{"id":4818,"date":"2024-05-03T09:00:48","date_gmt":"2024-05-03T12:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=4818"},"modified":"2024-09-21T11:39:39","modified_gmt":"2024-09-21T14:39:39","slug":"5a-jornada-da-ebp-secao-sul-discursos-e-corpos-a-causa-do-dizer-referencias-bibliograficas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/5a-jornada-da-ebp-secao-sul-discursos-e-corpos-a-causa-do-dizer\/5a-jornada-da-ebp-secao-sul-discursos-e-corpos-a-causa-do-dizer-referencias-bibliograficas\/","title":{"rendered":"5\u00aa Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul \u2013 Discursos e corpos: a causa do dizer &#8211; Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;4814&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Apresenta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias:<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4892 size-medium alignnone\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/07.-REFERENCIAS-1-300x245.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/07.-REFERENCIAS-1-300x245.jpeg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/07.-REFERENCIAS-1-768x628.jpeg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/07.-REFERENCIAS-1.jpeg 825w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>N\u00f3s, da equipe da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas da 5\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul, apostamos que tanto a leitura quanto o uso das refer\u00eancias podem ser transmitidos com uma precis\u00e3o atrativa, que nos tire do engessamento da teoria como inalcan\u00e7\u00e1vel, convocando a um impulso que movimente a pesquisa no uso das refer\u00eancias e na escrita dos textos para a Jornada.<\/p>\n<p>Duas perguntas nos orientam: o que, de Um discurso vivo que gira em torno da constru\u00e7\u00e3o das jornadas, ressoa no corpo e ent\u00e3o atravessa a Escola? O que causa o dizer de cada Um, na Escola?<\/p>\n<p>A nossa comiss\u00e3o prop\u00f5e duas vias de trabalho, uma delas ser\u00e1 a pesquisa de diferentes autores do Campo Freudiano \u2013 pesquisaremos os textos dos autores cl\u00e1ssicos, mas tamb\u00e9m nos dedicaremos a localizar outros autores que trabalham os significantes que nos interessam \u2013 e traremos da arte e da literatura as refer\u00eancias que sempre nos d\u00e3o f\u00f4lego. Estaremos acompanhando o ritmo das publica\u00e7\u00f5es do Boletim para que as refer\u00eancias e as escans\u00f5es cheguem at\u00e9 voc\u00eas, mas tamb\u00e9m ter\u00e3o not\u00edcias do andamento dos nossos achados atrav\u00e9s do site e das redes sociais.<\/p>\n<p>Acreditamos que h\u00e1 movimentos em torno da teoria desde diferentes espa\u00e7os que participamos (cart\u00e9is, semin\u00e1rios, n\u00facleos etc.) e que permitem acessar refer\u00eancias que contornam o tema da Jornada.<\/p>\n<p>Recolheremos esses efeitos na comunidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s refer\u00eancias e os encaminharemos \u00e0s diferentes comiss\u00f5es, para que sigam e reverberem at\u00e9 os dias da Jornada.<\/p>\n<p>Nos dispomos, ent\u00e3o, a ser como uma caixa de resson\u00e2ncias do percurso dessas pesquisas, apostando com elas em abrir as portas do inconsciente e da Escola, ecoando o singular de cada um dos que fazem parte do nosso coletivo que \u201cn\u00e3o \u00e9 nada sen\u00e3o o sujeito do individual\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Resson\u00e2ncias de um terreno prop\u00edcio para a cria\u00e7\u00e3o de uma implica\u00e7\u00e3o dos participantes da nossa Escola em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Jornada, pois acreditamos que cada um, desde seu poss\u00edvel, aporta seu gr\u00e3o para a bela colheita que se dar\u00e1 em outubro.<\/p>\n<p>Esta tens\u00e3o paradoxal entre o singular da causa anal\u00edtica e os la\u00e7os com alguns outros que a nossa Escola proporciona ser\u00e1 a nossa aposta final: la\u00e7os que se produzam entre os dizeres de cada Um que ressoam nos discursos dos corpos vivos, sustentando o desejo de Escola que h\u00e1 na pol\u00edtica lacaniana!<\/p>\n<p>Enviem seus achados no e-mail: <a href=\"mailto:montenegroveronicapaola@gmail.com\"><em>montenegroveronicapaola@gmail.com<\/em><\/a>, estaremos aguardando muito animados!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ver\u00f4nica Paola Montenegro (coord.)<\/li>\n<li>Priscila de S\u00e1 Santos<\/li>\n<li>Soledad Torres<\/li>\n<li>Rafaela Maester<\/li>\n<li>Mauro Agosti<\/li>\n<li>Leonardo Mendon\u00e7a<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> LACAN, J. (1945\/1998) \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada\u201d. In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, p. 213.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Uma pequena orienta\u00e7\u00e3o ao leitor:<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>A seguir v\u00e3o se encontrar com que nossa primeira publica\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias est\u00e1 orientada a partir dos significantes que o t\u00edtulo da nossa jornada possui: Discursos e Corpos, a causa do dizer.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o destas est\u00e1 orientada por tr\u00eas b\u00fassolas: o desejo de pesquisa, o momento do percurso de cada um e o estilo que se produz como efeito da transfer\u00eancia de trabalho que circula na nossa Comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O desejo de pesquisa foi um dos alicerces pelos quais nos orientamos desde a primeira reuni\u00e3o, sabendo que a busca de refer\u00eancias \u00e9 uma busca que nos leva a uma amplitude delicada de cair num infinito daquilo que cabe e aquilo que falta, nos pareceu que o desejo seria uma boa orienta\u00e7\u00e3o para construir uma certa estrutura.<\/p>\n<p>Cada um dos participantes da equipe circula por espa\u00e7os diversos de estudos, o que enriquece o olhar e a constru\u00e7\u00e3o do nosso caminho, ent\u00e3o al\u00e9m de refer\u00eancias cl\u00e1ssicas, voc\u00eas v\u00e3o achar algumas outras que se entrela\u00e7am com o momento atual do percurso de cada um.<\/p>\n<p>A \u201csepara\u00e7\u00e3o\u201d que fizemos entre os significantes se trata mais de uma aproxima\u00e7\u00e3o do que de uma separa\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 como tecer uma separa\u00e7\u00e3o propriamente dita, muitas das refer\u00eancias colocadas em corpo, tamb\u00e9m cabiam em discurso, muitas colocadas em discurso, cabem em a causa do dizer, e por a\u00ed vai. Ent\u00e3o, concerne ao leitor a considera\u00e7\u00e3o das cita\u00e7\u00f5es em seus v\u00e1rios <em>entrela\u00e7os <\/em>poss\u00edveis, recalculados pelo desejo de leitura, pesquisa e escrita. Cita\u00e7\u00f5es que foram pesquisadas e escolhidas com muito entusiasmo pela equipe. O estilo de transmiss\u00e3o delas \u00e9 uma marca singular dos nossos <em>entrela\u00e7os<\/em> de transfer\u00eancia de trabalho, mas vale e cabe criar, a cada leitura, um novo estilo pelos olhos do leitor. Nosso convite \u00e9: brinquem com elas para onde <em>a<\/em> causa dos seus dizeres os levem apostando no tecido de Uma produ\u00e7\u00e3o singular que ser\u00e1 muito bem-vinda nas jornadas de Outubro.<\/p>\n<p>At\u00e9 a pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<h6>Ver\u00f4nica, Rafaela, Priscila, Soledad, Mauro e Leonardo.<\/h6>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>DISCURSOS<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Lacan<\/strong>:<\/span><\/p>\n<p>\u201cPara operar com o esquema do discurso do M mai\u00fasculo, digamos que o trabalho escravo, invisivelmente, \u00e9 que constitui um inconsciente n\u00e3o revelado, que d\u00e1 a conhecer se essa vida vale a pena que se fale dela. O que, de verdades, de verdades verdadeiras, fez surgir tantos desvios, fic\u00e7\u00f5es e erros. O saber, ent\u00e3o, \u00e9 posto no centro, na berlinda, pela experi\u00eancia psicanal\u00edtica.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 28.<\/p>\n<p>\u201cPensei ter indicado, sem poder desenvolver da \u00faltima vez por um pequeno contratempo \u2014 que lamento \u2014, que o que se opera entre o discurso do senhor antigo e o do senhor moderno, que se chama capitalista, \u00e9 uma modifica\u00e7\u00e3o no lugar do saber. (&#8230;) N\u00e3o se percebe que o que lhe \u00e9 restitu\u00eddo n\u00e3o \u00e9, for\u00e7osamente, a sua parte? Seu saber, a explora\u00e7\u00e3o capitalista efetivamente o frustra, toman do-o in\u00fatil. Mas o que lhe \u00e9 devolvido, em uma esp\u00e9cie de subvers\u00e3o, \u00e9 outra coisa &#8211; um saber de senhor. E \u00e9 por isto que ele n\u00e3o fez mais do que trocar de senhor. O que sobra \u00e9 exatamente, com efeito, a ess\u00eancia do senhor &#8211; a saber, o fato de que ele n\u00e3o sabe o que quer. Eis o que constitui a verdadeira estrutura do discurso do senhor.\u201d &#8211;\u00a0 LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 29-30.