{"id":3271,"date":"2021-09-10T06:37:01","date_gmt":"2021-09-10T09:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3271"},"modified":"2021-09-10T06:37:01","modified_gmt":"2021-09-10T09:37:01","slug":"boletim-bricolagens-05","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/boletim-bricolagens-2a-jornada-da-secao-sul\/boletim-bricolagens-05\/","title":{"rendered":"Boletim Bricolagens #05"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3080 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/estrut_boletim-04.png\" alt=\"\" width=\"701\" height=\"231\" \/><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: center;\">#05 &#8211; Setembro 2021<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Licene Garcia<\/em><\/h6>\n<p>No boletim Bricolagens #5, seguimos com a apresenta\u00e7\u00e3o dos eixos que orientar\u00e3o nosso trabalho rumo a 2\u00aa Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul:\u00a0\u201c<em><strong>Falar sobre o que n\u00e3o existe, do gozo do sentido \u00e0s bricolagens poss\u00edveis\u201d<\/strong>.\u00a0<\/em>Desta vez, trazemos o eixo 2:\u00a0<em>\u201cA verdade n\u00e3o existe. Qual lugar para a democracia?\u201d<\/em>\u00a0apresentado por Leonardo Scofield, e o eixo 3:\u00a0<em>\u201cSubjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos\u201d<\/em>\u00a0apresentado por Nohem\u00ed Brown. Em seguida, poderemos apreciar a precis\u00e3o dos coment\u00e1rios de Nancy Greca Carneiro e Paula Lermen, acerca dos eixos 2 e 3, respectivamente, em Rebotalhos Seis e Rebotalhos Sete.<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o voc\u00ea encontrar\u00e1, tamb\u00e9m, o tocante texto de Fl\u00e1via C\u00eara, trazendo os ecos da Atividade Preparat\u00f3ria\u00a0<em>\u201cEscavar a terra, revirar a cinza: modos de exist\u00eancia do inimagin\u00e1vel\u201d<\/em>\u00a0que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Marcelo Ribeiro.<\/p>\n<p>Para esta edi\u00e7\u00e3o, a Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias, para esta edi\u00e7\u00e3o separou um trecho do Semin\u00e1rio 19, apontando uma dire\u00e7\u00e3o em nosso trabalho.<\/p>\n<p>Por fim, em Fragmentos Outros, Francine Murara nos brindou com um bel\u00edssimo poema extra\u00eddo do livro\u00a0<em>\u201cC\u00e9u noturno crivado de balas\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Aproveitem a leitura e fica aberto o convite aos interessados em participar da 2\u00aa Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul, tamb\u00e9m enviando seus trabalhos.<\/p>\n<p>Boa leitura![\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">APRESENTA\u00c7\u00c3O DOS EIXOS DE TRABALHO<\/span><\/h3>\n<p><strong>Eixo 2 \u2013 A verdade n\u00e3o existe. Qual lugar para a democracia?<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Leonardo Scofield (EBP\/AMP)<\/em><\/h6>\n<p>As afinidades entre a psican\u00e1lise e a democracia, assim como as amea\u00e7as \u00e0s liberdades, em particular \u00e0 da palavra, que se multiplicam no Brasil e no mundo, nos levaram a propor esse eixo de trabalho que articula verdade, mentira, democracia e psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>A verdade n\u00e3o existe, ela \u00e9. Nos termos da psican\u00e1lise, as verdades, como fatos de linguagem, se sustentam na articula\u00e7\u00e3o dos discursos, no encadeamento significante. Nessa perspectiva, toda verdade \u00e9 mentirosa, na medida em que \u00e9\u00a0<em>n\u00e3o-toda<\/em>, em que h\u00e1 um imposs\u00edvel de dizer.[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Feventos%2Fjornadas%2F2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis%2Feixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul%2Feixo-2-a-verdade-nao-existe-qual-lugar-para-a-democracia%2F&#8221;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-3qo0iP1vA8\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3265 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/eixo2_video001.