{"id":7205,"date":"2023-06-19T19:16:56","date_gmt":"2023-06-19T22:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7205"},"modified":"2023-06-19T19:16:56","modified_gmt":"2023-06-19T22:16:56","slug":"o-esp-de-um-riso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-esp-de-um-riso\/","title":{"rendered":"O esp de um riso"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7164\" aria-describedby=\"caption-attachment-7164\" style=\"width: 415px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7164 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-001-1.jpg\" alt=\"A pintura do jantar (1938), Rufino Tamayo\" width=\"415\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-001-1.jpg 415w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-001-1-224x300.jpg 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7164\" class=\"wp-caption-text\">A pintura do jantar (1938), Rufino Tamayo<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em>Marie-Claude Sureau<br \/>\n<\/em><em>AME da ECF\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>As an\u00e1lises come\u00e7am, frequentemente, pelas l\u00e1grimas em uma dimens\u00e3o tr\u00e1gica e, \u00e0s vezes, terminam por um tra\u00e7o c\u00f4mico, em que o riso vem ent\u00e3o pontuar sess\u00e3o. Uma vez o fantasma apreendido, atravessado, o objeto ca\u00eddo, um resto de gozo se manifesta e faz rir! E, pronto, o analisante pode ir.<\/p>\n<p>No seu texto \u201c<em>Vue de la sortie<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> e posteriormente em \u201cO osso de uma an\u00e1lise\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, Jacques-Alain Miller retoma a alegoria de Lacan sobre o final da an\u00e1lise a partir da anamorfose do quadro intitulado \u201cOs embaixadores\u201d de Holbein. Diante dos dois embaixadores em posi\u00e7\u00e3o majestosa, h\u00e1 um objeto em primeiro plano, um osso de choco, que quando o espectador vai e volta sobre a pintura, avista ent\u00e3o uma caveira. \u201cEssa revela\u00e7\u00e3o anam\u00f3rfica ofertada somente \u00e0queles que se voltam ao partir, eu faria dela, com prazer, uma alegoria do final da an\u00e1lise \u2013 esse ponto aonde se volta, pode-se finalmente perceber a figura do que estava at\u00e9 ent\u00e3o velado, quase sem forma\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, escreve Jacques-Alain Miller. Nesse quadro \u00e9 a morte, a castra\u00e7\u00e3o, que Lacan disse estar presentificada e que, na verdade, n\u00e3o faz rir. Mas o riso n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m frequentemente provocado por um reviramento? O que estava dentro, escondido, vem para fora e provoca o riso. \u00c9 uma vers\u00e3o topol\u00f3gica do riso. O fantasma, que n\u00e3o era conhecido, torna-se claro uma vez atravessado, o que \u00e9 tamb\u00e9m um movimento topol\u00f3gico. Assim, proponho abordar a quest\u00e3o do riso no final da an\u00e1lise de um ponto de vista topol\u00f3gico como um momento de reviramento, onde o objeto mais de gozar surge onde j\u00e1 estava ca\u00eddo, e \u201cfaz\u00ea-lo surgir, esse objeto, \u00e9 propriamente o elemento de c\u00f4mico puro\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, diz Lacan. Assim, o eco desse reviramento no corpo pode ser o riso, uma descarga, como escreve Freud.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O riso em Freud<\/strong><\/p>\n<p>No seu livro \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, Freud se preocupa em distinguir o chiste do c\u00f4mico. No cap\u00edtulo VI, \u201cO chiste e as variedades do c\u00f4mico\u201d, ele teoriza do que se trata o c\u00f4mico: \u201cO g\u00eanero do c\u00f4mico que mais se aproxima do chiste \u00e9 o ing\u00eanuo [<em>na\u00eff<\/em>] (&#8230;) um disp\u00eandio de inibi\u00e7\u00e3o que costumamos fazer torna-se subitamente inutiliz\u00e1vel e \u00e9 descarregado pelo riso\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. O que distingue o chiste da palavra que faz rir os ing\u00eanuos ou as crian\u00e7as \u00e9 a intencionalidade. \u201cNotamos aqui pela primeira vez que a outra pessoa se colocou no processo ps\u00edquico da que produz a fala ing\u00eanua\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Freud d\u00e1 o seguinte exemplo: trata-se de uma cena de teatro criada e depois encenada por crian\u00e7as para seus pais. Um