algo se torna consistente, h\u00e1 que pensar o que est\u00e1 em jogo. A Escola se sustenta como esse lugar de n\u00e3o saber porque sustenta o discurso anal\u00edtico. N\u00e3o se trata do gozo da eterna interroga\u00e7\u00e3o, mas o furo que a pr\u00f3pria palavra implica em seu impacto com o corpo. O que da crise toca.<\/p>\n<p>Gresiela traz diferentes dimens\u00f5es do Um na Escola e que acho importante destacar:<\/p>\n<ol>\n<li>Traz o Um e o M\u00faltiplo. Poder\u00edamos dizer que o Um como orienta\u00e7\u00e3o do m\u00faltiplo, Um que preserva a riqueza do m\u00faltiplo. Nesse sentido, o significante orienta\u00e7\u00e3o em si mesmo implica essa inconsist\u00eancia. N\u00e3o diz o que \u00e9, nem como deveria ser, mas marca uma dire\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>E o Um a Um como essas solid\u00f5es, como diz no texto: \u201cUm que pode fazer da crise um movimento\u201d.<\/li>\n<li>Mas tamb\u00e9m coloca uma interroga\u00e7\u00e3o que eu gostaria retomar: sobre o Um e a fantasia. Parece-me muito pertinente, pois indica que s\u00f3 atrav\u00e9s da experi\u00eancia anal\u00edtica e do atravessamento da fantasia algo desse Um do ideal pode ser tocado. \u00c9 isso? Como pensar essas diferentes dimens\u00f5es do Um?<\/li>\n<\/ol>\n<p>E tamb\u00e9m parece que h\u00e1 certa contradi\u00e7\u00e3o no texto de Miller, entre o Sujeito Escola[6] e um sujeito que tem rela\u00e7\u00e3o com seu ideal: por um lado, parece dar consist\u00eancia \u00e0 Escola como sujeito, mas por outro a faz desconsistir, remetendo cada um \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o com o ideal, com o pr\u00f3prio gozo. Que \u00e9 um ponto que me parece que Gresiela situa: a Escola atrapalha o gozo. Que gozo se trata de atrapalhar?<\/p>\n<p>Vou retomar algo que Gresiela colocou no in\u00edcio: parece-me que quando situa a quest\u00e3o do Sujeito suposto Saber colocado na Escola, pode ser dada a \u00eanfase ao lugar do saber, muitas vezes encarnado em alguns. Mas tamb\u00e9m me parece interessante poder interrogar o que chamamos de Sujeito suposto Saber&#8230; Se o colocamos como a encarna\u00e7\u00e3o de saber, dilui-se a dimens\u00e3o da suposi\u00e7\u00e3o e ali h\u00e1 sujeito que sabe. E no pr\u00f3prio dispositivo anal\u00edtico isso leva ao pior. Vou retomar novamente Bernardino, pois ele coloca Sujeito suposto Saber em seu livro sobre o <em>Campo Uniano<\/em> como a estrutura elementar da linguagem. Bernardino diz assim: \u201cPara Lacan, o SsS \u00e9 de estrutura. Da estrutura pr\u00f3pria da linguagem. Se instala pela suposi\u00e7\u00e3o de que uma pergunta inclui, pela raz\u00e3o pr\u00f3pria da linguagem, uma poss\u00edvel resposta\u201d[7].<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por um lado temos o SsS; por outro, \u201cTu podes saber o que pensa a Escola\u201d, frase de Lacan que situa muito bem Gresiela. Mas como colocar ali a Escola como Sujeito suposto Saber? Dito assim, fica como se fosse exterior ao que se sabe&#8230; Mas ali podemos introduzir o Sujeito suposto Saber, onde nos implica. Onde se coloca em jogo e nos coloca em jogo, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Escola, uma transfer\u00eancia de trabalho desde onde se elaboraram esses produtos. Podemos dizer ent\u00e3o: pode-se saber pelo que produzem aqueles que a sustentam e participam, seus membros e n\u00e3o membros. Vou diz\u00ea-lo com as palavras de Bernardino: a Escola se instala como SsS pela suposi\u00e7\u00e3o de que uma pergunta inclui, pela raz\u00e3o pr\u00f3pria da linguagem, uma poss\u00edvel resposta. Colocar-se a trabalho na Escola para elaborar essa poss\u00edvel resposta pode dar lugar a um produto. Parece-me que isso desloca o lugar do SsS.<\/p>\n<p>A Escola n\u00e3o como entidade abstrata que sabe, mas onde cada um coloca o corpo, sendo desej\u00e1vel que pela sua an\u00e1lise esteja advertido de seu sintoma e saiba fazer a partir dele.