{"id":2727,"date":"2020-07-30T10:53:19","date_gmt":"2020-07-30T13:53:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sc\/?p=2727"},"modified":"2020-07-30T10:53:19","modified_gmt":"2020-07-30T13:53:19","slug":"na-borda-do-dizivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/na-borda-do-dizivel\/","title":{"rendered":"NA BORDA DO DIZ\u00cdVEL"},"content":{"rendered":"<h6>Jos\u00e9 Fernando Vel\u00e1squez &#8211; AME, membro da NEL\/AMP<\/h6>\n<p>Freud prop\u00f4s que \u201cem todas as \u00e9pocas os homens meditaram sobre o enigma da feminilidade\u201d (2010 [1930-1936], p. 264). Mas para um analista \u00e9 essencial situar esse mist\u00e9rio (LACAN, 2010 [1966-1967], p. 23). Apesar dos muitos anos de exist\u00eancia da psican\u00e1lise, h\u00e1 um desalento dos analistas frente ao tema, inclusive Freud (LACAN, [1969-1970], p. 67). A dificuldade em ter uma m\u00ednima ideia disso, em sequer admitir que existe, ou que pode ser reconhecido e separado do pens\u00e1vel, \u00e9 a isso que Lacan se dedica depois do <em>Semin\u00e1rio 18<\/em>. Anteriormente, j\u00e1 havia sugerido \u201ca cada um e, em especial, ao que pode haver de feminino reunido neste audit\u00f3rio, expressar-se assim sobre o gozo feminino\u201d (LACAN [1966-1967] 2010, p. 23).<\/p>\n<p>Esse campo faz refer\u00eancia ao que Freud qualificou como o <em>Urverdr\u00e4ngt<\/em>, que \u00e9 traduzido como o incognosc\u00edvel, o indiz\u00edvel, o reprimido primordial; ali onde n\u00e3o h\u00e1 a <em>Behajung<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade da bipolaridade (+, -). Ao estar no limite da linguagem, n\u00e3o se diz, mostra-se. Que assuntos concernem a esse campo? Ali onde o real aparece como Mestre. Exemplos:<\/p>\n<ul>\n<li>o imperativo de gozo kantiano tem parentesco com o capricho feminino ou com a insensatez, onde a puls\u00e3o se assume como vontade de gozo: \u201c\u00e9 assim que eu quero, \u00e9 assim que eu ordeno\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. O Desejo da M\u00e3e \u00e9 o capricho, ou seja, a vontade sem regras (MILLER, 2010);<\/li>\n<li>na chamada devasta\u00e7\u00e3o, que, na mulher, \u00e9 (com frequ\u00eancia) a rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e (LACAN, 2003, p. 465).<\/li>\n<li>no m\u00edstico;<\/li>\n<li>quando os \u00f3rg\u00e3os e suas fun\u00e7\u00f5es est\u00e3o fora do discurso, no psicossom\u00e1tico, nos fen\u00f4menos do corpo que n\u00e3o fazem apelo ao Outro e que carecem de todo sentido f\u00e1lico (LACAN, 2003, p. 456). O exemplo \u00e9 a fibromialgia, que \u201c(&#8230;) est\u00e1 no corpo. Ela n\u00e3o \u00e9 endops\u00edquica, est\u00e1 fora\u201d (LAURENT, 2012);<\/li>\n<li>quando a vida se rege por inven\u00e7\u00f5es de gozo \u201cfora do padr\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> (LAURENT, 2011, p. 10), amorfas, ilimitadas, aditivas, que resistem \u00e0 norma, (\u00e9 o que chamamos a feminiza\u00e7\u00e3o do mundo), com poder para desestabilizar a ordem simb\u00f3lica e que, em muitos casos, levam ao estrago angustiante de la\u00e7os sociais, ao sacrif\u00edcio de si mesmo e do corpo em que se habita;<\/li>\n<li>quando na experi\u00eancia anal\u00edtica se isola um \u201cgozo\u201d chamado pulsional, exterior ao desejo e independente da demanda do Outro.