<\/p>\n<p>\u201cComo temos o significante, \u00e9 preciso que a gente se entenda \u2014 e \u00e9 justamente por isto que n\u00e3o nos entendemos. O significante n\u00e3o \u00e9 feito para as rela\u00e7\u00f5es sexuais. Desde que o ser humano \u00e9 falante, est\u00e1 ferrado, acabou-se essa coisa perfeita, harmoniosa, da copula\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s imposs\u00edvel de situar em qualquer lugar da natureza.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 31<em>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cVejamos o que aqui est\u00e1 em jogo no discurso do analista. Ele, o analista, \u00e9 que \u00e9 o mestre. Sob que forma? Isto \u00e9 o que terei que reservar para os nossos pr\u00f3ximos encontros. Por que sob a forma de a? \u00c9 do seu lado que h\u00e1 S2, que h\u00e1 saber \u2014 quer adquira esse saber escutando seu analisante, quer seja um saber j\u00e1 adquirido, localiz\u00e1vel, isto pode, em um certo n\u00edvel, ser limitado ao savoir faire anal\u00edtico. Mas o que \u00e9 preciso compreender deste esquema &#8211; como j\u00e1 foi indicado ao colocar S2, no discurso do senhor, no lugar do escravo, e em seguida coloc\u00e1-lo, no discurso do senhor modernizado, no lugar do senhor \u2013- \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 o mesmo saber.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 29-30. p. 33.<\/p>\n<p>\u201cNo n\u00edvel do discurso da hist\u00e9rica, \u00e9 claro que essa dominante, n\u00f3s a vemos aparecer sob a forma do sintoma. \u00c9 em torno do sintoma que se situa e se ordena tudo o que \u00e9 do discurso da hist\u00e9rica.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 29-30. p. 41<em>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cTomemos por exemplo, no discurso universit\u00e1rio, esse primeiro termo, aquele que aqui se articula no termo S2. e que est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o, de uma pretens\u00e3o insensata, de ter como produ\u00e7\u00e3o um ser pensante, um sujeito. Como sujeito, em sua produ\u00e7\u00e3o, de maneira alguma poderia se perceber por um s\u00f3 instante como senhor do saber.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 29-30. p. 166<em>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 que acentuo o bastante a relev\u00e2ncia da impossibilidade de sua posi\u00e7\u00e3o, na medida em que o analista se coloca em posi\u00e7\u00e3o de representar, de ser o agente, a causa do desejo?\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 29-30. p. 168<em>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cQuando algu\u00e9m me procura no meu consult\u00f3rio pela primeira vez e eu escando nossa entrada na hist\u00f3ria com algumas entrevistas preliminares, o importante \u00e9 a confronta\u00e7\u00e3o de corpos. \u00c9 justamente por isso partir desse encontro de corpos que este n\u00e3o entra mais em quest\u00e3o, a partir do momento em que entramos no discurso anal\u00edtico. Mas persiste o fato de que, no n\u00edvel em que funciona o discurso que n\u00e3o \u00e9 o discurso anal\u00edtico, coloca-se a quest\u00e3o de como esse discurso conseguiu aprisionar corpos.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 220.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o houvesse discurso anal\u00edtico, voc\u00eas continuariam a falar como papagaios, a cantar o <em>disc-cursocorrente<\/em>, a fazer girar o disco, esse disco que gira porque <em>n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual<\/em> \u2014- isto \u00e9 uma f\u00f3rmula, que s\u00f3 se pode articular gra\u00e7as a toda a constru\u00e7\u00e3o do discurso anal\u00edtico, e que h\u00e1 muito tempo eu lhes ladainho.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 40.<\/p>\n<p>&#8220;Um discurso sempre adormece, exceto quando n\u00e3o \u00e9 compreendido, ent\u00e3o desperta.&#8221; &#8211; LACAN J. <strong>O Seminario, Livro 24:<\/strong> L\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre [1976-77]. Li\u00e7\u00e3o de 19 de abril de 1977, in\u00e9dito.<\/p>\n<p>\u201cO discurso \u00e9 o qu\u00ea? \u00c9 o que, na ordem&#8230; no ordenamento do que pode ser produzido pela exist\u00eancia da linguagem, faz fun\u00e7\u00e3o de la\u00e7o social.\u201d &#8211;\u00a0 LACAN, J. <strong>Do discurso psicanal\u00edtico<\/strong>. Confer\u00eancia realizada em Mil\u00e3o, em 12 de maio de 1972.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Miller:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cAs cadeias significantes que deciframos \u00e0 maneira freudiana s\u00e3o conectadas com o corpo e s\u00e3o feitas de subst\u00e2ncia gozante. \u00c9 do corpo que s\u00e3o extra\u00eddos os objetos <em>a<\/em>; \u00e9 no corpo que \u00e9 buscado o gozo para o qual trabalha o inconsciente.\u201d &#8211; MILLER, J.-A. O inconsciente e o corpo falante. In: <strong>Scilicet<\/strong>: o corpo falante \u2013 sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: EBP, 2016. p. 29-30.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3crates introduz no discurso a ironia. A ironia de S\u00f3crates \u00e9 sempre apoiada numa refer\u00eancia ao saber entendido como coer\u00eancia. \u00c9 desse ponto de vista que ele nada pode professar ou professar que ele nada sabe. Ele nada sabe porque \u00e9 o guardi\u00e3o da coer\u00eancia do discurso do Outro. Sua posi\u00e7\u00e3o consiste somente em exigir do Outro a coer\u00eancia do discurso, que ele se mantenha coeso.\u201d &#8211; MILLER, J.-A. A forma\u00e7\u00e3o do analista. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; <\/strong>Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. n. 37. S\u00e3o Paulo: 2003, p. 8.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Outros autores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 nossa oportunidade e a oportunidade de dar \u00e0s crian\u00e7as que encontramos. A oportunidade de se deslocar nos discursos de domina\u00e7\u00e3o que buscam assujeit\u00e1-las e a ocasi\u00e3o de encontrar um lugar para os objetos gadgets que nossa civiliza\u00e7\u00e3o lhes oferece aos montes. Como? Pois bem, explorando com cada crian\u00e7a os significantes-mestres que fazem dela sujeito, e o sonho permanece aqui a &#8220;via r\u00e9gia&#8221;, na medida em que lhe damos lugar &#8220;nessa parte reservada do corpo em que o gozo pode se refugiar&#8221;, que se chama objeto a.\u201d &#8211; ROY, D. Sonhos em fantasmas na crian\u00e7a. In: <strong>Rayuela<\/strong> &#8211; Publicaci\u00f3n Virtual de la Nueva Red Cereda Am\u00e9rica. n. 10. Nov &#8211; 2023. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revistarayuela.com\/pt\/010\/template.php?file=notas\/suenos-y-fantasmas-en-el-nino.html\">https:\/\/www.revistarayuela.com\/pt\/010\/template.php?file=notas\/suenos-y-fantasmas-en-el-nino.html<\/a><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>CORPOS<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Lacan:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cFoi do discurso, ali\u00e1s, que Freud fez surgir a constata\u00e7\u00e3o de que o que se produzia no n\u00edvel do suporte tinha a ver com o que se articulava pelo discurso. O suporte \u00e9 o corpo. Mas \u00e9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o quando se diz que \u00e9 o corpo. N\u00e3o \u00e9 for\u00e7osamente um corpo. A partir do momento em que partimos do gozo, isso quer dizer que o corpo n\u00e3o \u00e9 inteiramente s\u00f3, que h\u00e1 um outro. N\u00e3o \u00e9 por isso que o gozo \u00e9 sexual, pois acabo de lhes explicar, este ano, que o m\u00ednimo que se pode dizer \u00e9 que ele n\u00e3o \u00e9 indireto, esse gozo. \u00c9 o gozo corpo a corpo. \u00c9 pr\u00f3prio do gozo que, quando h\u00e1 dois corpos, e muito mais quando h\u00e1 mais, n\u00e3o se sabe, n\u00e3o se pode dizer qual deles goza. \u00c9 isso que faz com que possa haver nessa hist\u00f3ria v\u00e1rios corpos aprisionados, e at\u00e9 s\u00e9ries de corpos.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 217.<\/p>\n<p>\u201cEntre o corpo e o discurso h\u00e1 algo que os analistas se deleitam, chamando-o pretensiosamente, de afetos.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 220.<\/p>\n<p>\u201cFormem-se em qu\u00ea? Em distinguir o que chamei h\u00e1 pouco de enchimento, de tamponamento do intervalo, da hi\u00e2ncia que existe entre o n\u00edvel do corpo, do gozo e do semblante e o discurso.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 223.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 l\u00e1 que se sup\u00f5e propriamente a experi\u00eancia psicanal\u00edtica? \u2014 a subst\u00e2ncia do corpo, com a condi\u00e7\u00e3o de que ela se defina apenas como aquilo de que se goza. Propriedade do corpo vivo, sem d\u00favida, mas n\u00f3s n\u00e3o sabemos o que \u00e9 estar vivo, sen\u00e3o apenas isso, que um corpo, isso se goza.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 29.<\/p>\n<p>\u201cO real, eu diria, \u00e9 o mist\u00e9rio do corpo falante, \u00e9 o mist\u00e9rio do inconsciente.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. p. 140.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma das coisas essenciais que eu disse da \u00faltima vez \u2013 a an\u00e1lise se distingue, entre tudo que j\u00e1 foi produzido at\u00e9 agora de discurso, por enunciar isto, que constitui\u00a0 o osso de meu ensino: que eu falo sem saber. Falo com o meu corpo, e isto, sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 127.