{"id":3088,"date":"2021-07-20T10:04:24","date_gmt":"2021-07-20T13:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=3088"},"modified":"2021-07-20T10:04:24","modified_gmt":"2021-07-20T13:04:24","slug":"qual-e-o-estatuto-da-palavra-do-mais-um-no-trabalho-de-cartel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/qual-e-o-estatuto-da-palavra-do-mais-um-no-trabalho-de-cartel\/","title":{"rendered":"Qual \u00e9 o estatuto da palavra do Mais-Um no trabalho de Cartel?"},"content":{"rendered":"<h6><strong> Zelma A. Galesi<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h6>\n<p>O Cartel como sabemos faz parte do que Lacan nos deixou como legado da Forma\u00e7\u00e3o do analista, assim como a Supervis\u00e3o\/Controle e a participa\u00e7\u00e3o efetiva nas atividades da Escola.<\/p>\n<p>Sem esquecer que \u201ca l\u00f3gica que orienta o ensino de Lacan \u00e9 a de colocar no centro da forma\u00e7\u00e3o do analista a sua pr\u00f3pria an\u00e1lise, pois essa \u00e9 a zona em que desfalecem os saberes que se ensinam pela via exterior\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Temos que considerar, para come\u00e7ar a interrogar a quest\u00e3o proposta, partir dos seguintes pontos: em primeiro lugar, considerando que s\u00f3 h\u00e1 Cartel, quando o Mais-Um \u00e9 tamb\u00e9m um analisante. A meu ver, essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non <\/em>para que um Cartel se diferencie de um grupo de trabalho.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, que aprendizagem n\u00e3o \u00e9 forma\u00e7\u00e3o, pois, segundo Lacan a forma\u00e7\u00e3o verdadeira consiste sempre em saber \u201cignorar o que se sabe\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea? O trabalho de Cartel por essa via <strong>tende a transmitir um saber anal\u00edtico,<\/strong> um saber que pode ser constru\u00eddo, pela <strong>zona \u00eaxtima<\/strong>, atrav\u00e9s dos textos que nos circundam pelo la\u00e7o com a Escola.<\/p>\n<p>Podemos supor, antes de mais nada, que o Mais-Um\/analisante seria n\u00e3o incauto ( n\u00e3o tolo) do ideal que se instala na nossa Forma\u00e7\u00e3o, \u201cpois \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o que deve respeitar a falha de saber, mas a confronta\u00e7\u00e3o dessa falha \u00e9 traum\u00e1tica, pois ela produz uma divis\u00e3o subjetiva\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Dessa maneira, n\u00e3o \u00e9 qualquer coisa o desejo de fazer cartel, pois tal como a experi\u00eancia de an\u00e1lise, o que se revela com o trabalho \u00e9 a ilus\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio e controle do eu com respeito ao psiquismo, ou seja, que o lugar do desconhecimento do eu, possa ser ocupado pelo sujeito do inconsciente, \u00e9 desde essa posi\u00e7\u00e3o que a escolha da tem\u00e1tica e da quest\u00e3o pessoal para o cartel, devem surgir.<\/p>\n<p>Mas estejamos advertidos que todo grupo responde a l\u00f3gica do discurso do mestre, incluindo o grupo anal\u00edtico. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso um manejo, para n\u00e3o afogar e destruir o discurso anal\u00edtico, tamb\u00e9m no trabalho de cartel.<\/p>\n<p>Pois, Lacan foi levado a inventar essa ferramenta de trabalho ao mesmo tempo em que criava sua Escola. Queria, assim, uma Escola que dispensasse os didatas e as palestras, para estar o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do discurso anal\u00edtico. Um pequeno grupo formado para produzir <strong>ganho de saber<\/strong>. De tal forma, que <strong>o n\u00e3o-sabido seja ordenado<\/strong>, como <strong>arcabou\u00e7o de saber.<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favidas nesse dispositivo, os Cartelizantes se deparam com seu pr\u00f3prio desejo de saber, o que possibilitar\u00e1 trazer \u00e0 tona fragmentos, \u00e0s vezes esbo\u00e7os, sempre de seu lugar de analisante.<\/p>\n<p>Dessa maneira, podemos lan\u00e7ar a nossa quest\u00e3o para o debate com os colegas: Qual o efeito da palavra do Mais-Um? Seria poss\u00edvel produzir, no decorrer do trabalho, alguma retifica\u00e7\u00e3o subjetiva?<\/p>\n<p>Sabemos que no dispositivo anal\u00edtico, o silencio e n\u00e3o s\u00f3 a palavra s\u00e3o operativos e que esse par \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para que uma retifica\u00e7\u00e3o ocorra, pois \u00e9 uma palavra tomada pela suspen\u00e7\u00e3o que o silencio organiza. Sendo que toda palavra pela via da transfer\u00eancia, rapidamente tem o valor de uma palavra verdadeira.