{"id":3481,"date":"2022-05-19T07:22:43","date_gmt":"2022-05-19T10:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3481"},"modified":"2022-05-19T07:22:43","modified_gmt":"2022-05-19T10:22:43","slug":"3a-jornada-da-ebp-secao-sul-a-escuta-analitica-argumento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/3a-jornada-ebp-secao-sul-a-escuta-analitica\/3a-jornada-da-ebp-secao-sul-a-escuta-analitica-argumento\/","title":{"rendered":"3\u00aa Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul &#8211; A Escuta Anal\u00edtica &#8211; Argumento"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;3495&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text]\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\">Argumento<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escuta anal\u00edtica n\u00e3o se refere ao escutar nem ao ouvir enquanto a\u00e7\u00f5es de percep\u00e7\u00e3o dos sons, pelo sentido da audi\u00e7\u00e3o, ou pelo sentido comum de uma frase falada. J\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o de escuta, como ato de escutar, como lugar de onde se escuta, localiza uma diferen\u00e7a entre a escuta e o escutar-ouvir<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que escuta um analista quando ouve?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde Freud, a escuta anal\u00edtica se afastou do senso comum: a \u201caten\u00e7\u00e3o flutuante\u201d \u00e9 uma escuta que flutua <strong><em>entre<\/em><\/strong> consciente, pr\u00e9-consciente e inconsciente abrindo atrav\u00e9s da associa\u00e7\u00e3o livre, a via do deciframento, da verdade mentirosa, da fic\u00e7\u00e3o e das fixa\u00e7\u00f5es do sujeito, como respostas singulares ao real da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fala, que inaugura a experi\u00eancia anal\u00edtica, \u00e9 aquela que irrompe, emerge dizendo mais do que se quer dizer: irrup\u00e7\u00f5es das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, sonhos, chistes, atos falhos e o sintoma. Algo escapa \u00e0s redes imaginarias do eu. Escapa porque a fala do sujeito do inconsciente \u00e9 o discurso do Outro. Mas, como escutar esse Outro do sujeito? Com que estatutos do Outro nos deparamos na pr\u00e1tica anal\u00edtica e na escuta do \u201cmal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d? Interessa-nos indagar as consequ\u00eancias na escuta anal\u00edtica das declina\u00e7\u00f5es do Outro na contemporaneidade: que Outros emergem nos discursos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrimos assim o campo da realidade ps\u00edquica, \u201cfixional\u201d constru\u00edda a partir do confronto do sujeito com o significante da falta no Outro, fixando, em um axioma, as poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre o Sujeito e o objeto <em>a<\/em>, no fantasma. Como escutar as capturas fantasm\u00e1ticas do sujeito numa an\u00e1lise?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan nos orienta com uma valiosa precis\u00e3o <em>\u201cQue se diga fica esquecido por tr\u00e1s do que se diz em o que se ouve\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[ii]<\/strong><\/a><\/em>.\u201cQue se diga\u201d, o <em>dito<\/em>, o enunciado na fala, e o <em>dizer<\/em>, enuncia\u00e7\u00e3o que um analista poder\u00e1 escutar quando algo da materialidade do significante se enoda na fala e repercute no corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou, nas palavras de \u00c9ric Laurent, <em>\u201cse a letra \u00e9 perturba\u00e7\u00e3o no discurso&#8230; Ela \u00e9 pr\u00f3pria para fazer aparecer n\u00e3o a transcri\u00e7\u00e3o da fala, e sim o que se diz nas entrelinhas, o que se recusa ao dito expl\u00edcito\u2026h\u00e1 sempre, no que se diz, o que fica reservado, o que n\u00e3o chega a se dizer e que, no entanto, se escuta (entend)&#8230;<\/em>\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><em><strong>[iii]<\/strong><\/em><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a escuta se desdobra para operar numa an\u00e1lise, segundo Miller, \u201c<em>A psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de escuta, listening; ela \u00e9 tamb\u00e9m quest\u00e3o de leitura, Reading. No campo da linguagem, sem d\u00favida a psican\u00e1lise se inicia com a fun\u00e7\u00e3o da fala, mas ela se refere \u00e0 escrita. H\u00e1 uma dist\u00e2ncia entre falar e escrever, speaking and writing. \u00c9 nessa dist\u00e2ncia que a psican\u00e1lise opera, \u00e9 essa diferen\u00e7a que a psican\u00e1lise explora\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><strong>[iv]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Distin\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia entre falar \u2013 escutar \u2013 ler \u2013 escrever para operar numa an\u00e1lise. O que entendemos por estas quatro varia\u00e7\u00f5es, suas distin\u00e7\u00f5es e distancias? Escutamos para ler e escrever?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 diferentes dimens\u00f5es da escuta anal\u00edtica. Diferentes l\u00f3gicas de escuta e, em consequ\u00eancia diferentes interven\u00e7\u00f5es, dependendo do momento de uma an\u00e1lise, por exemplo, do inconsciente transferencial ao inconsciente real. Quais interven\u00e7\u00f5es sob transfer\u00eancia para operar nestas l\u00f3gicas do inconsciente?<\/p>\n<p><em>\u201cPassa-se evidentemente pelo momento da decifra\u00e7\u00e3o da verdade do sintoma, mas chega-se aos restos sintom\u00e1ticos&#8230; Sob o nome de restos sintom\u00e1ticos, Freud esbarrou no real do sintoma, no que do sintoma \u00e9 fora de sentido\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><strong>[v]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller nos adverte da distin\u00e7\u00e3o fundamental para operar numa an\u00e1lise, via interpreta\u00e7\u00e3o sob transfer\u00eancia, seja orientada pelo \u201c<em>tern\u00e1rio edipiano<\/em>\u201d freudiano ou bem pelo borromeano: \u201c<em>tern\u00e1rio que n\u00e3o faz sentido, o do Real, do Simb\u00f3lico e do Imagin\u00e1rio<\/em>\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan, no Semin\u00e1rio 22, dar\u00e1 uma precisa dire\u00e7\u00e3o para a escuta, dir\u00e1 que o sentido a ser alcan\u00e7ado numa an\u00e1lise, a ser escutado, \u00e9 um sentido real: que \u201c<em>o dizer fa\u00e7a um n\u00f3\u201d.<\/em> Esta topologia permite uma leitura e uma opera\u00e7\u00e3o nos enodamentos e desenodamentos dos registros, ao mesmo tempo, assim como a localiza\u00e7\u00e3o dos diferentes campos do gozo nas interse\u00e7\u00f5es dos registros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a escuta anal\u00edtica aponta a ler um sintoma, \u00e9 preciso manter uma dist\u00e2ncia entre a fala e o sentido e, assim, poder ler a escrita na fala, a letra, enquanto acontecimento de gozo, raiz dos sintomas, visando<em> \u201c&#8230; reduzir o sintoma \u00e0 sua f\u00f3rmula inicial, isto \u00e9, ao encontro material de um significante com o corpo&#8230;\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><strong>[vii]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo ensino de Lacan, uma dire\u00e7\u00e3o para a escuta esta referenciada a tr\u00eas termos, segundo Miller: \u201c<em>o autogozo do corpo articulado a um s\u00f3 tempo ao h\u00e1 o um e ao a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o existe<\/em>\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>. Da repeti\u00e7\u00e3o significante como combinat\u00f3ria \u00e0 reitera\u00e7\u00e3o do Um do gozo, o S1 sozinho, reitera\u00e7\u00e3o sem lei de concatena\u00e7\u00e3o, que indica um aqu\u00e9m da repress\u00e3o, lugar de fixa\u00e7\u00e3o pulsional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a pol\u00edtica do sintoma nos orienta e nos diferencia das psicoterapias, \u00e9 pelo Real em jogo, mas n\u00e3o sem Simb\u00f3lico e Imagin\u00e1rio. Na cl\u00ednica borromeana cada registro ex-siste ao outro, h\u00e1 real no Imagin\u00e1rio e h\u00e1 real no Simb\u00f3lico. Nos orientar pelo Real seria poder localizar na escuta as ex-sistencias de cada registro, o que faz furo? Como se opera com uma escuta dos gozos, o \u201c<em>joui-sens<\/em>\u201d equ\u00edvoco entre gozo-sentido e ou\u00e7o-sentido, de Lacan?