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"227\" \/><\/a><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REBOTALHOS SEIS<\/span><\/h3>\n<p><strong>Coment\u00e1rio do Eixo 2: A verdade n\u00e3o existe. Qual lugar para a democracia?<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Nancy Greca Carneiro (EBP \/ AMP)<\/em><\/h6>\n<p>O Eixo II aponta duas raz\u00f5es para abordar a verdade e o lugar da democracia: a estrutura de fic\u00e7\u00e3o que se fundamenta no vazio de sentido, mas n\u00e3o de gozo, e o risco dos discursos se ancorarem no Ideal.\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Nunca se fez t\u00e3o presente a evid\u00eancia da mentira no campo social. O negacionismo como a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, associado \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o das grandes narrativas, faz invadir a opini\u00e3o p\u00fablica de um apelo emocional que suprime qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com a verdade objetiva. Promove, por um lado, a elimina\u00e7\u00e3o do lugar da verdade e, por outro, faz retornar uma Verdade n\u00e3o dividida, garantida por um pai no qual se cr\u00ea.<\/p>\n<p>O mundo globalizado alcan\u00e7a o que o discurso anal\u00edtico verifica no campo da cl\u00ednica: a verdade n\u00e3o \u00e9 uma, a verdade \u00e9 dividida. Dizer \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d \u00e9 ampliar o inconsciente para implic\u00e1-lo e faz\u00ea-lo responder \u00e0 \u201cdisc\u00f3rdia do discurso universal\u201d.<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>2<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>No sujeito que fala, a verdade n\u00e3o existe, ela \u00e9 &#8211; no ser falante,<em>lalangue<\/em>\u00a0d\u00e1 consist\u00eancia a suas fix\u00f5es, fic\u00e7\u00f5es que fixam o gozo do ser falante.<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>3<\/sup><\/a>Na cultura, o n\u00facleo do que anima e faz necess\u00e1rio o discurso\u201d.\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>4<\/sup><\/a>Nela fervilha o que faz la\u00e7o ao discurso. Pode-se pensar a rela\u00e7\u00e3o entre a fic\u00e7\u00e3o e o real, entre o ser e a exist\u00eancia no campo social e pol\u00edtico? Comodiante do acontecimento social traum\u00e1tico, operar com as oportunidades, o inesperado, a conting\u00eancia, alcan\u00e7ar uma fix\u00e3o do real, onde a fic\u00e7\u00e3o se possa fixar?<\/p>\n<h6><a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>1<\/sup><\/a>Texto de Leonardo Scofield. Membro da EBP Sul<br \/>\n<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_ednref2\" name=\"_edn2\"><sup>2<\/sup><\/a>\u00a0Miller, J. A. Intui\u00e7\u00f5es Milanesas I. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie. Ano 2. N\u00famero 5. Julho 2011.<br \/>\n<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_ednref3\" name=\"_edn3\"><sup>3<\/sup><\/a>Lacan, J. O aturdito in \u201cOutros escritos\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003 p. 480.<br \/>\n<a title=\"\" href=\"http:\/\/127.0.0.1:58117\/content\/yITSfr7upITr_HV0AAAB\/3CvfMZ2\/SwHITg8\/eH9nP4u\/tLSMiaH\/E3RzCjn\/Z2TiC2b\/m540nwt\/8KF0K2a\/kaPLePg#_ednref4\" name=\"_edn4\"><sup>4<\/sup><\/a>\u00a0Miller, J. A. El Partenaire-s\u00edntoma. Los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller. Buenos Aires :Paid\u00f3s, 2011 p. 167 (tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p><strong>Eixo 3 \u2013 Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Nohem\u00ed Brown(EBP\/AMP)<\/em><\/h6>\n<p>O que chamamos de\u00a0<em>subjetividades contempor\u00e2neas<\/em>? Inicialmente, podemos dizer que s\u00e3o o efeito das mudan\u00e7as nos discursos e a forma como os sujeitos se inscrevem e se fazem representar neles. Os discursos universais oferecem significantes que se tornam significantes mestres. Com Lacan, sabemos que o discurso \u00e9 uma dimens\u00e3o (<em>diz-mans\u00e3o<\/em>) que situa algo da ordem da identifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m emoldura uma forma de habitar o gozo.