{"id":5107,"date":"2024-09-18T06:20:48","date_gmt":"2024-09-18T09:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=5107"},"modified":"2024-09-18T13:30:29","modified_gmt":"2024-09-18T16:30:29","slug":"editorial-boletim-corpografias-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/editorial-boletim-corpografias-4\/","title":{"rendered":"Editorial \u2013 Boletim Corpografias #4"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5118\" aria-describedby=\"caption-attachment-5118\" style=\"width: 980px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5118 size-large\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"980\" height=\"654\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-300x200.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-768x512.jpg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/corpografias-004-001-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5118\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Foto Lina Sumizono &#8211; Mostra Cura &#8211; 2022 Curitiba<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A duas semanas da 5\u00aa Jornada de Psican\u00e1lise da EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Sul, o boletim Corpografias #4 traz uma s\u00e9rie de textos que foram produtos da \u00faltima preparat\u00f3ria, em torno do eixo \u201cO discurso faz do corpo um corpo\u201d. As quest\u00f5es giraram entre enuncia\u00e7\u00e3o, enunciado, dizer, dito e discurso, convocando a uma distin\u00e7\u00e3o dos tempos l\u00f3gicos, que inclui lal\u00edngua e a letra. Conceitos que certamente voltar\u00e3o a circular nas apresenta\u00e7\u00f5es de trabalhos e conversa\u00e7\u00f5es nos dias 4 e 5 de outubro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No argumento, Cinthia Busato abordou o corpo, o gozo e o ato do analista, com algumas orienta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas: a distin\u00e7\u00e3o entre sutura freudiana e emenda lacaniana; a possibilidade de a presen\u00e7a do analista desestruturar algo no fantasma do analisante; e a de apontar a hi\u00e2ncia entre o discurso e o corpo para recolher o Outro corporal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lemos o esfor\u00e7o de circunscrever o que n\u00e3o \u00e9 a enuncia\u00e7\u00e3o (nem enunciado, nem ato performativo, por exemplo) no texto de Eneida Medeiros, fruto do cartel fulgurante composto com Juliana Rego Silva, Juan C. Galigniana, Rafael Marques Longo e o mais-Um Ant\u00f4nio Teixeira. Ela contrap\u00f5e enuncia\u00e7\u00e3o e discurso, e indaga se aquela percorre o caminho inverso deste: \u201cSeria a enuncia\u00e7\u00e3o o retorno da palavra, quando esse enunciado consegue resgatar o vivo do trauma do choque da linguagem no corpo, fazendo ouvir uma outra voz no texto, diferente da que se expressou no enunciado?\u201d. Com Joyce, tamb\u00e9m distingue mist\u00e9rio e enigma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro autor convocado \u00e9 Michael Foucault, a quem Juliana recorre para tratar ent\u00e3o, n\u00e3o somente do choque de lal\u00edngua, mas do acontecimento de corpo no encontro <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">com restos discursivos dispostos na cultura. Como podemos pensar o que ressoa disso na cl\u00ednica hoje<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">? Sugere a interdisciplinaridade \u201ccomo um dos caminhos poss\u00edveis para a psican\u00e1lise estar \u00e0 altura de sua \u00e9poca\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso nos conduz \u00e0 discuss\u00e3o sobre as fun\u00e7\u00f5es de lal\u00edngua, da linguagem e da equivocidade da letra, levantadas por Juan C. Galigniana ao questionar o que se entende por \u201cum corpo que funcione\u201d, a partir do caso de duas irm\u00e3s indianas tardiamente submetidas \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o. Enfatiza, ademais, a proposi\u00e7\u00e3o lacaniana de que \u201co saber do um se revela n\u00e3o vir do corpo\u201d, sen\u00e3o \u201cdo significante Um\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outra via, com base na quest\u00e3o de Cinthia Busato <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">sobre o que se inclui do vivo do corpo no ato anal\u00edtico, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Rafael Marques Longo faz uma provoca\u00e7\u00e3o acerca da fun\u00e7\u00e3o do gozo do analista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E quais as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade para o vivo do desejo da crian\u00e7a? A pergunta fundamenta a contribui\u00e7\u00e3o de Fernanda Baptista no texto Ensinar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">a<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> dizer. Valendo-se de uma vinheta cl\u00ednica, a da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">pequena cozinheira<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ressalta a \u201ccad\u00eancia entre aus\u00eancia e presen\u00e7a\u201d, tanto na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filha, quanto no par transferencial. Rafaela Maester, desde a comiss\u00e3o de refer\u00eancias, sustenta \u201co analista como presen\u00e7a viva que pode fazer ressoar atrav\u00e9s da vibra\u00e7\u00e3o da voz, do olhar, da pr\u00f3pria movimenta\u00e7\u00e3o do corpo, a vivacidade necess\u00e1ria na escuta de cada caso\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por sua vez, Jes\u00fas Santiago apresenta formula\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que indicam como se aprisionam os sujeitos obsessivos, considerando a estrat\u00e9gia de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fazer-se de morto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> diante do desejo: trancar-se na \u201cjaula de seu narcisismo\u201d para dar conta das \u201cferas do real\u201d. Ent\u00e3o, como arranc\u00e1-los da ascend\u00eancia do olhar, servindo-se da equivocidade com o objeto <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">a<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> voz?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acudindo ao \u00faltimo ensino, Teresa Pavone resgata o uso inovador da teoria dos conjuntos de Frege para \u201cchegar \u00e0 quest\u00e3o do Um e distingui-lo do ser, em Lacan, a partir [&#8230;] do conjunto vazio que inicia a s\u00e9rie dos n\u00fameros naturais\u201d. Face a isso, como se d\u00e1 o desenvolvimento l\u00f3gico que funda o Um?\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Presente em cada n\u00famero do Corpografias, com sua obra, o artista visual Francisco Faria detalha a l\u00f3gica do seu processo de cria\u00e7\u00e3o em entrevista \u00e0 psicanalista e ensa\u00edsta Bianca Dias. Diz-se interessado nas margens das paisagens, quase despercebidas, mas cuja beleza se imp\u00f5e pelo tempo. Seu trabalho passa por encontrar \u201co vis\u00edvel ali onde seu significado estava de tal forma reconhecido, e triunfalmente calcificado, que quase havia deixado de existir\u201d. Vir\u00e1-lo do avesso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A comiss\u00e3o de acolhimento, na voz de Maria Luiza Rovaris Cidade, traz a dimens\u00e3o do enla\u00e7ar corpos e experi\u00eancias, e convida-nos a uma jornada de celebra\u00e7\u00e3o com poemas de Hilda Hilst, Matilde Campilho e Aline Bei, al\u00e9m de novas playlists.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As inscri\u00e7\u00f5es para a 5\u00b0 Jornada da Ebp-Sul se encerram no dia 04 de outubro. No site, voc\u00ea encontra as sugest\u00f5es de hospedagens em Florian\u00f3polis. Prepare-se!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A duas semanas da 5\u00aa Jornada de Psican\u00e1lise da EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Sul, o boletim Corpografias #4 traz uma s\u00e9rie de textos que foram produtos da \u00faltima preparat\u00f3ria, em torno do eixo \u201cO discurso faz do corpo um corpo\u201d. 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