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Miller:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cO homem se serve do corpo para falar. A f\u00f3rmula do corpo falante n\u00e3o \u00e9 portanto feita para abrir a porta para a fala do corpo. Ela abre a porta ao homem, no que ele se serve do corpo para falar.\u201d &#8211; MILLER, J.-A. <strong>Habeas corpus<\/strong>. Textos de orienta\u00e7\u00e3o do XI Congresso da AMP. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/congresoamp2018.com\/pt-pt\/textos\/habeas-corpus\/\">https:\/\/congresoamp2018.com\/pt-pt\/textos\/habeas-corpus\/<\/a><\/p>\n<p>\u201cEm realidade sempre trata-se de acontecimentos de discurso que deixaram rastros, pegadas no corpo. E estas pegadas perturbam o corpo. Fazem sintoma apenas se o sujeito em quest\u00e3o for capaz de ler estes rastros, de decifr\u00e1-los. Isto tende finalmente a levar a que o sujeito possa encontrar os acontecimentos em que estes sintomas foram tra\u00e7ados.&#8221; &#8211; MILLER, J.-A. Biologia Lacaniana e acontecimento de corpo [1999]. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; <\/strong>Revista Brasileira internacional de psican\u00e1lise. n. 41. S\u00e3o Paulo: dez. 2004, p. 7-67.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Outros Autores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cUma psican\u00e1lise se define ent\u00e3o como o dispositivo que lhe permite fazer com o que o determina 1) alguma coisa \u00ab que lhe ocorre \u00bb como se voc\u00ea o tivesse escolhido, 2) fazer daquilo que lhe ocorre um sintoma 3) enquanto que acontecimento de corpo, quando se atualiza na sess\u00e3o anal\u00edtica um dizer que morde sobre um gozar. Ele faz acontecimento, contingente portanto, j\u00e1 que ele realiza uma amarra\u00e7\u00e3o entre um dizer e um gozar \u00ab para se fazer um escabelo \u00bb : \u00e9 assim que Lacan termina sua frase. Se fazer um escabelo do corpo de gozo em sua consist\u00eancia imagin\u00e1ria, seu furo simb\u00f3lico e seus mais de gozar, \u00e9 se dar uma chance de \u00ab escabelastra\u00e7\u00e3o \u00bb, castra\u00e7\u00e3o do escabelo, para usar dele de uma boa maneira, para aprender a se servir da consist\u00eancia imagin\u00e1ria, do furo simb\u00f3lico e de seus mais de gozar.\u201d &#8211; ROY, D. O que chamamos acontecimento de corpo? In: <strong>Folha dos N\u00facleos<\/strong> &#8211; Ecos do VI Encontro da Nova Rede Cereda: Brasil \u201cOs impasses do sexual e os arranjos da sexua\u00e7\u00e3o\u201d. n. 43, 2021.<\/p>\n<p>\u201cAssim o neur\u00f3tico sofre de ter um corpo, ao passo que nas psicoses as quest\u00f5es giram em torno dos embates relativos \u00e0 certeza de se ser o corpo.\u201d &#8211; ZUCCHI, M. <strong>Outro corpo<\/strong>. Petr\u00f3polis: KBR, 2015. e-book. p. 89.<\/p>\n<p>\u201cO sujeito \u00e9 essencialmente um lugar vazio por onde se pode circular. Para esse inconsciente n\u00e3o hist\u00f3rico, a letra tem a fun\u00e7\u00e3o de furar os diferentes discursos que atravessam o sujeito, enquanto simultaneamente localiza o gozo no corpo.\u201d &#8211; ZUCCHI, M. <strong>Outro corpo<\/strong>. Petr\u00f3polis: KBR, 2015. e-book. p. 96.<\/p>\n<p>\u201cEl cuerpo como caja de resonancia incluye esa dimensi\u00f3n del agujero. Y se necesita el parche, sin el parche no suena el tambor, se necesita efectivamente esa superficie contra la cual chocar y se necesitan las baquetas para hacerlo sonar. El agujero supone la caja de resonancia, sino es el vac\u00edo; en el vac\u00edo no suena nada.\u201d &#8211; BRODSKY, G. <strong>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar<\/strong>. Olivos: Grama Ediciones, 2023. p. 188.<\/p>\n<p>&#8220;O aspecto crucial do surgimento da ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9, em absoluto, o de haver introduzido, no mundo, um conhecimento mais aprofundado e mais extenso, mas o de haver feito surgirem, no real, coisas que n\u00e3o existiam de forma alguma no n\u00edvel da percep\u00e7\u00e3o humana. Portanto a singularidade da interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana das incid\u00eancias da ci\u00eancia no corpo visa, especialmente, a isolar o elemento real desses efeitos.&#8221; &#8211; SANTIAGO, J. <strong>A droga do toxic\u00f4mano<\/strong>:\u00a0 uma parceria c\u00ednica na era da ci\u00eancia. 2\u00aa ed. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio Edi\u00e7\u00f5es, 2017. p. 176.<\/p>\n<p>\u201cO corpo do sujeito fica bordejado por essa forma do objeto pulsional, protegido da ang\u00fastia de intrus\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 aqueles sujeitos em que o objeto pulsional n\u00e3o \u00e9 tomado no registro da forma e do corpo. Trata-se de sujeitos sem bordas e sem limites, em que o objeto de gozo, sem forma, se imp\u00f5e ao corpo. O objeto sem forma remete a um acontecimento de corpo traum\u00e1tico fundamental, sentido como alteridade radical. O acontecimento de corpo refere-se, portanto, a uma extra\u00e7\u00e3o de gozo. Uma cess\u00e3o de algo da carga de gozo que afeta o corpo. Laurent coloca a quest\u00e3o, orientadora para a cl\u00ednica, de como passar dessa extra\u00e7\u00e3o violenta a um objeto menos cruel a ser extra\u00eddo do corpo. Cabe ao analista a fun\u00e7\u00e3o de um aux\u00edlio que leve essas crian\u00e7as a encontrarem um dispositivo que permita a dist\u00e2ncia desse objeto do corpo, podendo ser tomado de outra maneira, o que possibilita sua entrada em uma troca no la\u00e7o social.\u201d &#8211; PIMENTA, P. Usos do corpo nos autistas: o que a cl\u00ednica nos ensina. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana <\/strong>&#8211; Revista Brasileira internacional de Psican\u00e1lise (online). Ano 5. n. 14.\u00a0 Julho 2014. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_14\/Usos_do_corpo_no_autismo.pdf\">http:\/<\/a><a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_14\/Usos_do_corpo_no_autismo.pdf\">\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_14\/Usos_do_corpo_no_autismo.pdf<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>a CAUSA DO DIZER<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Lacan:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cO primeiro encontro se d\u00e1 no n\u00edvel sincr\u00f4nico, o da simultaneidade dos significantes. O ponto C \u00e9 o que chamo de ponto de encontro do c\u00f3digo. Em outras palavras, h\u00e1 aqui o jogo do significante, algo que funciona como uma matraca [<em>moulin \u00e0 paroles<\/em>]. A crian\u00e7a se dirige a um sujeito que ela sabe ser falante, que ela viu falando, que a penetrou com relatos desde o come\u00e7o de seu despertar para a luz do dia. \u00c9 muito cedo que o sujeito tem que aprender que essa \u00e9 uma via, que esse \u00e9 o desfilamento [<em>d\u00e9fil\u00e9<\/em>] pelo qual as manifesta\u00e7\u00f5es de suas necessidades devem rebaixar-se a passar para serem satisfeitas.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 6<\/strong>: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o [1958-59]. Rio de Janeiro: Zahar, 2016. p. 21.<\/p>\n<p>\u201cQuando interpretamos um sonho, o que nos orienta certamente n\u00e3o \u00e9 <em>o que quer dizer isso?,<\/em> nem tampouco <em>o que ele quer, para dizer isso?<\/em>, e sim, <em>o que \u00e9 que, ao dizer, isso quer?<\/em> Isso n\u00e3o sabe o que isso quer, aparentemente.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 16<\/strong>: De um Outro ao outro [1968-69]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 196.<\/p>\n<p>\u201cO que h\u00e1 no discurso anal\u00edtico, entre as fun\u00e7\u00f5es de discurso e o suporte corporal, que n\u00e3o \u00e9 a significa\u00e7\u00e3o do discurso, que n\u00e3o se prende a nada do que \u00e9 dito? Tudo que \u00e9 dito \u00e9 semblante. Tudo que \u00e9 dito \u00e9 verdade. Ainda por cima, tudo que se diz faz gozar. E, como reescrevi hoje no quadro, que se diga, como jato, fica esquecido por tr\u00e1s do que \u00e9 dito. O que \u00e9 dito n\u00e3o est\u00e1 noutro lugar sen\u00e3o no que se ouve. \u00c9 isso a fala. O dizer \u00e9 outra coisa, \u00e9 outro plano, \u00e9 o discurso.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 221.<\/p>\n<p>\u201cO dizer tem seus efeitos, dos quais se constitui o que chamamos de fantasia, isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o entre o objeto a, que \u00e9 o que se concentra por efeito do discurso para causar o desejo, e esse algo que se condensa em volta, como uma fenda, e que se chama sujeito.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 222.<\/p>\n<p>\u201cO objeto de que se trata n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o o que interroguei aqui, com minhas duas f\u00f3rmulas escritas no quadro. N\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m do fato do dizer como esquecido. \u00c9 isso que \u00e9 o objeto do que constitui a quest\u00e3o para cada um. Onde estou no dizer? \u00c9 precisamente a\u00ed que a neurose se exibe.