[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Feventos%2Fjornadas%2F2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis%2Feixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul%2Feixo-3-subjetividades-contemporaneas-o-real-do-gozo-e-a-trama-dos-discursos%2F|title:Coment%C3%A1rio%20do%20conto&#8221;][vc_column_text]<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=loKExBUkGFM\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3266 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/eixo2_video002.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"224\" \/><\/a>[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REBOTALHOS SETE<\/span><\/h3>\n<p><strong>Coment\u00e1rio do Eixo 3: Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Paula Lermen<\/em><\/h6>\n<p>A diferen\u00e7a sexual inscrita no corpo do beb\u00ea, que Lacan graciosamente chamou de \u201ca pequena diferen\u00e7a\u201d \u00e9 fundamentalmente uma diferen\u00e7a imagin\u00e1ria, referente \u00e0 imagem do corpo, mas tem sido a partir dela que somos inclu\u00eddos no Outro: o sexo constitui o S1 a partir do qual o sujeito ser\u00e1 apresentado aos outros significantes. Entretanto, o corpo falante que pulsa pelos orif\u00edcios, com sua carne ravinada pela escritura enigm\u00e1tica da lalangue, tem algo de irredut\u00edvel ao sentido, algo que n\u00e3o encontra no Outro o que o represente.<\/p>\n<p>Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse afirma o significante \u201cg\u00eanero\u201d substituiu o \u201csexo\u201d em nossa cultura, e prop\u00f5e que nos ocupemos de pensar o discurso do mestre contempor\u00e2neo e as transforma\u00e7\u00f5es sob as quais alguns S1 s\u00e3o elevados \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de verdade. Esses novos significantes podem tamb\u00e9m nos ajudar a pensar algo sobre o gozo irredut\u00edvel do Um sozinho?<\/p>\n<p>A nostalgia do nome do pai ronda os consult\u00f3rios de psican\u00e1lise mesmo na fala dos analisantes que hoje chegam trazendo uma recusa a serem representados para outros significantes a partir de um lugar marcado na estrutura familiar de parentesco. Mas essa nostalgia j\u00e1 rondava o consult\u00f3rio de Freud, ele pr\u00f3prio \u00e0s vezes um saudosista da pot\u00eancia perdida do pai. Esses novos significantes mestres que emergem no campo do Outro, como \u201cidentidade\u201d e \u201cg\u00eanero\u201d,nos falam de supl\u00eancias?<\/p>\n<p>O tempo de compreender se alarga, enquanto escutamos na cl\u00ednica essas novas palavras que re-recortam o real. E em jogo est\u00e3o tanto o inconsciente real quanto o transferencial: sentido, sil\u00eancio ou inven\u00e7\u00e3o. Afinal, mesmo que \u00c9dipo arranque seus pr\u00f3prios olhos, em algum lugar do passado a Esfinge continua exigindo ser decifrada.<\/p>\n<h6>BROUSSE, M-H. Mulheres e discursos. Rio de janeiro: Contracapa, 2019.<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REBOTALHOS OITO<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Ecos do inimagin\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Fl\u00e1via C\u00eara (EBP\/AMP)<\/em><\/h6>\n<figure id=\"attachment_3267\" aria-describedby=\"caption-attachment-3267\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3267 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/rebotalhos8_001-150x150.png\" alt=\"Fotografia: C\u00edcero Bezerra\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3267\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: C\u00edcero Bezerra<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>Sobre