{"id":7293,"date":"2023-08-15T06:14:15","date_gmt":"2023-08-15T09:14:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7293"},"modified":"2023-10-09T06:26:58","modified_gmt":"2023-10-09T09:26:58","slug":"estao-fazendo-arte-do-que-ri-mona-lisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/estao-fazendo-arte-do-que-ri-mona-lisa\/","title":{"rendered":"Est\u00e3o Fazendo Arte &#8211; Do que ri \u201cMona Lisa\u201d?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9246\" aria-describedby=\"caption-attachment-9246\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9246\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/gaio004_007-2.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"290\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9246\" class=\"wp-caption-text\">Marcel Duchamp \u2013 L.H.O.O.Q., (1919)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Do que ri \u201cMona Lisa\u201d?<\/strong><\/p>\n<h6><em>Flavia Corpas<br \/>\n<\/em><em>Associada ao Clin-a<br \/>\n<\/em><em>Coordenadora da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura<\/em><\/h6>\n<p>N\u00e3o pude deixar de rir, acho que de espanto, quando, usando a express\u00e3o \u201csorriso de Mona Lisa\u201d no Google, fui bombardeada por centenas de conte\u00fados sobre o filme hom\u00f4nimo estrelado, em 2003, por Julia Roberts. O sorriso de \u201cMona Lisa\u201d realmente desgarrou-se de Leonardo da Vinci e de Lisa Gherardini<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>?<\/p>\n<p>Depois sorri novamente, agora lembrando do historiador da arte ingl\u00eas Kenneth Clark, nome relevante na literatura especializada sobre Da Vinci, quando diz que \u201csua arte, e a personalidade que ela revela, \u00e9 de interesse universal e, como toda grande arte, deveria ser reinterpretada por cada gera\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. S\u00e3o muitas as releituras da Mona Lisa: de Marcel Duchamp \u2013 <em>L.H.O.O.Q<\/em>., (1919) \u2013 \u00e0s atuais figurinhas de WhatsApp, passando por Roman Cieslewicz \u2013 <em>Mona Ts\u00e9-Tung<\/em> (1976), Nelson Leirner \u2013 s\u00e9rie <em>Cem Monas<\/em> (2012), Banksy \u2013 <em>Sem t\u00edtulo<\/em>, anos 2000 \u2013 e tantos outros. E aqui podemos seguir tamb\u00e9m o poeta Paul Val\u00e9ry em sua reflex\u00e3o sobre Leonardo quando afirma que \u201co objeto do artista n\u00e3o \u00e9 tanto a obra, mas o que ela far\u00e1 dizer, e que nunca depende simplesmente do que ela \u00e9\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que tive que digitar \u201csorriso de Mona Lisa Leonardo da Vinci\u201d para encontrar diferentes leituras, sobretudo do campo da arte, e distintas daquela feita por Freud a respeito do ic\u00f4nico sorriso. Buscava abordagens mais recentes pois, devido a um antigo interesse pelo texto \u201cUma lembran\u00e7a de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, sabia que a todo momento novas leituras sobre as obras de Leonardo da Vinci, e sobre o pr\u00f3prio, eram produzidas.<\/p>\n<p>A pesquisa revelou a pluralidade de interpreta\u00e7\u00f5es de tal sorriso. Trata-se de um enigma ou mist\u00e9rio. Ou, n\u00e3o h\u00e1 nada de enigm\u00e1tico ou misterioso. Os opostos nos permitem dizer que \u00e9 um sorriso que resiste \u00e0 apreens\u00e3o tanto te\u00f3rica, quanto \u00e0quela derivada da (t\u00e3o concorrida) experi\u00eancia com a obra. Na vertente do enigma, muitas s\u00e3o as justificativas sustentadas pela quest\u00e3o t\u00e9cnica, o <em>sfumato<\/em>. Na vertente oposta, o contexto cultural o explica: manuais do s\u00e9culo XV, por exemplo, determinavam como as damas deveriam sorrir.<\/p>\n<p>Contudo, foi no j\u00e1 conhecido, e at\u00e9 antigo, livro de Martin Kemp<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, que estava a reflex\u00e3o que pareceu ser mais instigante ao di\u00e1logo. Segundo o historiador da arte ingl\u00eas, apenas este retrato de Leonardo olha diretamente para o espectador, o que torna a obra t\u00e3o especial. E \u201cMona Lisa\u201d sorri para n\u00f3s e al\u00e9m de n\u00f3s, afirma Kemp. A forma como o retrato nos olha \u201cnos faz sentir que seremos testemunhas do tipo de segrego prometido pelas sorridentes e enigm\u00e1ticas damas da \u201cDivina Com\u00e9dia\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. O anjo da \u201cAnuncia\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o Batista\u201d prometem revela\u00e7\u00f5es semelhantes do inef\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, seu corpo ocupa um lugar distinto na composi\u00e7\u00e3o da cena, o que faz dela imediata e envolvente, produzindo uma presen\u00e7a. \u201cN\u00e3o podemos deixar de sentir que o artista ficou atra\u00eddo como nunca, por seu lado, por Lisa Gherardini\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Leonardo se dedicou muito a execu\u00e7\u00e3o