{"id":9435,"date":"2023-10-18T07:59:50","date_gmt":"2023-10-18T10:59:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=9435"},"modified":"2023-10-18T07:59:50","modified_gmt":"2023-10-18T10:59:50","slug":"carnavalizacao-do-riso-de-uma-psicanalise-menipeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/carnavalizacao-do-riso-de-uma-psicanalise-menipeia\/","title":{"rendered":"Carnavaliza\u00e7\u00e3o do riso de uma psican\u00e1lise menipeia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9436\" aria-describedby=\"caption-attachment-9436\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9436\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-002_001.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-002_001.png 567w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-002_001-300x244.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9436\" class=\"wp-caption-text\">Abelardo Barbosa (Chacrinha). Acervo\/Globo \u2014 Foto: Globo<br \/>Fonte: https:\/\/memoriaglobo.globo.com\/entretenimento\/auditorio-e-variedades\/cassino-do-chacrinha\/noticia\/cassino-do-chacrinha.ghtml<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Cleyton Andrade<br \/>\nMembro da EPB e AMP<\/h6>\n<p>J\u00e1 riu do Dino hoje? Demos boas risadas com ele nas in\u00fameras vezes em que compareceu ao Senado Federal no primeiro semestre de 2023. Isso rendeu uma s\u00e9rie de v\u00eddeos, memes, etc, que surfaram nos risos provocados al\u00ed.<\/p>\n<p>Num di\u00e1logo entre Tiqu\u00edades e F\u00edlocles, numa cidade no oriente do Imp\u00e9rio Romano, a respeito da ades\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o das pessoas em torno da mentira, o primeiro relata ao segundo uma s\u00e9rie de conversas ocorridas na casa de \u00caucrates envolvendo diversos outros convidados. Cleodemo conta como se deve curar uma doen\u00e7a coletando, com a m\u00e3o esquerda, o dente de uma fuinha enrolando-o na pele de um le\u00e3o amarrando em volta da perna para parar a dor<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Transcorre uma discuss\u00e3o se n\u00e3o deveria ser com a pele de uma f\u00eamea de veado ainda virgem, devido \u00e0 sua velocidade inquestion\u00e1vel, e, por outro lado, pelo fato da gordura e da juba do le\u00e3o, apesar de serem eficientes para outras enfermidades, com certeza n\u00e3o seria a melhor indica\u00e7\u00e3o para uma doen\u00e7a nos p\u00e9s. Cleodemo diz que um s\u00e1bio da L\u00edbia disse que le\u00f5es s\u00e3o mais velozes que veados, sen\u00e3o n\u00e3o os ca\u00e7ariam. Acompanhando a discuss\u00e3o, Tiqu\u00edades interv\u00e9m dizendo que tais doen\u00e7as n\u00e3o poderiam ser curadas assim nem que se \u201cenrolasse dezesseis fuinhas na pele do le\u00e3o de Nemeia ca\u00e7ado e morto pelo pr\u00f3prio H\u00e9racles!\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. E ainda acrescenta: \u201cEu mesmo j\u00e1 vi muitas vezes um le\u00e3o mancando de dor mesmo que estivesse todo envolto na sua pr\u00f3pria pele!\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Seguiu-se quase um simp\u00f3sio grego improvisado entre os participantes, todos disc\u00edpulos de Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e de outras escolas filos\u00f3ficas. O empenho era na tentativa de demov\u00ea-lo de sua incredulidade. Dentre os argumentos, relatam que Gl\u00e1ucio, ap\u00f3s receber uma heran\u00e7a, apaixonou-se por Cr\u00edsis. Para ajud\u00e1-lo, recorreram a um mago hiperb\u00f3reo do P\u00f3lo Norte que indicou uma magia com grande complexidade. Era preciso esperar a lua cheia, fazer um buraco no ch\u00e3o \u00e0 meia-noite, invocar o pai do jovem, depois H\u00e9cate para que viesse dos infernos com C\u00e9rbero, baixar a lua na terra, evocar uma forma de mulher que se tranforma em uma bela vaca e depois em um filhote de c\u00e3o<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Vou poupar-lhes dos detalhes tanto para n\u00e3o cans\u00e1-los quanto para evitar que saiam por a\u00ed cavando buracos em noite de lua cheia&#8230; Enfim, o mago modelou um Cupido de argila e ordenou: \u201cVai e traz Cr\u00edsis!\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. E n\u00e3o \u00e9 que a imagem saiu voando e trouxe-a para os bra\u00e7os e para a cama de Gl\u00e1ucio!