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O que se abre no \u00faltimo ensino de Lacan \u00e9 o gozo feminino concebido como princ\u00edpio do regime do gozo como tal, que n\u00e3o obedece ao esquema freudo-hegeliano. Um gozo que se basta a si mesmo; a express\u00e3o de sua vontade n\u00e3o \u00e9 da ordem da harmonia, mas, antes disso, \u00e9 um gozo-\u00edndice de \u201cum disfuncionamento absoluto\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> (MILLER, 2008). A psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana reconhece a presen\u00e7a desse outro gozo, diferente do que se pode alcan\u00e7ar por meio do falo (LACAN, 1985, p. 100)<em>. <\/em>\u00c9 o gozo sexual como tal, \u201ca ser entendido no sentido em que o ser falante o apresenta como feminino\u201d (LACAN, 2003, p. 368), que n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de castra\u00e7\u00e3o, que escapa \u00e0 dial\u00e9tica proibi\u00e7\u00e3o-permiss\u00e3o. A esse gozo \u00e9 preciso conceb\u00ea-lo independente da articula\u00e7\u00e3o do desejo, do macho ou da f\u00eamea, porque em ambos esse desejo se referencia na lei (LACAN, 2005, p. 220). \u00c9 um gozo prim\u00e1rio, um gozo que est\u00e1 \u201c\u00e0 deriva\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 significa\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, e assentado no corpo como acontecimento\u201d (LACAN, 1966-1967). \u201c[&#8230;] ela \u00e9, propriamente falando, o que se chama de ileg\u00edvel\u201d (LACAN, 2009, p.104), est\u00e1 por fora da linguagem, fora da enuncia\u00e7\u00e3o, fora do simb\u00f3lico (LACAN, 2011, p. 32), por isso \u00e9 que \u201cquando tentamos captur\u00e1-lo com palavras, se nos escapa\u201d (SCHEJTMAN, 2012, p. 64).<\/p>\n<p>A esse gozo a psican\u00e1lise chamou de gozo feminino, porque representa o Outro absoluto para a dial\u00e9tica apoiada no falo (MILLER, 2010). Tamb\u00e9m por sua fixa\u00e7\u00e3o com o materno, o qual n\u00e3o tem nada da fantasia de harmonia (LACAN, 2003, p. 365) que lhe foi suposta desde as psicologias ou desde a pr\u00f3pria psican\u00e1lise. A esse gozo n\u00e3o se pode atribuir um ser, porque \u201cum ser, quando vem a ser apenas pelo s\u00edmbolo, \u00e9 justamente um ser sem ser\u201d (LACAN, 2012, p. 103). \u00c9 um gozo que ex-siste; n\u00e3o \u00e9 aquele gozo que se apoia na \u201cfalta e nos tamp\u00f5es\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> (MILLER, 2001, p. 80); pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um gozo que itera sem necessidade; que esteve no passado, e que ter\u00e1 que se enfrentar no futuro. \u00c9 o \u00edndice da singularidade do \u201ch\u00e1-Um\u201d que provoca a barra a qualquer presen\u00e7a do Outro. \u00c9 um gozo que est\u00e1 fora do que \u00e9 v\u00e1lido para \u201cTodos\u201d.<\/p>\n<p>O que caracteriza esse Outro Gozo \u00e9 um \u201csem limite\u201d, \u201csem sentido\u201d, \u201csem medida\u201d, \u201csem produto sexual verific\u00e1vel\u201d; \u00e9 um \u201csem\u201d que remete a uma ordem diferente da satisfa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica; \u00e9 um gozo que, quando se desata, n\u00e3o h\u00e1 para ele condi\u00e7\u00f5es de verdade, n\u00e3o se cifra em formas l\u00f3gicas de pensamento, nem se concretiza em uma figura.\u00a0 \u00c9 aquele outro espa\u00e7o de gozo que se abre para a Alice do conto, quando atravessa o espelho, sem l\u00f3gica, sem temporalidade, sem controle, sem normativa.<\/p>\n<p>Propor a disparidade que h\u00e1 entre o gozo feminino e o gozo masculino a partir da sexualidade genital \u00e9 improdutivo, porque os sujeitos de ambos os sexos disp\u00f5em de ambos os gozos. Por isso, a \u00eanfase em diferenciar a posi\u00e7\u00e3o hist\u00e9rica e a posi\u00e7\u00e3o feminina: a hist\u00e9rica n\u00e3o se toma pela mulher, pois encarna um sujeito suposto saber com respeito ao desejo (LACAN, 2008, p. 373), enquanto que o feminino n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o saber, nada faz limite (LACAN, 2003, p. 466) \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o. Lacan advertiu sobre a necessidade de n\u00e3o nomear esse gozo como complementar, mas, sim, como suplementar \u201cem rela\u00e7\u00e3o ao que designa de gozo a fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica\u201d (LACAN, 1985, p. 99).