<\/p>\n<p><strong>Sobre o texto de Arthur<\/strong><\/p>\n<p>Arthur retoma inclusive o que \u00e9 uma Escola. E a situa ao lado dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos. Mas a pergunta que se faz me parece que vale a pena destacar: \u201cPor que a proposta de Lacan foi de uma Escola, n\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o, sociedade, gr\u00eamio, confraria, irmandade etc.?\u201d. Na pr\u00f3pria pergunta se situa que Escola est\u00e1 nas ant\u00edpodas do que implica uma associa\u00e7\u00e3o, sociedade, grupo de psicanalistas. O significante Escola est\u00e1 vinculado com a dimens\u00e3o de ensino e este se coloca em seu centro. Contudo, trata-se, como j\u00e1 colocamos, de um ensino que tem no centro n\u00e3o o que se sabe para diz\u00ea-lo e repeti-lo, mas um ponto imposs\u00edvel de saber, imposs\u00edvel de ensinar. O que \u00e9 um analista? Isto \u00e9, s\u00f3 a partir da experi\u00eancia anal\u00edtica que isso pode ser recolhido. O que desloca o sujeito que ensina, ele \u00e9 mais bem ensinado a partir da sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente. Por isso, seguindo a ideia de <em>onde estou no dizer<\/em>: podemos retomar a pergunta \u201cmas quem ensina na Escola?\u201d No instituto sabemos, na Escola isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil de situar, mas o ensino \u00e9 seu centro.<\/p>\n<p>Como Arthur faz saber, o que est\u00e1 em jogo em uma sociedade pode ser v\u00e1rias outras coisas e n\u00e3o necessariamente o ensino. A proposta de uma Escola \u00e9 uma resposta l\u00f3gica ao impasse da sociedade psicanal\u00edtica da \u00e9poca, a IPA. Essa \u00e9 a cr\u00edtica de Lacan e, como Arthur lembra, ele a nomeia ironicamente como SAMCDA &#8211; Sociedade de Defesa contra o Discurso Anal\u00edtico. N\u00f3s nos juntamos para dizer o que \u00e9 um analista prescindindo do discurso anal\u00edtico; reconhecemo-nos entre n\u00f3s, alguns como didatas. O discurso anal\u00edtico n\u00e3o faz sociedade, o discurso anal\u00edtico desagrega; por isso, \u00e9 dif\u00edcil sustentar uma Escola que leve em conta o discurso anal\u00edtico. N\u00e3o se trata de nos juntar para criticar e dizer o que deveria ser \u2013 isso segue a mesma l\u00f3gica do SAMCDA. O discurso anal\u00edtico apela para a dimens\u00e3o do imposs\u00edvel que est\u00e1 na pr\u00f3pria experi\u00eancia anal\u00edtica, do que a psican\u00e1lise nos ensina sabendo que \u00e9 imposs\u00edvel ensin\u00e1-lo. A Escola entra como este lugar que acolhe esse ponto. Ela nos descompleta. Nisso o texto de Bassols sobre a Imposs\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o do analista[8] \u00e9 muito preciso.<\/p>\n<p>Mas o desejo de fazer Escola implica o in\u00e9dito que Arthur destaca e me parece importante. Inclusive, permite situar o que Miller diz da Escola, em <em>Pol\u00edtica lacaniana<\/em>[9], como uma experi\u00eancia inaugural. Podemos dizer inaugurada por Lacan, mas \u00e9 inaugural para cada um de n\u00f3s e ali est\u00e1 o in\u00e9dito. De onde nos inscrevemos e o que nos leva a reconhecer o desejo que nos implica a fazer parte dela. E \u00e9 constante manter essa experi\u00eancia como inaugural, tem algo que se inaugura a cada vez. Nisso a permuta\u00e7\u00e3o nos ensina.<\/p>\n<p>Parece-me que o in\u00e9dito implica tamb\u00e9m o <em>onde estou no dizer<\/em>, como diferente do que se quis dizer. Do lugar de onde se fala \u00e9 algo que vai al\u00e9m da intencionalidade e que atravessa o dito. O dizer acontece. Ele se extrai como consequ\u00eancia e \u00e9 o que podemos ler como efeito. Parece-me que a partir da elabora\u00e7\u00e3o de Arthur podemos articular a dimens\u00e3o da solid\u00e3o. Como ele diz, a<\/p>\n<blockquote><p>Escola de Lacan \u00e9 um conglomerado de solid\u00f5es, de um-a-um referenciados nesse ideal que \u00e9 a Escola, e\/ou ent\u00e3o a Causa Freudiana. Uma elabora\u00e7\u00e3o a fim de saber do lugar de onde se diz, s\u00f3 se pode fazer a partir desse lugar solit\u00e1rio, desse lugar de <em>um <\/em>que tem <em>uma <\/em>rela\u00e7\u00e3o com esse ideal.