{"id":743,"date":"2016-07-28T21:47:13","date_gmt":"2016-07-28T21:47:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ebpsp.org.br\/institucional\/?p=743"},"modified":"2016-07-28T21:47:13","modified_gmt":"2016-07-28T21:47:13","slug":"resenha-a-iniciacao-sexual-na-adolescencia-entre-mito-e-estrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/resenha-a-iniciacao-sexual-na-adolescencia-entre-mito-e-estrutura\/","title":{"rendered":"Resenha \u2013 \u201cA inicia\u00e7\u00e3o sexual na adolesc\u00eancia: entre mito e estrutura\u201d"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"p1\"><span style=\"color: #993300;\">Domenico Cosenza. In <i>Cien digital<\/i>, n\u00b0 19. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.institutopsicanalise-mg.com.br\/ciendigital\/n19\/hifen.html.\u00a0<\/span><\/h5>\n<p class=\"p3\">Domenico Cosenza discute neste texto o estatuto da adolesc\u00eancia nos dias de hoje, tempo do Outro que n\u00e3o existe, seguindo como eixo central a quest\u00e3o sobre como os adolescentes regulam o encontro com o real do sexo e da morte na atualidade, momento em que est\u00e3o em decl\u00ednio as fun\u00e7\u00f5es de interdi\u00e7\u00e3o e v\u00e9u da met\u00e1fora paterna.<\/p>\n<p class=\"p3\">A adolesc\u00eancia, momento de crise estruturante no tocante \u00e0 sua dimens\u00e3o de corte, tem sido questionada por diversos autores. Isto \u00e9 condizente com o atual empuxo ao gozo sem limites encabe\u00e7ado pelo Outro social, que n\u00e3o favorece um movimento de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">Estamos no campo da \u00e9tica e da cl\u00ednica que \u201co n\u00f3 da adolesc\u00eancia contempor\u00e2nea nos traz\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">O percurso do texto parte da \u201cf\u00f3rmula eficaz\u201d de A. Stevens, que apresenta a adolesc\u00eancia como sintoma da puberdade, ou seja, evoca que o adolescente precisa se colocar em \u201cuma posi\u00e7\u00e3o desejante que lhe seja pr\u00f3pria em rela\u00e7\u00e3o ao despertar pulsional que atravessa o seu corpo durante a puberdade\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">O autor sustenta este percurso citando Lacan em seu \u201cPref\u00e1cio ao <i>Despertar da Primavera<\/i>\u201d, no qual faz a formula\u00e7\u00e3o de dois tempos na passagem da puberdade \u00e0 adolesc\u00eancia, quando se d\u00e1 a inicia\u00e7\u00e3o sexual. Dois tempos l\u00f3gicos, evidentemente. O primeiro equivale \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sexual ao n\u00edvel do inconsciente, que faz existir para o sujeito uma \u201crepresenta\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria, singular, como enigma num quadro fantasm\u00e1tico que d\u00e1 origem \u00e0 fantasia\u201d. H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual representada em uma cena que o inclui. No segundo tempo l\u00f3gico o adolescente encontra, \u201cem suas primeiras vicissitudes da vida sexual com seus parceiros a inexist\u00eancia estrutural da rela\u00e7\u00e3o sexual como experi\u00eancia que faz trauma para ele\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\">Na contemporaneidade \u00e9 percept\u00edvel a perda do v\u00e9u em torno do enigma da sexualidade, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia, dificultando este primeiro tempo. Em decorr\u00eancia disso, o segundo tempo tamb\u00e9m \u00e9 afetado, pois a subjetiva\u00e7\u00e3o do trauma torna-se prec\u00e1ria por n\u00e3o contar com um v\u00e9u, tampouco um ideal.<\/p>\n<p class=\"p3\">Pr\u00e1ticas compulsivas, passagens ao ato que s\u00e3o comuns na adolesc\u00eancia, principalmente a contempor\u00e2nea, apresentam-se, segundo Lacad\u00e9e, como \u201cfracassos e alternativas ao processo de estrutura\u00e7\u00e3o de um sintoma no sentido freudiano do termo, impasse no trabalho de nomea\u00e7\u00e3o do real inomin\u00e1vel\u201d. Antes de tudo, portanto, trata-se de introduzir um v\u00e9u no mist\u00e9rio do sexo, permitindo uma media\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o ao objeto inomin\u00e1vel que se apresenta na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos.<\/p>\n<p class=\"p3\">Deste modo, atrav\u00e9s de um trabalho de nomea\u00e7\u00e3o, torna-se poss\u00edvel uma subjetiva\u00e7\u00e3o do trauma da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, \u201cpreservando-se, assim, de recair nas derivas do sem-limite pr\u00f3prio \u00e0 adolesc\u00eancia contempor\u00e2nea\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\">\n<h5><strong>Por <i>Monica Bueno de Camargo<\/i> (comiss\u00e3o de biblioteca)<\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domenico Cosenza. In Cien digital, n\u00b0 19. 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