<\/p>\n<p>Nada h\u00e1 de t\u00e3o \u201cescorregadio\u201d como esse gozo; um gozo do qual nada sabe o <em>parl\u00eatre<\/em>, a n\u00e3o ser que o sente; sabe-o, quando ocorre (LACAN, 1985, p. 100).<\/p>\n<p>A exist\u00eancia desse gozo \u00e9 inapreens\u00edvel pela via do sentido, mas se pode abord\u00e1-lo na medida em que est\u00e1 \u201cfor\u00e7ado a passar pelo s\u00edmbolo para se sustentar\u201d (LACAN, 2012, p. 103)<em>. \u00a0<\/em>E o s\u00edmbolo aqui se entende como o escrito: a letra e a escritura da mesma, se situam na ordem do Real; elas s\u00e3o litorais, bordas, S<sub>1<\/sub>, e, portanto, compartilham a falta de sentido, \u201cn\u00e3o significam\u201d. Elas se escrevem na superf\u00edcie do corpo como subst\u00e2ncia gozante, sem nenhum efeito de sentido. \u00c9 <em>l<\/em><em>alangue<\/em> que se inscreve como uma tatuagem no corpo, determinando uma realidade sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise torna leg\u00edvel esse mais al\u00e9m da palavra<em>, <\/em>libera o sentido do dito<em>. <\/em>A efic\u00e1cia da psican\u00e1lise \u00e9 uma consequ\u00eancia de localizar as bordas ou litorais desse gozo indiz\u00edvel para extrair o Uno sinthom\u00e1tico. \u201cA an\u00e1lise chega a desfazer pela palavra o que est\u00e1 feito pela palavra\u201d (LACAN, 1977).<\/p>\n<p>Quando se trata de habilitar a compreens\u00e3o desse gozo sem sentido, o psicanalista, diferentemente do fil\u00f3sofo, cerca-o pelos limites, pelos v\u00e9us, ao deixar que se mostre como testemunho de gozo; mas deve estar advertido de que a tentativa de transgredir o limite tra\u00e7ado entre o sentido (a significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica) e o sem-sentido, n\u00e3o conduz a nenhum lugar, mas \u00e0 deriva infinita de sentido que se faz gozo.<\/p>\n<p>Da concep\u00e7\u00e3o desse gozo se ilumina uma forma de interven\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que seja o chamariz da verdade, como pode s\u00ea-lo uma mulher para um homem, \u201calgumas delas, por serem n\u00e3otodas, venham a criar para o homodito [<em>l\u2019hommodit<\/em>] a hora do real\u201d (LACAN, 2003, p. 495). A interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica descontextualiza, aponta o litoral, assinala o corte que marca aquilo que est\u00e1 fora de seu contexto natural, no \u201cfora-do-discurso\u201d: quando o dizer trope\u00e7a, titubeia; quando o ideal aparece roto; quando o objeto pulsional n\u00e3o encontra inser\u00e7\u00e3o em um sentido. Esses litorais se revelam pelo embara\u00e7o que produzem e, ent\u00e3o, neles h\u00e1 que \u201cvisar o essencial\u2026 para n\u00e3o ser aquela que alimenta o sintoma com sentido\u201d (LACAN, 2011, p. 25). \u00c9 a \u00fanica forma de aceder a esses significantes sem-sentido, a essas palavras imbecis (LACAN, 2011, p.14) que marcam uma exist\u00eancia e desvelam qual \u00e9 essa forma\u00a0singular\u00a0de gozo.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><em>REFER\u00caNCIAS<\/em><\/h6>\n<h6>FREUD, S. A feminilidade (1933). In: ______. <em>Obras completas. <\/em>Volume 18 [1930-1936]. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010, pp. 263-293.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. A l\u00f3gica da fantasia (1966-1967); trechos do semin\u00e1rio 14. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. <\/em>S\u00e3o Paulo: Eolia, v. 58, pp. 9-30, out. 2010.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O Semin\u00e1rio, livro 14 \u2013 a l\u00f3gica da fantasia [1966-1967].<\/em> In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O Semin\u00e1rio, livro 16 \u2013 de um Outro ao outro [1968-1969]. