{"id":3808,"date":"2022-10-28T17:03:34","date_gmt":"2022-10-28T20:03:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=3808"},"modified":"2022-10-28T17:03:34","modified_gmt":"2022-10-28T20:03:34","slug":"a-nova-geografia-da-ebp-e-suas-consequencias-secao-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/a-nova-geografia-da-ebp-e-suas-consequencias-secao-sul\/","title":{"rendered":"A nova geografia da EBP e suas consequ\u00eancias: \u00a0Se\u00e7\u00e3o Sul"},"content":{"rendered":"<h6>Louise Lhullier<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h6>\n<figure id=\"attachment_3809\" aria-describedby=\"caption-attachment-3809\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3809\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/boletim003_002-228x300.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3809\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Marinela Goulart<\/figcaption><\/figure>\n<p>No dia 14 de junho deste ano estive conversando com os colegas da Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP sobre a experi\u00eancia da nova geografia no \u00e2mbito da Se\u00e7\u00e3o Sul e algo do que j\u00e1 me havia sido poss\u00edvel extrair da\u00ed. O convite que me fizeram me levou a organizar uma s\u00e9rie de ideias sobre esse tema, que colocarei de maneira breve nesta nota para o nosso boletim. Espero que outras vozes possam se manifestar sobre o tema, neste espa\u00e7o, sejam de membros, sejam de outros participantes de nossa nova Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Alguns antecedentes <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Desde 2017, quando Miller publica e divulga amplamente pela internet seu texto <em>Campo Freudiano: Ano Zero<\/em> [Lacan Quotidien n. 718, de 11 de junho de 2017], a quest\u00e3o do <em>aggiornamento<\/em> democr\u00e1tico na Escola de Lacan entra em nossos debates e p\u00f5e em movimento as inst\u00e2ncias, especialmente os Conselhos.<\/p>\n<p>A partir de uma carta dirigida por Laura Freni a Miller, entra em pauta o tema do conflito entre a maioria e uma minoria dissidente como um problema de nossa democracia interna. Miller afirma que \u201cde maneira geral [&#8230;] em todo o Campo Freudiano encontramos o mesmo problema\u201d e que a Escola tem dificuldade de intervir nesses conflitos, localizando tal dificuldade na pr\u00f3pria estrutura das nossas Escolas. A partir da\u00ed, sugere que<\/p>\n<p>Pode ser que tenha chegado o momento de reestudar os estatutos das Escolas do Campo Freudiano e introduzi-los a um <em>aggiornamento<\/em> democr\u00e1tico. A democracia, com efeito, n\u00e3o \u00e9 apenas o poder da maioria, mas a prote\u00e7\u00e3o das minorias.<\/p>\n<p>A proposta da Nova Geografia da EBP surge, em 2018, no movimento do Conselho em resposta \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de JAM a \u201cum novo come\u00e7o, uma mudan\u00e7a, uma transfigura\u00e7\u00e3o, uma <em>aufhebung<\/em> [Aufiebun] de acordo com o termo de Hegel\u201d. E complementa: &#8220;Tudo come\u00e7a sem ser destru\u00eddo para ser levado a um n\u00edvel superior.\u201d [aula de 24\/6\/2017 \u2013 1\u00ba. Par\u00e1grafo]\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>A Nova Geografia na Regi\u00e3o Sul <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em 2017, a Se\u00e7\u00e3o SC contava com 11 membros. Eram 12 posi\u00e7\u00f5es a ocupar nas diversas inst\u00e2ncias: Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Diretoria. Era inevit\u00e1vel que membros ocupassem dois desses lugares concomitantemente, provocando disfuncionamentos inevit\u00e1veis. A permuta\u00e7\u00e3o ficava altamente comprometida.<\/p>\n<p>Os fortes la\u00e7os transferenciais que sustentavam a vida da comunidade que se constitu\u00edra como Se\u00e7\u00e3o SC trazia consigo, como de costume, efeitos de segrega\u00e7\u00e3o, efeitos de grupo. Portanto, n\u00e3o \u00e9ramos exce\u00e7\u00e3o quanto ao \u201cproblema\u201d existente no Campo Freudiano.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da dissolu\u00e7\u00e3o, a Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 contava com 10 membros. At\u00e9 onde tenho conhecimento, tamb\u00e9m enfrentava dificuldades para permutar, al\u00e9m de n\u00e3o estar isenta das quest\u00f5es de grupo.