<\/p>\n<p>Ouvindo tudo isso com aten\u00e7\u00e3o, Tiqu\u00edades faz a r\u00e9plica: \u201cconhe\u00e7o essa Cr\u00edsis de quem voc\u00ea est\u00e1 falando (&#8230;) e n\u00e3o vejo por que voc\u00eas tiveram que usar um embaixador de argila , um mago hiperb\u00f3reo e a pr\u00f3pria lua, sendo que era poss\u00edvel ela ser levada para onde voc\u00eas quiserem (&#8230;) por vinte dracmas! Essa mulher d\u00e1-se muito bem com esse tipo de f\u00f3rmula m\u00e1gica \u2013 umas moedas\u201d <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o que confere uma grande import\u00e2ncia ao di\u00e1logo na literatura, em contraposi\u00e7\u00e3o ao mon\u00f3logo. A literatura faz um apelo polif\u00f4nico, um apelo ao di\u00e1logo, \u00e0 inclus\u00e3o e implica\u00e7\u00e3o de um ouvinte que potencializa a conversa\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio da forma monol\u00f3gica da concentra\u00e7\u00e3o do falante em si mesmo e no objeto do qual se prop\u00f5e falar. O mon\u00f3logo \u00e9 s\u00e9rio nos textos da lei, no discurso cient\u00edfico, na teoria, discursos religiosos, etc. O dogmatismo \u00e9 monol\u00f3gico. Para Bakhtin, o enunciado, segundo sua fun\u00e7\u00e3o, pode ser cotidiano, cient\u00edfico, etc; e quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o ouvinte, pode ser, por exemplo, di\u00e1logo ou mon\u00f3logo<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Para Bakhtin a dialogicidade do discurso, justamente devido \u00e0 sua polifonia, ao envolver a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com a realidade numa aur\u00e9ola estilistica, modifica essa rela\u00e7\u00e3o. A conversa\u00e7\u00e3o, a dialogicidade com o interlocutor determina tanto o discurso quanto a rela\u00e7\u00e3o com o objeto, com a realidade<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.\u00a0 Se no mon\u00f3logo se concentra mais na l\u00f3gica das formula\u00e7\u00f5es, no di\u00e1logo o interlocutor \u00e9 um elemento determinante do pr\u00f3prio discurso. Da\u00ed uma necessidade hist\u00f3rica de dialogiza\u00e7\u00e3o do mon\u00f3logo<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Bakhtin<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> ao analisar a po\u00e9tica de Dostoi\u00e9vsky chama a aten\u00e7\u00e3o que o romance polif\u00f4nico desse autor n\u00e3o tomou o divertido e o c\u00f4mico como um fim, embora se valesse da combina\u00e7\u00e3o de duas raizes da antiguidade: o di\u00e1logo socr\u00e1tico e as s\u00e1tiras menipeias.<\/p>\n<p>Estamos acostumados a ler O Banquete, como texto do campo do s\u00e9rio. Na psican\u00e1lise, habitualmente lemos estes textos com a seriedade que expulsa o riso pr\u00f3prio a este g\u00eanero, ignorando o aspecto carnavalesco do aparecimento dos seres hermafroditas e esf\u00e9ricos, para ficar em um pequeno exemplo. Os di\u00e1logos socr\u00e1ticos s\u00e3o inseridos no g\u00eanero do s\u00e9rio-c\u00f4mico, sendo impregnados de uma cosmovis\u00e3o carnavalesca que se caracteriza por colocar a imagem e a palavra numa rela\u00e7\u00e3o especial com a realidade<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Mesmo que ainda portem elementos ret\u00f3ricos, estes sofrem influ\u00eancia do \u201cclima de alegre relatividade da cosmovis\u00e3o carnavalesca: debilitam-se a sua seriadade ret\u00f3rica unilateral, a racionalidade, a univocidade e o dogmatismo\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. O s\u00e9rio-c\u00f4mico toma o cotidiano como ponto de formaliza\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o da realidade, modificando-a. Neste g\u00eanero se destacam a pluralidade de estilos, a variedade de vozes, a politonalidade da narra\u00e7\u00e3o fundindo sublime e vulgar, s\u00e9rio e c\u00f4mico, <em>pathos<\/em> e <em>logos<\/em>.<\/p>\n<p>Os dois procedimentos do di\u00e1logo socr\u00e1ticos s\u00e3o a s\u00edncrise \u2013 confronta\u00e7\u00e3o de diferentes pontos de vista \u2013 e a an\u00e1crise \u2013 met\u00f3do pelo qual se provocam as palavras do interlocutor para faz\u00ea-lo falar; uma forma de provocar a palavra com a palavra \u2013 operam em meio \u00e0 cosmovis\u00e3o carnavalesca que abala os semblantes e o Outro.