{"id":9426,"date":"2023-10-18T07:59:50","date_gmt":"2023-10-18T10:59:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=9426"},"modified":"2023-10-18T15:38:29","modified_gmt":"2023-10-18T18:38:29","slug":"a-arte-como-terceiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-arte-como-terceiro\/","title":{"rendered":"A arte como terceiro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9427\" style=\"color: var(--wpex-text-2);\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-005_001.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-005_001.png 567w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-005_001-300x200.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/gaio006-005_001-391x260.png 391w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<p>A Fonte (1919), Marcel Duchamp.<\/p>\n<h6>Flavia Corpas<br \/>\nCoordenadora da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das XII Jornadas da EBP Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo<\/h6>\n<h6>Patr\u00edcia Ferranti Bichara<br \/>\nCoordenadora da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das XII Jornadas da EBP Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo &#8211; Membro da EBP\/AMP<\/h6>\n<p>Neste \u00faltimo Boletim Gaio, gostar\u00edamos de depositar, compartilhar e, quem sabe, transmitir algo que extra\u00edmos do trabalho na Coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das XII Jornadas R.I.S.o. Comiss\u00e3o nova e desafiadora, que relan\u00e7ou quest\u00f5es sobre a articula\u00e7\u00e3o entre arte e psican\u00e1lise, tendo como mote o riso e sua pluralidade no que interessa \u00e0 psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/p>\n<p><strong>Arte para qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo e dramaturgo franc\u00eas Alain Badiou nos diz que a \u201crela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e arte \u00e9 sempre um servi\u00e7o oferecido apenas \u00e0 psican\u00e1lise. Um servi\u00e7o gratuito da arte\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Nos atreveremos a deslocar essa afirma\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica maior proposta por ele, para ficar apenas com a ideia de que a psican\u00e1lise se serve da arte, e n\u00e3o o oposto, o que descambaria, como demarca o pr\u00f3prio fil\u00f3sofo, para uma psican\u00e1lise aplicada \u00e0 arte, nada mais distante do que prop\u00f5em Freud e Lacan.<\/p>\n<blockquote><p>Interpretar a arte \u00e9 o que Freud sempre descartou, sempre repudiou; o que chamam psican\u00e1lise da arte \u00e9 ainda mais descart\u00e1vel que a famosa psicologia da arte, que \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o delirante. A arte temos que tom\u00e1-la como modelo, como modelo para uma outra coisa, quer dizer, para fazer dela esse terceiro que ainda n\u00e3o est\u00e1 classificado, esse algo que se apoia na ci\u00eancia de um lado e por outro toma arte como modelo.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto, atravessar o campo de tens\u00e3o entre arte e psican\u00e1lise, ainda que possa abrir caminhos para a arte, como atestam pensadores deste campo \u2013 Didi-Huberman, Hal Foster, Hubert Dasmich, Rosalind Krauss, para citar alguns \u2013 para n\u00f3s psicanalistas \u00e9 da experi\u00eancia anal\u00edtica e do discurso anal\u00edtico que se trata.<\/p>\n<p><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o, <em>ready made<\/em> e <em>Witz<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em \u201cA terceira\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, Lacan afirma que a interpreta\u00e7\u00e3o sempre deve ser o <em>ready made<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em>, inven\u00e7\u00e3o do artista franc\u00eas Marcel Duchamp, cujo percurso segue pela via do humor e ironia. \u201cNossa interpreta\u00e7\u00e3o deve visar o essencial no jogo de palavras, para n\u00e3o ser aquela que nutre de sentido o sintoma\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio<\/em> 24<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a>, Lacan aproxima a interpreta\u00e7\u00e3o da escrita po\u00e9tica e do <em>Witz<\/em>. Se a poesia pode servir de inspira\u00e7\u00e3o ao analista, ele nos adverte de que n\u00e3o se trataria daquilo que, da poesia, se articularia \u00e0 no\u00e7\u00e3o de belo, t\u00e3o comumente associada \u00e0 arte \u2013 a despeito de todas as tor\u00e7\u00f5es j\u00e1 operadas pela arte contempor\u00e2nea, como \u00e9 o caso do <em>ready made<\/em>. \u201cN\u00e3o temos nada a dizer de belo. \u00c9 de uma outra resson\u00e2ncia que se trata, a ser fundada no chiste. Um chiste n\u00e3o \u00e9 belo. Ele se ocupa de um equ\u00edvoco\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Neste sentido, poder\u00edamos dizer que haveria algum parentesco entre o <em>Witz<\/em> e o <em>ready made<\/em>, em termos de acontecimento, o riso testemunhado no corpo, e no modo singular do uso da linguagem, num ro\u00e7ar, num sussurro de <em>lalingua<\/em>?