<\/p>\n<p>Supomos que a aposta da EBP na Nova Geografia visava tratar de quest\u00f5es como essas, para que, ao contr\u00e1rio do que aconteceu na IPA, o grupo psicanal\u00edtico n\u00e3o prevalecesse sobre o discurso da psican\u00e1lise<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, para que a comunidade anal\u00edtica n\u00e3o se voltasse contra a causa<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Em outubro de 2017, por orienta\u00e7\u00e3o do Conselho da EBP, o Conselho da Se\u00e7\u00e3o SC incluiu em sua pauta o debate sobre a nova geografia, na perspectiva do <em>aggiornamento <\/em>democr\u00e1tico da Escola. No entanto, e ainda durante o ano de 2018, ao mesmo tempo que tent\u00e1vamos acompanhar e compreender a proposta e suas implica\u00e7\u00f5es no plano local, est\u00e1vamos, na Se\u00e7\u00e3o SC, \u00e0s voltas com a funda\u00e7\u00e3o do ICPOL &#8211; formalizado em dezembro de 2018, ap\u00f3s um processo que durou anos.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>O ICPOL e a Associa\u00e7\u00e3o de Estudos e Transmiss\u00e3o da Psican\u00e1lise Lacaniana no Paran\u00e1 <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Embora houvesse um \u201cdesejo de Instituto\u201d decidido por uma parte dos membros da Se\u00e7\u00e3o SC, havia tamb\u00e9m o receio de que o inevit\u00e1vel trabalho adicional viesse em detrimento da Se\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, n\u00e3o havia clareza suficiente sobre a pertin\u00eancia de certas atividades \u00e0 Escola ou ao Instituto e o papel deste como \u201caguilh\u00e3o\u201d daquela. Havia perguntas que insistiam: em termos concretos, como o Instituto aguilhoaria a Se\u00e7\u00e3o? O que seria \u201cfaz\u00ea-lo de uma boa maneira\u201d? Quais seriam os ganhos desse processo para a causa anal\u00edtica? Foram muitas idas e vindas, n\u00e3o sem pontos de tens\u00e3o, mas, por essa via, avan\u00e7amos muito na clareza sobre as respectivas compet\u00eancias, o que foi um ganho importante advindo da funda\u00e7\u00e3o do Instituto.<\/p>\n<p>Por outro lado, a Se\u00e7\u00e3o SC experimentou, de in\u00edcio, uma esp\u00e9cie de \u201cesvaziamento\u201d. Primeiro, porque a maioria das atividades que realiz\u00e1vamos na Se\u00e7\u00e3o eram pr\u00f3prias de Instituto \u2013 cursos, n\u00facleos e ateli\u00eas. Segundo, porque os ingressos financeiros correspondentes a essas atividades migraram para o caixa do Instituto, \u201cempobrecendo\u201d a Se\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o investimento de trabalho de membros e n\u00e3o-membros passou, em grande parte, ao Instituto rec\u00e9m-fundado, que, em consequ\u00eancia, nasceu forte. A meu ver, tratava-se menos de um esvaziamento propriamente dito, do que do desvelamento de um vazio que j\u00e1 estava l\u00e1, e que s\u00f3 ficou vis\u00edvel com a separa\u00e7\u00e3o entre a Se\u00e7\u00e3o e o Instituto.<\/p>\n<p>O entusiasmo despertado pelo novo e o trabalho investido no Instituto trouxeram muitas repercuss\u00f5es positivas, tanto no \u00e2mbito da episteme quanto da pol\u00edtica. De outro lado, foi necess\u00e1rio lidar com a irrup\u00e7\u00e3o da rivalidade imagin\u00e1ria que teimava em opor Instituto <em>forte<\/em> e Se\u00e7\u00e3o<em> fragilizada.<\/em> Significantes tais como <em>primo rico x prima pobre<\/em>, <em>boa-vontade <\/em>e <em>generosidade <\/em>do <em>primo rico<\/em> para <em>ajudar<\/em> a <em>prima pobre<\/em> <em>sempre que necess\u00e1rio, <\/em>revelavam uma dificuldade no \u00e2mbito da pol\u00edtica, das rela\u00e7\u00f5es de poder entre as duas institui\u00e7\u00f5es, que tinha seus fundamentos na situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia financeira da Se\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao Instituto. Havia o risco, ao menos alguns assim avaliavam, de uma submiss\u00e3o <em>de fato <\/em>da Se\u00e7\u00e3o ao Instituto da\u00ed decorrente.<\/p>\n<p>Apesar de o jogo das paix\u00f5es ter marcado presen\u00e7a, j\u00e1 que o significante, o Outro e o gozo permeiam a experi\u00eancia humana, a orienta\u00e7\u00e3o pela psican\u00e1lise apontou caminhos para o bom funcionamento da Se\u00e7\u00e3o Sul e do Instituto, destacando-se a\u00ed a aposta na transfer\u00eancia de trabalho, as interven\u00e7\u00f5es dos <em>\u00eaxtimos<\/em>, tanto na figura de colegas de outras Se\u00e7\u00f5es, como das inst\u00e2ncias da Escola, e, a meu ver, a pr\u00f3pria incid\u00eancia da Nova Geografia, que levantou a quest\u00e3o da territorialidade.