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230; ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. p. 225..<\/p>\n<p>\u201cA letra, l\u00ea-se, como uma carta. Parece mesmo feita no prolongamento da palavra. L\u00ea-se, e literalmente. Mas n\u00e3o \u00e9 justamente a mesma coisa ler uma letra, ou bem ler. \u00c9 evidente que, no discurso anal\u00edtico, s\u00f3 se trata disto, do que se l\u00ea e tomando como o que se l\u00ea para al\u00e9m do que voc\u00eas incitaram o sujeito a dizer, que n\u00e3o \u00e9 tanto, como sublinhei da \u00faltima vez, dizer tudo, mas dizer n\u00e3o importa o qu\u00ea, sem hesitar em dizer besteiras.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 32-33.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>\u201cQue n\u00e3o haja ser sen\u00e3o no dito \u00e9 uma quest\u00e3o que deixaremos em suspenso. \u00c9 certo que n\u00e3o h\u00e1 dito sen\u00e3o do ser, mas isto n\u00e3o imp\u00f5e a rec\u00edproca. Por outro lado, o que \u00e9 meu dizer \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 inconsciente sen\u00e3o no dito. S\u00f3 podemos tratar do inconsciente a partir do dito, e do dito pelo analisando. Isto, \u00e9 um dizer.\u201d- LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 108.<\/p>\n<p>\u201cPois o pr\u00f3prio do dito, \u00e9 o ser, como eu dizia ainda h\u00e1 pouco. Mas o pr\u00f3prio do dizer, \u00e9 de ex-sistir em rela\u00e7\u00e3o a qualquer dito que seja.\u201d &#8211; LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 110..<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Miller:<\/span> <\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O que distingue o corpo do ser falante \u00e9 que seu gozo sofre a incid\u00eancia da palavra. E, precisamente, um sintoma testemunha que houve um acontecimento que marcou seu gozo, no sentido freudiano de Anzeichen, e que introduz um Ersatz, um gozo que n\u00e3o faria falta, um gozo que transtorna o gozo que faria falta, quer dizer, o gozo de sua natureza de corpo. Portanto, nesse sentido, n\u00e3o, o gozo em quest\u00e3o no sintoma n\u00e3o \u00e9 prim\u00e1rio. \u00c9 produzido pelo significante. E \u00e9 precisamente esta incid\u00eancia significante o que faz do gozo do sintoma, um acontecimento, n\u00e3o apenas um fen\u00f4meno. O gozo do sintoma testemunha que houve um acontecimento, um acontecimento de corpo depois do qual, o gozo natural, entre aspas, que podemos imaginar como o gozo natural do corpo vivo, transtornou-se e se desviou. Este gozo n\u00e3o \u00e9 prim\u00e1rio, mas \u00e9 primeiro em rela\u00e7\u00e3o ao sentido que o sujeito lhe d\u00e1 e que lhe d\u00e1 por seu sintoma enquanto interpret\u00e1vel.\u201d &#8211; MILLER, J.-A. Ler um sintoma. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211;<\/strong> Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. n.70. S\u00e3o Paulo:\u00a0 jun. 2015, p. 13-22.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Outros autores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cCuando Miller se refiere a cierta potencia de la palabra, entiendo que nos advierte del efecto en el decir de cada uno de lo que implica la existencia de ese agujero; pienso que es el efecto en el decir del analizante y en el decir del analista. Subrayo esta existencia del agujero, porque la inexistencia no es la nada sino la existencia del agujero, es algo en m\u00e1s, es suplementario. La cuesti\u00f3n es c\u00f3mo hacemos existir esa dimensi\u00f3n del agujero en los analisis para que cada quien encuentre su modo de escribirlo o de nombrarlo.\u201d &#8211; SALLMAN, S. apud BRODSKY, G. <strong>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar<\/strong>. Olivos: Grama Ediciones, 2023. p. 183.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o muito importante sobre quando e como se produz uma primeira divis\u00e3o do gozo e do corpo. Quer dizer, temos um ponto de partida: um ser vivente que nasce ocupando um lugar na estrutura da linguagem. H\u00e1 uma anterioridade l\u00f3gica a essa emerg\u00eancia do ser vivente, que \u00e9 uma anterioridade discursiva, na medida em que j\u00e1 tem ocupado um lugar no discurso do Outro. Como recorda Lacan em \u00b4Observa\u00e7\u00e3o sobre o relat\u00f3rio de Daniel Lagache\u00b4, isso fala do sujeito antes que ele se subjetive como tal.\u201d &#8211;\u00a0 SOLANO-SUAREZ, E. As crian\u00e7as do Um sozinho. In: <strong>Autismo e psicose infantil: <\/strong>da cl\u00ednica \u00e0 pol\u00edtica e retorno. Goi\u00e2nia: Kelps, 2023. p. 81.<\/p>\n<p>&#8220;O corpo como lugar\u00a0 onde o gozo da fala \u00e9 decisivo na \u00eanfase posta por Lacan sobre o ter. \u00c9 um ter sustentado por uma cren\u00e7a. Por vezes Lacan a designa como tal, por outras se contenta em not\u00e1-la como uma passagem por um dizer: &#8220;o que eu lhes disse sobre as rela\u00e7\u00f5es do homem com o seu corpo at\u00eam-se inteiramente ao fato do homem dizer que o corpo, seu corpo, ele o tem&#8221; (Lacan, 1975-6: 154). Destaquemos &#8220;de o homem dizer&#8221;: \u00e9 esse dizer que permite o salto entre <em>o corpo<\/em> e <em>seu corpo.<\/em> \u00c0 diferen\u00e7a da perspectiva anterior do est\u00e1dio do espelho, no qual a identifica\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria com o corpo \u00e9 sustentada por um dos pais que banca o garante, \u00e9 por meio de um dizer primeiro do falasser que o corpo \u00e9 deferido. Esse dizer incide sobre o ter e n\u00e3o sobre o ser.&#8221; &#8211; LAURENT, E. <strong>O avesso da biopol\u00edtica<\/strong>: uma escrita para o gozo. Trad. Sergio Laia, Leonardo Scofield, Vera Avellar Ribeiro. Cole\u00e7\u00e3o Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, v. 13. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016. p.\u00a0 99.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Prezado leitor,<\/p>\n<p>Seguindo com a mesma l\u00f3gica da publica\u00e7\u00e3o anterior, nesta nos dedicamos a apostar em la\u00e7os poss\u00edveis entre o desejo de pesquisa da equipe da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias e os efeitos que o primeiro eixo que trabalhamos produziu. Entendemos que, como os 3 eixos conversam bastante, as refer\u00eancias escolhidas dessa vez tamb\u00e9m far\u00e3o pontes com os significantes que ser\u00e3o trabalhados nos pr\u00f3ximos eixos. Tamb\u00e9m nesta publica\u00e7\u00e3o iniciamos uma se\u00e7\u00e3o que investiga os discursos e os corpos na interlocu\u00e7\u00e3o com a literatura e as demais artes. Come\u00e7amos por Freud! Ent\u00e3o, novamente, resta brincar, entrela\u00e7ar, bricolar entre as refer\u00eancias que j\u00e1 est\u00e3o circulando por aqui, e as que vir\u00e3o a circular nas pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 breve!<\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #800000;\"><strong>EIXO CL\u00cdNICO: \u201cO interpretador \u00e9 o analisando\u201d<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Lacan<\/span>:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o visa tanto o sentido quanto reduzir os significantes a seu n\u00e3o-senso, para que possamos reencontrar os determinantes de toda a conduta do sujeito.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 11<\/strong>: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise [1964]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988. p. 201.<\/p>\n<p>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se distingue pelo fato de, no que se articula desde logo como saber, por mais primitivo que seja, visar a um efeito &#8211; um efeito de saber, por se articular a\u00ed -, o qual ela torna sens\u00edvel como sua ver\u00addade.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 16<\/strong>: de um Outro ao outro [1968-69]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 334.<\/p>\n<p>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o &#8211; aqueles que a usam se d\u00e3o conta &#8211; \u00e9 com frequ\u00eancia estabelecida por um enigma. Enigma colhido, tanto quanto poss\u00edvel, na trama do discurso do psicanalisante, e que voc\u00ea, o int\u00e9rprete, de modo algum pode completar por si mesmo, nem considerar, sem mentir, como confiss\u00e3o. Cita\u00e7\u00e3o, por outro lado, \u00e0s vezes tirada do mesmo texto, tal como foi enunciado. Que \u00e9 aquele que pode ser considerado uma confiss\u00e3o, desde que o ajuntem a todo o contexto. Mas est\u00e3o recorrendo, ent\u00e3o, \u00e0quele que \u00e9 seu autor.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 34.<\/p>\n<p>\u201cO inconsciente \u00e9 o testemunho de um saber, no que em grande parte ele escapa ao ser falante. Este ser d\u00e1 oportunidade de perceber at\u00e9 onde v\u00e3o os efeitos de al\u00edngua, pelo seguinte, que ele apresenta toda sorte de afetos que restam enigm\u00e1ticos. Esses afetos s\u00e3o o que resulta da presen\u00e7a de al\u00edngua no que, de saber, ela articula coisas que v\u00e3o muito mais longe do que aquilo que o ser falante suporta de saber enunciado.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda [1972-73]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. p. 133.