{"id":9207,"date":"2023-09-24T18:22:14","date_gmt":"2023-09-24T21:22:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7417"},"modified":"2023-09-24T18:22:14","modified_gmt":"2023-09-24T21:22:14","slug":"editorial-gaio-5-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/editorial-gaio-5-2\/","title":{"rendered":"Editorial Gaio #5"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7418\" aria-describedby=\"caption-attachment-7418\" style=\"width: 465px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7418\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/gaio005_001-1.png\" alt=\"\" width=\"465\" height=\"587\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7418\" class=\"wp-caption-text\">Instagram: @monicapiloni<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em>Niraldo de Oliveira Santos<br \/>\n<\/em><em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>Chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o #5 do Boletim Gaio, o que indica que estamos, aproximadamente, a um m\u00eas das Jornadas R.I.S.o. Do lan\u00e7amento, no m\u00eas de abril, at\u00e9 aqui, foram muitas as vias abertas em torno do tema. Um apanhado de perguntas, hip\u00f3teses e elabora\u00e7\u00f5es, vindo de diversos colegas da EBP e do Campo Freudiano, deu corpo aos n\u00fameros anteriores do Gaio e pode ser lido e utilizado na produ\u00e7\u00e3o dos muitos trabalhos enviados para as Mesas Simult\u00e2neas. O tema, como hav\u00edamos apostado desde o momento inicial, p\u00f4de provocar resson\u00e2ncias e causou o desejo de investiga\u00e7\u00e3o em nossa comunidade.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o atual, esta verve n\u00e3o s\u00f3 se manteve \u00e0 altura, como j\u00e1 aponta para o que ser\u00e3o nossas discuss\u00f5es durante as Jornadas. Vejamos&#8230;<\/p>\n<p>Na rubrica <strong>Escrita Gaia<\/strong>, o texto de Marcus Andr\u00e9 Vieira (EBP\/AMP) traz contribui\u00e7\u00f5es contundentes acerca do riso em nossa \u00e9poca pois, como nos diz Marcus, \u00e9 um \u201ctema inesgot\u00e1vel e essencial em nossos dias\u201d. No texto, \u00e9 o valor do riso (sua fun\u00e7\u00e3o e seus usos tanto na cultura quanto na cl\u00ednica psicanal\u00edtica) que MAV destaca, e que transformo em perguntas para agu\u00e7ar o interesse do leitor: \u00c9 poss\u00edvel abordar o chiste a partir de sua fun\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o? \u00c9 poss\u00edvel produzir um significante de gozo \u201ccoletivo\u201d? O \u201criso em si\u201d abre a porta para o inconsciente real? O chiste pode fazer fun\u00e7\u00e3o de borda, com efeitos de litoral? O riso, quando os S<sub>1 <\/sub>se apresentam como antici\u00eancia e n\u00e3o mais apoiados na cren\u00e7a no pai, aponta para uma poss\u00edvel vit\u00f3ria sobre o supereu e sobre o gozo do discurso capitalista? Trata-se, de acordo com Marcus, da defens\u00e1vel tese lacaniana de que uma an\u00e1lise tende a aumentar o n\u00famero de risadas. Vale a pena apostar!<\/p>\n<p>Cassandra Dias Farias (EBP\/AMP) pondera: \u201cRir de tudo \u00e9 desespero\u201d, lembrando, em seu texto, as vertentes do humor e do riso na segrega\u00e7\u00e3o e na psicose, mostrando a\u00ed o \u00edndice do real no riso. Cassandra nos mostra, a partir da arte (m\u00fasica e teatro), a import\u00e2ncia do car\u00e1ter <em>moebiano<\/em> entre pranto e riso, tecendo uma esp\u00e9cie de elogio \u00e0 altern\u00e2ncia. \u00c9 tamb\u00e9m pela via da arte (literatura) que Fl\u00e1via Leibovitz (Associada ao CLIN-a) retoma a articula\u00e7\u00e3o entre o riso e o fora (tamb\u00e9m furo) do sentido, evidenciando este aspecto do riso que pode cingir algo do gozo. Com o texto \u201cViva o humor, porque, sem o humor n\u00e3o haveria humoristas!