{"id":9110,"date":"2023-09-25T09:42:49","date_gmt":"2023-09-25T12:42:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7403"},"modified":"2023-09-25T09:58:38","modified_gmt":"2023-09-25T12:58:38","slug":"a-literatura-rosiana-ensina-a-psicanalise-sobre-o-riso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-literatura-rosiana-ensina-a-psicanalise-sobre-o-riso\/","title":{"rendered":"A literatura rosiana ensina \u00e0 psican\u00e1lise sobre o riso?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9121\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/gaio005_004.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/gaio005_004.jpg 360w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/gaio005_004-216x300.jpg 216w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<h6><em>Fl\u00e1via M. S. Leibovitz<\/em><br \/>\n<em>Associada ao Clin-a<\/em><br \/>\n<em>Participante da Comiss\u00e3o de Boletim das XII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/h6>\n<blockquote><p><em>O riso \u00e9 uma afec\u00e7\u00e3o proveniente da s\u00fabita <\/em><\/p>\n<p><em>transforma\u00e7\u00e3o de uma expectativa tensa em nada. <\/em><\/p>\n<p><em>Kant<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>, 1984, p.266<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em>\u201cO nada \u00e9 uma faca sem l\u00e2mina da qual se tirou o cabo\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><em>. <\/em>Passemos ao nada na inten\u00e7\u00e3o de encontrar a\u00ed uma sorte de demonstra\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o do riso ao fora do sentido, por vezes ao <em>nada<\/em>, nas \u201canedotas de abstra\u00e7\u00e3o\u201d contadas e comentadas: narrativas simples, algumas colhidas da sabedoria popular, da literatura internacional, ou de sua lavra, que Guimar\u00e3es Rosa faz desfilar quase que topologicamente ao esburacar o primeiro dos quatro pref\u00e1cios de <em>Tutam\u00e9ia,<\/em>\u00a0 \u201cAletria e hermen\u00eautica\u201d, com anedotas algo absurdas; \u201canedotas que mais colidem com o n\u00e3o-senso (&#8230;) estas visariam o nada (&#8230;) com alguma coisa excepta \u2013 as de pronta valia no que aqui se quer tirar: seja o leite que a vaca n\u00e3o prometeu\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs dedos, s\u00e3o an\u00e9is ausentes?\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>\u201cO avestruz \u00e9 uma girafa; s\u00f3 o que tem \u00e9 que \u00e9 um passarinho\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para os entendidos da obra rosiana, nenhuma letra, nenhuma ordem de palavra em seu texto \u00e9 fortuita. Segundo R\u00f3nai, isso teria chegado ao \u00e1pice neste livro; sua descri\u00e7\u00e3o, consoante \u00e0 psican\u00e1lise, vale citar: \u201c(&#8230;) as palavras todas medidas e pesadas, postas no seu exato lugar\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Desde o t\u00edtulo d\u00e1 lugar ao <em>non-sense,<\/em> com um nome enigm\u00e1tico colocado na frente da ci\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o &#8211; \u201cHermen\u00eautica\u201d: <em>Aletria<\/em>, um tipo de macarr\u00e3o, termo sem rela\u00e7\u00e3o com o conte\u00fado do texto. A literatura de Rosa pede decifra\u00e7\u00e3o. Seria <em>a-letria, <\/em>algo que nos convida a ir al\u00e9m da literalidade, do sentido<em>? <\/em>Condensa\u00e7\u00e3o e deslocamento de <em>aletra <\/em>e alegria? A quase homofonia com <em>Alegria remete<\/em> ao riso, portanto; assim, <em>Aletria<\/em> apontaria para o n\u00e3o sentido, com o prefixo <em>a<\/em> negando a literalidade? Hip\u00f3teses, interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, mas fato \u00e9 que essa combina\u00e7\u00e3o enigm\u00e1tica dos dois termos nomeia a s\u00e9rie de <em>est\u00f3rias<\/em> engra\u00e7adas (para rir) entremeadas com alguma teoriza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise. O