{"id":3430,"date":"2021-12-22T16:40:45","date_gmt":"2021-12-22T19:40:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=3430"},"modified":"2021-12-22T16:40:45","modified_gmt":"2021-12-22T19:40:45","slug":"exilio-saber-e-amor-um-laco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/exilio-saber-e-amor-um-laco\/","title":{"rendered":"Ex\u00edlio, saber e amor: um la\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h6>Por Licene Garcia<\/h6>\n<figure id=\"attachment_3431\" aria-describedby=\"caption-attachment-3431\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3431 size-medium\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/mdu002_003-254x300.png\" alt=\"Oval Esculture - Henry Moore\" width=\"254\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3431\" class=\"wp-caption-text\">Oval Esculture &#8211; Henry Moore<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que me proponho a falar aqui com voc\u00eas hoje, \u00e9 a partir dos ecos que ficaram da experi\u00eancia de fazer parte da Conversa\u00e7\u00e3o Preparat\u00f3ria para o X ENAPOL, sob a rubrica \u201cO amor e o ex\u00edlio\u201d, com a coordena\u00e7\u00e3o de Maria Silvia Hanna e Maria Cecilia Ferretti.<\/p>\n<p>Parto, assim, das perguntas que me colocaram e que ainda me colocam a trabalho no que diz respeito a tem\u00e1tica do amor e o ex\u00edlio, tomando como norte os textos de orienta\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es em grupo: o \u00faltimo cap\u00edtulo do semin\u00e1rio 20 <em>\u201cO rato no labirinto\u201d <\/em>e o ponto 3 do quarto cap\u00edtulo do semin\u00e1rio 23 <em>\u201cJoyce e o enigma da raposa\u201d<\/em>, al\u00e9m de outros textos que trocamos no decorrer de cada encontro.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, precisamos situar que a partir dos anos 70, com as f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma mudan\u00e7a no estatuto do amor e quem \u00e9 o parceiro do sujeito. Lacan prop\u00f5e que o amor e as parceiras j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o com Outro como pessoa ou como verdade. J\u00e1 n\u00e3o se tratar\u00e1 mais do encontro entre o sujeito e o Outro, mas dos arranjos e desarranjos do <em>falasser<\/em> com o seu Outro. Ou seja, como o <em>falasser <\/em>responder\u00e1 frente \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o estrutural de solid\u00e3o, enquanto tra\u00e7o de ex\u00edlio da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Sobre isso, Lacan diz: \u201c<em>n\u00e3o h\u00e1 outra coisa sen\u00e3o encontro, o encontro, no parceiro, dos sintomas, dos afetos, de tudo que em cada um marca o tra\u00e7o do seu ex\u00edlio n\u00e3o como sujeito, mas como falante, do seu ex\u00edlio da rela\u00e7\u00e3o sexual.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de parceiro-sintoma traz como perspectiva que no que diz respeito ao encontro amoroso, sem incluir a diferen\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 furo, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 encontro, n\u00e3o h\u00e1 amor. Cito Lacan: <em>\u201cH\u00e1 rela\u00e7\u00e3o somente na medida em que h\u00e1 sintoma, isto \u00e9, em que o Outro sexo \u00e9 suportado pelo sintoma.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em>. A condi\u00e7\u00e3o do encontro ent\u00e3o, \u00e9 que n\u00e3o haja equival\u00eancia entre os sexos. Isso quer dizer que em um encontro a rela\u00e7\u00e3o com o parceiro amoroso nunca \u00e9 direta, ela ser\u00e1 sempre mediada pelo sintoma, o verdadeiro parceiro do <em>falasser.<\/em><\/p>\n<p>Cito Miller em \u201cO osso de uma an\u00e1lise\u201d, <em>\u201co parl\u00eatre, como ser sexuado, faz parceria n\u00e3o no n\u00edvel do significante puro, mas no n\u00edvel do gozo, e essa liga\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre sintom\u00e1tica\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Lacan no Semin\u00e1rio 20, ao falar sobre o amor aponta: <em>\u201cTodo amor se baseia em uma certa rela\u00e7\u00e3o entre dois saberes inconscientes<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>\u201d<\/em>. O que isso quer dizer? De que saber se trata?<\/p>\n<p>O saber inconsciente de que se trata para o ser falante, \u00e9 um saber articulado, um saber-fazer com <em>lal\u00edngua<\/em>, mas como acrescenta Pierre Naveau, <em>\u201cdaquilo que n\u00e3o se consegue n\u00e3o fazer com ela.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a> <\/em><\/p>\n<p>Assim,<em> lal\u00edngua<\/em> \u00e9 o que institui o Um sozinho, sem o Outro. \u00c9 um gozo anterior ao Outro, e ser\u00e1 a partir dele que o sujeito se constituir\u00e1, em um segundo tempo l\u00f3gico, pelo banho de linguagem que vem do campo do Outro.