{"id":3153,"date":"2021-08-03T21:01:45","date_gmt":"2021-08-04T00:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3153"},"modified":"2021-08-03T21:01:45","modified_gmt":"2021-08-04T00:01:45","slug":"eixo-4-qual-o-estatuto-do-que-faz-falar","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/eixo-4-qual-o-estatuto-do-que-faz-falar\/","title":{"rendered":"Eixo 4 &#8211; Qual o estatuto do que faz falar?"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2975\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Banner-Site_Prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1109\" height=\"317\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/argumento-2a-jornada-da-secao-sul\/\">ARGUMENTO<\/a> <\/span><span style=\"color: #993300;\">| <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/\">EIXOS DE TRABALHO<\/a> |<\/span><\/strong><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">REFER\u00caNCIAS<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/textos_referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/programa-2a-jornada-da-secao-sul\/\">PROGRAMA<\/a> | <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/inscricoes-2a-jornada-da-secao-sul-cadastro\/\">INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/boletim-bricolagens-2a-jornada-da-secao-sul\/\">BOLETIM BRICOLAGENS<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/ex-peri-encias-1a-jornada-da-secao-sul\/\">EX.PERI.\u00caNCIA(S)<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Eixo 4: Qual o estatuto do que faz falar?<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6><strong>Gilberto Rudeck da Fonseca (EBP\/AMP)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h6>\n<p>Lacan, ao comentar o t\u00edtulo do seu Semin\u00e1rio livro 19\u00a0 &#8211; \u00a0&#8230; ou pior &#8211; , afirma que os tr\u00eas pontos do t\u00edtulo servem para \u201ccriar um lugar vazio\u201d e ao enfatizar \u201ca import\u00e2ncia desse lugar vazio\u201d, ressalta que \u201cessa \u00e9 a \u00fanica maneira de dizer alguma coisa com a ajuda da linguagem\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. E acrescenta que \u201co vazio \u00e9 a \u00fanica maneira de agarrar algo com a linguagem\u201d e permite, \u201cjustamente, penetrar na natureza desta \u00faltima\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>De que vazio estamos falando? Como Jacques-Alain Miller nos explica no seu curso <em>O ser e o <\/em><em>Um<\/em>, citando Frege, de um ponto de partida, de uma inexist\u00eancia, de um conjunto vazio<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>O Outro n\u00e3o existe, deste vazio se extrai que o Um existe, este ex-siste. Com a linguagem falamos sobre o que n\u00e3o existe, mas que pode ser. N\u00e3o h\u00e1 ser sen\u00e3o do dito, afirma Lacan no semin\u00e1rio XX.<\/p>\n<p>Lacan introduz outro dito que acentua o vazio: <em>n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o sexual<\/em>. Este vazio coloca que \u201co sexo n\u00e3o define rela\u00e7\u00e3o alguma no ser falante\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Mas, ao falarmos disto, podemos introduzir ou agarrar uma ex-sist\u00eancia.<\/p>\n<p>Para Lacan, o existencialismo \u00e9 um logicismo. \u201cA exist\u00eancia, para Lacan, \u00e9 o que resulta daquilo que a l\u00f3gica seleciona entre os semblantes dos seres da linguagem para neles reconhecer o real. A exist\u00eancia lacaniana depende, se depreende de uma opera\u00e7\u00e3o significante. [&#8230;] A exist\u00eancia surge da linguagem[&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>. Esse real da exist\u00eancia \u00e9 o significante. Este \u00e9 o h\u00e1 um da ex-sist\u00eancia.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica prevalece \u00e0s identifica\u00e7\u00f5es, a ex-sist\u00eancia prevalece ao ser. Falando do Outro que n\u00e3o existe, da rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe, podemos agarrar o h\u00e1 um, que n\u00e3o faz rela\u00e7\u00e3o, ficando assim, a quest\u00e3o de como cada um pode se virar com isto?