{"id":3081,"date":"2021-07-10T09:42:37","date_gmt":"2021-07-10T12:42:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/?page_id=3081"},"modified":"2021-07-10T09:42:37","modified_gmt":"2021-07-10T12:42:37","slug":"boletim-bricolagens-01","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/eventos\/jornadas\/2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis\/boletim-bricolagens-2a-jornada-da-secao-sul\/boletim-bricolagens-01\/","title":{"rendered":"Boletim Bricolagens #01"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3080 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/estrut_boletim-04.png\" alt=\"\" width=\"701\" height=\"231\" \/><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: center;\">#01 &#8211; Julho 2021<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EDITORIAL<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Mariana Zelis &#8211; Coordenadora da Comiss\u00e3o de Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/h6>\n<p>Lan\u00e7amos hoje\u00a0<em>Bricolagens<\/em>, o primeiro boletim da nossa 2a Jornada da EBP Se\u00e7\u00e3o Sul:\u00a0 \u201c<em>Falar sobre o que n\u00e3o existe, do gozo do sentido \u00e0s bricolagens poss\u00edveis\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Iniciamos assim uma jornada rumo a nossa Jornada, e apostamos que ser\u00e1 uma experi\u00eancia \u00fanica, especialmente porque ainda n\u00e3o existe e a sua exist\u00eancia se encontra\u00a0 intimamente ligada a nosso caminhar.<\/p>\n<p>O que encontraremos no meio do caminho? As paisagens contingentes do encontro e possibilidades de falar sobre o que n\u00e3o existe tra\u00e7am um rumo, mas, como falar disso?<\/p>\n<p>Nesta jornada rumo \u00e0 Jornada, como acontecimento que possa fazer la\u00e7o, convido voc\u00eas a participar do\u00a0<em>Bricolagens<\/em>\u00a0a partir das singulares quest\u00f5es, dos rasg\u00f5es, das pe\u00e7as soltas e avulsas que convocam a caminhar.<\/p>\n<p>Neste primeiro Boletim voc\u00eas encontrar\u00e3o as\u00a0<em>Palavras Preliminares<\/em>, por Nohem\u00ed Brown (EBP\/AMP), Diretora da 2\u00aa Jornada. Na seq\u00fc\u00eancia o\u00a0<em>Argumento,<\/em>\u00a0b\u00fassola epist\u00eamica de nosso percurso, elaborado pela Diretora da Se\u00e7\u00e3o Sul, Louise Lhullier (EBP\/AMP). A coluna\u00a0<em>Rebotalhos<\/em>\u00a0traz coment\u00e1rios e elabora\u00e7\u00f5es a partir dos trabalhos de Eneida Medeiros (EBP\/AMP) e Maria Silvia Garc\u00eda Fern\u00e1ndez Hanna (EBP\/AMP) apresentados na primeira Atividade Preparat\u00f3ria, bem como uma sele\u00e7\u00e3o especial com algumas\u00a0<em>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas.<\/em>\u00a0Por \u00faltimo, na coluna\u00a0<em>Fragmentos Outros<\/em>, o poema de Ana Martins Marques inaugura esse espa\u00e7o de enla\u00e7amento das bricolagens por meio da arte.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a Louise Lhullier, Diretora da Se\u00e7\u00e3o Sul, pelo convite e confian\u00e7a para coordenar a divulga\u00e7\u00e3o, a Nohem\u00ed Brown, Diretora desta II Jornada, pela acolhida da proposta e a cada uma das colegas desta comiss\u00e3o pelo entusiasmo do fazer\u00a0<em>entre v\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p>Finalizando, nestes tempos t\u00e3o dif\u00edceis atravessados pelo luto, destaco a import\u00e2ncia do vivo da Escola e das transfer\u00eancias de trabalho fazendo surgir poss\u00edveis\u00a0<em>Rebotalhos, Fragmentos Outros e Bricolagens.