desta obra. Por que teria ficado t\u00e3o ligado a ela? Porque Leonardo \u201cviu a imagem se transformando num ve\u00edculo para ideias mais profundas que achava que a pintura devia incorporar\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Desta forma, Kemp nos revela que o sorriso \u00e9 trabalhado para se transformar em algo universal e n\u00e3o individual (o sorriso de Lisa), o que n\u00e3o retira dele sua singularidade, visto que \u00e9 \u00fanico, dentre as obras de Leonardo. Ainda que se aponte para o universal, \u201cLeonardo estava muito consciente das resson\u00e2ncias que era capaz de estabelecer entre os pensamentos \u00edntimos de seus retratados e os do espectador\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, produzindo um efeito hipn\u00f3tico nesta comunica\u00e7\u00e3o direta, que chega a ser descrita como uma indissociabilidade entre a vida de cada um e a vida do mundo<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Por fim, parece que o autor nos diz que, tanto do ponto de vista t\u00e9cnico, quanto simb\u00f3lico, esta imagem de mulher n\u00e3o se estabiliza. E o sorriso \u00e9 um dos motivos para isso. Estaria a\u00ed seu ponto enigm\u00e1tico?<\/p>\n<p>E, resumidamente, qual a leitura de Freud? O sorriso de \u201cMona Lisa\u201d seria o sorriso da m\u00e3e de Leonardo, que ele faz comparecer ainda em outras obras. Uma vez reencontrado esse sorriso, ele \u00e9 reimpresso em outros momentos pelo artista, como em seu \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o Batista\u201d. N\u00e3o reencontramos nisso, seguindo os passos de Freud, o enigm\u00e1tico? Sabe-se que o texto de Freud, em 1956, foi alvo da cr\u00edtica do historiador da arte ingl\u00eas Meyer Schapiro<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Lacan d\u00e1 ao historiador uma resposta divertida e ir\u00f4nica, na \u00faltima parte do <em>Semin\u00e1rio 4<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><strong>[12]<\/strong><\/a><\/em>, onde situa a relev\u00e2ncia do texto para a psican\u00e1lise: nele Freud introduz, para a crian\u00e7a, a \u201cimport\u00e2ncia da fun\u00e7\u00e3o da mulher f\u00e1lica e da m\u00e3e f\u00e1lica\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Problem\u00e1tica que ele retomar\u00e1 anos mais tarde no <em>Semin\u00e1rio 19<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><strong>[14]<\/strong><\/a><\/em>, mostrando sua complexidade. \u201cH\u00e1 um tipo de m\u00e3e a que chamamos mulher f\u00e1lica, termo que n\u00e3o \u00e9 sem propriedade, mas que empregamos absolutamente sem saber o que queremos dizer. Recomendo-lhes prud\u00eancia antes de aplicar esse r\u00f3tulo<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Ainda que Lacan afirme que \u00e9 em outra obra, <em>A Virgem, o Menino e Sant\u2019Ana<\/em>, que est\u00e1 o osso da demonstra\u00e7\u00e3o de Freud, o sorriso de Mona Lisa, obviamente, comp\u00f5e parte importante de sua argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o, portanto, gira em torno do falo enquanto significante, que apenas pode operar a divis\u00e3o entre os sexos, contudo, est\u00e1 impossibilitado de coloc\u00e1-los em rela\u00e7\u00e3o. Logo, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual, indicativo de um real em jogo<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>Em torno do real \u00e9 uma express\u00e3o que podemos usar para falar da opera\u00e7\u00e3o da arte<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. E podemos dizer que ela \u00e9 v\u00e1lida considerando tanto as especificidades de cada obra, quanto \u00a0\u00e0quelas relativas \u00e0s diferentes formas de Lacan abordar a arte ao longo do seu ensino<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>Em R.S.I, Lacan afirma \u201cdesde que se fale algo que tem uma rela\u00e7\u00e3o ao falo, \u00e9 o c\u00f4mico &#8211; que nada tem a ver com o chiste. O falo \u00e9 c\u00f4mico como todos os c\u00f4micos \u2013 um c\u00f4mico triste\u201d<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>. A com\u00e9dia, ao menos aquelas comentadas por Lacan no <em>Semin\u00e1rio 5<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><strong>[20]<\/strong><\/a><\/em>, faria rir porque ela desmascara, a seu modo pr\u00f3prio, a tend\u00eancia de fazer a rela\u00e7\u00e3o sexual existir, atributo imagin\u00e1rio do falo encoberto pelo amor. Mas, como nos lembra Lacan, \u201ca com\u00e9dia nos atinge por mil formula\u00e7\u00f5es dispersas. A com\u00e9dia n\u00e3o \u00e9 o c\u00f4mico\u201d<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>. \u201cO amor, eis o ponto com que digo situar-se o ponto forte da com\u00e9dia cl\u00e1ssica\u201d<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a>. Assim, o falo estaria para o c\u00f4mico como o amor para a com\u00e9dia. Talvez por isso, o objeto esteja em quest\u00e3o no c\u00f4mico.