a atividade preparat\u00f3ria Escavar a terra, revirar a cinza: modos de exist\u00eancia do inimagin\u00e1vel com Marcelo Ribeiro<\/strong><\/em><strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Nos desdobramentos do nosso tema de trabalho, chegamos ao inimagin\u00e1vel e recebemos Marcelo Ribeiro, professor de Hist\u00f3ria e Teorias do Cinema e Audiovisual da Universidade Federal da Bahia que nos ofereceu uma bel\u00edssima e generosa apresenta\u00e7\u00e3o e conversa. Marcelo nos falou da experi\u00eancia paradoxal do inimagin\u00e1vel a partir de Robert Antelme, um sobrevivente dos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazista&#8230;[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Fecos-do-inimaginavel-sobre-a-atividade-preparatoria-escavar-a-terra-revirar-a-cinza-modos-de-existencia-do-inimaginavel-com-marcelo-ribeiro%2F|title:Coment%C3%A1rio%20do%20conto&#8221;][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGRAFICAS<\/span><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Pela Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas: Fernanda Baptista, Fl\u00e1via C\u00eara, Gustavo Ramos, Licene Garcia, Valesca Miranda Lopes, Teresa Pavone (coordenadora)<\/h6>\n<p><strong>LACAN, Jacques.\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>: &#8230;ou pior. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;E o que pode nos interessar com respeito a esse\u00a0<em>existe<\/em>, em mat\u00e9ria de significante? Seria que existe\u00a0<em>pelo menos um<\/em>\u00a0para quem isso n\u00e3o funciona, essa hist\u00f3ria de castra\u00e7\u00e3o. Foi justamente por isso que ela foi inventada. \u00c9 o chamado Pai, e \u00e9 por isso que o Pai existe pelo menos tanto quanto Deus, ou seja, n\u00e3o muito.&#8221; (p. 35)<\/p>\n<p>&#8220;A inexist\u00eancia s\u00f3 constitui problema por j\u00e1 ter, certamente, uma resposta dupla, do gozo e da verdade, por\u00e9m ela j\u00e1\u00a0<em>inexiste<\/em>. N\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s do gozo nem da verdade que a inexist\u00eancia adquire um estatuto, que ela pode inexistir, isto \u00e9, chegar ao s\u00edmbolo que a designa como inexist\u00eancia, n\u00e3o no sentido de n\u00e3o ter exist\u00eancia, mas de s\u00f3 ser exist\u00eancia a partir do s\u00edmbolo que a faz inexistente, e que, ele sim, existe. Como voc\u00eas sabem, ele \u00e9 um n\u00famero, geralmente designado por zero. O que bem mostra que a inexist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o que se poderia crer, o nada [<em>n\u00e9ant<\/em>], pois o que poderia sair dele? [&#8230;] A inexist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o nada.&#8221; (p. 50)[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Feventos%2Fjornadas%2F2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis%2Freferencias-2a-jornada-da-secao-sul%2F|title:Coment%C3%A1rio%20do%20conto&#8221;][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">FRAGMENTOS OUTROS<\/span><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Por Francine Murara<\/em><\/h6>\n<p><strong><em>A D\u00c1DIVA *<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Ocean Vuong<\/em><\/p>\n<p><em>a b c\u00a0 \u00a0a b c\u00a0 \u00a0a b c<\/em><\/p>\n<p><em>Ela n\u00e3o sabe o que vem depois<\/em><br \/>\n<em>Por isso a gente come\u00e7a de novo:<\/em><\/p>\n<p><em>a b c\u00a0 \u00a0a b c\u00a0 \u00a0a b c<\/em><\/p>\n<p><em>Mas eu vejo a quarta letra:\u00a0<\/em><br \/>\n<em>uma mecha de cabelo preto &#8211; que se desvencilhou<\/em><br \/>\n<em>do alfabeto<\/em><br \/>\n<em>&amp; se inscreveu\u00a0<\/em><br \/>\n<em>no seu rosto<\/em><\/p>\n<p><em>&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Eu vejo: a mecha de cabelo se elevando<\/em><br \/>\n<em>de seu rosto&#8230; como ela caiu<\/em><br \/>\n<em>sobre a folha &#8211; &amp; viveu<\/em><br \/>\n<em>sem um som. Como uma palavra.