{"id":4837,"date":"2024-05-17T06:50:31","date_gmt":"2024-05-17T09:50:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=4837"},"modified":"2024-05-20T11:45:29","modified_gmt":"2024-05-20T14:45:29","slug":"editorial-boletim-corpografias-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/editorial-boletim-corpografias-1\/","title":{"rendered":"Editorial  Boletim Corpografias #1"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4879 size-medium\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1-300x272.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1-300x272.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1-1024x927.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1-768x696.jpg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1-1536x1391.jpg 1536w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/01.-Editorial-1-1.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>O lan\u00e7amento da 5\u00b0 Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul, acontecido no dia 08 de maio, causou efeitos. Orienta\u00e7\u00f5es, quest\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es surgidas na conversa\u00e7\u00e3o marcam o in\u00edcio do caminho rumo a outubro. Fazendo s\u00e9rie com esses efeitos, eis a publica\u00e7\u00e3o de nosso primeiro n\u00famero.<\/p>\n<p>Entendemos o Boletim como uma superf\u00edcie, um corpo \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 que possa ser tocado e atravessado pelo trabalho de cada um de voc\u00eas. Nessa dire\u00e7\u00e3o, e como t\u00e3o precisamente pontuou Nohem\u00ed Brown em sua apresenta\u00e7\u00e3o do argumento: \u201c\u00e9 com a linguagem que n\u00f3s contamos, n\u00e3o sa\u00edmos dela\u201d. Uma vez advertidos disso, apostamos em fazer algo diferente, algo novo com ela. Esse saber-fazer caracteriza a pot\u00eancia do discurso anal\u00edtico em seu lugar de exce\u00e7\u00e3o \u00e0 l\u00f3gica da domina\u00e7\u00e3o, e pode possibilitar a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise pela reinven\u00e7\u00e3o dos uns-sozinhos \u2013 que Gresiela retoma com tanto cuidado em sua fala de abertura.<\/p>\n<p>A escolha do nome do boletim procura traduzir algo dessa aposta. Partimos da dan\u00e7a como primeira alternativa: <em>Coreografias. <\/em>N\u00e3o seria tamb\u00e9m ela uma busca de articular o movimento dos corpos em suas sincronias e assincronias? Uma tentativa de la\u00e7o? Um breve passo para l\u00e1, permitiu-nos a introdu\u00e7\u00e3o de um segundo elemento, a letra <strong><em>p<\/em><\/strong> em substitui\u00e7\u00e3o da <strong><em>e<\/em><\/strong>: <em>Corpografias<\/em>.<\/p>\n<p>A verdadeira descoberta se deu logo em seguida. No encontro com os <em>reflexos<\/em> criados entre os poemas de Josely Vianna Baptista e a arte visual de Francisco Faria, presentes no livro Corpografias, de 1992<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Agradecemos a ambos, muito especialmente, pela autoriza\u00e7\u00e3o ao uso de algumas dessas obras, que voc\u00eas ter\u00e3o oportunidade de apreciar a cada edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o \u00e9 sem algo do imposs\u00edvel de dizer que a psican\u00e1lise se move, esses artistas nos relembram, com seus tra\u00e7os, as inven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. E mais: h\u00e1 um momento dessa experi\u00eancia criativa em que se revela o que Francisco Faria chamou, em uma conversa amena, de uma<em> dimens\u00e3o do indescrit\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p><em>Coreografias <\/em>e<em> Corpografias. <\/em>Ao colocar as duas letras em altern\u00e2ncia cont\u00ednua, surgem esses nomes em tor\u00e7\u00e3o quase moebiana. Assim, eles escapam \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o, abrem-se a deslocamentos imprevistos. Cada dan\u00e7arino-sozinho ganha oportunidade de inscrever, com seu corpo, rodopios singulares. Quem sabe possibilitando a emerg\u00eancia daquilo do corpo que n\u00e3o \u00e9 fisgado pelo <em>discurso coreogr\u00e1fico<\/em>.<\/p>\n<p>Na terceira linha do poema visual que acompanha este editorial<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, n\u00e3o mais h\u00e1 as duas letras<em>. <\/em>Contudo<em>, <\/em>algo resta. Um grafema, essa unidade m\u00ednima distintiva da escrita? Uma fun\u00e7\u00e3o? N\u00e3o qualquer uma, mas n\u00e3o \u00e9 o momento de nos determos em suas implica\u00e7\u00f5es ao longo do ensino de Lacan. Mantenha-se, por enquanto, a imprecis\u00e3o.<\/p>\n<p>O que nos interessa \u00e9 esse efeito um pouco enigm\u00e1tico e de fuga de sentido que surge. Aqui o significante <em>grafias<\/em> ganha pot\u00eancia<em>, <\/em>porque disso pode advir algo do singular da escrita ou do dizer. Um risco, um tra\u00e7o, um giro de um corpo vivo.<\/p>\n<p>Sim, h\u00e1 o imposs\u00edvel e sua irredutibilidade no real. Mas h\u00e1, tamb\u00e9m, a fortuna de uma aposta no que \u00e9 poss\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 isso que parece ecoar desta fala de Lacan?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px;\">Como de costume, tenho algo a lhes dizer. Mas hoje, porque tenho a oportunidade \u2013 \u00e9 o dia de meu anivers\u00e1rio \u2013 gostaria de poder verificar se sei o que digo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px;\">Apesar de tudo, dizer visa ser escutado (&#8230;) Sem d\u00favida, gostaria que algu\u00e9m escrevesse alguma coisa que justificasse o trabalh\u00e3o que venho tendo h\u00e1 pouco mais de vinte anos. O \u00fanico modo de justific\u00e1-lo seria que algu\u00e9m inventasse qualquer coisa que pudesse me servir. Estou convencido de que isso \u00e9 poss\u00edvel.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Vale a provoca\u00e7\u00e3o. Estejamos convidados a trazer \u00e0 baila os corpos e <em>a-<\/em>riscar um passo a mais, para\u00a0um a um, n\u00e3o sem os outros, podermos reinventar e transmitir algo da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Comiss\u00e3o do Boletim:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Juan Cruz Galigniana (Coord.)<\/li>\n<li>Andrea Tochetto<\/li>\n<li>Luciana Romagnolli<\/li>\n<li>Paula Nocquet<\/li>\n<li>Silvia Lazarini<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h6>Envio de textos pelo e-mail: <a href=\"mailto:jcgaligniana@gmail.com\">jcgaligniana@gmail.com<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Baptista, J.V &amp; Faria, F. Corpografias: Aut\u00f3psia po\u00e9tica das passagens. S\u00e3o Paulo, Ed. Iluminuras, 1992.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Cria\u00e7\u00e3o que Luciana Romagnolli extraiu, no singular de seu estilo, de nossas conversas e trabalho coletivo na comiss\u00e3o do Boletim.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Lacan, J. O semin\u00e1rio, livro 23, O sinthoma. (1975-1976). Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Zahar, Ed. 2007. p. 125. Li\u00e7\u00e3o de 13\/04\/1976.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] O lan\u00e7amento da 5\u00b0 Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul, acontecido no dia 08 de maio, causou efeitos. Orienta\u00e7\u00f5es, quest\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es surgidas na conversa\u00e7\u00e3o marcam o in\u00edcio do caminho rumo a outubro. Fazendo s\u00e9rie com esses efeitos, eis a publica\u00e7\u00e3o de nosso primeiro n\u00famero. 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