<\/p>\n<p>\u201cQuem \u00e9 que fica sempre na expectativa de que eu jogue com os sagrados equ\u00edvocos? Especialmente, n\u00e3o \u00e9 o que me concerne. Parece-me que os desmistifico.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 23<\/strong>: O sinthoma [1975-76]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 149.<\/p>\n<p>\u201cTrabajo en lo imposible de decir. Decir es otra cosa que hablar. El analizante habla, hace poes\u00eda. Hace poes\u00eda cuando llega \u2014es poco frecuente, pero es arte. Corto porque no quiero decir &#8220;es tarde&#8221;\u201d. LACAN, J. <strong>El Seminario, libro 25<\/strong>: el momento de concluir [1977-78]. La traducci\u00f3n pertenece a Ricardo E. Rodriguez Ponte para circulaci\u00f3n interna de la E.F.B.A.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Miller:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cTomar el deseo al pie de la letra no significa que la letra se conecte naturalmente al deseo\u201d MILLER, J-A. <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2024. p. 266.<\/p>\n<p>\u201cLo que da su fundamento al alma, el alma que se supone que sobrevive a la decadencia del cuerpo hasta la resurrecci\u00f3n, es la inercia del goce, la inercia del goce incluso en ese aspecto de inercia de la embriaguez que proporcionan la toxicoman\u00eda o el alcoholismo.\u201d MILLER, J- A. <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2024. p. 267.<\/p>\n<p>\u201cEn un momento dado, a trav\u00e9s de la ventanilla, ve que las nubes que hay debajo de \u00e9l se separan y le presentan el infinito chorreo del agua por la llanura siberiana. Nos est\u00e1 diciendo que la relaci\u00f3n entre el significante y la carta es precisamente esa. Los significantes, el saber, son como estas nubes, semblantes. La letra es lo que rompe y se deposita por la disoluci\u00f3n de esas nubes, esos meteoros. Es el hueco producido por la lluvia de significantes y, por tanto, lo que forma un barranco en la tierra. Esta es la definici\u00f3n final de Lacan \u2013 la escritura como abarrancamiento.\u201d MILLER, J- A. <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2024. p. 279.<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] al no tomar como referencia el lenguaje sino lalengua concebida como una secreci\u00f3n, la secreci\u00f3n de cierto cuerpo, y al ocuparse menos de los efectos de sentido &#8211; los hay &#8211; que de esos efectos que son afectos.\u201d MILLER, J-A. <strong>Piezas Sueltas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013, p. 71.<\/p>\n<p>\u201cEsta escisi\u00f3n entre lalengua y el lenguaje, entre la comunicaci\u00f3n y la nominaci\u00f3n, entre el efecto de sentido y el afecto, invalida o m\u00e1s bien pone en tela de juicio la hip\u00f3tesis, formulada como tal en el \u00faltimo cap\u00edtulo del seminario A\u00fan, seg\u00fan la cual el individuo afectado es lo mismo que el sujeto del significante. Esto indica que el psicoan\u00e1lisis es la promesa de que el afecto es reducible al efecto de sentido, mientras que lo que Lacan denomina sinthome, lo que \u00e9l nombra de ese modo (&#8230;) es el afecto en la medida en que es irreducible al efecto de sentido. A este t\u00edtulo inserta a James Joyce en su \u00faltima ense\u00f1anza, es decir, a t\u00edtulo de un sinthome que es rebelde al efecto de sentido, o sea, inanalizable.\u201d MILLER, J-A. <strong>Piezas Sueltas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013. p. 72.<\/p>\n<p>\u201cLa interpretaci\u00f3n ser\u00eda aqu\u00ed dice Lacan \u201cun forzamiento por el que un psicoanalista puede venir para hacer sonar otra cosa que el sentido\u201d Hacer sonar otra cosa que el sentido, otra cosa que la resonancia, es propiamente, agregar el vac\u00edo\u201d y contin\u00faa en el siguiente p\u00e1rrafo: \u201cSe entiende aqu\u00ed que aquello a lo que Lacan apunta con la noci\u00f3n de un significante que no tendr\u00eda ning\u00fan tipo de sentido es, por as\u00ed decir, la resonancia del efecto de agujero, es decir, aquello que en los dichos se logifica a partir de la ausencia de relaci\u00f3n sexual y se extiende como significaci\u00f3n vac\u00eda\u201d\u00a0 MILLER, J-A. <strong>El ultim\u00edsimo Lacan<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014. p. 165.<\/p>\n<p>\u201cLer um sintoma vai na dire\u00e7\u00e3o oposta, isto \u00e9, consiste em privar o sintoma de sentido. \u00c9 inclusive por isso que no aparelho de interpretar de Freud \u2013 que o pr\u00f3prio Lacan havia formalizado, havia clarificado, isto \u00e9, o tern\u00e1rio edipiano \u2013 Lacan substituiu por um tern\u00e1rio que n\u00e3o faz sentido, o do Real, do Simb\u00f3lico e do Imagin\u00e1rio. Mas ao deslocar a interpreta\u00e7\u00e3o do enquadre edipiano para o enquadre borromeano, \u00e9 o pr\u00f3prio funcionamento da interpreta\u00e7\u00e3o que muda e passa da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido.\u201d MILLER, J-A. Ler um sintoma. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211;<\/strong> Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise. n. 70. S\u00e3o Paulo:\u00a0 jun. 2015, p. 13-22.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Outros autores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cCuando Lacan busca que el decir de la interpretaci\u00f3n vaya contra el sentido recurre al juego de palabras o equ\u00edvoco. &#8220;La interpretaci\u00f3n no es interpretaci\u00f3n de sentido, sino juego sobre el equ\u00edvo-co&#8221; leemos en La Tercera. Podemos preguntarnos entonces de qu\u00e9 clase de significantes se vale el equ\u00edvoco para no producir sentido.\u201d BRODSKY, G. \u201cJuego de palabras\u201d. Acesso em jul\/24, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.eol.org.ar\/template.asp?Sec=publicaciones&amp;SubSec=impresas&amp;File=impresas\/col\/tematicos\/interpretacion\/brodsky.html\">https:\/\/www.eol.org.ar\/template.asp?Sec=publicaciones&amp;SubSec=impresas&amp;File=impresas\/col\/tematicos\/interpretacion\/brodsky.html<\/a><\/p>\n<p>\u201cTodo lo que hemos trabajado sobre el saber leer, leer de otra manera, lo escrito en lo que se dice, todo eso forma parte de una reflexi\u00f3n sobre el concepto de interpretaci\u00f3n, y creo que el extremo de eso implica que, en lugar de hablar de interpretaci\u00f3n, se hable de la palabra que hiere. La palabra que hiere es lo que viene al lugar de la interpretaci\u00f3n, no es simplemente algo que se interpreta, sino que tiene que tocar el cuerpo, tiene que tener una resonancia en el cuerpo; la palabra que toca el cuerpo est\u00e1 en esta b\u00fasqueda de c\u00f3mo agregarle el cuerpo a la interpretaci\u00f3n. [&#8230;] \u201cMiller dice que hay que saber callarse para que la potencia de la palabra se ponga de relieve, las palabras tienen que ser escasas. Pienso que cuando alude a la potencia de la palabra, es una manera de incluir la dimensi\u00f3n de la voz, es decir, de tomar en cuenta de qu\u00e9 manera el cuerpo se introduce en la palabra misma. Esto se une con la idea de la vociferaci\u00f3n (&#8230;). Es esta dimensi\u00f3n donde no se trata simplemente de la palabra, sino que a esta se le agrega el tono, el ritmo; cuando Lacan dice, por ejemplo: \u201c\u00bfUna verdad duerme o despierta\u201d? Y responde: \u201cDepende del tono con que sea dicha\u201d. BRODSKY, G. <strong>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar<\/strong>. Olivos: Grama Ediciones, 2023. p. 185.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o os detritos de l\u00edngua, os restos falados e ouvidos que ecoam e que precedem \u00e0 distin\u00e7\u00e3o do significante\/significado, a saber, antecedem \u00e0 articula\u00e7\u00e3o significante da linguagem, e que Lacan nomear\u00e1 lal\u00edngua. Lal\u00edngua marca o sujeito com signos de gozo enigm\u00e1ticos e improgram\u00e1veis. \u00c9 uma l\u00edngua que n\u00e3o serve para comunicar, e sim para gozar&#8230;Temos um jeito de falar, seja um fraseado, um ritmo uma respira\u00e7\u00e3o, um tom&#8230;e um jeito de ouvir que revela que, para o falasser, o choque de lal\u00edngua faz o corpo acontecer.&#8221; PITTELLA, C. Interpreta\u00e7\u00e3o: entre a palavra e a escrita. IN: <strong>Revista Curinga<\/strong>. Belo Horizonte: EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais. n. 52, jul\/dez 2021.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso, como fazem os poetas, dobrar e redobrar, sulcar, cortar, ferir a l\u00edngua. \u00c9 preciso fazer ressoar n\u00e3o a beleza das palavras, a rima, o verso, mas o intervalo, a lacuna, o vazio, ao modo de um desletrar-se, como um dos nomes poss\u00edveis para o \u201cfor\u00e7amento de uma nova escrita\u201d urdido de um encontro com o real, a partir dos vest\u00edgios daquilo que teve para o falasser o valor de um trauma.\u201d MACEDO, L. O inconsciente \u00e0 flor da pele,ou a carne das palavras. <strong>Revista Curinga<\/strong>. Belo Horizonte: EBP- se\u00e7\u00e3o Minas Gerais. n. 47, jan.\/jun 2019.