<\/p>\n<p>A \u201cMona Lisa\u201d de Leonardo n\u00e3o \u00e9 c\u00f4mica, tampouco \u00e9 uma com\u00e9dia. Mas ela ri. Por outro lado, c\u00f4micas e ir\u00f4nicas s\u00e3o suas releituras e apropria\u00e7\u00f5es mais contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p>Como diz Brousse<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a>, os artistas nos ensinam sobre os modos de gozo de sua \u00e9poca. Ser\u00e1 disso que ri \u201cMona Lisa\u201d?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Nome de solteira da famosa Mona Lisa, modelo da mais conhecida pintura do artista renascentista. Lisa se casa com Francesco del Giocondo, adotando seu nome, da\u00ed a designa\u00e7\u00e3o <em>La Gioconda<\/em>, para se referir tamb\u00e9m a esta obra.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> CLARK, K. (1939). <em>Leonardo da Vinci<\/em>. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.<\/h6>\n<h6>O livro de Keneth Clark \u00e9 considerado \u201cum dos melhores livros sobre Leonardo\u201d por Meyer Schapiro, autor daquela que teria sido, para muitos, a cr\u00edtica devastadora do texto de Freud \u201cUma lembran\u00e7a de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci\u201d (1910 [1909]). Schapiro afirma ainda que Clark \u201cprestou homenagem a Freud ao reconhecer como admir\u00e1vel sua explica\u00e7\u00e3o acerca da pintura de Santa Ana, a Virgem e o Menino Jesus\u201d. Curioso pensar que Clark, admirado por Schapiro, renda homenagem a Freud. Mas isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria&#8230;.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> VAL\u00c9RY<em>, <\/em>P. (1894). <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao m\u00e9todo de Leonardo da Vinci<\/em>, S\u00e3o Paulo: Ed. 34, 1998. p. 17 nota.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> FREUD, S. (1910[1909]). Uma lembran\u00e7a de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci. <em>In<\/em>: <em>Arte, Literatura e os artistas<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> KEMP, M. <em>Leonardo da Vinci<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 167.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 165-66.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 167.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 168.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> SCHAPIRO, M. (1956). <em>Leonardo and Freud<\/em>: An Art-Historical Study. Journal of the History of Ideas, Vol. 17, No. 2 (Apr., 1956), pp. 147-178. Ver nota 2.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> LACAN, J. (1956-57). <em>O Semin\u00e1rio, livro 4: a rela\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1995.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Ibid<\/em>., 441.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> LACAN, J. (1971-72). <em>O Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>: &#8230;<em>ou pior<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 137.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> As rela\u00e7\u00f5es entre o falo e o real s\u00e3o trabalhadas por Lacan no <em>Semin\u00e1rio 23<\/em>. Ele afirma ter tido uma boa surpresa ao reler sua \u201cSignifica\u00e7\u00e3o do falo\u201d, pois havia ali a evoca\u00e7\u00e3o do n\u00f3, antes mesmo de se interessar pelo n\u00f3 borromeano. E conclui: apenas o falo verifica o real. LACAN, J. (1975-76). <em>O Semin\u00e1rio, livro 23<\/em>: <em>o sinthoma.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Acompanhando o pensamento de Fran\u00e7ois Regnault em <em>Em torno do vazio<\/em>: a arte \u00e0 luz da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2001, p. 30.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Esquematicamente, e considerando as reflex\u00f5es de Lacan a respeito da arte, poder\u00edamos dividi-las em tr\u00eas formas, seguindo a defini\u00e7\u00e3o de Recalcati: a est\u00e9tica do vazio, a anam\u00f3rfica e a da letra. RECALCATI, M. Las tres est\u00e9ticas de Lacan<em>. In<\/em>:\u00a0 RECALCATI, M. <em>Las tres est\u00e9ticas de Lacan<\/em>: arte y psicoan\u00e1lisis. Buenos Aires: Del Cifrado, 2006.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Aula de 11 de mar\u00e7o de 1975.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> LACAN, J. (1957-58). <em>O Semin\u00e1rio, livro 5<\/em>: <em>as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 272.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 144.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> BROUSSE, M. H. Confer\u00eancias de Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse<em>. In: Arquivos da Biblioteca<\/em>, v.5, 2008, p. 15-93.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do que ri \u201cMona Lisa\u201d? 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