<\/em>[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">PALAVRAS PRELIMINARES<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Nohem\u00ed Brown (EBP\/AMP)<\/em><\/h6>\n<div id=\"bannerL2\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1474537762122-\" data-google-query-id=\"CJfgofS9t_ACFTIG1AodxucDgQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/15188745\/Lipsum-Unit3_0__container__2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"bannerR2\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1474537762122-4\" data-google-query-id=\"CJjgofS9t_ACFTIG1AodxucDgQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/15188745\/Lipsum-Unit4_0__container__2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Bem vindos ao trabalho rumo \u00e0 segunda Jornada da EBP- SUL. Nossa primeira atividade preparat\u00f3ria visa fazer s\u00e9rie com outras. Atividades que nos colocam em movimento para precisar os conceitos, decantar elabora\u00e7\u00f5es e cernir quest\u00f5es,para que nos dias 28 e 29 de outubro, ponto de chegada da nossa Jornada, possamos ter um momento de concluir sobre o tema que nos convoca.<\/p>\n<p>Nosso tema \u00e9\u00a0<em>Falar sobre o que n\u00e3o existe: do gozo do sentido \u00e0s bricolagens poss\u00edveis<\/em>. Um t\u00edtulo que circunscreve a quest\u00e3o do falar e do que n\u00e3o existe, mas algo opera como causa. Contudo, o subt\u00edtulo nos indica algo que vai de um lugar a outro. H\u00e1 algo de enganoso se o pensamos em uma temporalidade linear. Trata-se de um percurso, de uma travessia ou momentos de passagem? E tamb\u00e9m, quando pensamos no termo bricolagem, mencionado por Miller e citado no argumento, qual \u00e9 o estatuto dos restos da bricolagem que nos interessa? Como podem ver, h\u00e1 v\u00e1rias nuances e precis\u00f5es que se fazem necess\u00e1rias para extrair deste tema suas consequ\u00eancias epist\u00eamicas, pol\u00edticas e cl\u00ednicas, que os eixos tem\u00e1ticos pretendem cernir:<\/p>\n<p>&#8211; Qual o estatuto do que faz falar?<br \/>\n&#8211; O singular das bricolagens: o que fazer com os restos de uma an\u00e1lise?<br \/>\n&#8211; A verdade n\u00e3o existe: que lugar para a democracia?<br \/>\n&#8211; Subjetividades contempor\u00e2neas: o real do gozo e a trama do discurso.<\/p>\n<p>Agradecemos muito a Guillermo Belaga, por ter cedido t\u00e3o gentilmente a imagem que marca o cartaz. Uma sutil bricolagem sobre papel de v\u00e1rios elementos e uma t\u00e9cnica mista.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a parceria de trabalho com Louise e o convite da Diretoria da Se\u00e7\u00e3o como um todo para estar nesta empreitada como Diretora da 2\u00aa Jornada.<\/p>\n<p>Hoje iniciamos lan\u00e7ando o argumento, elaborado por Louise Lhullier, membro da EBP-AMP, Diretora da EBP-Sul e coordenadora da CC da Jornada.<\/p>\n<p>Um argumento que serve de base para iniciar uma conversa\u00e7\u00e3o que nos permita localizar as pedras no caminho neste momento.<\/p>\n<p>E, trazendo uma leitura de certo modo \u00eax-tima \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do argumento, teremos os coment\u00e1rios de Maria Silvia Garc\u00eda Fern\u00e1ndez Hanna, membro da EBP\/AMP, que desenvolve seu trabalho na Se\u00e7\u00e3o RJ.Ela \u00e9 doutora em Teoria Psicanal\u00edtica pela Universidade Federal do RJ. Tamb\u00e9m teremos os coment\u00e1rios de Eneida Medeiros, membro da EBP\/AMP e uma trabalhadora decidida da EBP-SUL.