texto, apesar de em prosa, remete a algo da poesia, e neste caso, poesia visual, no lugar de cada parte, nas fontes de diversos tamanhos, nas cita\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias l\u00ednguas, termina com a frase em latim \u201c<em>Quod erat demonstrandum\u201d<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><em><strong>[7]<\/strong><\/em><\/a> ap\u00f3s uma s\u00e9rie de anedotas curtas e come\u00e7a com a defini\u00e7\u00e3o de est\u00f3rias. \u201cA est\u00f3ria n\u00e3o quer ser hist\u00f3ria. A est\u00f3ria, em rigor, dever ser contra a Hist\u00f3ria. A est\u00f3ria, \u00e0s vezes, quer-se um pouco parecida \u00e0 anedota\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><em>. <\/em>Algo podemos depreender a\u00ed sobre o aned\u00f3tico em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cH\u201dist\u00f3ria \u2013 o que fura o compromisso com a realidade factual, a est\u00f3ria \u00e9 sem compromisso com \u201ca verdade\u201d: ao aproximar a anedota da est\u00f3ria, uma das formas de produzir o riso, a define em sua rela\u00e7\u00e3o com a dimens\u00e3o da \u201cverdade mentirosa\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><em><strong>[9]<\/strong><\/em><\/a>. Outra passagem \u00e9 f\u00e9rtil em demonstrar que o que faz rir fura o sentido: \u201cdenunciando ao mesmo tempo a goma ar\u00e1bica da l\u00edngua quotidiana ou c\u00edrculo-de-gis-de-prender-peru\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><em><strong>[10]<\/strong><\/em><\/a>; causa gra\u00e7a como diz da cola do sentido e sua inutilidade; convergente com a orienta\u00e7\u00e3o pelo real, ele aponta para o <em>supra-senso<\/em>?<\/p>\n<blockquote><p>Imagine um cachorro basset, t\u00e3o comprido, que a cabe\u00e7a est\u00e1 no Rio e a ponta do rabo em Minas. Se se belisca a ponta do rabo, em Minas, a cabe\u00e7a, no Rio, pega a latir&#8230; &#8211; E isso \u00e9 o tel\u00e9grafo-sem-fio? &#8211; N\u00e3o. Isso \u00e9 o tel\u00e9grafo com fio. O sem fio \u00e9 a mesma coisa&#8230; mas sem o corpo do cachorro.<\/p>\n<p>Jo\u00e3ozinho, d\u00ea um exemplo de substantivo concreto. \u2013 Minhas cal\u00e7as, Professora. E de abstrato? \u2013 As suas, Professora.<\/p>\n<p>(o menino choroso): Seo guarda, o sr. n\u00e3o viu um homem e uma mulher sem um meninozinho assim como eu?!<\/p>\n<p>Diante de uma casa em demoli\u00e7\u00e3o, o menino observa: &#8211; Olha pai! Est\u00e3o fazendo um terreno!<\/p>\n<p>Tem o senhor pano para remendos? E de que cor s\u00e3o os buracos, minha senhora?<\/p>\n<p>(&#8230;)representa\u00e7\u00e3o de cano- \u201c\u00c9 um buraco, com um pouquinho de chumbo em volta&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)rede &#8211; Uma por\u00e7\u00e3o de buracos, amarrados com barbante&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;) o capiau que, tentando dar a outro ideia de uma electrola, em fim de esfor\u00e7o se desatolou com esta intoc\u00e1vel equa\u00e7\u00e3o: &#8211; Voc\u00ea sabe o que \u00e9 uma m\u00e1quina de costura? Pois a victrola \u00e9 muito diferente<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Podemos afirmar que Rosa faz por \u201csilenciar a paix\u00e3o pela verdade\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><em><strong>[12]<\/strong><\/em><\/a> na tessitura linguageira de seu texto, primando por isso, ao furar o sentido com o que em algumas anedotas chama de <em>nada<\/em>, nos silogismos inconclusos<em>,<\/em> assim fazendo rir? \u201cNesse texto podemos cingir algo do nada que extrai o sentido na dire\u00e7\u00e3o de silenciar a paix\u00e3o pela verdade? Transmite algo na dire\u00e7\u00e3o de repercutir o traumatismo &#8211; Freud, fazer ressoar a disjun\u00e7\u00e3o entre o inconsciente e a interpreta\u00e7\u00e3o?