{"id":3152,"date":"2021-08-03T21:00:19","date_gmt":"2021-08-04T00:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3152"},"modified":"2021-08-03T21:00:19","modified_gmt":"2021-08-04T00:00:19","slug":"eixo-3-subjetividades-contemporaneas-o-real-do-gozo-e-a-trama-dos-discursos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/eixo-3-subjetividades-contemporaneas-o-real-do-gozo-e-a-trama-dos-discursos\/","title":{"rendered":"Eixo 3 &#8211; Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2975\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Banner-Site_Prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1109\" height=\"317\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/argumento-2a-jornada-da-secao-sul\/\">ARGUMENTO<\/a> <\/span><span style=\"color: #993300;\">| <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/\">EIXOS DE TRABALHO<\/a> |<\/span><\/strong><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">REFER\u00caNCIAS<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/textos_referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/programa-2a-jornada-da-secao-sul\/\">PROGRAMA<\/a> | <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/inscricoes-2a-jornada-da-secao-sul-cadastro\/\">INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/boletim-bricolagens-2a-jornada-da-secao-sul\/\">BOLETIM BRICOLAGENS<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/ex-peri-encias-1a-jornada-da-secao-sul\/\">EX.PERI.\u00caNCIA(S)<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6><strong>Nohem\u00ed Brown(EBP<\/strong><strong>\/AMP)<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/h6>\n<p>O que chamamos de <em>subjetividades contempor\u00e2neas<\/em>? Inicialmente, podemos dizer que s\u00e3o o efeito das mudan\u00e7as nos discursos e a forma como os sujeitos se inscrevem e se fazem representar neles. Os discursos universais oferecem significantes que se tornam significantes mestres. Com Lacan, sabemos que o discurso \u00e9 uma dimens\u00e3o (<em>diz-mans\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em>) que situa algo da ordem da identifica\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, mas tamb\u00e9m emoldura uma forma de habitar o gozo. Se no discurso h\u00e1 algo do gozo que se enla\u00e7a, tamb\u00e9m h\u00e1 algo do gozo que por estrutura n\u00e3o faz rela\u00e7\u00e3o, mas tem sua fun\u00e7\u00e3o. E que pode nos interessar para o que se apresenta neste momento.<\/p>\n<p>Com a formaliza\u00e7\u00e3o de Lacan do paradigma da \u201cn\u00e3o rela\u00e7\u00e3o\u201d, destaca-se o que n\u00e3o faz la\u00e7o. Se, em um primeiro momento de seu ensino, Lacan nos indicava que o que fazia cadeia entre um S<sub>1<\/sub> e um S<sub>2<\/sub> era o Nome-do-Pai, com a precis\u00e3o da <em>n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o<\/em> o estatuto desse S<sub>1<\/sub> se radicaliza. Em realidade, entre o S<sub>1<\/sub> e o S<sub>2<\/sub> h\u00e1 um furo a partir do qual o Nome-do-Pai pode funcionar como articulador, mas n\u00e3o s\u00f3. \u00c9 mais da ordem de uma inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se destacamos nisto a dimens\u00e3o do gozo, podemos dizer que a linguagem, inclusive antes de que falemos, produz efeitos sobre o corpo. Efeitos que marcam o corpo e que determinar\u00e3o modos de satisfa\u00e7\u00e3o al\u00e9m da biologia. Entrar no campo da linguagem \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o que implica traduzir algo desse barulho gozoso da <em>lalingua<\/em>, mas n\u00e3o tudo. Se retomamos a articula\u00e7\u00e3o significante como um bin\u00e1rio S<sub>1<\/sub> \u2013 S<sub>2<\/sub> que veicula uma vertente do gozo, h\u00e1 outra vertente externa ao funcionamento significante, mas que se apresenta nos corpos. \u00c9 a l\u00f3gica que rege o sujeito, mas inclui esse gozo experimentado pelo <em>falasser<\/em>. Um gozo n\u00e3o limitado pelo falo. O falo n\u00e3o o limita nem o define, mas se seguimos Lacan no Semin\u00e1rio 20, esse gozo precisa do falo como refer\u00eancia, como ponto de partida. \u00c9 um gozo que existe e que escapa, com o qual h\u00e1 que consentir, mas que nem sempre acontece. Uma an\u00e1lise leva em conta esse gozo.<\/p>\n<p>A \u00e9poca nos oferece significantes que t\u00eam se tornado significantes mestres: g\u00eanero, trans, hiperativo, autista, bipolar&#8230; Da s\u00e9rie de significantes oferecidos pelos discursos na atualidade s\u00e3o produzidos efeitos, e os sujeitos os tomam para se fazer representar neles. De que ordem s\u00e3o e como eles operam? Parece fundamental situar se se tratam de um S<sub>1<\/sub> que chama a interpreta\u00e7\u00e3o, que em seu seio est\u00e1 o furo do qual fal\u00e1vamos antes. Ou se trata mais de uma resposta que obtura? Sabemos que uma an\u00e1lise visa extrair os S<sub>1<\/sub> do sujeito, da sua hist\u00f3ria, porque eles convocam a interpreta\u00e7\u00e3o, implicam uma pergunta. Nesse sentido, s\u00e3o os S<sub>1<\/sub> que ajudam a tornar o gozo leg\u00edvel, que ajudam a tornar a hist\u00f3ria leg\u00edvel, mesmo que n\u00e3o toda. Contudo, somos advertidos de que em seu interior se aloja um gozo ileg\u00edvel. Como diz Enric Berenguer, nosso convidado, a pluralidade de marcas n\u00e3o deve ser confundida com o H\u00e1 Um, que \u00e9 o que em \u00faltima inst\u00e2ncia est\u00e1 em jogo.