<\/p>\n<p>O trabalho est\u00e1 lan\u00e7ado![\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">ARGUMENTO<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Louise Lhullier (EBP\/AMP)<\/em><\/h6>\n<div id=\"bannerL3\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1474537762122-5\" data-google-query-id=\"CJfgofS9t_ACFTIG1AodxucDgQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/15188745\/Lipsum-Unit3_0__container__3\">Fala-se sobre o que n\u00e3o existe o tempo inteiro: assim se descrevem \u201cfatos\u201d que jamais aconteceram, se constroem conceitos e teorias, se faz literatura e se associa livremente no trabalho anal\u00edtico\u2026 A demonstra\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um pr\u00e9-requisito para se falar sobre o ser, sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9, sobre o que foi, sobre o que ser\u00e1 ou sobre o que talvez seja. Dessa forma, \u201cA fala permite p\u00f4r em cena seres que fracassam na prova de l\u00f3gica e se revelam n\u00e3o sendo sen\u00e3o semblantes\u201d. Em outras palavras, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel falar do que n\u00e3o existe, pois a fala faz ser \u201calguma coisa, at\u00e9 mesmo o c\u00edrculo quadrado, o unic\u00f3rnio\u201d. As fic\u00e7\u00f5es constituem mundos e o encontro entre as dimens\u00f5es simb\u00f3lica e imagin\u00e1ria \u00e9 suficiente para faz\u00ea-las consistir e mesmo para que produzam efeitos reais.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Portanto, e Miller o diz de uma maneira muito bonita, \u201co ser transborda em muito a exist\u00eancia\u201d. Por estar no n\u00edvel do sentido, prolifera na fala, nos ditos. Mas quanto \u00e0 exist\u00eancia, que concerne ao real, s\u00f3 pode ser apreendida no campo da l\u00f3gica, da demonstra\u00e7\u00e3o, recorrendo \u00e0s matem\u00e1ticas, a essa \u201clinguagem sem equ\u00edvoco[\u2026] pura escrita\u201d. O que\u00a0<em>n\u00e3o existe<\/em>, por sua vez, corresponde a um\u00a0<em>impasse<\/em>\u00a0da l\u00f3gica, e \u00e9 nessa\u00a0<em>hi\u00e2ncia<\/em>\u00a0que Lacan prop\u00f5e designar o real enquanto imposs\u00edvel.[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Feventos%2Fjornadas%2F2a-jornada-da-secao-sul-falar-sobre-o-que-nao-existe-do-gozo-do-sentido-as-bricolagens-possiveis%2Fargumento-2a-jornada-da-secao-sul%2F|title:Argumento%20%E2%80%93%202%C2%AA%20Jornada%20da%20Se%C3%A7%C3%A3o%20Sul&#8221;][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REBOTALHOS-Um<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Adriana Rodrigues<\/em><\/h6>\n<blockquote>\n<blockquote><p>S\u00f3 existe analista se esse desejo lhe advier, que j\u00e1 por isso ele seja rebotalho (<em>rebut<\/em>) da dita (humanidade).<\/p>\n<p>LACAN. Nota italiana (1973). In:\u00a0<em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 313.<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>No texto \u201cA pura aus\u00eancia do Um\u201d, Eneida Medeiros (EBP\/AMP) desenvolve um elaborado debate sobre o ser e a exist\u00eancia, apontando para o Um como pura aus\u00eancia que se repete como furo na cadeia significante:\u00a0<em>\u201c<\/em><em>n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para o sujeito apaziguar-se definitivamente com seu ser porque seu ser \u00e9 sempre um ser em falta<\/em><em>\u00a0(&#8230;) O que Lacan diz com isso? Que o imposs\u00edvel se repete desde o in\u00edcio<\/em><em>.