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O semin\u00e1rio; livro 17 \u2013 o avesso da psican\u00e1lise<\/em> <em>[1969-1970]<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O Semin\u00e1rio, livro 18 \u2013 de um discurso que n\u00e3o fosse semblante [1970-1971]. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O semin\u00e1rio, livro 19 \u2013 &#8230; ou pior [1971-1972]. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2012.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O semin\u00e1rio, livro 20 \u2013 mais, ainda [1971-1972]. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985.<\/h6>\n<h6>_______. <em>O semin\u00e1rio \u2013 momento de concluir [1977]. <\/em>In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>_______. A Terceira. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. <\/em>S\u00e3o Paulo: Eolia, v. 62, pp. 11-36, dez. 2011.<\/h6>\n<h6>_______. O aturdito. In: <em>Outros escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.<\/h6>\n<h6>_______. Alocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a. In: <em>Outros escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E. <em>Falar com seu sintoma, falar com seu corpo<\/em>.\u00a0 27 de setembro de 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.enapol.com\/pt\/template.php?file=Argumento\/Hablar-con-el-propio-sintoma_Eric-Laurent.html&gt;<\/h6>\n<h6>_______. <em>El sentimiento delirante de la vida.<\/em> Buenos Aires: Editorial Diva, 2011.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Mujer coraje. <em>P\u00e1gina 12<\/em>. 4 de novembro de 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"about:blank\">https:\/\/www.pagina12.com.ar\/diario\/psicologia\/9-156235-2010-11-04.html<\/a>&gt;<\/h6>\n<h6>_______. A merced de la contingencia. <em>Revista Consecuencias.<\/em> Nov. 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"about:blank\">http:\/\/www.revconsecuencias.com.ar\/ediciones\/002\/template.php?file=arts\/alcances\/miller.html<\/a>&gt; (aula de 30 de janeiro de 2008, publicada tamb\u00e9m sob o t\u00edtulo \u201cContingencia de lo Real\u201d. In: ______. <em>Todo el mundo es loco. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015, pp. 161-175)<\/h6>\n<h6>_______. <em>De la naturaleza de los semblantes.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2001.<\/h6>\n<h6>_______. Mulheres e semblantes I e II. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/em>, n. 1, mar\u00e7o 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"about:blank\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_1\/Mulheres_e_semblantes_I.pdf<\/a>&gt;<\/h6>\n<h6>SCHEJTMAN, F. <em>Elaboraciones lacanianas sobre la neurosis.<\/em> Buenos Aires: Grama, 2012.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cita\u00e7\u00e3o de Juvenal referindo-se a uma mulher que n\u00e3o cessa de exigir de seu marido que mate um escravo.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> N.T. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa. No original: <em>no est\u00e1ndar<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> N.T. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa. No original <em>un disfuncionamiento absoluto.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> O esfor\u00e7o de Lacan se situa nos textos: <em>Semin\u00e1rio 20<\/em>, \u201cO aturdito\u201d, \u201cTelevis\u00e3o\u201d, \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> N.T. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa. No original: <em>la falta y los tampones<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Fernando Vel\u00e1squez &#8211; AME, membro da NEL\/AMP Freud prop\u00f4s que \u201cem todas as \u00e9pocas os homens meditaram sobre o enigma da feminilidade\u201d (2010 [1930-1936], p. 264). Mas para um analista \u00e9 essencial situar esse mist\u00e9rio (LACAN, 2010 [1966-1967], p. 23). 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