<\/p>\n<p><strong>O <em>Witz<\/em> e suas rela\u00e7\u00f5es com o inconsciente real<\/strong><\/p>\n<p>Na cena psicanal\u00edtica inaugurada por Freud, o riso estreia pela via do <em>Witz<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong>[8]<\/strong><\/a><\/em>. Interrogando os saberes da psicologia e da est\u00e9tica, fazendo uma articula\u00e7\u00e3o entre linguagem e inconsciente, Freud busca o que h\u00e1 de espec\u00edfico no chiste, \u201ccuja qualidade e sentimento de satisfa\u00e7\u00e3o mostrado por aquele que ri \u2013 Freud insiste nisso \u2013 vem essencialmente do material lingu\u00edstico\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Um chiste produz riso e ganho de prazer. Do que se trata? Abre-se assim, a problem\u00e1tica do riso para Outra cena, o inconsciente freudiano.<\/p>\n<p>Com Lacan, temos um segundo ato, cujo desfecho articula o <em>Witz<\/em> e a interpreta\u00e7\u00e3o fora do sentido. Contudo, n\u00e3o se trata apenas de Outra cena, h\u00e1 algo a mais: n\u00e3o estamos mais na primeira t\u00f3pica de Freud, e sim no \u00faltimo ensino de Lacan, que nos conduz ao inconsciente real.<\/p>\n<p>Marcus Andr\u00e9 Vieira<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> demonstra com Lacan que o chiste produz uma nomea\u00e7\u00e3o que abre uma porta: \u00e9 passagem a Outra cena. Mas por ser uma nomea\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m produz um a mais, uma via ao gozo. No <em>Witz<\/em> encontramos o que precisa ser dito, mas n\u00e3o se podia dizer e, ao mesmo tempo, o gozo. \u201c\u00c9 preciso examinar a Outra cena, face hist\u00f3rica, transferencial do inconsciente que a porta do chiste nos abre, assim como o \u201cnada a mais a encontrar\u201d do gozo [&#8230;], o inconsciente real\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Como passagem a Outra cena, o <em>Witz <\/em>nos d\u00e1, por\u00e9m, a chance de pegar algo da experi\u00eancia com o gozo e descarreg\u00e1-lo no riso. Parece que \u00e9 justamente por isso que, pela via da intepreta\u00e7\u00e3o como <em>Witz<\/em>, uma an\u00e1lise tende a aumentar o n\u00famero de risadas.<\/p>\n<p><strong>O <em>ready made<\/em> e a \u00e9poca do fim do belo<\/strong><\/p>\n<p>Durante muito tempo a arte funcionou como produtora de um objeto particular e idealizado no interior do que Lacan chamou de barreira do belo<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 encobrir o verdadeiro<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, que neste contexto pode ser entendido como a \u201cverdade\u201d sobre o gozo maci\u00e7o, n\u00e3o simboliz\u00e1vel, atribu\u00eddo ao real e \u00e0 Coisa. Mas, ao mesmo tempo, a arte responde a uma exig\u00eancia contradit\u00f3ria. Trata-se da fun\u00e7\u00e3o v\u00e9u, \u201ccobrindo e deixando adivinhar, ao mesmo tempo, o caos interno sob o qual se apresenta para o sujeito seu organismo e o horror do corte que nele efetua o sistema significante\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Como demarca Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse, hoje a barreira do belo acabou: \u00e9 o objeto <em>a,<\/em> sem v\u00e9u, que se adianta. H\u00e1 um corte operado pela arte contempor\u00e2nea, especificamente com Duchamp, considerado um dos seus precursores. Os objetos da arte contempor\u00e2nea ultrapassaram a barreira do belo.