{"id":3150,"date":"2021-08-03T20:55:42","date_gmt":"2021-08-03T23:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3150"},"modified":"2021-08-03T20:55:42","modified_gmt":"2021-08-03T23:55:42","slug":"eixo-1-bricolagens-o-fazer-singular-com-os-restos-ao-longo-de-uma-analise","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/eixo-1-bricolagens-o-fazer-singular-com-os-restos-ao-longo-de-uma-analise\/","title":{"rendered":"Eixo 1 \u2013 Bricolagens: o fazer singular com os restos ao longo de uma an\u00e1lise?"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2975\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Banner-Site_Prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1109\" height=\"317\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/argumento-2a-jornada-da-secao-sul\/\">ARGUMENTO<\/a> <\/span><span style=\"color: #993300;\">| <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/eixos-de-trabalho-2a-jornada-da-secao-sul\/\">EIXOS DE TRABALHO<\/a> |<\/span><\/strong><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><strong><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">REFER\u00caNCIAS<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/textos_referencias-2a-jornada-da-secao-sul\/\">TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/programa-2a-jornada-da-secao-sul\/\">PROGRAMA<\/a> | <\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/inscricoes-2a-jornada-da-secao-sul-cadastro\/\">INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/a> |<\/span><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300;\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/boletim-bricolagens-2a-jornada-da-secao-sul\/\">BOLETIM BRICOLAGENS<\/a> | <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/ex-peri-encias-1a-jornada-da-secao-sul\/\">EX.PERI.\u00caNCIA(S)<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Eixo 1\u2013 Bricolagens: o fazer singular com os restos ao longo de uma an\u00e1lise?<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6><strong>Li\u00e8ge Goulart (EBP<\/strong><strong>\/AMP)<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/h6>\n<p>Do que se trata, em psican\u00e1lise, quando falamos em \u201crestos\u201d? S\u00e3o restos de um discurso, aquilo que cai de um discurso? S\u00e3o significantes amo, os S<sub>1<\/sub>, tra\u00e7os que desenham o corpo falante e, por isso mesmo, marcam as bordas de seu gozo? S\u00e3o o que sobra das identifica\u00e7\u00f5es primeiras? S\u00e3o os efeitos de uma leitura outra? Estamos sempre \u00e0s voltas com seu estatuto temporal e espacial, sua mat\u00e9ria e seus destinos. Os restos s\u00e3o produzidos, estavam sempre ali? Resistem ao sentido, se decantam deste? Letra, objeto, lal\u00edngua, h\u00e1 todo um vocabul\u00e1rio muito pr\u00f3prio da psican\u00e1lise para circunscrever essa no\u00e7\u00e3o que ganha notas imprescind\u00edveis na rela\u00e7\u00e3o com os ideais.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a bricolagem da qual fala Lacan, ao final de seu ensino? Bricolagem tecida de restos que v\u00e3o se decantando desde a prolifera\u00e7\u00e3o de sentido at\u00e9 sua redu\u00e7\u00e3o? Ou h\u00e1 um passo a mais, ao fora do sentido?<\/p>\n<p>Ao longo do percurso de uma an\u00e1lise, no que podemos chamar, com Miller, de opera\u00e7\u00e3o-redu\u00e7\u00e3o, podemos abordar o objeto <em>a<\/em> em sua \u201cvaridade\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> no que concerne ao gozo e \u00e0 causa do desejo para cada corpo falante, em rela\u00e7\u00e3o ao que se apresentava como significa\u00e7\u00f5es fechadas pelo Outro. Desse modo, ao longo da experi\u00eancia anal\u00edtica, palavras, frases e cenas nunca esquecidas v\u00e3o compondo a montagem da qual \u00e9 feita a realidade ps\u00edquica e cernindo n\u00facleos de vazios, em torno dos quais se isolam os S<sub>1<\/sub> (significantes amo) mais essenciais que estruturam uma vida, a partir das conting\u00eancias das marcas, no corpo, que a incid\u00eancia da linguagem e o encontro com os outros primeiros de sua hist\u00f3ria operam. \u201cNosso corpo foi marcado, corrompido, estragado no melhor dos sentidos. Essa travessia pelos cuidados do Outro \u00e9 quase um segundo nascimento, o \u00fanico que conta para Lacan\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio um tratamento de leitura desses S<sub>1<\/sub>, como pe\u00e7as soltas de um discurso (discurso do amo, como o \u00e9 o do inconsciente), tratamento esse que visa a possibilidade de decanta\u00e7\u00e3o da letra, fora do sentido que os sustenta.