<\/p>\n<p>Se a quest\u00e3o de cada um est\u00e1 atrelada \u00e0 transfer\u00eancia \u00e0 Escola e tamb\u00e9m aos seus membros, surge dai um novo la\u00e7o social, que nos permitiria\u00a0 medirmos a possibilidade do simb\u00f3lico moderar o real. O cartel torna ent\u00e3o poss\u00edvel extrair &#8211; um a um &#8211; esses saberes que n\u00e3o podem ser ensinados, mas que podem ser transmitidos.<\/p>\n<p>Se Freud e o primeiro Lacan sustentaram fundamentalmente a interpreta\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo Lacan a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise se sustenta no ato anal\u00edtico, ou seja, o par cl\u00e1ssico inconsciente-interpreta\u00e7\u00e3o estaria amarrado ao ato do analista e tamb\u00e9m ao desejo do analista. Sabemos que a interpreta\u00e7\u00e3o concerne \u00e0 t\u00e1tica, no ponto mesmo em que \u201cuma interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 antes de tudo um significante que atinge, e que faz ondas,<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> em contrapartida o ato anal\u00edtico se liga a estrat\u00e9gia e a pol\u00edtica da psican\u00e1lise.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Acredito que podemos nos utilizar do ato anal\u00edtico no trabalho de cartel. Lembrando que o estatuto desse ato \u00e9 o de n\u00e3o se pensar, n\u00e3o se calcular, pois, \u00e9 um ato sem Outro. Para Lacan, em seu ultim\u00edssimo ensino uma das condi\u00e7\u00f5es importantes na forma\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 o de saber n\u00e3o ser sujeito do inconsciente na experi\u00eancia, sendo que n\u00e3o existe o analista enquanto n\u00e3o existe o ato.<\/p>\n<p>Os que chegam demandando fazerem cartel, s\u00e3o \u201ccandidatos a\u201d &#8230;, in\u00fameras vezes \u00e9 necess\u00e1rio um ato, ou uma interpreta\u00e7\u00e3o, para que se constituam como cartel. \u00a0O mais comum \u00e9 o grupo que se re\u00fane por amizade sem avaliar se a tem\u00e1tica seria um desejo de trabalho de todos, ou se haveria a\u00ed, quest\u00f5es particulares. Acreditam que por estarem enla\u00e7ados pela transfer\u00eancia \u00e0 Escola e ao Mais-Um isso seria suficiente para fazer o cartel existir. \u00a0Verifica-se que para essas pessoas, a Escola est\u00e1 num lugar idealizado como grande Outro, sustentada pelo Discurso do Mestre.<\/p>\n<p>No decorrer dos encontros, pelo la\u00e7o amoroso, tentam de v\u00e1rias maneiras fazer existir a tem\u00e1tica proposta, e construir uma quest\u00e3o. Mas, o que se observa ao contr\u00e1rio \u00e9 que esse esfor\u00e7o resulta num fracasso, pois nem todos conseguem entender o que est\u00e1 sendo proposto. As constru\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias invariavelmente tomam conta do trabalho.<\/p>\n<p>O mal-estar come\u00e7a a predominar e as quest\u00f5es particulares embora estejam sendo elaboradas come\u00e7am a perder o seu encaminhamento. \u00c9 necess\u00e1rio, um corte marcando o desvio das constru\u00e7\u00f5es totalmente equivocadas em rela\u00e7\u00e3o a tem\u00e1tica e a aus\u00eancia de uma quest\u00e3o que possibilite a formaliza\u00e7\u00e3o de um cartel. \u00a0Isso possibilita que os membros que n\u00e3o tem empatia com a tem\u00e1tica se afastem, muitas vezes outras pessoas entram no grupo, para que o trabalho de cartel possa ter um porvir.<\/p>\n<p>Para concluir, queremos afirmar que o que est\u00e1 em jogo, seja na interpreta\u00e7\u00e3o que produz resson\u00e2ncias, ou no ato anal\u00edtico \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do Mais-Um\/analisante, \u201cque n\u00e3o est\u00e1 do lado do grande Outro, mas que pode fazer-se suporte do objeto pequeno a, ao se abster de todo ideal de analista\u201d.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Zelma Abdala Galesi, psicanalista, Membro da EBP\/AMP, Forma\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise na ECF-Paris.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller, J.-A. <em>\u00bfComo se forman los analistas?<\/em> \u201cPara introducir el efecto-de-formaci\u00f3n\u201d. Buenos Aires, Grama, 2012, p.17.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. <em>\u00bfComo se forman los analistas? \u00cd<\/em>dem<em>,<\/em> p.16.