<\/p>\n<p>O outro g\u00eanero \u00e9 a menipeia, que tem como seu principal nome o autor dos di\u00e1logos que eu trouxe no in\u00edcio, Luciano de Samosata, que viveu no s\u00e9culo II. As menipeias sofrem influ\u00eancia direta do folclore carnavalesco e marcaram a literatura crist\u00e3 antiga e medieval. Durante o Renascimento talvez tenha sido o g\u00eanero mais importante. Nelas o elemento c\u00f4mico \u00e9 acentuado e atrelado \u00e0s fantasias mais audaciosas, \u00e0 desmedida, sempre para criar situa\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias que se materializem na figura de um her\u00f3i \u00e0 procura da verdade. As menipeias s\u00e3o as aventuras da ideia ou da verdade no mundo<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Tudo isso combinado com um naturalismo do submundo. Seu locus s\u00e3o as grandes estradas, bord\u00e9is, tabernas, covis de ladr\u00f5es, feiras, pris\u00f5es, orgias er\u00f3ticas, cultos secretos, perfazendo a ideia de uma esp\u00e9cie de salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos em que a ideia n\u00e3o teme o ambiente do submundo nem a sujeira da vida<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. Na menipeia triunfam as s\u00edncrises, ou seja, o confronto com os problemas derradeiros do mundo, seja na terra, no Olimpo, nos infernos, de tal modo que o limite se apresenta como correspondente ao campo da \u00e9tica. A palavra inoportuna por sua franqueza ir\u00f4nica al\u00e9m de provocar riso desmascara e profana o sagrado, viola a etiqueta, desmorona o poder e desestabiliza o saber ao eliminar de modo carnavalesco, a dist\u00e2ncia entre os seres, quebrando as hierarquias<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>O riso carnavalesco \u00e9 ambivalente e relaciona com o riso ritual\u00edstico que se volta para o supremo achincalhando-o, ridicularizando-o para provocar sua renova\u00e7\u00e3o. Ridiculariza\u00e7\u00e3o e j\u00fabilo como performance da morte e renascimento<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. O riso se mostra eficaz naquilo que era inacess\u00edvel ao s\u00e9rio.<\/p>\n<p>O mon\u00f3logo da <em>apparola<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><strong>[17]<\/strong><\/a><\/em> implica que se a interpreta\u00e7\u00e3o sugerir que h\u00e1 um querer dizer alguma coisa, ela mostra que n\u00e3o se quer dizer nada. \u201cPara reencontrar o <em>isto quer gozar<\/em>, \u00e9 necess\u00e1rio passar pelo <em>isto n\u00e3o quer dizer nada<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>, e neste caso, a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica deve estar do lado da escrita. Sendo assim, tudo que eu disse sobre o di\u00e1logo e o riso estariam caducos?<\/p>\n<p>N\u00e3o! Tanto o di\u00e1logo socr\u00e1tico quanto as menipeias, por suas rela\u00e7\u00f5es com o carnavalizado demonstram que os discursos n\u00e3o passam de semblantes. N\u00e3o se inscrevem no Outro, mas apontam que o Outro n\u00e3o existe e que o la\u00e7o social \u00e9 uma escroqueria<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>. A quest\u00e3o \u00e9 que se o mon\u00f3logo da <em>apparola<\/em>, o mon\u00f3logo do gozo \u00e9 fundamental na cl\u00ednica, n\u00e3o chegaremos l\u00e1 com mon\u00f3logos, nem com peles de le\u00f5es, ou magos hiperb\u00f3reos. Seja na cl\u00ednica, nas conversa\u00e7\u00f5es, jornadas ou na forma\u00e7\u00e3o permanente, talvez precisemos de dialogicidade, menipeias, polifonias, n\u00e3o perdendo de vista o campo do s\u00e9rio-c\u00f4mico como correlato de uma cl\u00ednica ir\u00f4nica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> SAMOSATA, L. (autor do sec. II d.C.). <em>Os amigos da mentira. <\/em>Belo Horizonte: Fino Tra\u00e7o, 2014.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 29<em>.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid. <\/em>p. 30.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> BAKHTIN, M. <em>Os g\u00eaneros de discurso. <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> BAKHTIN, M. <em>Problemas da po\u00e9tica de Dostoi\u00e9vsk<\/em>i. 5\u00aa ed. Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 112.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> MILLER, J.-A. \u201cO mon\u00f3logo da apparola\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise.<\/em> S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia, n\u00b0 23, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> <em>Ibid<\/em>, 76.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> MILLER, J-A<em>. \u201c<\/em>Cl\u00ednica Ir\u00f4nica\u201d<em>. In: Matemas I<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleyton Andrade Membro da EPB e AMP J\u00e1 riu do Dino hoje? Demos boas risadas com ele nas in\u00fameras vezes em que compareceu ao Senado Federal no primeiro semestre de 2023. Isso rendeu uma s\u00e9rie de v\u00eddeos, memes, etc, que surfaram nos risos provocados al\u00ed. 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