<\/p>\n<p>\u201cAo levantar uma quest\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o sexual, <em>que n\u00e3o existe<\/em> \u2013 no sentido de que n\u00e3o se pode escrev\u00ea-la -, essa rela\u00e7\u00e3o sexual determina tudo o que se elabora a partir de um discurso cuja natureza \u00e9 ser um discurso rompido.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> N\u00e3o ser\u00e1 este o verdadeiro estatuto do que faz falar?<\/p>\n<p>O todo submetido \u00e0 castra\u00e7\u00e3o, implica num significante que \u00e9 gozo, cujo falo \u00e9 o significado, \u00e9 isto impede a rela\u00e7\u00e3o, donde se extrai o n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica do n\u00e3o-todo implica numa inexist\u00eancia. \u00a0A ex-sist\u00eancia de um gozo que n\u00e3o \u00e9 submetido ao todo, isto \u00e9, n\u00e3o \u00e9 submetido \u00e0 castra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 submetido \u00e0 linguagem.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia, o n\u00e3o existe, tem um gozo n\u00e3o-todo, n\u00e3o submetido \u00e0s leis da linguagem que n\u00e3o passa pela castra\u00e7\u00e3o, mas que est\u00e1 no centro do que faz falar?<\/p>\n<p>Neste sentido, Fabian Fanjwaks, nos deu uma orienta\u00e7\u00e3o que podemos retomar aqui: \u201co ser se associa \u00e0 palavra, ent\u00e3o, h\u00e1 algo que existe antes e fora dela, ou, empregando a terminologia de Martin Heidegger, ex-siste, isto \u00e9, que \u00e9 exterior em rela\u00e7\u00e3o a ela. Trata-se do campo de gozo, que, justamente n\u00e3o se reduz \u00e0 palavra e n\u00e3o se deixa tomar pela palavra. A ex-sist\u00eancia se apresenta assim como exterior em rela\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio do significante e de todas as fic\u00e7\u00f5es que ele \u00e9 capaz de articular. Lacan afirmava que a verdade tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o. Assim, a verdade ou as verdades s\u00e3o na medida em que se articulam ao significante; o real do gozo, entretanto, ex-siste em rela\u00e7\u00e3o a ele.\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Com esta precis\u00e3o epist\u00eamica, tomada do \u00faltimo ensino, podemos nos perguntar: em que consiste a opera\u00e7\u00e3o do analista a partir deste momento? Qual o valor da interpreta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Neste eixo visamos trabalhar partindo do vazio, do que faz falar, do que n\u00e3o existe, criando seres, semblantes, que atrav\u00e9s da linguagem, possibilita introduzir uma l\u00f3gica de onde se pode extrair a ex-sist\u00eancia que promove o falasser. Precisando os conceitos que nos orientam em diferentes momentos do ensino de Lacan e suas consequ\u00eancias na experi\u00eancia anal\u00edtica. Bom trabalho a todos.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Agradecimento especial aos leitores: Nohemi Iba\u00f1ez Brown, Laureci Nunes, Blanca Musachi, C\u00e9lia Aparecida Ferreira Carta Winter<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Lacan, J. <em>O <\/em><em>Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230;ou pior<\/em>. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro, Zahar, 2012. p.11<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibid., p.12<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A. O ser e o Um. Aula VII, de 16 de mar\u00e7o de 2011 [in\u00e9dito]<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230;ou pior<\/em>, op. cit., p. 13<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Miller, Jacques-Alain. O ser e o Um, op.cit<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio livro 19.\u00a0 &#8230; ou pior<\/em>, op. cit., .p..23<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Fanjwaks, F. Fic\u00e7\u00f5es e real na psican\u00e1lise e na cultura: do ser \u00e0 ex-sist\u00eancia.<\/h6>\n<h6>\u00a0Dispon\u00edvel em: https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/textos_referencias-2a-jornada-da-secao-sul-2\/<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] ARGUMENTO | EIXOS DE TRABALHO |\u00a0REFER\u00caNCIAS |\u00a0TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O | PROGRAMA | INSCRI\u00c7\u00d5ES |\u00a0BOLETIM BRICOLAGENS | EX.PERI.\u00caNCIA(S) [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text] Eixo 4: Qual o estatuto do que faz falar? 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