{"id":745,"date":"2016-07-28T21:48:18","date_gmt":"2016-07-28T21:48:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ebpsp.org.br\/institucional\/?p=745"},"modified":"2016-07-28T21:48:18","modified_gmt":"2016-07-28T21:48:18","slug":"resenha-do-artigo-de-bernard-seynhaeve-a-adolescencia-no-seculo-do-objeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/resenha-do-artigo-de-bernard-seynhaeve-a-adolescencia-no-seculo-do-objeto\/","title":{"rendered":"Resenha do artigo de Bernard Seynhaeve \u201cA adolesc\u00eancia no s\u00e9culo do objeto\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"p1\"><span style=\"color: #993300;\"><b>Adolescentes, esses inventores de l\u00ednguas<\/b><\/span><\/h4>\n<h5 class=\"p1\"><span style=\"color: #993300;\">Resenha do artigo de Bernard Seynhaeve \u201cA adolesc\u00eancia no s\u00e9culo do objeto\u201d. Original dispon\u00edvel (em franc\u00eas) no site:<b> <\/b><a style=\"color: #993300;\" href=\"http:\/\/pontfreudien.org\/content\/bernard-seynhaeve-ladolescence-au-sciecle-de-l%CA%BCobjet\">http:\/\/pontfreudien.org\/content\/bernard-seynhaeve-ladolescence-au-sciecle-de-l%CA%BCobjet<\/a><\/span><\/h5>\n<p class=\"p2\">Freud e Lacan nunca usaram o termo \u201cadolesc\u00eancia\u201d como conceito psicanal\u00edtico. A tese que eles defendem \u00e9 a de que \u201ca fragilidade subjetiva\u201d encontrada nesse per\u00edodo da vida dos humanos n\u00e3o tem uma causa biol\u00f3gica. Mesmo que essa fase apresente uma mudan\u00e7a hormonal, com o desenvolvimento dos caracteres sexuais, ao que chamamos puberdade, esta n\u00e3o \u00e9, entretanto, a \u201ccausa do mal-estar da adolesc\u00eancia\u201d, como afirma B. Seynhaeve. Somente os seres falantes, justamente porque falam, vivem a crise da adolesc\u00eancia, ou seja, n\u00e3o t\u00eam saber sobre o real.<\/p>\n<p class=\"p4\">Para Freud, na adolesc\u00eancia, ocorre uma reedi\u00e7\u00e3o do trauma da inf\u00e2ncia, e Lacan, acompanhando o pai da psican\u00e1lise, elabora que essa reedi\u00e7\u00e3o do trauma diz respeito \u00e0 linguagem, assim como no in\u00edcio da vida, quando o trauma tem rela\u00e7\u00e3o com a entrada na linguagem.<\/p>\n<p class=\"p4\">At\u00e9 a adolesc\u00eancia, o sujeito, inscrito no seio de sua fam\u00edlia, tem no discurso familiar as refer\u00eancias e a l\u00edngua materna para gui\u00e1-lo, sem maiores transtornos. Contudo, na adolesc\u00eancia essa l\u00edngua n\u00e3o lhe basta mais para lidar com o mundo, com os novos la\u00e7os sociais, com a rela\u00e7\u00e3o amorosa. Acrescente-se a isto a invas\u00e3o de gozo sofrida por ele relativa \u00e0 sexualidade e ao surgimento de uma nova rela\u00e7\u00e3o com o desejo. \u201c\u00c9 sempre um momento delicado. O adolescente inventa suas palavras, inventa todo um repert\u00f3rio, todo um dicion\u00e1rio e uma sintaxe nova que lhe permitam construir um la\u00e7o social [&#8230;]\u201d, como diz o autor.<\/p>\n<p class=\"p4\">B. Seynhaeve nos ensina, tamb\u00e9m, como e porque \u00e0 medida em que o pai empalidece, o objeto brilha. Ele tra\u00e7a um caminho desde o S\u00e9culo das Luzes at\u00e9 os dias de hoje, ressaltando os efeitos do discurso da ci\u00eancia na vida e na sexualidade dos adolescentes.<\/p>\n<p class=\"p4\">\n<h5 class=\"p5\"><i>Ana Paula S. Lorenzi <\/i>(comiss\u00e3o de boletins)<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adolescentes, esses inventores de l\u00ednguas Resenha do artigo de Bernard Seynhaeve \u201cA adolesc\u00eancia no s\u00e9culo do objeto\u201d. 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