\u00a0<\/em><em>\u00c9 isso que falta na s\u00e9rie, justamente o que se escreve, i. e., o vazio, o real.\u00a0<\/em><em>Ent\u00e3o\u00a0<\/em><em>\u201cH\u00e1 Um\u201d, mas esse \u201ch\u00e1\u201d \u00e9 pura aus\u00eancia, um ponto centrado, mas ausente de ser, remetendo-nos \u00e0 exist\u00eancia e produzindo efeitos. \u00c9 quando o Um do significante se inscreve como escrita no corpo que podemos ler algo sobre o ser, um ser de gozo. (&#8230;)\u201d<\/em>.[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Fa-pura-ausencia-do-um%2F|title:Argumento%20%E2%80%93%202%C2%AA%20Jornada%20da%20Se%C3%A7%C3%A3o%20Sul&#8221;][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REBOTALHOS &#8211; Dois<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Licene Garcia<\/em><\/h6>\n<p>Abrimos as atividades preparat\u00f3rias para 2\u00aa Jornada da EBP-Se\u00e7\u00e3o Sul, com a leitura precisa e pontual que Maria Silvia Hanna nos brindou na noite do dia 02 de julho, a respeito do argumento para Jornada.<\/p>\n<p>Com isso, nos aponta que h\u00e1 no argumento escrito por Louise Lhullier, uma excelente costura entre o ensino e a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise, na medida em que mant\u00e9m como mola propulsora a pergunta: O que traz de novo a elabora\u00e7\u00e3o do Um do gozo?<\/p>\n<p>Maria Silvia recorta alguns termos que apontam para uma dire\u00e7\u00e3o de trabalho: associa\u00e7\u00e3o livre, interpreta\u00e7\u00e3o, sinthoma, corpo, inven\u00e7\u00e3o-bricolagem.<\/p>\n<p>Ao falar da associa\u00e7\u00e3o livre, regra fundamental da psican\u00e1lise, nos assinala que \u00e9 o analista, a partir da aten\u00e7\u00e3o flutuante, que interv\u00e9m na fala do analisante,\u00a0<em>\u201clendo o significante separado de sua articula\u00e7\u00e3o, isolando seu valor de letra encarnada no corpo que faz gozar\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A partir desse coment\u00e1rio, ressalta o valor da interpreta\u00e7\u00e3o como aquilo que permite a abertura das amarras do sentido, para dar lugar ao\u00a0<em>no sense<\/em>, ao imposs\u00edvel de dizer, fazendo\u00a0<em>\u201cressoar as letras agarradas no corpo, que n\u00e3o se articulam com nada e que indicam o gozo do Um\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Ao avan\u00e7ar para o sintoma, nos lembra da elabora\u00e7\u00e3o freudiana do sintoma enquanto realiza\u00e7\u00e3o de desejo e como satisfa\u00e7\u00e3o pulsional. Enquanto Lacan, retomar\u00e1 ao longo de seu ensino, o sintoma como uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, uma mensagem dirigida ao Outro. Por isso, ao introduzir o \u201ch\u201d no sinthoma, Lacan nos indica que a letra \u00e9 aquilo que se infiltra na palavra, assim,\u00a0<em>\u201clocaliza uma forma de gozar do corpo, disjunto do Outro, \u00edndice da presen\u00e7a do Um e da aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Com essa constru\u00e7\u00e3o, Maria Silvia abre a pergunta: Seria poss\u00edvel considerar que o sinthoma est\u00e1 presente no sintoma, assim como a letra est\u00e1 presente no significante?[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Leia+&#8221; color=&#8221;default&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Febp.org.br%2Fsul%2Falguns-comentarios-sobre-falar-sobre-o-que-nao-existe%2F|title:Argumento%20%E2%80%93%202%C2%AA%20Jornada%20da%20Se%C3%A7%C3%A3o%20Sul&#8221;][vc_separator][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/span><\/h3>\n<p><em>Pela Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas: Fl\u00e1via C\u00eara, Gustavo Ramos, Licene Garcia, Fernanda Baptista, Valesca Miranda Lopes, Teresa Pavone (coordenadora)<\/em><\/p>\n<p><strong>LACAN, Jacques<\/strong>.