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> \u00a0Brodsky, G. <em>Retour sur la pratique analytique:<\/em> \u201cLe Chaudron perc\u00e9. La cause Freudienne, n\u00ba 51, Paris, mai 2002, p.117.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. <em>Point de Capiton, <\/em>Cours de L\u2019orientation Lacanienne, Paris, \u00c9cole de la Cause Freudienne \u2013 24 de juin de 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Esqu\u00e9, X. <em>\u00bfComo se forman los analistas? \u201cO<\/em> ato anal\u00edtico y pr\u00e1tica de la interpretaci\u00f3n\u201d. Idem, p. 25.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. Le S\u00e9minaire, livre VIII: <em>Le transfert<\/em>, Seuil, Paris,2001, p.452.<\/h6>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Coment\u00e1rio sobre o texto de Zelma Galesi: \u201cQual o estatuto da palavra do Mais-um no trabalho de Cartel?\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<h6>Por Val\u00e9ria Beatriz<\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Vou destacar um ponto norteador no texto de Zelma, que penso esclarecer sobre a elabora\u00e7\u00e3o de um saber in\u00e9dito nesta porta que se abre \u00e0 Escola: \u201cs\u00f3 h\u00e1 cartel quando o Mais-um \u00e9 tamb\u00e9m um analisante\u201d.\u00a0 Temos como orienta\u00e7\u00e3o que, sendo qualquer um, o Mais-um deve ser algu\u00e9m. Conforme depreendo a partir do texto, <strong>o Mais-um, al\u00e9m de ser um analisante, deve tamb\u00e9m<\/strong> <strong>estar enquanto <em>posi\u00e7\u00e3o<\/em> analisante<\/strong>, sendo a partir da\u00ed que pode consentir com a l\u00f3gica n\u00e3o-toda do dispositivo. Esta <em>posi\u00e7\u00e3o analisante<\/em> do Mais-um\/analisante \u00e9 algo que se transmite e d\u00e1 a dimens\u00e3o de uma precariedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 id\u00e9ia de progresso, para se encontrar a\u00ed pontos de fuga que permitam fissurar, furar o saber e poder operar contra o ideal de progresso e domina\u00e7\u00e3o, sustentando a aposta no cartel. A meu ver, essa <em>posi\u00e7\u00e3o analisante \u00e9 <\/em>que constitui o Mais-um, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Seguindo uma quest\u00e3o lan\u00e7ada por Zelma, estaria nesta dupla vertente, numa fun\u00e7\u00e3o dobradi\u00e7a do Mais-um (analisante <em>e<\/em> <em>posi\u00e7\u00e3o<\/em> analisante) uma aposta de poss\u00edveis efeitos da palavra do Mais-um?<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>\u00a0Coment\u00e1rio sobre o texto de Zelma Galesi<\/strong><\/span><\/p>\n<h6>Por Marcia Stival Onyszkiewicz<\/h6>\n<p>Zelma escreveu um texto que nos permite conversar sobre variados assuntos envolvendo a presen\u00e7a do Mais-um. Me senti instigada a pensar na articula\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia da palavra do Mais-um com a posi\u00e7\u00e3o analisante e fui pelo seguinte caminho: se a palavra do Mais-um pode tocar de modo contingencial os membros de um cartel, levanto uma aposta de que as provoca\u00e7\u00f5es geradas e explicitadas nos trabalhos escritos apontam, parcialmente ao menos, para esta posi\u00e7\u00e3o analisante do Mais-um que ao inv\u00e9s de tamponar com respostas, pode favorecer enuncia\u00e7\u00f5es. Zelma que voc\u00ea acha?<\/p>\n<p>Outro ponto que destaco envolve a posi\u00e7\u00e3o do Mais-um diante dos equ\u00edvocos que dificultam a sustenta\u00e7\u00e3o um cartel. \u00a0Zelma salienta a relev\u00e2ncia do \u201ccorte\u201d para marcar o desvio que impossibilita a formaliza\u00e7\u00e3o de um cartel. Para conversar com esta coloca\u00e7\u00e3o, extraio uma passagem do texto de Raquel Cors \u201cQuatro, Mais-um, sem dois\u201d*, no qual ela diz: \u201c O que se constata na experi\u00eancia do cartel, e na pr\u00f3pria vida! Claro, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 a \u00faltima palavra a prop\u00f3sito do \u2018saber\u2019. O que h\u00e1 \u00e9 um vazio de saber.\u201d (p.210) Me perguntei se estaria na inscri\u00e7\u00e3o de um corte a possibilidade de provocar um vazio e com isto, \u00a0agarrar algo que direcione para uma transfer\u00eancia de trabalho.\u00a0\u00a0Zelma, gostaria de te escutar um pouco mais falando sobre o corte.<\/p>\n<h6>*CORS, Raquel. Quatro, mais-um, sem dois. In.: BROWN, Noemi (org.). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. EBP: 2020.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zelma A. 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