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cl\u00ednica do falasser, \u201c<em>\u00e9 a po\u00e9tica que permite a Lacan situar o lugar e a fun\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, na qual est\u00e1 em jogo a maneira de falar lal\u00edngua do corpo&#8230; A interpreta\u00e7\u00e3o como poesia deve visar ao novo na uni\u00e3o do som e do sentido. Mais que tradu\u00e7\u00e3o, a interpreta\u00e7\u00e3o deve ser neol\u00f3gica, equ\u00edvoca, ressonante<\/em>\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a formaliza\u00e7\u00e3o dos quatro discursos, como diferentes la\u00e7os sociais, Lacan introduza quest\u00e3o pol\u00edtica da psican\u00e1lise, inserida na polis, na cidade. O discurso anal\u00edtico, b\u00fassola cl\u00ednica, direciona a escuta \u201c<em>na medida em que esse objeto a<\/em>(posi\u00e7\u00e3o do analista)<em> designa precisamente o que, dos efeitos do discurso, se apresenta como o mais opaco&#8230;\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\"><strong>[x]<\/strong><\/a> <\/em>Como escutar o mal-estar contempor\u00e2neo seja no dispositivo que for?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como operar com o discurso anal\u00edtico na cidade? Sabemos que a Psican\u00e1lise, seja pura ou aplicada, \u00e9 em definitiva psican\u00e1lise, mas, mesmo assim, haveria alguma distin\u00e7\u00e3o na escuta? Qual a especificidade da escuta anal\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a outras escutas? E, ainda, que incid\u00eancias do discurso da ci\u00eancia, das tecno-ci\u00eancias nos sintomas contempor\u00e2neos escutamos na pr\u00e1tica anal\u00edtica?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta perspectiva, iniciamos nosso percurso rumo \u00e0 3\u00aa Jornada da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul: <em>A escuta anal\u00edtica<\/em>. Convidamos a cada um de voc\u00eas a participar nesta constru\u00e7\u00e3o e pesquisa, colocando algo de si, algo de suas pr\u00e1ticas nos diversos dispositivos, algo de suas quest\u00f5es, perguntas e impasses, que sejam causa de uma produ\u00e7\u00e3o epist\u00eamica, cl\u00ednica e pol\u00edtica, atualizando, assim, a psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Mariana Zelis (EBP\/AMP) Coordenadora da 3\u00aa Jornada da EBP Se\u00e7\u00e3o Sul.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Leitoras: Louise Lhullier (EBP\/AMP) Diretora da EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sul e Comiss\u00e3o Epist\u00eamica da 3\u00aa Jornada: C\u00e9lia Ferreira Carta Winter (EBP\/AMP), C\u00ednthia Busato (EBP\/AMP) e Fl\u00e1via C\u00eara (EBP\/AMP).<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Dicion\u00e1rio Novo Aur\u00e9lio \u2013 S\u00e9culo XXI. Editora Nova Fronteira, 2003.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Lacan, J. O aturdito: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 2003, p. 448.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Miller, J.- A. Ler um sintoma: <em>Revista Fapolonline Lacan XXI<\/em>, 2016. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/ler-um-sintoma\/?lang=pt-br<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Miller, J A. <em>O ser e o Um<\/em>. Li\u00e7\u00e3o IX, 30 de mar\u00e7o de 2011. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Laurent E. <em>O avesso da biopol\u00edtica<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016, p. 228-229.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> Lacan. J. O Semin\u00e1rio livro 17: <em>O avesso da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 1992, p. 40.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;3495&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text] Argumento A escuta anal\u00edtica n\u00e3o se refere ao escutar nem ao ouvir enquanto a\u00e7\u00f5es de percep\u00e7\u00e3o dos sons, pelo sentido da audi\u00e7\u00e3o, ou pelo sentido comum de uma frase falada. 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