<\/p>\n<p>Dessa letra que toca o ser de gozo e da qual diferentes figura\u00e7\u00f5es do objeto fazem a obscuridade na qual se move o ser falante, pode-se abrir um outro modo de habitar a vida? Como diz Marcus Andr\u00e9 Vieira, \u201crestam alguns objetos fora-da-s\u00e9rie, mas estes ter\u00e3o de ser garimpados no lixo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. H\u00e1 sempre algo, n\u00e3o \u201cfora de s\u00e9rie\u201d (no sentido de extraordin\u00e1rio), mas \u201cfora-da-s\u00e9rie\u201d, digamos, fora da ordem (\u201calguma coisa est\u00e1 fora da ordem\u201d, como canta Caetano Veloso). Mas \u00e9 deles e com eles, esses restos, que para Lacan tratar-se-\u00e1 de corte e costura: uma bricolagem singular, o novo a partir dos restos, do lixo, desse aturdimento que menos reconhecemos como nosso. Se, por estrutura, n\u00e3o podemos falar numa ess\u00eancia de ser, podemos abordar o corpo falante a partir do \u201cH\u00e1 Um\u201d que evoca Lacan a respeito do ser de gozo, tra\u00e7ado da letra, mais pr\u00f3ximo daquilo que o ideal n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>O resto, como objeto da psican\u00e1lise, extrai sua import\u00e2ncia do lixo subjetivo, a partir dos \u201cgarranchos\u201d da fala, usando aqui essa express\u00e3o de Marcus Andr\u00e9 Vieira, ou dos cristais lingu\u00edsticos, como disse Lacan (sobre a l\u00f3gica da gram\u00e1tica da puls\u00e3o), para falar dos atos falhos, dos esquecimentos, dos sonhos, dos sintomas, enfim desses fen\u00f4menos nos quais o inconsciente se mostra na superf\u00edcie mesma da qual ele \u00e9 feito: estrutura de linguagem e furo, buraco, real. S\u00e3o esses restos, esses rel\u00e2mpagos que iluminam algo da opacidade do gozo que situa o ser falante no terreno do trope\u00e7o, do equ\u00edvoco e que permitem um saber ler de outro modo o que era antes perturbador e se opunha \u00e0 circula\u00e7\u00e3o, se opunha ao que \u00e9 pr\u00f3prio da letra em psican\u00e1lise: \u201cela se move\u201d, como disse, recentemente, Alejandro Reinoso, em uma confer\u00eancia. Tudo isso que se extrai e se solta acontece tamb\u00e9m ao longo da experi\u00eancia anal\u00edtica, no que ela tem de vital: o trabalho de rasura, de leitura e o movimento que ela \u201ccomove\u201d. Alejandro Reinoso nos fala da import\u00e2ncia dessa leitura da letra que \u201caponta \u00e0 materialidade da escritura, quer dizer, a letra enquanto que produz o acontecimento de gozo que determina a forma\u00e7\u00e3o dos sintomas [\u2026]\u201d. E acrescenta: \u201c[\u2026] seu destino (o da letra) n\u00e3o \u00e9 a significa\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a morte da letra [\u2026]. A letra morta que se encontra se distingue da letra viva que se l\u00ea\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Como suporte material que tra\u00e7a o tra\u00e7o de cada um, da letra podemos evocar Lacan, em \u201cLi\u00e7\u00e3o sobre lituraterra\u201d, no <em>Semin\u00e1rio 18<\/em>: trata-se de \u201cum escoamento [\u2026], \u201ccomp\u00f5e um buqu\u00ea [\u2026] pelo tra\u00e7o un\u00e1rio e por aquilo que ele apaga. [\u2026] Rasura de tra\u00e7o algum que seja anterior [\u2026] e que s\u00f3 consegue quem se desliga de seja l\u00e1 o que for que o tra\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer que \u00e9 somente quando o falasser se solta daquilo que o tra\u00e7a \u00e9 que pode ler o tra\u00e7ado singular da letra que vivifica?<\/p>\n<p>Muitas dessas coloca\u00e7\u00f5es tendem a nos levar ao tema do fim da an\u00e1lise. Mas talvez n\u00e3o seja s\u00f3 assim. As bricolagens mant\u00eam sempre seu aspecto de abertura, de um ir fazendo, se virando. Ent\u00e3o, ainda, algumas perguntas: como aparecem os restos no percurso da an\u00e1lise? Como sab\u00ea-los? Que bricolagens se constroem com eles?<\/p>\n<p>Vamos falar sobre isso?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Leitora: Fl\u00e1via Cera<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio. <\/em><em>Livro 24: l\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre.<\/em> Li\u00e7\u00e3o de 19 de abril de 1977 [In\u00e9dito].<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> VIEIRA, Marcus Andr\u00e9. <em>Restos: uma introdu\u00e7\u00e3o lacaniana ao objeto da psican\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Contra Capa, 2008, p. 119.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> VIEIRA, Marcus Andr\u00e9. <em>Restos: uma introdu\u00e7\u00e3o lacaniana ao objeto da psican\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Contra Capa, 2008, p. 114.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> REINOSO, Alejandro. <em>La letra, entre el amor y lo escrito.<\/em> Confer\u00eancia apresentada em 19 de junho de 2021 no \u201cSemin\u00e1rio de Forma\u00e7\u00e3o Permanente da Nueva Escuela Lacaniana\u201d, em La Paz, Bol\u00edvia.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio. Livro 18 \u2013 de um discurso que n\u00e3o fossem semblante.<\/em> Rio de Janeiro: Sahar, 2009, p. 113.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] ARGUMENTO | EIXOS DE TRABALHO |\u00a0REFER\u00caNCIAS |\u00a0TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O | PROGRAMA | INSCRI\u00c7\u00d5ES |\u00a0BOLETIM BRICOLAGENS | EX.PERI.\u00caNCIA(S) [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;EIXOS DE TRABALHO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text] Eixo 1\u2013 Bricolagens: o fazer singular com os restos ao longo de uma an\u00e1lise? Li\u00e8ge Goulart (EBP\/AMP)[1] Do que se trata, em psican\u00e1lise, quando falamos em \u201crestos\u201d? 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