{"id":3072,"date":"2021-07-08T10:35:45","date_gmt":"2021-07-08T13:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?p=3072"},"modified":"2021-07-08T10:35:45","modified_gmt":"2021-07-08T13:35:45","slug":"a-pura-ausencia-do-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/a-pura-ausencia-do-um\/","title":{"rendered":"A pura aus\u00eancia do Um"},"content":{"rendered":"<h6>Eneida Medeiros Santos (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Agrade\u00e7o a Nohem\u00ed pelo convite para comentar o argumento escrito por Louise e vou partir de tr\u00eas quest\u00f5es que est\u00e3o de alguma forma contidas no argumento: a quest\u00e3o do ser e da exist\u00eancia, desde a perspectiva lacaniana, e a da transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Para tratar da quest\u00e3o do ser, utilizei um texto de Carmen G. T\u00e1boas, traduzido por mim em 2014 para o Scilicet do IX Congresso da AMP intitulado \u201cUm real para o s\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p>Carmen fala de Santo Anselmo de Canterbury, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo medieval italiano que, em sua tentativa de provar a exist\u00eancia de Deus, criou um argumento ontol\u00f3gico afirmando existir realmente um ser supremo. Ele diz que as coisas do mundo t\u00eam uma causa, mas h\u00e1 um ser que n\u00e3o, ele \u00e9 a causa de si mesmo. Ent\u00e3o, para ele, Deus deve necessariamente existir, uma vez que n\u00e3o podemos pensar nele sen\u00e3o como um ser necessariamente existente. Ent\u00e3o, prossegue T\u00e1boas, cr\u00ea-se no ser, o <em>Entissimun<\/em>. Esse \u00e9 um argumento ontol\u00f3gico por excel\u00eancia.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Fazendo um contraponto, podemos tomar o <em>cogito<\/em> cartesiano como aquele que instaura um ser a partir do pensamento. Duvido da verdade das coisas, mas porque penso, eu sou. Confirma-se o ser pelo pensamento. Lacan conjuga isso com o verbo <em>serpensar<\/em>: eu serpenso, tu serpensas, ele serpensa etc.<\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o do <em>cogito<\/em> para Lacan \u00e9 problem\u00e1tica. O pensamento tamb\u00e9m \u00e9 impotente para tocar a exist\u00eancia, pois ele \u00e9 imagin\u00e1rio. Por outro lado, a d\u00favida met\u00f3dica produz uma reviravolta, um ato de conclus\u00e3o que sustenta a exist\u00eancia de uma verdade e esse \u00e9 o ponto interessante para pensar essa passagem para al\u00e9m da ontologia.<\/p>\n<p>Graciela Brodsky afirma que a d\u00favida de Descartes consiste em se perguntar sobre que tipo de certeza pode ter um sujeito\u00a0e de onde ele extrai essa certeza<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Para ela, \u201cnaturalmente\u201d o\u00a0sujeito faz uma op\u00e7\u00e3o preferencial pelo ser e n\u00e3o pelo pensar. Ao contr\u00e1rio, a opera\u00e7\u00e3o da verdade que se faz numa an\u00e1lise \u00e9 escolher a op\u00e7\u00e3o recha\u00e7ada, i. e., pensar e n\u00e3o ser. Ningu\u00e9m prefere pensar para n\u00e3o ser, se n\u00e3o \u00e9 \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de estar em transfer\u00eancia, significando haver a\u00ed uma mudan\u00e7a no estatuto do ser no in\u00edcio de uma an\u00e1lise. E, ao final, o que se espera \u00e9 uma certeza sobre o ser. Espera-se uma resposta que n\u00e3o possa mais ser posta em d\u00favida.