{"id":4889,"date":"2024-05-17T06:56:24","date_gmt":"2024-05-17T09:56:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=4889"},"modified":"2024-05-17T06:56:24","modified_gmt":"2024-05-17T09:56:24","slug":"na-quadratura-do-circulo-as-vezes-o-circulo-e-uma-elipse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/na-quadratura-do-circulo-as-vezes-o-circulo-e-uma-elipse\/","title":{"rendered":"Na quadratura do c\u00edrculo, \u00e0s vezes, o c\u00edrculo \u00e9 uma elipse"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\">A arte n\u00e3o reproduz o vis\u00edvel, mas torna vis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Paul Klee, \u201cCredo criativo\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4890\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-210x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-210x300.jpeg 210w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-716x1024.jpeg 716w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-768x1098.jpeg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-1074x1536.jpeg 1074w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-1432x2048.jpeg 1432w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/06.-Divulgacao-1-1-scaled.jpeg 1790w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/p>\n<p>Como discursos, corpos e a causa do dizer poderiam se transformar em imagens-convites ao trabalho? Ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo de intensos debates na arte, pol\u00edtica e psican\u00e1lise, poder\u00edamos falar em \u201crepresenta\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cfigura\u00e7\u00e3o\u201d? N\u00e3o haveria a\u00ed o perigo de abrir m\u00e3o da pot\u00eancia subversiva da psican\u00e1lise? Como sustentar a import\u00e2ncia do dizer como suporte de implica\u00e7\u00e3o subjetiva se engross\u00e1ssemos o coro de que \u201cuma imagem vale mais do que mil palavras\u201d? E os restos que adquirem uma contextura t\u00e3o palp\u00e1vel em nossos div\u00e3s?<\/p>\n<p>Na Comiss\u00e3o de Divulga\u00e7\u00e3o, decidimos apostar em propostas que comportassem algum abalo nos sentidos: imagens equ\u00edvocas, corporeidades em movimento, inquietudes, mas tamb\u00e9m \u201cpolifonia\u201d, significante que surgiu em um encontro com as demais comiss\u00f5es da 5\u00aa Jornada. Propostas que dessem margem para cada um se sentir convidado a colocar algo de seu&#8230; uma surpresa, um estranhamento, alguma pergunta \u2013 as resson\u00e2ncias e os ru\u00eddos.<\/p>\n<p>Nossa escolha pela pintura de Paul Klee se deu mais pela apresenta\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o que pela representa\u00e7\u00e3o e figura\u00e7\u00e3o. \u201cApresenta\u00e7\u00e3o\u201d para tornar vis\u00edvel o come\u00e7o de uma caminhada orientada por significantes complexos, que instiguem o trabalho de membros e participantes atrav\u00e9s de um vazio pulsante. \u201cTradu\u00e7\u00e3o\u201d porque, na contram\u00e3o da fixidez, trata-se de abrir brechas no saber e possibilitar leituras outras em torno do que escapa.<\/p>\n<p>Antes de formas definidas,\u00a0 Klee nos coloca diante de geometrias inexatas feitas com pinceladas t\u00e3o grossas e r\u00e1pidas que quase parecem uma picha\u00e7\u00e3o ou um baixo relevo. Tra\u00e7os e superf\u00edcies desenham um corpo a corpo no qual as tintas nem sempre se depositam de forma pac\u00edfica sobre a tela, j\u00e1 que os veios da trama se imp\u00f5em, desvelando o inacabamento pr\u00f3prio do vivo. O nome, \u201cAlea jacta\u201d, ecoa parte da frase dita por J\u00falio C\u00e9sar ao atravessar o Rubic\u00e3o, mas falta um verbo: <em>est<\/em>. Por que n\u00e3o fazer dessa suspens\u00e3o equ\u00edvoca a intrus\u00e3o topol\u00f3gica de um instante mais pl\u00e1stico que est\u00e1tico? Desse modo, o quadro parece pedir um pouco mais de inquietude e um pouco menos de certezas, como uma circularidade que se desprende do centro e se faz elipse, incluindo mais de um foco.<\/p>\n<p>Nas propostas de trabalho desta comiss\u00e3o, ainda apostaremos em pe\u00e7as soltas para destacar pontos de interesse da Se\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m aquilo que, vindo de outros campos, possa descortinar novas nuances no arranjo at\u00e9 ent\u00e3o vigente. Lan\u00e7aremos recortes de filmes, leituras e coment\u00e1rios, incluindo refer\u00eancias, an\u00fancios e resson\u00e2ncias do que for produzido desde as preparat\u00f3rias at\u00e9 a 5\u00aa Jornada.<\/p>\n<p><strong>Comiss\u00e3o de Divulga\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Diego Cervelin (coord.)<\/li>\n<li>Licene Garcia<\/li>\n<li>Luciana Romagnolli<\/li>\n<li>Priscila de S\u00e1 Santos<\/li>\n<li>Val\u00e9ria Beatriz Araujo<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arte n\u00e3o reproduz o vis\u00edvel, mas torna vis\u00edvel. Paul Klee, \u201cCredo criativo\u201d Como discursos, corpos e a causa do dizer poderiam se transformar em imagens-convites ao trabalho? Ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo de intensos debates na arte, pol\u00edtica e psican\u00e1lise, poder\u00edamos falar em \u201crepresenta\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cfigura\u00e7\u00e3o\u201d? 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