<\/p>\n<p>Afirmar que ambos, Instituto e Se\u00e7\u00e3o, est\u00e3o a servi\u00e7o da psican\u00e1lise, cada um \u00e0 sua maneira, favoreceu o apaziguamento da rivalidade imagin\u00e1ria, apontando a causa anal\u00edtica como ponto de conflu\u00eancia e refer\u00eancia maior para o encaminhamento de quest\u00f5es de funcionamento e vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Sobre a Associa\u00e7\u00e3o de Estudos e Transmiss\u00e3o da Psican\u00e1lise Lacaniana no Paran\u00e1, levei apenas algumas informa\u00e7\u00f5es na fala \u00e0 SLO, pois, ao prepar\u00e1-la, descobri que pouco sabia sobre essa vizinha da Se\u00e7\u00e3o Sul. Creio que o melhor ser\u00e1 que a Associa\u00e7\u00e3o se manifeste, se assim o desejar, sobre as especificidades das suas quest\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a com a Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1, no passado, e com a Se\u00e7\u00e3o Sul, no presente.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Pensando a experi\u00eancia<\/strong>\n<ul>\n<li><strong>Dissolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>No nosso caso, contamos duas dissolu\u00e7\u00f5es: a da Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 e a da Se\u00e7\u00e3o SC. No campo jur\u00eddico, por uma mudan\u00e7a estatut\u00e1ria, a Se\u00e7\u00e3o Santa Catarina deixou de existir para dar origem \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Sul, com um novo estatuto e uma nova composi\u00e7\u00e3o, agregando os colegas que residem no Paran\u00e1. A Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 deixou de existir como efeito da altera\u00e7\u00e3o dos Estatutos da EBP, que n\u00e3o mais prev\u00ea a figura \u201cDelega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, a meu ver, n\u00e3o houve jun\u00e7\u00e3o ou fus\u00e3o da Delega\u00e7\u00e3o Paran\u00e1 com a Se\u00e7\u00e3o SC. Foi necess\u00e1rio dissolver os fortes la\u00e7os transferenciais que as constitu\u00edam para come\u00e7armos a inventar algo novo: a Se\u00e7\u00e3o Sul.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>Subjetiva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim como acontece na funda\u00e7\u00e3o de uma nova Escola, fundar uma nova Se\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que, como disse Miller, \u201cdeve ser subjetivado por uma comunidade que n\u00e3o pode se constituir a n\u00e3o ser no pr\u00f3prio movimento dessa subjetiva\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. A nova Se\u00e7\u00e3o n\u00e3o adveio quando foi formalizada como um novo sujeito de direito, quando os estatutos que a regulamentam como associa\u00e7\u00e3o foram aprovados em dezembro de 2020, ou registrados em cart\u00f3rio em 2021. Ela emergiu bem antes, avan\u00e7ou aos trope\u00e7os, em tempos d\u00edspares para todos os envolvidos, e o processo segue seu curso ainda hoje.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>S\u00f3s, mas n\u00e3o isolados <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Cada um e cada uma, no seu tempo e \u00e0 sua maneira, na solid\u00e3o de sua rela\u00e7\u00e3o com a causa anal\u00edtica teve que se haver com a Nova Geografia, enfrentando a\u00ed diferentes graus e tipos de dificuldades.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o de cada um e cada uma em sua rela\u00e7\u00e3o com a causa anal\u00edtica, n\u00e3o significa uma condena\u00e7\u00e3o ao isolamento, pois os la\u00e7os estabelecidos pela transfer\u00eancia de trabalho permitem a constitui\u00e7\u00e3o das comunidades anal\u00edticas, figuras do Outro que n\u00e3o existe, como disse Miller<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>Transfer\u00eancia de trabalho<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo define Miller, a Escola \u00e9 um conjunto de alunos que estudam, que se organiza em torno de um furo, de um n\u00e3o-saber. Portanto, trata-se de uma comunidade que se sustenta pela transfer\u00eancia de trabalho. Sem esse norte se perde a diferen\u00e7a que Lacan afirmou na sua cr\u00edtica \u00e0 IPA, associa\u00e7\u00e3o de psicanalistas que se garantem mutuamente esse atributo.