<\/p>\n<p>Brodsky diz que a psican\u00e1lise deve tanto modificar o estatuto do sujeito como falta-em-ser, quanto dar lugar a op\u00e7\u00e3o sou e n\u00e3o penso, por\u00e9m fora do narcisismo. Um sou sem o suporte do fantasma e das identifica\u00e7\u00f5es. Um sou via sintoma, abrindo ent\u00e3o um acesso \u00e0 exist\u00eancia do gozo, ao inv\u00e9s da consist\u00eancia ontol\u00f3gica. Ao contr\u00e1rio do termo &#8220;ontologia&#8221;, quando Lacan utiliza o termo &#8220;\u00f4ntica&#8221; em seu ensino, ele se refere \u00e0s quest\u00f5es do gozo e de exist\u00eancia e n\u00e3o do ser. E \u00e9 por isso que ele pode afirmar que Deus \u00e9 o real e \u00e9 essa tamb\u00e9m a vertente real do gozo feminino, o qual, por n\u00e3o ser f\u00e1lico, ex-siste ao sujeito, n\u00e3o lhe devolvendo a consist\u00eancia imagin\u00e1ria de seu ser.<\/p>\n<p>Abrindo mais a quest\u00e3o, podemos ir ao Semin\u00e1rio 9, \u00a0A Identifica\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, pois Lacan trata ali da experi\u00eancia mais primitiva de presen\u00e7a e de pertencimento no mundo como sendo uma identifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica radical do sujeito a um significante. Uma experi\u00eancia prim\u00e1ria de identifica\u00e7\u00e3o que se estabelece e se repete, i. e., cria as bases para a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o seu ser \u201co que ele \u00e9\u201d, e com o que repete na persevera\u00e7\u00e3o de seu ser, \u201co que ele ainda \u00e9\u201d. O tra\u00e7o un\u00e1rio \u00e9 o tra\u00e7o mais simples, o tra\u00e7o \u00fanico que d\u00e1 suporte ao significante.<\/p>\n<p>A primeira forma do Um, portanto, \u00e9 a da repeti\u00e7\u00e3o significante, a que aparece no semin\u00e1rio supracitado. \u00c9 desse modo a abordagem inicial feita por Lacan do Um, como tra\u00e7o un\u00e1rio, como primeira inscri\u00e7\u00e3o do significante. Se pensarmos o tra\u00e7o un\u00e1rio como aquilo que inaugura a cadeia de repeti\u00e7\u00f5es para um sujeito \u2013 e veremos mais adiante no ensino de Lacan o que se repete como sendo outra coisa -, fundando o ser, precisamos colocar \u00e0 prova tamb\u00e9m a quest\u00e3o da predica\u00e7\u00e3o. O ser \u00e9 o que n\u00e3o pode ser predicado e esta impossibilidade \u00e9 tal que mesmo essa frase, ela mesma, repete a sua pr\u00f3pria contradi\u00e7\u00e3o e vacuidade: o ser \u00e9 impredicado.<\/p>\n<p>Fran\u00e7ois R\u00e9canati<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> nos mostra em um texto muito esclarecedor que entre o objeto e o representante h\u00e1 um buraco fazendo com que os dois n\u00e3o sejam enganch\u00e1veis em sua rela\u00e7\u00e3o. Entretanto esse buraco \u00e9 algo que insiste e funda uma \u201cverdadeira\u201d repeti\u00e7\u00e3o, a repeti\u00e7\u00e3o da impossibilidade ou a repeti\u00e7\u00e3o do buraco. H\u00e1 uma opera\u00e7\u00e3o de passagem do zero ao Um, mas o Um sempre faz uma inscri\u00e7\u00e3o inadequada com rela\u00e7\u00e3o ao zero, ficando o interpretante &#8211; o dois &#8211; sempre indeterminado, imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Basta que a repeti\u00e7\u00e3o se manifeste como imposs\u00edvel para ela se tornar poss\u00edvel e efetiva.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Ent\u00e3o, seguindo seu racioc\u00ednio, essa impossibilidade inaugural da repeti\u00e7\u00e3o funda a s\u00e9rie das repeti\u00e7\u00f5es da impossibilidade. \u201c[\u2026] a repeti\u00e7\u00e3o de algo que n\u00e3o se inscreve porque \u00e9 sempre outra coisa quer dizer que no momento em que esse algo se inscreve, cessa de existir, pelo fato mesmo dessa inscri\u00e7\u00e3o.&#8221;<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Essa disjun\u00e7\u00e3o \u00e9 para R\u00e9canati aquilo que acontece entre o ser e o predicado, \u201cos predicados n\u00e3o s\u00e3o predicados sen\u00e3o desta aus\u00eancia\u201d.