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>Freud e as artes:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&#8220;[&#8230;] toda crian\u00e7a brincando se comporta como um poeta, na medida em que ela cria seu pr\u00f3prio mundo, melhor dizendo, transp\u00f5e as coisas do seu mundo para uma nova ordem, que lhe agrada.&#8221; FREUD, S. O poeta e o fantasiar [1908]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021, p. 54.<\/p>\n<p>&#8220;O poeta faz algo semelhante \u00e0 crian\u00e7a que brinca; ele cria um mundo de fantasia que leva a s\u00e9rio, ou seja, um mundo formado por grande mobiliza\u00e7\u00e3o afetiva, na medida que se distingue rigidamente da realidade. E a linguagem mant\u00e9m esta afinidade entre a brincadeira infantil e a cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, na medida em que a disciplina do poeta, que necessita do empr\u00e9stimo de objetos concretos pass\u00edveis de representa\u00e7\u00e3o, \u00e9 considerado como brincadeira\/jogo [Spiele].&#8221; <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021, p. 54.<\/p>\n<p>&#8220;Se a Psican\u00e1lise se coloca a servi\u00e7o da biografia, ela n\u00e3o tem naturalmente o direito de ser tratada com mais rigor do que aquela. A Psican\u00e1lise pode chegar a muitas solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7adas por outras vias e mostram tantas novas rela\u00e7\u00f5es nas obras-primas do tecel\u00e3o, tais como as que se estendem entre os investimentos pulsionais, as viv\u00eancias e a obra de um artista. Na medida em que uma das mais importantes fun\u00e7\u00f5es do nosso pensamento \u00e9 a de dominar psiquicamente o material do mundo exterior, penso que devemos agradecer \u00e0 Psican\u00e1lise, quando ela se volta para os grandes homens, a fim de contribuir para o entendimento de suas grandes realiza\u00e7\u00f5es.&#8221; FREUD, S. Pr\u00eamio Goethe [1930]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021. p. 314-315.<\/p>\n<p>&#8220;Ao artista, uma boa natureza deu a possibilidade de expressar, por suas cria\u00e7\u00f5es, suas emo\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas mais secretas, escondidas dele mesmo, as quais comovem profundamente os estranhos ao artista, sem que estes mesmos possam dizer de onde prov\u00e9m essa como\u00e7\u00e3o.&#8221; FREUD, S. Uma recorda\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci [1910]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021. p. 125.<\/p>\n<p>&#8220;&#8230;obras de arte exercem um forte efeito sobre mim, em especial obras liter\u00e1rias e esculturas, raramente pinturas. Isso j\u00e1 me levou, em oportunidades adequadas, a me demorar longamente diante delas e a querer compreender tal efeito \u00e0 minha maneira, ou seja, explicar a mim mesmo, por quais meios surtem efeito. Onde n\u00e3o posso fazer isso, por exemplo, na m\u00fasica, sou quase incapaz de frui\u00e7\u00e3o. Uma constitui\u00e7\u00e3o racionalista ou, talvez, anal\u00edtica teima em resistir a que eu venha me comover, sem que possa saber por que me comovo.&#8221; FREUD, S. O Mois\u00e9s, de Michelangelo [1914]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021. p. 183.<\/p>\n<p>&#8220;&#8230;algumas das cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas mais extraordin\u00e1rias e mais irresist\u00edveis permaneceram obscuras ao nosso entendimento. N\u00f3s as admiramos, sentimo-nos dominados por elas, mas n\u00e3o sabemos dizer o que elas representam. N\u00e3o sou erudito o suficiente para saber se isso j\u00e1 foi observado ou se algum especialista em Est\u00e9tica j\u00e1 n\u00e3o concluiu que tal desorienta\u00e7\u00e3o de nossa capacidade de compreender seria, at\u00e9 mesmo, uma necess\u00e1ria\u00a0 condi\u00e7\u00e3o dos efeitos mais elevados que uma obra de arte deve evocar em n\u00f3s.&#8221; FREUD, S. O Mois\u00e9s, de Michelangelo [1914]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2021. p.183-184.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez chegue o dia no qual os quadros e as est\u00e1tuas que admiramos se desfizessem ou que uma gera\u00e7\u00e3o posterior \u00e0 nossa n\u00e3o mais entendesse as obras de nossos poetas e pensadores ou mesmo uma \u00e9poca geol\u00f3gica emudecesse todo o ser vivo sobre a terra, o valor de toda essa beleza e perfei\u00e7\u00e3o seria caracterizado apenas por meio do seu significado para nossa vida sens\u00edvel, uma vez que esta n\u00e3o precisa sobreviver e, por isso, \u00e9 independente da dura\u00e7\u00e3o absoluta do tempo.&#8221; FREUD, S. Transitoriedade [1916]. <strong>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica,\u00a0 2021. p. 222.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO POL\u00cdTICO: \u201cEstar \u00e0 altura do acontecimento imprevisto\u201d<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Lacan<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cCreio que voc\u00eas v\u00eaem o que aqui quer dizer a fun\u00e7\u00e3o do enigma \u2014 \u00e9 um semi-dizer, como a Quimera faz aparecer um meio-corpo, pronto a desaparecer completamente quando se deu a solu\u00e7\u00e3o. Um saber como verdade &#8211; isto define o que deve ser a estrutura do que se chama uma interpreta\u00e7\u00e3o. Se insisti longamente na diferen\u00e7a de n\u00edvel entre a enuncia\u00e7\u00e3o e o enunciado, foi justamente para que a fun\u00e7\u00e3o do enigma ganhe sentido. O enigma \u00e9 provavelmente isso, uma enuncia\u00e7\u00e3o.\u201d LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 33.<\/p>\n<p>\u201cEl analista, \u00e9l, zanja (tranche). Lo que dice es corte, es decir participa de la escritura, en esto precisamente: que para \u00e9l equivoca sobre la ortograf\u00eda. Escribe diferidamente de modo que por gracia de la ortograf\u00eda, por un modo diferente de escribir, sue\u00f1a otra cosa que lo que es dicho, que lo que es dicho con intenci\u00f3n de decir, es decir conscientemente, a\u00fan cuando la consciencia vaya bien lejos.\u201d LACAN, J. <strong>El Seminario, libro 25<\/strong>: el momento de concluir [1977-78]. La traducci\u00f3n pertenece a Ricardo E. Rodriguez Ponte para circulaci\u00f3n interna de la E.F.B.A.<\/p>\n<p>\u201cO simb\u00f3lico, o imagin\u00e1rio e o real, isso \u00e9 o enunciado do que opera efetivamente em sua palavra, quando voc\u00eas se situam no discurso anal\u00edtico, quando voc\u00eas s\u00e3o analistas. Eles s\u00f3 emergem verdadeiramente, esses termos, para e por esse discurso, Eu n\u00e3o tive de p\u00f4r a\u00ed nenhuma inten\u00e7\u00e3o, s\u00f3 tive de seguir, eu tamb\u00e9m. N\u00e3o quero dizer que isso n\u00e3o ilumine os outros discursos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o os invalida\u201d. LACAN, J. <strong>A terceira<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, p. 5.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Miller:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201c\u00bfPor qu\u00e9 calificar de discurso esta estructura de la experiencia? Esto ha causado malentendidos. Como el de pensar que el discurso ser\u00eda un conjunto de cosas dichas, un conjunto de dichos. Lacan emplea el t\u00e9rmino \u201cdiscurso\u201d porque sit\u00faa, en cada una de sus pr\u00e1cticas diferenciadas, el decir y el dicho. Estos discursos son cada uno un modo fundamental de decir. Evidentemente, en el interior de estos discursos puede haber distintos modos l\u00f3gicos de este decir. en la experiencia anal\u00edtica, a la demanda y a la interpretaci\u00f3n les corresponde dos modos l\u00f3gicos distintos.\u201d MILLER, J-A. <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2024. p. 128.<\/p>\n<p>\u201cLacan subraya que lalengua es para cada uno algo recibido y no aprendido. Es una pasi\u00f3n, se la sufre. Hay un encuentro entre lalengua y el cuerpo, y de ese encuentro nacen marcas (&#8230;)\u201d <em>el troumatisme, un trauma que hace un agujero<\/em>. \u201cLo que Lacan denomina sinthome es la consistencia de esas marcas, y por eso lo reduce a ser un acontecimiento de cuerpo. Algo ocurri\u00f3 al cuerpo debido a lalengua y es ineliminable del inconsciente.\u201d MILLER, J-A. <strong>Piezas Sueltas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013. p. 75.<\/p>\n<p>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma pergunta , n\u00e3o \u00e9 um <em>pode ser, <\/em>\u00e9 a formula\u00e7\u00e3o de um <em>H\u00e1<\/em> e em outro extremo de um <em>n\u00e3o-h\u00e1<\/em> . Trata-se mais de haver-se com uma aus\u00eancia que \u00e9 de estrutura do que de fazer ver algo. Trata-se do imposs\u00edvel de dizer. A marca que carrega a interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana \u00e9 a marca do <em>imposs\u00edvel -de -se -dizer<\/em>. O que \u00e9 mais pr\u00f3prio da interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana? \u00c9 fazer ver o <em>imposs\u00edvel-de-se-dizer<\/em>, na medida em que o torna sens\u00edvel. A interpreta\u00e7\u00e3o freudiana \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o em termos sexuais, a interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana n\u00e3o \u00e9 tradu\u00e7\u00e3o, mas revela\u00e7\u00e3o, levanta o v\u00e9u que cobre o <em>imposs\u00edvel-de-dizer<\/em>, l\u00ea o que n\u00e3o se pode dizer, vai mais al\u00e9m da repress\u00e3o.