marido faz uma longa viagem pelo mar para ganhar dinheiro e volta rico. Sua esposa quer mostrar a ele que tamb\u00e9m n\u00e3o ficou ociosa, ent\u00e3o ela lhe mostra todos os beb\u00eas que concebeu na aus\u00eancia dele! Risos dos pais em posi\u00e7\u00e3o de outra pessoa. \u201cA pessoa ing\u00eanua acredita ter empregado de maneira normal e simples o seu meio de express\u00e3o e o curso do pensamento, e nada sabe de uma segunda inten\u00e7\u00e3o; ela tamb\u00e9m n\u00e3o extrai nenhum ganho de prazer da produ\u00e7\u00e3o da fala ing\u00eanua. Todas as caracter\u00edsticas do ing\u00eanuo s\u00f3 existem na compreens\u00e3o da pessoa do ouvinte, que coincide como terceira pessoa do chiste\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao final da an\u00e1lise, o terceiro personagem, a <em>Dritte person<\/em> n\u00e3o seria, antes de tudo, o analista que escuta, acompanhado do riso que pode surgir de um resto fantasm\u00e1tico que faz um retorno irris\u00f3rio e que ratifica a sa\u00edda da an\u00e1lise, e posteriormente, n\u00e3o seria o cartel do passe e, finalmente, a Escola como <em>Dritte person<\/em>?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Rir no teatro<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente fui ao teatro para assistir \u00e0 pe\u00e7a \u201c<em>L&#8217;avare<\/em>\u201d [O avarento], de Moli\u00e8re, com J\u00e9r\u00f4me Deschamps no papel de Harpagon, e ri muito da surdez de Harpagon quanto ao seu gozo, seu fantasma agarrado ao seu objeto mais de gozar, o dinheiro, o objeto anal que prevalece sobre todas as suas racionaliza\u00e7\u00f5es, seus planos de casamento para seus filhos guiados, n\u00e3o por seu suposto amor aos filhos, mas por seu amor ao dinheiro. O que faz rir \u00e9 o fato dele n\u00e3o ser nem totalmente ing\u00eanuo, nem propriamente c\u00ednico, ele \u00e9 somente um tolo de seu fantasma, tolo de seu objeto de gozo que ele tenta esconder, mas que transpira em todas as suas falas, o que \u00e9 compreendido gra\u00e7as ao texto de Moli\u00e8re e \u00e0 encena\u00e7\u00e3o dos atores. O p\u00fablico est\u00e1, ent\u00e3o, na posi\u00e7\u00e3o de <em>Dritte person. <\/em>H\u00e1 uma lacuna entre os enunciados de Harpagon feitos de boas inten\u00e7\u00f5es ao querer a felicidade de seus filhos, e sua enuncia\u00e7\u00e3o, seu dizer que inclui seus atos nos quais prevalece seu gozo do dinheiro. <em>Que se diga fica esquecido atr\u00e1s do que se diz, mas que se escuta<\/em> nos espectadores, parafraseando Lacan em \u201cO Aturdito\u201d. A encarna\u00e7\u00e3o do personagem pelo ator mostrava em seu corpo essa disjun\u00e7\u00e3o entre suas palavras e seu gozo, ele tremia de dor, sufocava com a ideia do roubo de seu querido cofrinho. As modula\u00e7\u00f5es sonoras do ator fizeram ouvir uma \u201c<em>moterialidade<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, uma gan\u00e2ncia para ter dinheiro e seu espanto diante do roubo. Lacan comenta assim: \u201cHarpagon n\u00e3o fica curado pela conclus\u00e3o mais ou menos posti\u00e7a da com\u00e9dia moli\u00e8resca. O desejo, na com\u00e9dia, \u00e9 desmascarado, mas n\u00e3o refutado\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Harpagon n\u00e3o est\u00e1 em an\u00e1lise, ele continua tolo de seu gozo e de seu fantasma de um homem roubado!<\/p>\n<p>No chiste de Heine, comentado por Freud, \u00e9 Hirsch-Hyacinthe, homem pobre, que diz: \u201cEu estava sentado ao lado de Salomon Rothschild, e ele me tratou como um igual, de uma maneira <em>familion\u00e1ria<\/em>\u201d. \u00c9 bem marcante a presen\u00e7a do objeto dinheiro que surge no milion\u00e1rio, objeto de gozo escondido sob o familiar e desmascarado pelo chiste. Essa palavra [<em>familion\u00e1ria<\/em>] \u00e9 um reviramento da inten\u00e7\u00e3o de dizer o modo familiar da considera\u00e7\u00e3o do bar\u00e3o, o qual, portanto, tem os limites de um homem muito rico quando cara-a-cara com o pobre Hirsch-Hyacinthe.<\/p>\n<p><strong>O esp de um riso no final de an\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p>Lacan diz que \u201co interesse do chiste pelo inconsciente est\u00e1 ligado \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de lal\u00edngua\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Ele coloca em s\u00e9rie o sonho, o ato falho e o chiste: \u201cum sonho constitui um equ\u00edvoco [<em>b\u00e9vue<\/em>], como um ato falho ou um chiste, com isso quase nos reconhecemos no chiste porque ele agarra isso que eu chamo <em>lal\u00edngua<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>O falasser que faz um chiste est\u00e1 pr\u00f3ximo de sua lal\u00edngua, uma palavra ao final da an\u00e1lise pode surgir como um chiste, juntando, compactando o percurso.