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>A partir disso, Lacan afirmar\u00e1 sobre o nomear ser um ato \u00fanico, esse encontro radical e primeiro com o furo, sem predica\u00e7\u00f5es. \u00c9 saltar uma fronteira, como o atravessamento do Rubic\u00e3o por J\u00falio C\u00e9sar. Nomear parte do imposs\u00edvel, da <em>ex-sist\u00eancia<\/em>. Entre o zero e o Um h\u00e1 um buraco, mas esse buraco se desvanece quando aparece o dois, ou seja, a significa\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que Lacan diz que contamos a partir do dois. O dois \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o desse encontro malogrado entre o zero e o Um<\/p>\n<p>O &#8220;A = A&#8221; que Lacan n\u00e3o se cansa de nos mostrar no Semin\u00e1rio 9 \u00e9 uma impossibilidade, a imposs\u00edvel identidade. &#8220;A&#8221; n\u00e3o tem subst\u00e2ncia porque n\u00e3o se sustenta por si mesmo. H\u00e1 um fosso radical entre o zero e o Um e esse fosso se inscreve no Um mesmo, no significante que o nomeia. O dois, ou o sentido, produzem-se \u00e0s custas do \u201cdesconhecimento, do recha\u00e7o, do desmentido ou da denega\u00e7\u00e3o do Um. A interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica faz surgir o Um que estava em estado potencial no zero, como a est\u00e1tua j\u00e1 existe potencialmente no pr\u00f3prio peda\u00e7o de m\u00e1rmore.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>A s\u00e9rie dos n\u00fameros s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel a partir do n\u00famero dois pois, antes disso, n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de termos um n\u00famero que seja a soma dos outros precedentes. Um n\u00famero s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel se ele for a soma de outros. Por exemplo, o n\u00famero quatro \u00e9 a soma de 3+1, o tr\u00eas, de 2+1 etc. O Um \u00e9 esse primeiro elemento que vai se somar a cada outro n\u00famero que aparecer na s\u00e9rie. O problema est\u00e1 entre o zero e o Um, j\u00e1 que qualquer n\u00famero somado de zero tem como resultado ele mesmo. H\u00e1 um imposs\u00edvel a\u00ed. O Um \u00e9 esse real que se repete na s\u00e9rie.<\/p>\n<p>O que Lacan diz com isso? Que o imposs\u00edvel se repete desde o in\u00edcio. \u00c9 isso que falta na s\u00e9rie, justamente o que se escreve, i. e., o vazio, o real.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o \u201cH\u00e1 Um\u201d, mas esse \u201ch\u00e1\u201d \u00e9 pura aus\u00eancia, um ponto centrado, mas ausente de ser, remetendo-nos \u00e0 exist\u00eancia e produzindo efeitos. \u00c9 quando o Um do significante se inscreve como escrita no corpo que podemos ler algo sobre o ser, um ser de gozo.<\/p>\n<p>Voltando o olhar apara a cl\u00ednica, uma an\u00e1lise s\u00f3 se inicia quando se constitui o significante da transfer\u00eancia, significante qualquer, sobre o qual o analista nada sabe, pois somente vai topar com ele no encontro com o analisante. Como h\u00e1 horror ao saber, ama-se o saber do Outro. Da\u00ed que o SsS seja a equivoca\u00e7\u00e3o essencial. O analista sustenta esse ato de f\u00e9 no SsS, por meio do qual o analisante se coloca \u00e0 trabalho.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Para concluir, podemos dizer que n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para o sujeito apaziguar-se definitivamente com seu ser porque seu ser \u00e9 sempre um ser em falta. \u00c9 o amor que restitui a ilus\u00e3o de ser e restitui tamb\u00e9m Deus, como diz Lacan. O sujeito ama aquele que ele sup\u00f5e um saber sobre essa perda e, com isso, cr\u00ea resgatar sua autenticidade, seu ser. O Sujeito-suposto-Saber \u00e9 esse artif\u00edcio operando numa an\u00e1lise. Na verdade, Lacan diz que o SsS n\u00e3o \u00e9 