\u201d MILLER, J-A. A palavra que fere. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong> &#8211; Revista Brasileira e Internacional de Psican\u00e1lise. n. 56-57. S\u00e3o Paulo: jul. 2009.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata de saber se a sess\u00e3o \u00e9 breve ou longa, silenciosa ou falante. Ou a sess\u00e3o \u00e9 unidade sem\u00e2ntica, onde S2 vem pontuar a elabora\u00e7\u00e3o &#8211; del\u00edrio a servi\u00e7o do Nome-do-Pai &#8211; muitas sess\u00f5es se constituem dessa forma. Ou a sess\u00e3o anal\u00edtica \u00e9 uma unidade assem\u00e2ntica reconduzindo o sujeito \u00e0 opacidade do gozo. Isto sup\u00f5e que, antes de ser encerrada, deve ser cortada.\u201d MILLER, J-A. A interpreta\u00e7\u00e3o pelo avesso. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana <\/strong>&#8211; Revista Brasileira e Internacional de Psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo, n. 15, p 98-99, 1996a.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio um limite ao mon\u00f3logo autista do gozo. Acho bem luminoso dizer &#8211; <em>a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica limita<\/em> &#8211; A interpreta\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, tem uma potencialidade infinita\u201d. MILLER, J-A. O mon\u00f3logo da aparola [1996]. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana <\/strong>&#8211; Revista Brasileira e Internacional de Psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo, n. 23, p. 75, 1998.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Outros autores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cA escuta n\u00e3o tem, portanto, voca\u00e7\u00e3o para ficar paralisada em seu sil\u00eancio. Ela deve ajudar a manifestar a dimens\u00e3o do desejo para al\u00e9m da inten\u00e7\u00e3o e de uma puls\u00e3o ac\u00e9fala. Esta \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o. O desejo n\u00e3o \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o metalinguageira de uma puls\u00e3o pr\u00e9via confusa. O desejo \u00e9 sua interpreta\u00e7\u00e3o. As duas coisas est\u00e3o no mesmo n\u00edvel. Uma outra proposi\u00e7\u00e3o deve ser acrescentada: \u2018os psicanalistas fazem parte do conceito de inconsciente, posto que constituem seu destinat\u00e1rio\u2019\u201d. LAURENT, E. A interpreta\u00e7\u00e3o: da escuta ao escrito. In: <strong>Boletim Punctum<\/strong>. n. 2, 2022.<\/p>\n<p>\u201cSe o objeto a se presta ao la\u00e7o social, oferecemos, no mercado, o objeto-a-nalista. Ele \u00e9 um corpo sobre o qual o objeto pode encarnar-se. Ter passado por uma an\u00e1lise lhe permite oferecer seu corpo esvaziado de gozo, para que o objeto possa aparecer a\u00ed&#8230;O analista deve saber alojar esse vazio. Ali onde estava o objeto mais-de-gozar do analisante adv\u00e9m o objeto causa de desejo no ato anal\u00edtico. O analista, mais do que sustentar a causa de desejo do analisante, passa a encarnar a caixa de resson\u00e2ncia que permite fazer escutar a voz que ressoa e passa, a voz de ningu\u00e9m, uma voz que fala sozinha! Resta o la\u00e7o entre dois vazios&#8221;. ROSA, M. Lacan e alguns lugares do corpo do analista sob transfer\u00eancia. In: <strong>Revista Curinga<\/strong>. Belo Horizonte: EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais. n. 52, jul\/dez 2021.<\/p>\n<p>&#8220;Se hace lazo cuando se cede goce: por respeto, por amor, por saber, por deseo&#8230;Concretamente, los discursos organizan modos de ceder el goce. Los distintos modos de resolver la imposibilidad configuran distintas maneras de aceptar los l\u00edmites del lenguaje. El agente del discurso comanda el modo de ceder goce, modo por el que se permite que el discurso contin\u00fae [&#8230;] Pero en el discurso capitalista -y en el cient\u00edfico cuando se al\u00eda con \u00e9l- no hay posibilidad de discurso porque no se pide ceder el goce si no ceder al goce. Se promete que no es preciso un menos de goce para resolver, que no hay que perder nada, al contrario, se promete una ganancia de goce. Se trata al goce con m\u00e1s goce. El mercado provee los objetos -y as\u00ed pasan a ser objetos de consumo el saber, el amor y la pol\u00edtica, por ejemplo-. El goce as\u00ed entendido supone una satisfacci\u00f3n para todos igual, no se trata del goce singular como lo entiende el psicoan\u00e1lisis. La experiencia de aceleraci\u00f3n y excitaci\u00f3n creciente de nuestro tiempo es fruto de esta imposibilidad de discurso: el circuito de satisfacci\u00f3n es continuo y la tensi\u00f3n no se descarga m\u00e1s que por llegar al l\u00edmite del cuerpo, incluyendo la posibilidad de morir. Es preciso notar que en este discurso se pierde la posibilidad que la palabra brinda: la conversaci\u00f3n verdadera que precisa de un margen de no sabido y de no decidido&#8221;. TEIXID\u00d3,\u00a0 A. Ceder el goce o ceder al goce: discurso capitalista\u00a0 y acto anal\u00edtico. In: <strong>Revista Enlaces<\/strong>. An\u0308o 24, n. 28 , septiembre 2022. p. 196.<\/p>\n<p>\u201cO uso met\u00f3dico da droga singulariza, de alguma forma, o que j\u00e1 se disse a prop\u00f3sito do corpo falante, pois \u00e9 poss\u00edvel mostrar que o corpo do toxic\u00f4mano se institui, para ele, um Outro.Trata-se de um novo sintoma, na medida em que a toxicomania se constitui exemplar de um gozo que, essencialmente, se produz no corpo do Um, sem que, com isso, o corpo do Outro esteja ausente.Em certo sentido, no contexto cl\u00ednico, o gozo \u00e9 sempre autoer\u00f3tico,sempre aut\u00edstico, mas, ao mesmo tempo, \u00e9 aloer\u00f3tico, visto que tamb\u00e9m inclui o Outro sob a forma do parceiro-corpo\u201d. SANTIAGO, J. <strong>A droga do toxic\u00f4mano: uma parceria c\u00ednica na era da ci\u00eancia<\/strong> &#8211; 2 ed. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio Edi\u00e7\u00f5es, 2017. p. 235.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Artes:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cSempre escrevemos a partir de uma aus\u00eancia: a escolha de um idioma automaticamente significa o fantasmamento do outro, mas nunca sua desapari\u00e7\u00e3o. Aquele outro idioma em que o escritor n\u00e3o pensa, diz Roa Bastos, pensa-o. O que a princ\u00edpio parece imposi\u00e7\u00e3o &#8211; Por que ter de escolher? &#8211; logo se torna vantagem. A aus\u00e9ncia do que foi postergado continua a operar, obscuramente, como um t\u00e1cito autrement dit que complica o escrito no idioma escolhido e o encarde. Ou melhor, o infecta, como diz Jacques Hassoun, usando o termo como \u00e9 usado na pintura quando uma cor se insinua na outra. &#8220;Nous sommes tous des &#8216;infect\u00e9s&#8217; de la langue&#8221;. MOLLOY, S. <strong>Viver entre\u00a0 l\u00ednguas<\/strong>. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio, 2018. p. 19.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 mundos submersos onde s\u00f3 o sil\u00eancio da poesia penetra&#8221;. EVARISTO, C. <strong>Poemas da recorda\u00e7\u00e3o e outros movimentos<\/strong>. Belo Horizonte: Nandyala, 2008. p 108.<\/p>\n<p>\u201cOlhamos para o mundo uma vez, na inf\u00e2ncia. O resto \u00e9 mem\u00f3ria\u201d. GL\u00dcCK, L. <strong>Poemas 2006-2014<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2021.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o ele os sabia corpos antes de sab\u00ea-los coloridos\u201d. Joyce, J. <strong>Ulisses<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2022. p. 59.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO EPIST\u00caMICO: \u201cO discurso faz do corpo um corpo\u201d<\/span><\/h3>\n<p><strong>Lacan <\/strong><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 sua consci\u00eancia que o sujeito est\u00e1 condenado, mas a seu corpo, que resiste de muitas maneiras a realizar a divis\u00e3o do sujeito. O fato de essa resist\u00eancia ter servido para abrigar toda sorte de erros (dentre eles a alma) n\u00e3o impede que essa divis\u00e3o traga efeitos ver\u00eddicos, como o que Freud descobriu sob o nome (\u2026) castra\u00e7\u00e3o.\u201d LACAN, J. [1961\/62]. Respostas a estudantes de filosofia. In: <strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p. 213-214.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 o <em>hic <\/em>que s\u00f3 se faz <em>nunc <\/em>quando se \u00e9 psicanalista, e tamb\u00e9m lacaniano. Em breve, todo o mundo o ser\u00e1 \u2013 minha audi\u00eancia \u00e9 um pr\u00f3dromo disso \u2013 e, portanto, tamb\u00e9m o ser\u00e3o os psicanalistas. Para isso, bastaria a ascens\u00e3o ao z\u00eanite social do objeto que chamo pequeno <em>a, <\/em>pelo efeito de ang\u00fastia provocado pelo esvaziamento com que nosso discurso o produz, por faltar \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o.\u201d LACAN, J. Radiofonia [1970]. In: <strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p. 411.<\/p>\n<p>&#8220;O homem com o analista desperta.&#8221; LACAN, J. [1960\/61]. O Semin\u00e1rio, livro 8: <strong>A transfer\u00eancia<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 363.