<\/p>\n<p>Uma vez atravessado o fantasma, um resto de gozo que pode fazer rir, uma en\u00e9sima repeti\u00e7\u00e3o do fantasma, rir do real em jogo, podemos rir do real? Parece-me que o final pode ir em dire\u00e7\u00e3o a um tra\u00e7o c\u00f4mico. \u00c9 o aspecto irris\u00f3rio do fantasma fundamental que pode ocasionar o riso, este [fantasma] que organizou toda uma vida e do qual nos desfazemos como um trapo velho.<\/p>\n<p>Assim, o percurso de uma an\u00e1lise vai dos enunciados \u00e0 enuncia\u00e7\u00e3o, ao dizer que pode suscitar os eps de um riso e uma alegria certa de ter feito o percurso.<\/p>\n<p>\u201cRir das normas\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de um texto de \u00c9ric Laurent apresentado durante as 51\u00aa jornadas da ECF. Ele coloca em destaque a express\u00e3o de Lacan a prop\u00f3sito dos \u201caforismos, que ali\u00e1s contento-me em apresentar em bot\u00e3o, transformem em reflores os fossos da metaf\u00edsica (porque o n\u00fameno [<em>noum\u00e8ne<\/em>] \u00e9 a chacota, a subsist\u00eancia f\u00fatil&#8230;). Digo que eles provar\u00e3o ser o mais-de-nonsense [<em>plus-de-nonsense<\/em>], mais engra\u00e7ados, numa palavra, do que aquilo que assim nos conduz [<em>nous m\u00e8ne<\/em>]&#8230;\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. Os chistes de Lacan, aqui o n\u00fameno nos conduz, s\u00e3o numerosos. As tor\u00e7\u00f5es que ele opera sobre os conceitos freudianos s\u00e3o mais do que engra\u00e7adas, pois elas s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es, como o Um-equ\u00edvoco [<em>l\u2019Une b\u00e9vue<\/em>] no lugar do Unbewusst, do inconsciente etc. O mais-de-<em>nonsense<\/em> ressoa com o mais-de-gozar. Ao final da an\u00e1lise, o esp de um <em>nonsense<\/em> surge e pode fazer rir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><em>Tradu\u00e7\u00e3o\u00a0: \u00c9lida Biasoli<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J.-A. \u201cVue de la sortie\u201d. <em>In:<\/em> <em>Comment finissent les analyses<\/em>. Paris: Navarin \u00c9diteur, 2022.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MILLER, J.-A. <em>O osso de uma an\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. (2022). \u00a0<em>Op. cit.,<\/em> p.72 (tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, J. (1964). <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 13.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> FREUD, S. <em>Os chistes e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 258.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 260.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibid,<\/em> p. 262.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Em franc\u00eas, \u201c<em>Mot\u00e9rialit\u00e9<\/em>\u201d \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de <em>mot <\/em>(palavra) + <em>mat\u00e9rialit\u00e9<\/em> (materialidade).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio<\/em>, <em>livro 6<\/em>:\u00a0 <em>o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2016, p 443.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11] <\/a>LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire,<\/em> Livre 24, aula de 16\/11\/1976. <em>In: Ornicar?<\/em> n\u00b0 12-13 (tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a><em> Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> LAURENT, E. \u00ab Rire des normes \u00bb. <em>In: La Cause du d\u00e9sir<\/em>, n\u00b0 110, p. 93.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> LACAN, J. \u00ab L\u2019\u00e9tourdit \u00bb. <em>In:<\/em> <em>Autres Ecrits<\/em>, p. 479<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marie-Claude Sureau AME da ECF\/AMP As an\u00e1lises come\u00e7am, frequentemente, pelas l\u00e1grimas em uma dimens\u00e3o tr\u00e1gica e, \u00e0s vezes, terminam por um tra\u00e7o c\u00f4mico, em que o riso vem ent\u00e3o pontuar sess\u00e3o. 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