<\/p>\n<p>A idealiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governa mais a abordagem que a arte faz do objeto pulsional, este que \u201ccorre entre os objetos comuns e anima nosso mundo, nossos corpos, nossos h\u00e1bitos, nossos estilos de vida e, portanto, nossos modos de gozo<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Na verdade, h\u00e1 um bom tempo, os artistas j\u00e1 nos ensinam quanto \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es das modalidades de gozar de uma determinada \u00e9poca<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>O objeto da arte n\u00e3o se apresenta mais como <em>agalma<\/em>, e sim a partir do objeto comum. Interpretando os objetos comuns, o artista os separa e os articula aos objetos <em>a<\/em>, interrogando os nossos modos de gozo<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p>Ressoam aqui as palavras de Lacan: \u201cN\u00e3o temos nada a dizer de belo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Produzir ondas: ressoar<\/strong><\/p>\n<p>De que outra resson\u00e2ncia se trata, a ser fundada no chiste, e que diz respeito \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o? Aqui o <em>ready made<\/em> nos ajuda, j\u00e1 que nos ensina que a interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica deve se sustentar no jogo de palavras, para n\u00e3o ser aquela que nutre o sentido. A interpreta\u00e7\u00e3o, nos diz Lacan, n\u00e3o se presta \u00e0 compreens\u00e3o, tal como o <em>ready made<\/em>, a poesia, enfim, a arte, ela \u201c\u00e9 feita para produzir ondas\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>Um chiste se ocupa de um equ\u00edvoco, assim como um sonho e um ato falho. Contudo, diferente das outras forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, nos reconhecemos no chiste porque ele comporta <em>lal\u00edngua<\/em><a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>. O <em>Witz<\/em>, aquilo que se diz a partir do inconsciente, participa do equ\u00edvoco que \u00e9 seu princ\u00edpio, ou seja, a equival\u00eancia do som e do sentido<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>. O som aqui deve ser tomado n\u00e3o como registro sonoro, mas pelas vias da voz como objeto <em>a<\/em>, \u201ctudo aquilo que do significante, n\u00e3o concorre para o efeito de significa\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>.<\/p>\n<p>Ressoar, som e fora do sentido, estas parecem ser as vias pelas quais o <em>Witz<\/em> ecoa a surpresa, o inesperado, o absurdo que ele introduz ao manejar o material lingu\u00edstico espec\u00edfico e singular do qual se ocupa a psican\u00e1lise, a palavra em sua dimens\u00e3o de letra e <em>lalingua<\/em>.<\/p>\n<p>Segundo Miller<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a>, o <em>Witz<\/em> [<em>mot d\u2019esprit<\/em>], \u201c\u00e9 uma forma de esp\u00edrito que n\u00e3o se eleva at\u00e9 o alto, mas se articula essencialmente na letra. Se h\u00e1 um esp\u00edrito da psican\u00e1lise, ele est\u00e1 articulado, enraizado na letra\u201d.<\/p>\n<p>Concha Lech\u00f3n<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> destaca a homofonia for\u00e7ada por Lacan em \u201cO aturdito\u201d entre riso [<em>rie<\/em>] e nada [<em>rien<\/em>], coloca\u00e7\u00e3o que vem na esteira do neologismo de Dem\u00f3crito para descrever o \u00e1tomo, <em>den,<\/em> o menos que nada. Assim, ela nos lembra que Lacan estaria jogando com o riso e o nada, esse nada do qual nos aproxima o percurso anal\u00edtico, em suas voltas com o que causa o desejo, fazendo com que uma letra caia e, assim, se ri.<\/p>\n<p>O som se propaga em ondas, perturba\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, segundo a f\u00edsica. E o que nos testemunham Dalila Arpin e Esthela Solano<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a>, em situa\u00e7\u00f5es que o riso irrompe em uma an\u00e1lise, \u00e9 que rir pode dar a maior onda.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> BADIOU, A. <em>Pequeno Manual de Inest\u00e9tica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade. 2002, p. 18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. O <em>Semin\u00e1rio, livro 21: os n\u00e3o-tolos erram<\/em>. Aula de 09 de abril de 1974. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. \u201cA Terceira\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba 62. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2011, p. 25.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Objetos manufaturados, como um porta-garrafa, uma p\u00e1 de neve ou uma roda de bicicleta, \u201caos quais Duchamp atribuiu o status de obras de arte pelo simples fato de escolh\u00ea-los e assin\u00e1-los\u201d. (TOMKINS, C. <em>Duchamp: uma biografia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 23). Ainda que possamos recorrer a esta defini\u00e7\u00e3o, Duchamp afirmava que \u201co curioso sobre o <em>ready made<\/em> \u00e9 que eu nunca arrumei uma defini\u00e7\u00e3o ou explica\u00e7\u00e3o que me deixasse totalmente satisfeito\u201d (<em>Ibid.