\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Trata-se de um convite \u00e0 leitura e aos efeitos que pode produzir. O que a literatura de Rosa pode ensinar sobre o inconsciente real? &#8211; quest\u00e3o de cartel sobre literatura, escrita, poesia e Lacan, agora, articulada ao riso, segue como investiga\u00e7\u00e3o. O riso como afeta\u00e7\u00e3o ao corpo, toca o real, mas com Lacan, sabemos que o afeto engana, p\u00f5e dist\u00e2ncia do Real, norte da b\u00fassola do analista. E de que<em> nada <\/em>se trata no que o autor tenta cingir nas anedotas de abstra\u00e7\u00e3o? H\u00e1 uma pista em breve refer\u00eancia \u00e0 filosofia de Bergson. Mas que rela\u00e7\u00e3o poder\u00e1 haver entre este \u201cnada residual (&#8230;) de opera\u00e7\u00f5es subtrativas\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> das anedotas, que faz rir \u2013 \u00e0 primeira vista opera\u00e7\u00e3o consonante com a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana &#8211; e \u201ca emerg\u00eancia do que faz furo como traumatismo\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>? O <em>non-sense<\/em> das anedotas de abstra\u00e7\u00e3o por mais que pare\u00e7am apontar ao <em>esp de um ris&#8230; <\/em>pertencem \u00e0 zona do sentido, est\u00e3o dentro da articula\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica (inconsciente transferencial, Outro da decifra\u00e7\u00e3o), talvez aqu\u00e9m da lacuna do fora do sentido<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>, quest\u00e3o que segue em aberto e merece aprofundamento. Afinal, \u201cO livro pode valer pelo muito que nele n\u00e3o deveu caber\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> KANT, I. <em>Cr\u00edtica da raz\u00e3o pura<\/em>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1984.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> ROSA, J.G. \u201cAletria e Hermen\u00eautica\u201d. <em>In<\/em>: <em>Tutam\u00e9ia <\/em>\u2013<em> terceiras est\u00f3rias<\/em>. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio Ed., 1976, p. 5.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 3 e 4.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> R\u00d3NAI, P. Ap\u00eandice <em>Os pref\u00e1cios de Tutam\u00e9ia. In:<\/em> Rosa, 1976, p.194.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Como se queria demonstrar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> ROSA, 1976, p.3.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, J.-A. \u201cO inconsciente real\u201d. <em>In: <\/em><em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line 4,<\/em> abr 2007, p. 6-8. <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/n4\/pdf\/artigos\/JAMIncons.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/n4\/pdf\/artigos\/JAMIncons.pdf<\/a> .<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> ROSA, 1976, p.4.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p.10.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Menezes, G. O. Dispon\u00edvel em:<strong> Da verdade ao riso. <\/strong><strong><em>In:<\/em><\/strong><strong> https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xii-jornadas-r-i-s-o\/xii-jornadas-r-i-s-o-abertura\/<\/strong><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> MILLER, 2007, p.3-4.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> ROSA, 1976, p.5.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> MILLER, 2007, p.8.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> O que Rosa chama de \u201csupra-senso\u201d est\u00e1 deste lado?<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> ROSA, 1976, p.12.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1via M. S. Leibovitz Associada ao Clin-a Participante da Comiss\u00e3o de Boletim das XII Jornadas da EBP-SP O riso \u00e9 uma afec\u00e7\u00e3o proveniente da s\u00fabita transforma\u00e7\u00e3o de uma expectativa tensa em nada. 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