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Uma pergunta se decanta, portanto: o que h\u00e1 no corpo face ao qual o discurso universal retrocede<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>? Isso nos interessa, pois inclui a dimens\u00e3o do corpo que goza e que introduz a diferen\u00e7a absoluta. Isso que se obtura e que preenche com um excesso de sentido com os significantes oferecidos aparece de outra maneira? Onde o real do gozo \u00e9 capturado em algo que pode dar lugar ao sintoma? Como diz Anna Arom\u00ed, \u201cO Outro muda, mas o real n\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. N\u00e3o desistimos do sintoma, mas, com Lacan, ele toma uma dimens\u00e3o mais apurada e que nos orienta na escuta dos sujeitos que nos chegam \u00e0 an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Sem a exce\u00e7\u00e3o, questionada h\u00e1 muito tempo, com o t\u00e3o falado decl\u00ednio do pai, a solid\u00e3o parece ser o elemento que est\u00e1 em jogo. E frente a isso, os discursos da \u00e9poca se tornam refer\u00eancias. Parece que de alguma forma permitem acolher ao sujeito, inclu\u00ed-lo em uma \u201ccomunidade\u201d, e da\u00ed sua incid\u00eancia t\u00e3o marcada na atualidade. Mas, tamb\u00e9m, por outro lado, dependendo do uso, tamponam o que de fato h\u00e1 de mais singular do sujeito. De que forma a trama dos discursos permite um sujeito inscrever algo do real do seu gozo sem se tornar um empuxo? Quais as modalidades e fun\u00e7\u00f5es dessas comunidades? O que orienta um sujeito em suas escolhas mais \u00edntimas? A ideia de escolha implica que h\u00e1 algo indeterminado e que desliza. Fazemos escolha, em psican\u00e1lise, como uma decis\u00e3o no ponto escuro onde nenhuma palavra, nenhuma identifica\u00e7\u00e3o com um tra\u00e7o familiar permite nomear. \u00c9 como se o corpo decidisse, consentindo ou recusando esta escolha<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. O que podemos apreender das subjetividades contempor\u00e2neas neste aspecto? De que dimens\u00e3o \u00e9 a escolha colocada em jogo?<\/p>\n<p>Se pensamos nas crian\u00e7as ou mesmo nos adolescentes, a quest\u00e3o \u00e9: o que faz sua media\u00e7\u00e3o com os discursos vinculados ao mercado e \u00e0s tecnoci\u00eancias? Ou ainda, o que faz media\u00e7\u00e3o na sua rela\u00e7\u00e3o com os fantasmas dos pais tomados pelos discursos?<\/p>\n<p>O que podemos apreender do que oferecem as tramas dos discursos contempor\u00e2neos sem perder de vista o discurso desde onde operamos?<\/p>\n<p>Trata-se de extrair uma elabora\u00e7\u00e3o do trabalho que realizamos nas curas que dirigimos, mas tamb\u00e9m na leitura da \u00e9poca, n\u00e3o sem os outros saberes. Este eixo \u00e9 o convite para este trabalho. Aguardamos as contribui\u00e7\u00f5es para aprofundar nesta articula\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e pol\u00edtica \u00e0 qual somos convocados.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Leitoras: Cinthia Busato e Paola Salinas.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Lacan, J<em>. Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Podemos pensar aqui a identifica\u00e7\u00e3o como a extra\u00e7\u00e3o de um tra\u00e7o que permite ao sujeito se incluir em um conjunto.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Berenguer, E. <em>El largo duelo de las marcas<\/em>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/trauma.jornadaselp.com\/textos-de-orientacion\/to-el-largo-duelo-de-las-marcas\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. Cap\u00edtulo XVIII La naturaleza y lo real. In: <em>Piezas sueltas<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s. Lecci\u00f3n de 25\/05\/2005. \u201c\u2026todo discurso universal retrocede ante la relaci\u00f3n con el cuerpo\u201d (p. 389).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Arom\u00ed, A. <em>Enjambres<\/em>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/elp.org.es\/enjambres\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Stiglitz, G. Sexo. Identificaciones, g\u00e9nero y sexuaci\u00f3n. In: <em>La sexualidad en el siglo XXI. La elecci\u00f3n del sexo<\/em>. Buenos Aires: Grama, 2019. p. 227.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] ARGUMENTO | EIXOS DE TRABALHO |\u00a0REFER\u00caNCIAS |\u00a0TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O | PROGRAMA | INSCRI\u00c7\u00d5ES |\u00a0BOLETIM BRICOLAGENS | EX.PERI.\u00caNCIA(S) [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text] Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama dos discursos Nohem\u00ed Brown(EBP\/AMP)[1] O que chamamos de subjetividades contempor\u00e2neas? Inicialmente, podemos dizer que s\u00e3o o efeito das mudan\u00e7as nos discursos e a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":2979,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3152","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3152\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}