<\/em>, p. 181), ou seja, trata-se de algo que escapa ao sentido estabilizado. A esta impossibilidade, Duchamp chamou de jogo entre \u201ceu\u201d e \u201cmim\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> LACAN, J. \u201cA Terceira\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba 62. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2011, p. 25.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cRumo ao significante novo\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 22, ago.1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>, p.11.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> FREUD, S. \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d. <em>In: Obras Completas<\/em> volume 7: Companhia das Letras, 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> FREUD, S. \u201c<em>Conferencias y charlas en universidades norte-americanas\u201d<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.lacanterafreudiana.com.ar\/2.5.1.26%20%20%20%20CONFERENCIAS%20Y%20CHARLAS%20EN%20UNIVERSIDADES%20NORTEAMERICANAS,%201975.pdf\">https:\/\/www.lacanterafreudiana.com.ar\/2.5.1.26%20%20%20%20CONFERENCIAS%20Y%20CHARLAS%20EN%20UNIVERSIDADES%20NORTEAMERICANAS,%201975.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> VIEIRA. M. A. \u201cRir-se\u201d. <em>In: Gaio#5 Boletim Eletr\u00f4nico das XII Jornadas da EBP<\/em> \u2013 Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> <em>Ibid.<\/em>, p. 7.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 265.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> BROUSSE, M. H. \u201cO objeto de arte na \u00e9poca do fim do belo: do objeto ao abjeto\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba. 52, 2008, p. 174.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> BROUSSE, M. H. \u201cConfer\u00eancias de Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse\u201d. <em>In: Arquivos da Biblioteca<\/em>, v.5, 2008, p. 54.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> BROUSSE, M. H. \u201cO objeto de arte na \u00e9poca do fim do belo: do objeto ao abjeto\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba. 52, 2008, p. 173.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> LACAN, J. <em>Conferencias y charlas en universidades norte-americanas<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.lacanterafreudiana.com.ar\/2.5.1.26%20%20%20%20CONFERENCIAS%20Y%20CHARLAS%20EN%20UNIVERSIDADES%20NORTEAMERICANAS,%201975.pdf\">https:\/\/www.lacanterafreudiana.com.ar\/2.5.1.26%20%20%20%20CONFERENCIAS%20Y%20CHARLAS%20EN%20UNIVERSIDADES%20NORTEAMERICANAS,%201975.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> LACAN, J. <em>Semin\u00e1rio 24: <\/em><em>L\u00b4insu que sait de l\u00b4une-beuve s\u00b4aile \u00e0 mourre<\/em>. Aula de 16 de novembro de 1976.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Ressaltamos aqui uma aproxima\u00e7\u00e3o entre o chiste e a poesia, que como demarca Lacan tamb\u00e9m une, estritamente, o som e o sentido (Lacan, J. \u201cRumo ao significante novo\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba 22, 1998, p. 11).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> MILLER. J-A. \u201cLacan e a voz\u201d. <em>In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line nova s\u00e9rie<\/em>. Ano 4, n\u00famero 11, julho 2013. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/nranterior\/numero11\/texto1.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> LACAN, J. <em>Los Divinos Detalhes<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010, p. 9.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> LECH\u00d3N C. Pai-versamente orientado. <em>In: Scilicet: A Mulher N\u00e3o Existe<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2022, p. 104.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> BATISTA, M. C. D. <em>et al<\/em>. \u201cEixo III: Modos de usar ou manual do riso na cl\u00ednica\u201d. <em>In: Gaio#4 Boletim Eletr\u00f4nico das XII Jornadas da EBP<\/em> \u2013 Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo, p. 17.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fonte (1919), Marcel Duchamp. 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