<\/p>\n<p>Apostamos na transfer\u00eancia de trabalho para sustentar o la\u00e7o que constitui o Uno da Se\u00e7\u00e3o Sul, pois seu sustent\u00e1culo n\u00e3o pode ser o amor a quem se sup\u00f5e saber, nem as identifica\u00e7\u00f5es, ou a imita\u00e7\u00e3o do Um, ou a fraternidade, com seus inevit\u00e1veis efeitos de segrega\u00e7\u00e3o. Tudo isso est\u00e1 presente na vida da Escola, mas o que a mant\u00e9m viva como instrumento da psican\u00e1lise, raz\u00e3o de sua exist\u00eancia, \u00e9 a transfer\u00eancia de trabalho, a transmiss\u00e3o do desejo de saber.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>A permuta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na perspectiva estrat\u00e9gica da transfer\u00eancia de trabalho, na nova Se\u00e7\u00e3o Sul a l\u00f3gica do Cartel &#8211; \u201cjuntemo-nos para fazer algo e depois nos separemos para fazer outra coisa\u201d \u2013 articula-se, no n\u00edvel t\u00e1tico, no plano do funcionamento institucional, com o princ\u00edpio da permuta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Intencionalmente buscamos favorecer a diversidade na constitui\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es e grupos de trabalho, deixando em segundo plano considera\u00e7\u00f5es sobre compet\u00eancias e m\u00e9ritos, evitando arranjos fundados nas identifica\u00e7\u00f5es segregativas e apostando no desejo de Escola. Dizendo de outra forma, buscamos promover arranjos e rearranjos orientados pela quest\u00e3o do trabalho em pauta, a cada vez, atrav\u00e9s do convite \u2013 ou convoca\u00e7\u00e3o? &#8211; para que cada membro colocasse algo de si na constru\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Sul.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>O Uno e o m\u00faltiplo<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>O percurso da dissolu\u00e7\u00e3o \u00e0 funda\u00e7\u00e3o implicou tamb\u00e9m em nos reconhecermos m\u00faltiplos, mas n\u00e3o sem refer\u00eancia ao Um da psican\u00e1lise e \u00e0 Escola Una: diversos, mas n\u00e3o dispersos, na contram\u00e3o do totalitarismo do pensamento \u00fanico, mas tamb\u00e9m da dispers\u00e3o que conduz ao isolamento.<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li><strong>Onde fica a Se\u00e7\u00e3o Sul? <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>A escolha for\u00e7ada da vida digital deslocou nossa perspectiva de pensar automaticamente em um funcionamento reduzido a Curitiba-Florian\u00f3polis. Na aus\u00eancia de encontros f\u00edsicos e no esvaziamento das supostas \u201csedes\u201d, a Se\u00e7\u00e3o Sul se construiu e sustentou pelo seu funcionamento, pelo trabalho on-line, sem refer\u00eancia \u00e0 sede, ao local de moradia dos membros ou \u00e0 cidade ou pa\u00eds onde estavam nossos colegas no momento de uma atividade. Dois membros mudaram sua resid\u00eancia de Curitiba para Florian\u00f3polis, sem que isso fizesse qualquer diferen\u00e7a para o funcionamento da Se\u00e7\u00e3o. Participantes n\u00e3o-membros de Porto Alegre e outras cidades da Regi\u00e3o Sul se fizeram muito mais presentes.<\/p>\n<p>Ainda estamos recolhendo os efeitos dessa li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Diretora-geral da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul na gest\u00e3o 2021-2023.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Lacan, Carta de dissolu\u00e7\u00e3o (1980). Outros Escritos, p. 319<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. El psicoanalista y su comunidad [1997]. In: Conferencias Porte\u00f1as, tomo 3. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2010, p. 22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A. Teoria de Turim, p. 1.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. El psicoanalista y su comunidad [1997]. In: Conferencias Porte\u00f1as, tomo 3. Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2010, p. 20.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Louise Lhullier[1] No dia 14 de junho deste ano estive conversando com os colegas da Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP sobre a experi\u00eancia da nova geografia no \u00e2mbito da Se\u00e7\u00e3o Sul e algo do que j\u00e1 me havia sido poss\u00edvel extrair da\u00ed. 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