<\/p>\n<p><strong>Miller<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO que distingue a interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana? Ela \u00e9 lacaniana na medida em que mostra o imposs\u00edvel de dizer, ela o torna sens\u00edvel.\u201d MILER, J.-A. A palavra que fere. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>: Revista brasileira e internacional de psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 56\/57, p. 67-70, jul. 2010.<\/p>\n<p><strong>Outros autores<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA mais obstinada talvez, a mais possante dessas utopias pelas quais apagamos a triste topologia do corpo, nos \u00e9 fornecida desde os confins da historia ocidental, pelo grande mito da alma.\u201d Foucault, M. <strong>O corpo ut\u00f3pico, as heterotopias<\/strong>. S\u00e3o Paulo: n-1 edi\u00e7\u00f5es, 2021. p. 9.<\/p>\n<p>\u201cEm psican\u00e1lise, a identidade n\u00e3o \u00e9 da ordem de uma rela\u00e7\u00e3o de si consigo, nem da ordem de uma rela\u00e7\u00e3o de si com um grupo. Ela pode ser concebida, no seio da psican\u00e1lise, como uma rela\u00e7\u00e3o singular com a exist\u00eancia por meio de nosso sintoma. A identidade tem a ver com o que excede toda norma e d\u00e1 testemunho de nossa profunda inadapta\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do Outro.\u201d [&#8230;] \u201c O sintoma \u00e9, a um s\u00f3 tempo, uma identidade e o que vem turvar a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com seu ser.\u201d LEGUIL, C. Ilus\u00e3o do n\u00f3s, verdade do Eu (Je): abordagem lacaniana da identidade. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/strong>. Ano 8, n. 22, mar 2017.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a do analista \u00e9, ent\u00e3o, n\u00e3o tanto articulada por Lacan a uma aus\u00eancia, mas a uma perda. O fato de o analista estar ali, com seu corpo, com sua voz, com sua respira\u00e7\u00e3o, no mesmo lugar em que est\u00e1 o analisante, este tamb\u00e9m com seu corpo e com sua ang\u00fastia, tem uma fun\u00e7\u00e3o decisiva. O corpo do analista e sua modalidade de presen\u00e7a exercem a fun\u00e7\u00e3o de testemunha daquilo que se perde. \u201cLEGUIL, C. Presen\u00e7a do analista como testemunha da perda. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/\">https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/<\/a><\/p>\n<p>\u201cO corpo do analista testemunha, ent\u00e3o, o que afeta o corpo do analisante, ou seja, <em>o eco no corpo do fato de haver um dizer<\/em>. H\u00e1, portanto, um paradoxo da presen\u00e7a do analista na orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. Pois o analista, como Lacan o concebe nos anos 1950, \u00e9 aquele que deve se apagar como corpo para existir apenas como Outro do significante [&#8230;] O\u00a0\u00a0 analista, segundo o \u00faltimo Lacan, o dos anos 1970, \u00e9 aquele que faz ressoar de seu pr\u00f3prio corpo o efeito de gozo produzido pelo significante. \u00c9 ent\u00e3o como Outro do sentido que ele deve ausentar-se para estar presente como parceiro do corpo do analisante.\u201d LEGUIL, C. Presen\u00e7a do analista como testemunha da perda. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/\">https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Arte<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO n\u00e3o dizer \u00e9 o que inflama.<\/p>\n<p>E a boca sem movimento<\/p>\n<p>\u00c9 o que torna o pensamento<\/p>\n<p>Lume<\/p>\n<p>Cardume<\/p>\n<p>Chama.\u201d<\/p>\n<p>Hilda Hilst, In: Roteiro do sil\u00eancio, 1959. (achado recebido de Sandra Regina de Souza Cruz)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o me importa a palavra, esta corriqueira.<\/p>\n<p>Quero \u00e9 o espl\u00eandido caos de onde emerge a sintaxe,<\/p>\n<p>os s\u00edtios escuros onde nasce o \u00abde\u00bb, o \u00abali\u00e1s\u00bb, \u043e \u00ab\u043e\u00bb, o \u00abpor\u00e9m\u00bb e o \u00abque\u00bb, esta incompreens\u00edvel\u00a0 muleta que me apoia.<\/p>\n<p>Quem entender a linguagem entende Deus cujo Filho \u00e9 Verbo. Morre quem entender.<\/p>\n<p>A palavra \u00e9 disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,<\/p>\n<p>foi inventada para ser calada.<\/p>\n<p>Em momentos de gra\u00e7a, infrequent\u00edssimos, se poder\u00e1 apanh\u00e1-la: um peixe vivo com a m\u00e3o.<\/p>\n<p>Puro susto e terror.\u201d<\/p>\n<p>Ad\u00e9lia Prado, Bagagem<\/p>\n<p>&#8220;Y si leo, si compro libros y los devoro, no es por un placer intelectual \u2014yo no tengo placeres, s\u00f3lo tengo hambre y sed\u2014 ni por un deseo de conocimientos sino por una astucia inconsciente que reci\u00e9n ahora descubro: coleccionar palabras, prenderlas en m\u00ed como si ellas fueran harapos y yo un clavo, dejarlas en mi inconsciente, como quien no quiere la cosa, y despertar, en la ma\u00f1ana espantosa, para encontrar a mi lado un poema ya hecho.&#8221; (Alejandra Pizarnik)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #800000;\">Produ\u00e7\u00f5es singulares: a causa do dizer<\/span><\/h3>\n<p>\u00c7a, mon corps\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Isso, meu corpo<\/p>\n<p>Ce mot ment\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa palavra mente<\/p>\n<p>corps\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Corpo<\/p>\n<p>Ce mot m&#8217;ancre\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Essa palavra me ancora<\/p>\n<p>en corps\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Em corpo<\/p>\n<p>encore\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ancora e ancora<\/p>\n<p>Ce mot-ancre\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Essa palavra ancorada<\/p>\n<p>l&#8217;encre-en-corps\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0o corpo-tinta<\/p>\n<p>encore et encore\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0ancora e ancora<\/p>\n<p><strong>Eleonora Castelli<\/strong> [21\/06\/24] <strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0[3 dias depois]\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>o que do corpo<\/p>\n<p>lacerado pela l\u00edngua<\/p>\n<p>restou imaterno<\/p>\n<p>sob risco de elis\u00e3o<\/p>\n<p>escapa ao predicado \u2013 sou<\/p>\n<p>externo ao dito<\/p>\n<p>que distingue<\/p>\n<p>o eu do n\u00e3o<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>o poema esquece na curva<\/p>\n<p>seu trajeto de argumento<\/p>\n<p>adentra o ouvido e cai no oco<\/p>\n<p>do corpo vivo:<\/p>\n<p>entre o eco<\/p>\n<p>e o olvido<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>o l\u00e1pis fura a palavra<\/p>\n<p>e a lan\u00e7a \u00e0 pesca<\/p>\n<p>do que n\u00e3o se pensa<\/p>\n<p><strong>Luciana Rogmanolli<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>: a causa do poema<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9, Manoel?<\/p>\n<p>A palavra lavra a letra<\/p>\n<p>E a letra<\/p>\n<p>\u00e9 a larva<\/p>\n<p>que palavra<\/p>\n<p>Essa tal letra<\/p>\n<p>\u00e9 a larva<\/p>\n<p>da palavra<\/p>\n<p>De palavra em palavra<\/p>\n<p>voa a borboletra<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p><strong>Mariana Dias<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que \u00e9 o corpo?<\/p>\n<p>\u00c9 o que vejo?<\/p>\n<p>\u00c9 a imagem?<\/p>\n<p>S\u00e3o seus \u00f3rg\u00e3os?<\/p>\n<p>O corpo vivo<\/p>\n<p>vibra<\/p>\n<p>ressoa<\/p>\n<p>ressente<\/p>\n<p>adoece<\/p>\n<p>fortalece<\/p>\n<p>entristece<\/p>\n<p>Ah! O corpo &#8230;<\/p>\n<p>Temos um corpo?<\/p>\n<p>Como dizer que \u00e9 meu?<\/p>\n<p>se me escapa &#8230;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o me acompanha.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes quero seguir<\/p>\n<p>e ele quer ficar.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes me agito<\/p>\n<p>E ele anestesia<\/p>\n<p>Ah! O corpo &#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 foi dito tanto sobre ele<\/p>\n<p>mas quem sabe o que \u00e9<\/p>\n<p>Um corpo?<\/p>\n<p>N\u00e3o posso dizer o que \u00e9<\/p>\n<p>S\u00f3 posso contar de<\/p>\n<p>Minhas experi\u00eancias<\/p>\n<p>Com meu corpo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 corpo<\/p>\n<p>fora da experi\u00eancia<\/p>\n<p>Viva de existir.<\/p>\n<p><strong>Marli Machado<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;4814&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Apresenta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias: N\u00f3s, da equipe da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas da 5\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Sul, apostamos que tanto a leitura quanto o uso das refer\u00eancias podem ser transmitidos com uma precis\u00e3o atrativa, que nos tire do engessamento da teoria como inalcan\u00e7\u00e1vel, convocando a um impulso que movimente a pesquisa&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":4810,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4818","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4818"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4938,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4818\/revisions\/4938"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}