\u201d nossas colegas integrantes da Comiss\u00e3o de Livraria &#8211; Perp\u00e9tua Gon\u00e7alves e Priscila Viviani \u2013 retomam Freud e destacam a import\u00e2ncia do humor para o la\u00e7o social, uma \u201cconex\u00e3o\u201d que, por vezes, em sua face pol\u00edtica, \u00e9 bem sucedido em mobilizar os mais diversos afetos. As autoras destacam a obra de Alfred Jarry, \u201cUbu Rei\u201d, para mostrar que o riso \u201cpode nos ajudar a atravessar as estradas escuras\u201d, tanto por aqui quanto na \u201cPol\u00f4nia\u201d!<\/p>\n<p>Em um <strong>Esp de um riso<\/strong> temos a contribui\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Wilson Braga J\u00fanior (Associado \u00e0 CLIPP), comentando um trecho de \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, a partir da pergunta \u201cO que faz rir na Com\u00e9dia dos Sexos?\u201d. Wilson nos lembra, ent\u00e3o, como o falo se presta a uma esp\u00e9cie de bal\u00e9 entre os parceiros, onde se evidenciam os movimentos de mascarar e desmascarar a falta no outro (e sua dimens\u00e3o c\u00f4mica, que provoca identifica\u00e7\u00e3o em quem assiste\/presencia), n\u00e3o sem a fun\u00e7\u00e3o privilegiada que parte da dial\u00e9tica entre ter e ser. Parafraseando o t\u00edtulo do texto de Perp\u00e9tua e Priscila, podemos dizer aqui: Viva a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual, porque, se ela existisse, n\u00e3o haveria semblantes!<\/p>\n<p>\u201cSorria!\u201d, \u201cDiga \u2018X!\u2019\u201d. Na rubrica <strong>Est\u00e3o fazendo arte<\/strong> Marcella Oliveira evoca a obra do fot\u00f3grafo Walter Firmo para, com ela, questionar o que do riso se apreende na captura da imagem no instante do registro. O que se experiencia no corpo a\u00ed? O que uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica provoca no instante do clique? Podemos seguir o texto com estas perguntas e com a no\u00e7\u00e3o de objeto <em>a<\/em> apresentada por Lacan. Quem sabe, a partir da\u00ed, possamos retomar \u00e0 outra pergunta presente neste n\u00famero e nos anteriores \u2013 quest\u00e3o fundamental para n\u00f3s, psicanalistas, aquela acerca do gozo para al\u00e9m da linguagem. Ainda nesta rubrica, voc\u00eas encontram o link para o \u00e1udio da potente <strong>entrevista\/podcast <\/strong>sobre \u201c<strong>O coro e o c\u00f4mico<\/strong>\u201d realizada com <strong>F\u00e1bio Cordeiro<\/strong> (diretor de teatro, ensa\u00edsta e ator), conduzida por nossos colegas Magno Azevedo e Elisangela Miras, da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura destas Jornadas. Segundo eles, trata-se de um refrescante \u201cmergulho no universo do R.I.S.o\u201d em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s XII Jornadas da EBP-SP.<\/p>\n<p>Por fim, depois de instar a ler, ver e ouvir, encerro com o convite para uma experi\u00eancia imersiva. Na rubrica <strong>Acontece na cidade<\/strong>, a Comiss\u00e3o de Acolhimento nos recomenda a ida \u00e0 Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo para conferirmos a exposi\u00e7\u00e3o \u201cMarta Minuj\u00edn: Ao vivo\u201d. Sim, \u00e9 arte que causa e que tamb\u00e9m nos faz rir. Vamos?!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, J. \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d. <em>In: Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Niraldo de Oliveira Santos Membro da EBP\/AMP Chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o #5 do Boletim Gaio, o que indica que estamos, aproximadamente, a um m\u00eas das Jornadas R.I.S.o. Do lan\u00e7amento, no m\u00eas de abril, at\u00e9 aqui, foram muitas as vias abertas em torno do tema. 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