<\/p>\n<p>Cito Lacan: <em>\u201cQuem fala s\u00f3 tem a ver com a solid\u00e3o [&#8230;] essa solid\u00e3o, ela, de ruptura do saber, n\u00e3o somente ela se pode escrever, mas ela \u00e9 mesmo o que se escreve por excel\u00eancia, pois ela \u00e9 o que, de uma ruptura do ser, deixa tra\u00e7o.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong>[6]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Tra\u00e7o de solid\u00e3o, efeito do encontro traum\u00e1tico da l\u00edngua com o corpo que produz acontecimento de corpo, faz marca na carne. Todo ser falante se constitui desse <em>troumatisme<\/em>, e precisar\u00e1 se confrontar com o desafio de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para esse vazio constituinte que produz como marca, essa dimens\u00e3o opaca e inomin\u00e1vel chamada gozo.<\/p>\n<p>Assim, torna-se poss\u00edvel dizer que o ser falante s\u00f3 conhece a solid\u00e3o do Um. De acordo com Pierre Naveau <em>\u201cno momento do encontro entre dois corpos, Um e Um fazem Dois, no sentido em que isso faz um Um sozinho, separado de um outro, Um sozinho\u201d<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. O que h\u00e1 ent\u00e3o, \u00e9 o encontro de Uns sozinhos.<\/p>\n<p>Isso significa dizer ent\u00e3o, que o Outro do <em>falasser<\/em> \u00e9 parceiro do gozo, parceiro-sintoma, parceiro daquilo que no encontro se escreve entre dois Uns sozinhos.<\/p>\n<p>Dito de outro modo, entre o Um e o Outro sexo, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual, na medida em que o que h\u00e1 \u00e9 um furo. Furo que sustentar\u00e1 a diferen\u00e7a entre os sexos.<\/p>\n<p>Em RSI, Lacan dir\u00e1: <em>\u201co amor nada tem a ver com a rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong>[8]<\/strong><\/a>.<\/em> Assim, ser\u00e3o com as marcas, com os tra\u00e7os deixados por esse ponto de ex\u00edlio, que os encontros amorosos ser\u00e3o feitos contingencialmente.<\/p>\n<p>Ex\u00edlio, diz respeito ao que n\u00e3o se escreve, \u00e9 o imposs\u00edvel de nomear e partilhar, \u00e9 lugar de gozo, \u00e9 habitar o corpo pr\u00f3prio, \u00e9 o que toca o feminino em cada ser falante. Nas palavras de Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse:<em> \u201cex\u00edlio \u00e9 um nome dado \u00e0 nossa rela\u00e7\u00e3o com a linguagem e com lal\u00edngua.\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong>[9]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>Com isso, abre-se a pergunta: qual seria o lugar para o amor quando pensado a partir de sua rela\u00e7\u00e3o com o ex\u00edlio?<\/p>\n<p>S\u00e9rgio de Mattos diz que se a cifra do amor \u00e9 sempre 2, assim <em>\u201co que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 precisamente o amor. O amor \u00e9 o que permite fazer algum la\u00e7o entre o um que existe, a n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o e o Outro.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong>[10]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>O saber de que se trata, e que Lacan chama de <em>\u201co ato de amor\u201d<\/em>, \u00e9 quando o sujeito consente em substituir o grande A pelo pequeno a. Ou seja, quando o sujeito pode consentir com a inconsist\u00eancia do grande A simb\u00f3lico e pode tomar o pequeno a, enquanto objeto causa de desejo.<\/p>\n<p>O saber que se inclui aqui, \u00e9 o de consentir com a alteridade que nos habita, consentir com o feminino, com o tra\u00e7o de ex\u00edlio que nos marca como falantes. E o amor, aparecer\u00e1 como aquilo que nos permite enla\u00e7ar de modo <em>sinthom\u00e1tico<\/em> esse Um sozinho.<\/p>\n<p>Nas palavras de Lacan o sinthoma <em>\u201c\u00e9 precisamente o sexo ao qual eu n\u00e3o perten\u00e7o\u201d<\/em>. O Outro sexo \u00e9 isso que sempre restar\u00e1 fora, Outro, <em>alter<\/em>, <em>h\u00e9tero<\/em>. Assim, pode o amor, enquanto supl\u00eancia, amarrar, de modo singular em cada um, aquilo que restar\u00e1 sempre como tra\u00e7o de ex\u00edlio da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>S\u00f3 h\u00e1 encontro no <em>acaso<\/em>, visto que no instante do encontro, no real algo se encontra, algo sobre o qual h\u00e1 um saber, um saber que n\u00e3o fala, mas se experimenta, um saber que se articula, se liga e se escreve em cada um. Ainda que a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o exista, no instante do encontro, algo dessa inexist\u00eancia, desse furo no saber, passa pelos poros do equ\u00edvoco, e produz acontecimento de corpo que testemunha o furo com o qual o saber est\u00e1 \u00e0s voltas. E caber\u00e1 a cada um, querer saber ou n\u00e3o o que aconteceu nesse encontro com o <em>acaso<\/em>. Isso \u00e9 conting\u00eancia, \u00e9 o <em>\u201cpara de n\u00e3o se escrever\u201d.