forma\u00e7\u00e3o de artif\u00edcio, mas de veia, quer dizer, desde que se fala, ele funciona. O sujeito cr\u00ea que o analista sabe de sua perda de ser e que pode tamb\u00e9m, em alguma medida, gozar desse saber. Entretanto, &#8220;o hiato deixado pela perda da autenticidade do sujeito jamais chegar\u00e1 a ser recoberto&#8221;<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>, condenando o sujeito ao infinito das identifica\u00e7\u00f5es. No fim de uma an\u00e1lise, quando elas j\u00e1 n\u00e3o se sustentam, &#8220;a paz n\u00e3o vem selar prontamente essa metamorfose em que o parceiro [do sujeito, o SsS] se esvaece, por j\u00e1 n\u00e3o ser mais do que o saber v\u00e3o de um ser que se furta&#8221;<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BRODSKY, Graciela. <em>Fundamentos<\/em>. El acto anal\u00edtico. Buenos Aires: Cuadernos del Instituto Cl\u00ednico de Buenos Aires, 2002.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 9<\/em>: A Identifica\u00e7\u00e3o (1961-1962). In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>_______. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-Alain. <em>Extimidad. <\/em>Trad. de Nora A. Gonz\u00e1lez. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010.<\/h6>\n<h6>_______. <em>Percurso de Lacan<\/em>. Trad. de Ari Roitman. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.<\/h6>\n<h6>RECANATI, Fran\u00e7ois. <em>Predicaci\u00f3n y ordenaci\u00f3n<\/em>. Trad. de Ricardo Rodr\u00edguez Pontes. In: https:\/\/enelmargen.com\/2015\/09\/20\/predicacion-y-ordenacion-por-francois-recanati-intervencion-pronunciada-el-12-de-diciembre-de-1972-en-el-seminario-de-lacan\/<\/h6>\n<h6>T\u00c1BOAS, Carmen Gonz\u00e1lez. Deus e o SsS. In: <em>Um real para o s\u00e9culo XXI<\/em>. MACHADO, Ondina; RIBEIRO, Vera L\u00facia Avellar (Org.). Belo Horizonte: Scriptum, 2014.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> T\u00c1BOAS, Carmen Gonz\u00e1lez. Deus e o SsS. In: <em>Um real para o s\u00e9culo XXI<\/em>. MACHADO, Ondina; RIBEIRO, Vera L\u00facia Avellar (Org.). Belo Horizonte: Scriptum, 2014. p. 116.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> BRODSKY, Graciela. <em>Fundamentos<\/em>. El acto anal\u00edtico. Buenos Aires: Cuadernos del Instituto Cl\u00ednico de Buenos Aires, 2002. p. 51.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 9<\/em>: A Identifica\u00e7\u00e3o (1961-1962). In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> RECANATI, Fran\u00e7ois. <em>Predicaci\u00f3n y ordenaci\u00f3n<\/em>. Trad. de Ricardo Rodr\u00edguez Pontes. Dispon\u00edvel on-line.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ibid, p. 2.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Ibid, p. 2.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Ibid, p. 3.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> BRODSKY, op. cit., p. 10.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Percurso de Lacan<\/em>. Trad. de Ari Roitman. Rio de Janeiro: Zahar, 1988. p. 86.<\/h6>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> MILLER, Jacques-Alain. <em>Extimidad. <\/em>Trad. de Nora A. Gonz\u00e1lez. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010. p. 27.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 260.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eneida Medeiros Santos (EBP\/AMP) Agrade\u00e7o a Nohem\u00ed pelo convite para comentar o argumento escrito por Louise e vou partir de tr\u00eas quest\u00f5es que est\u00e3o de alguma forma contidas no argumento: a quest\u00e3o do ser e da exist\u00eancia, desde a perspectiva lacaniana, e a da transfer\u00eancia. 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