{"id":3802,"date":"2022-10-28T16:59:53","date_gmt":"2022-10-28T19:59:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=3802"},"modified":"2022-10-28T16:59:53","modified_gmt":"2022-10-28T19:59:53","slug":"atividades-da-diretoria-de-carteis-e-intercambio-1o-semestre-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/atividades-da-diretoria-de-carteis-e-intercambio-1o-semestre-2022\/","title":{"rendered":"Atividades da Diretoria de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio. 1\u00ba semestre 2022"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3803\" aria-describedby=\"caption-attachment-3803\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3803\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/boletim003_004-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3803\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Marinela Goulart<\/figcaption><\/figure>\n<p>O objetivo de pesquisa que esta Diretoria se deu ao assumir est\u00e1 centrado na fun\u00e7\u00e3o do Mais-Um. Inicialmente, tratou-se de aprofundar nessa fun\u00e7\u00e3o no trabalho do dispositivo Cartel. Com o decorrer do trabalho foi se recolocando a quest\u00e3o em termos da rela\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o Mais-Um com a Escola.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">\u201c<strong>O Cartel como la\u00e7o com a Escola<\/strong>\u201d.<\/span><\/p>\n<h6>Oscar Reymundo (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Dentre os pontos desenvolvidos por R\u00f4mulo Ferreira da Silva (EBP\/AMP) na sua rica interven\u00e7\u00e3o cabe destacar:<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 uma Escola de psican\u00e1lise determina o que \u00e9 o cartel. Assim, \u00e9 indicado que haja, ao menos, uma experi\u00eancia de cartel para que se vislumbre a entrada como membro da Escola, pois ela \u00e9 uma experi\u00eancia de cartel ampliado ao extremo. O Mais-Um que proporciona avan\u00e7os sobre o tema do cartel, volta ao ponto inicial da forma\u00e7\u00e3o de cartel como cartelizante em nova empreitada. Trata-se de um movimento nem sempre f\u00e1cil de sustentar porque a fun\u00e7\u00e3o do Mais-Um frequentemente esbarra com a fun\u00e7\u00e3o do mestre. R\u00f4mulo tamb\u00e9m fundamentou a ideia de que o cartel n\u00e3o existe sem uma Escola. Ele faz parte de um tecido no qual os pontos de amarra\u00e7\u00e3o lhe d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o, e a partir de cada uma dessas pequenas dobras, amarradas uma a uma, uma Escola se constitui.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Noite de Interc\u00e2mbio \u2013 Feminino e Viol\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<h6><strong>\u00a0<\/strong>Valeria Beatriz Araujo<br \/>\nDiego Cervelin<\/h6>\n<p>Do texto apresentado pela colega Blanca Musachi, \u201cSubversivo feminino\u201d, destacamos:<\/p>\n<p>Blanca trouxe para a atividade de interc\u00e2mbio quest\u00f5es fundamentais para o tema do feminino, referido enquanto \u201calteridade e enigma, tanto para homens como para mulheres. [&#8230;] alteridade radical, como diferen\u00e7a absoluta\u201d. O feminino enquanto gozo como tal, do indiz\u00edvel, uma demonstra\u00e7\u00e3o daquilo que Lacan assinala em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudez das mulheres.<\/p>\n<p>Mas, que sil\u00eancio \u00e9 esse? Pergunta-se Blanca. O percurso de sua reflex\u00e3o nos leva ao sil\u00eancio de um imposs\u00edvel de dizer, sil\u00eancio n\u00e3o como<em> taceo, <\/em>mas como <em>sileo, <\/em>solid\u00e1rio de um furo da significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De Freud a Lacan, passando tamb\u00e9m por Miller, Blanca aponta para a retomada que Lacan far\u00e1 da recusa do feminino como um limite freudiano para a cura, avan\u00e7ando para uma dire\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise que conduz a um consentimento com esse n\u00e3o todo. Com Miller, ela nos traz a diferen\u00e7a entre recusa e recha\u00e7o, numa leitura que aponta para a recusa do feminino tendo a ver com os semblantes e o recha\u00e7o no n\u00edvel da defesa do feminino, sendo uma de suas formas a viol\u00eancia contra as mulheres, bem como a segrega\u00e7\u00e3o e o racismo.<\/p>\n<p>Do texto apresentado por Fernanda Martins (Doutora em Ci\u00eancias Criminais pela UFSC e professora do curso de Mestrado em Direitos Humanos da UniRitter), destacamos uma leitura muito atenta, estratificada e pungente em torno dos modos pelos quais um sujeito \u2013 e, nesse caso, especialmente os corpos feminizados \u2013 pode ser apreendido no significante. Ao retomar a precariza\u00e7\u00e3o da vida e a forma como ela se reverte no cotidiano jur\u00eddico brasileiro, Fernanda Martins tamb\u00e9m destacou que h\u00e1 uma dificuldade consider\u00e1vel inclusive em situar a viol\u00eancia: ela pode ser tudo e nada ao mesmo tempo, precisamente porque, na subsun\u00e7\u00e3o dos fatos \u00e0 letra da lei, nem sempre os conflitos s\u00e3o individualizados, produzindo e desdobrando preconceitos mais ou menos velados, mas de efeitos palp\u00e1veis. Destacando, ent\u00e3o, os esfor\u00e7os da sociedade, da academia e do pr\u00f3prio Estado por tornar intelig\u00edveis os m\u00faltiplos atravessamentos dessa quest\u00e3o sist\u00eamica, Fernanda Martins n\u00e3o deixa de perguntar se uma luta social necessariamente precisa desaguar no Direito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo de pesquisa que esta Diretoria se deu ao assumir est\u00e1 centrado na fun\u00e7\u00e3o do Mais-Um. 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