\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>: &#8230;ou pior. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/p>\n<p>&#8220;Sem d\u00favida, o ser falante \u00e9 alguma coisa, talvez sim. O que \u00e9 o que ele n\u00e3o \u00e9? Acontece que esse ser \u00e9 absolutamente inapreens\u00edvel. E \u00e9 ainda mais inapreens\u00edvel por ser for\u00e7ado a passar pelo s\u00edmbolo para se sustentar. Um ser, quando vem a ser apenas pelo s\u00edmbolo, \u00e9 justamente um ser sem ser. Pelo simples fato de falarem, voc\u00eas todos participam desse ser sem ser. Em contrapartida, o que se sustenta \u00e9 a exist\u00eancia, na medida em que existir n\u00e3o \u00e9 ser, \u00e9 depender do Outro.&#8221; (p. 103).[\/vc_column_text][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">FRAGMENTOS OUTROS<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Juliana Rego Silva<\/em><\/h6>\n<p>A queda (Ana Martins Marques)*<\/p>\n<p>As palavras<br \/>\nfaltam<br \/>\nquando mais<br \/>\nse precisa<br \/>\ndelas<br \/>\ns\u00e3o apenas<br \/>\na sombrinha<br \/>\ndo equilibrista<br \/>\najudam<br \/>\ntalvez<br \/>\nmas n\u00e3o salvam<br \/>\nfaltam<br \/>\nquando mais<br \/>\nse precisa delas<br \/>\nse voc\u00ea cair<br \/>\nde uma grande altura<br \/>\npor mais bonita<br \/>\nque seja a sua sombrinha<br \/>\nn\u00e3o conte com ela<br \/>\npara amortecer<br \/>\na queda<\/p>\n<p>*Extra\u00eddo do livro Da arte das armadilhas,<br \/>\nCompanhia das Letras, 2011.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;3078&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][vc_column_text]Perguntas, quest\u00f5es, breves textos (at\u00e9 1000 caracteres s\/espa\u00e7o), poemas, artes, etc.<br \/>\nAo e-mail:\u00a0<a href=\"mailto:jornadaebpsul@gmail.com\">jornadaebpsul@gmail.com<\/a><br \/>\nAssunto: Divulga\u00e7\u00e3o[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1625920951172{background-color: #bdbdbd !important;}&#8221;][vc_column][vc_single_image image=&#8221;3066&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_column_text]\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>Diretora EBP Se\u00e7\u00e3o Sul:<\/strong>\u00a0Louise Lhullier (EBP\/AMP).<br \/>\n<strong>Diretora II Jornada:<\/strong>\u00a0Nohem\u00ed Brown (EBP\/AMP)<br \/>\n<strong>Comiss\u00e3o do Boletim:<\/strong>\u00a0Mariana Zelis (EBP\/AMP) &#8211; coordenadora, Adriana Rodrigues (EBP\/AMP) ,<br \/>\nJuliana Rego Silva e Licene Garcia.<br \/>\n<strong>Designer:<\/strong>\u00a0<a href=\"mailto:sennabruno@gmail.com\">Bruno Senna<\/a><\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3067\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/estrut_boletim-03.png\" alt=\"\" width=\"134\" height=\"47\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] [\/vc_column_text][vc_column_text] #01 &#8211; Julho 2021 [\/vc_column_text][vc_column_text] EDITORIAL Por Mariana Zelis &#8211; Coordenadora da Comiss\u00e3o de Divulga\u00e7\u00e3o Lan\u00e7amos hoje\u00a0Bricolagens, o primeiro boletim da nossa 2a Jornada da EBP Se\u00e7\u00e3o Sul:\u00a0 \u201cFalar sobre o que n\u00e3o existe, do gozo do sentido \u00e0s bricolagens poss\u00edveis\u201d. 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