<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00e3o, portanto, duas dimens\u00f5es diferentes da causa: uma causa que une e faz grupo, juntos por uma causa; outra, muito diferente \u2013 a do lugar de onde estou no dizer, que tem a ver com a solid\u00e3o subjetiva e da qual cada um se faz respons\u00e1vel a partir da sua an\u00e1lise.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ponto em que Arthur toca e que gostaria de retomar um pouco. \u00c9 a dimens\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o. Talvez para a \u00faltima reuni\u00e3o poder\u00edamos consider\u00e1-la, mas gostaria de lan\u00e7ar a pergunta um pouco a partir do pr\u00f3prio texto de Miller. De que interpreta\u00e7\u00e3o falamos quando falamos de interpreta\u00e7\u00e3o desagregativa? De interpreta\u00e7\u00e3o na Escola-Sujeito? Algu\u00e9m que se al\u00e7a para faz\u00ea-la? Um grupo? Considero que \u00e9 mais complicado. Trata-se de algo que nos interpreta, um ato, um movimento, uma repeti\u00e7\u00e3o, o que faz sintoma na Escola. Inclusive, se tomamos como refer\u00eancia o dispositivo da conversa\u00e7\u00e3o, tem como condi\u00e7\u00e3o que se coloque algo de si e se deixar tocar. A interpreta\u00e7\u00e3o vem como efeito do dizer de todos os implicados, do outro que me coloca a trabalho e me faz modular, reformular algo que considerava que sabia. H\u00e1 algo de um consentir com isso que me remete ao <em>onde estou no dizer<\/em> e n\u00e3o ao <em>quis dizer<\/em>.<\/p>\n<p>Trago isto como uma provoca\u00e7\u00e3o, mas de fato me faz pensar. Vamos aos textos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">[1] Coment\u00e1rio realizado no Semin\u00e1rio de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana: Onde estou no dizer. Ensino e enuncia\u00e7\u00e3o. No dia 30 de outubro de 2024. A partir das apresenta\u00e7\u00f5es de Gresiela Nunes e Arthur Cipriani que podem ser lidos a seguir.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[2] Membro da EBP\/AMP. Presidente do Conselho da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[3] MILLER, J.-A. Teoria de Turim: sobre o sujeito da Escola. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>, S\u00e3o Paulo, ano 7, n. 21, p. 1-16, nov. 2016.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[4] HORNE, B. Sobre a crise no cartel: h\u00e1 cartel sem crise? In: BROWN, N. (org.). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2021. p. 103-112.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[5] LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 19: <em>&#8230;ou pior<\/em>. (1971-1972) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 225.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[6] Chama a aten\u00e7\u00e3o que usamos mais comumente o sintagma Escola-Sujeito, mas no t\u00edtulo do texto de Miller \u00e9 colocado Sujeito da Escola.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[7] HORNE, B. A pergunta pelo Real. In: HORNE, B.; GURGEL, I. (orgs.). <em>O Campo Uniano<\/em>: o \u00faltimo ensino de Lacan e suas consequ\u00eancias. Goiania: Ares Editora, 2022. p. 27.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[8] BASSOLS, M. A imposs\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o do analista. <em>Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 81, p. 28-50, dez. 2017.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">[9] MILLER, J.-A. <em>Pol\u00edtica lacaniana<\/em>. Buenos Aires: Colecci\u00f3n Diva, 1999. p. 20.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nohem\u00ed Brown[2] (EBP\/AMP)\u00a0 Quero agradecer \u00e0 Gresiela e ao Arthur por suas contribui\u00e7\u00f5es. Um trabalho de enuncia\u00e7\u00e3o que anima, que toca e produz crise, se tomamos a ideia de Gresiela. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m porque extra\u00edram um ponto do texto \u201cTeoria de Turim: sobre o sujeito da Escola\u201d[3] para elaborar. 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