<\/em><br \/>\n<em>Ainda a ou\u00e7o<\/em><\/p>\n<p>*Poema do livro \u201cC\u00e9u noturno crivado de balas\u201d.Editora \u00c2yin\u00e9, 2019.[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">INSCRI\u00c7\u00d5ES ABERTAS 2\u00aa JORNADA da EBP SE\u00c7\u00c3O SUL:<br \/>\n<\/span><\/h3>\n<p><em><u>Valores para inscri\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>at\u00e9 30\/08\/21<\/strong><\/u><\/em><\/p>\n<ul>\n<li>Membros e profissionais:\u00a0<strong>R$ 130,00<\/strong><\/li>\n<li>Alunos dos cursos do ICPOL, da\u00a0 APLP e alunos de gradua\u00e7\u00e3o:\u00a0<strong>R$ 80,00<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em><u>Valores\u00a0\u00a0<strong>a partir de 01\/09\/21<\/strong><\/u><\/em><\/p>\n<ul>\n<li>Membros e profissionais:\u00a0<strong>R$ 180,00<\/strong><\/li>\n<li>Alunos dos cursos do ICPOL, da\u00a0 APLP e alunos de gradua\u00e7\u00e3o:\u00a0<strong>R$ 100,00<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">ENVIE SEU TRABALHO!<\/span><\/h3>\n<p>Ser\u00e3o recebidos trabalhos que estejam orientados pelo argumento, refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas da Jornada e que indiquem o eixo de trabalho escolhido.<\/p>\n<ul>\n<li>Data de envio: at\u00e9 26 de setembro<\/li>\n<li>Textos com no m\u00e1ximo 7000 caracteres<\/li>\n<li>Formata\u00e7\u00e3o: Times New Roman, tamanho 12, espa\u00e7amento 1,5. Refer\u00eancias no final do texto.<\/li>\n<li>Enviar aos seguintes e-mails:\u00a0<a href=\"mailto:jornadaebpsul@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">jornadaebpsul@gmail.com<\/a>, com c\u00f3pia para\u00a0<a href=\"mailto:ebpsul@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ebpsul@gmail.com<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u2013 Ser\u00e3o considerados para sele\u00e7\u00e3o apenas os trabalhos dos inscritos na Jornada<\/strong>[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">ENVIE SUA PARTICIPA\u00c7\u00c3O<\/span><\/h3>\n<p>Perguntas, quest\u00f5es, breves textos (at\u00e9 1000 caracteres s\/espa\u00e7o), poemas, artes, etc.<br \/>\nAo e-mail: <a href=\"mailto:jornadaebpsul@gmail.com\">jornadaebpsul@gmail.com<\/a><br \/>\nAssunto: Divulga\u00e7\u00e3o[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1625920951172{background-color: #bdbdbd !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;3066&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>Diretora EBP Se\u00e7\u00e3o Sul:<\/strong>\u00a0Louise Lhullier (EBP\/AMP).<br \/>\n<strong>Diretora 2\u00aa Jornada:<\/strong>\u00a0Nohem\u00ed Brown (EBP\/AMP)<br \/>\n<strong>Comiss\u00e3o do Boletim:<\/strong>\u00a0Mariana Zelis (EBP\/AMP) &#8211; coordenadora, Adriana Rodrigues (EBP\/AMP) ,<br \/>\nJuliana Rego Silva e Licene Garcia.<br \/>\n<strong>Designer:<\/strong>\u00a0<a href=\"mailto:sennabruno@gmail.com\">Bruno Senna<\/a><\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3067\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/estrut_boletim-03.png\" alt=\"\" width=\"134\" height=\"47\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text] [\/vc_column_text][vc_column_text] #05 &#8211; Setembro 2021 [\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text] Por Licene Garcia No boletim Bricolagens #5, seguimos com a apresenta\u00e7\u00e3o dos eixos que orientar\u00e3o nosso trabalho rumo a 2\u00aa Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul:\u00a0\u201cFalar sobre o que n\u00e3o existe, do gozo do sentido \u00e0s bricolagens poss\u00edveis\u201d.\u00a0Desta vez, trazemos o eixo 2:\u00a0\u201cA verdade n\u00e3o existe. Qual lugar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":2987,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3271","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3271\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}