<\/em> H\u00e1 algo que se inscreve, no instante do encontro e que d\u00e1 a <strong>ilus\u00e3o<\/strong> de que algo do encontro se escreveu. Se a neurose reina, h\u00e1 um n\u00e3o querer saber sobre isso, na medida que se transforma isso que era contingente em necess\u00e1rio <em>\u201cn\u00e3o para de se escrever\u201d<\/em>. Esse \u00e9 o ponto de suspens\u00e3o do amor, e que marcar\u00e1 o destino do amor no instante do encontro, enquanto inven\u00e7\u00e3o de saber ou drama do amor.<\/p>\n<p>Seguindo Pierre Naveau <em>\u201co amor \u00e9 uma \u00e9tica fora do sexo\u201d<\/em>, na medida que no instante do encontro \u00e9 preciso que o sujeito aceite que sua defesa frente ao feminino, frente ao infinito, seja perturbada, pois ela \u00e9 o que o divide, faz furo, mas tamb\u00e9m o que abre o campo da surpresa.<\/p>\n<p>Assim, pensar na frase:<em> \u201cTodo amor se baseia numa certa rela\u00e7\u00e3o entre dois saberes inconscientes\u201d<\/em>, \u00e9 apostar que, seguindo Brousse<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><em><strong>[11]<\/strong><\/em><\/a>, o ex\u00edlio \u00e9 aquilo que feminiza, pois ao enfatizar o valor contingencial do amor, o que h\u00e1 \u00e9 uma liga\u00e7\u00e3o entre o encontro e o escrito, uma vez que a conting\u00eancia \u00e9 aquilo que se encarna. Em outras palavras, o corpo \u00e9 colocado em jogo fazendo com que essa rela\u00e7\u00e3o entre dois saberes inconscientes seja ponto de apoio ao amor, assim, marca disso que cessa de n\u00e3o se escrever. Aqui, n\u00e3o se trata do encontro entre o sujeito e o Outro, mas dos arranjos do <em>falasser<\/em> com seu Outro.<\/p>\n<p>Ama-se a coragem de enfrentar isso que em si acontece, sem nada saber e que n\u00e3o h\u00e1 palavras para dizer, mas que se experimenta.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, Jacques. Semin\u00e1rio, livro 20. <strong>Mais, ainda<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 198.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, Jacques. Semin\u00e1rio, livro 23. <strong>O sinthoma<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007, p.98.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, Jacques-Allain. O osso de uma an\u00e1lise, Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 90. In: OTTONI-BRISSET, Fernanda. <strong>O la\u00e7o entre o amor e a coragem<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-laco-entre-o-amor-e-a-coragem-fernanda-otoni-brisset\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, Jacques. Semin\u00e1rio, livro 20. <strong>Mais, ainda<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 197<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> OTTONI-BRISSET, Fernanda. <strong>O la\u00e7o entre o amor e a coragem<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-laco-entre-o-amor-e-a-coragem-fernanda-otoni-brisset\/<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>LACAN, Jacques. Semin\u00e1rio, livro 20. <strong>Mais, ainda<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 163.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> NAVEAU, Pierre. <strong>O que do encontro se escreve<\/strong>. Belo Horizonte: Editora EBP, 2017, p. 250.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LACAN, Jacques. O Semin\u00e1rio, livro 22. <strong>R.S.I<\/strong>., li\u00e7\u00e3o de 11 fev.1975. In\u00e9dito.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> BROUSSE, Marie-H\u00e9l\u00e8ne. Trauma e ex\u00edlio, o lado das mulheres. <strong>Correio<\/strong>. n.83, 2020, p.73-74.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <strong>MATTOS, S\u00e9rgio. A falha do amor n\u00e3o o condena.<\/strong><strong> Curinga<\/strong><strong>. n.50, 2021, p.76.<br \/>\n<\/strong><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> BROUSSE, Marie-H\u00e9l\u00e8ne. Trauma e ex\u00edlio, o lado das mulheres. <strong>Correio<\/strong>. n.83, 2020, p.85.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Licene Garcia O que me proponho a falar aqui com voc\u00eas hoje, \u00e9 a partir dos ecos que ficaram da experi\u00eancia de fazer parte da Conversa\u00e7\u00e3o Preparat\u00f3ria para o X ENAPOL, sob a rubrica \u201cO amor e o ex\u00edlio\u201d, com a coordena\u00e7\u00e3o de Maria Silvia Hanna e Maria Cecilia Ferretti. 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