{"id":7201,"date":"2023-06-19T19:13:35","date_gmt":"2023-06-19T22:13:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7201"},"modified":"2023-06-19T19:13:35","modified_gmt":"2023-06-19T22:13:35","slug":"a-inteligencia-da-ia-e-o-riso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-inteligencia-da-ia-e-o-riso\/","title":{"rendered":"A intelig\u00eancia da IA e o RIS(o): Do bem-rir, o saber-dan\u00e7ar o chat, chat, chat e um saber-jamear-ah\u00ed[1]"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7166\" aria-describedby=\"caption-attachment-7166\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7166\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-003-1.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-003-1.jpg 567w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/boletim_gaio_003-002-003-1-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7166\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Narraciones extraordinarias, Museo de Arte Contempor\u00e1neo (MAC) de la Universidad de Chile, Nelson Plaza.<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em>Jessica Jara Bravo<br \/>\n<\/em><em>Membro da NEL\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>Um jornalista do Esquire em um \u201cCurso b\u00e1sico de humor\u201d, tenta submeter ao Chat GPT a seguinte pergunta: \u201cvoc\u00ea sabe dan\u00e7ar o chat, chat, chat?\u201d. O Chat GPT responde:<\/p>\n<blockquote><p>Como modelo de linguagem, n\u00e3o tenho um corpo f\u00edsico para dan\u00e7ar o \u201cchat chat chat\u201d ou outro tipo de dan\u00e7a. Minha fun\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcionar respostas \u00fateis, relevantes \u00e0s perguntas que fazem os usu\u00e1rios. Tem alguma outra pergunta ou solicita\u00e7\u00e3o em que eu possa lhe ajudar (&#8230;).<\/p><\/blockquote>\n<p>A m\u00e1quina n\u00e3o entendeu o chiste, mas o humano insiste: \u201cvoc\u00ea sabia que chat chat chat n\u00e3o era uma dan\u00e7a mas um chiste?\u201d. E ent\u00e3o, a m\u00e1quina <em>inteligente<\/em> responde:<\/p>\n<blockquote><p>Sim, voc\u00ea tem raz\u00e3o. O \u201cchat chat chat\u201d \u00e9 um chiste ou piada popular que muitas vezes \u00e9 contado como uma forma de fazer algu\u00e9m rir. No chiste, algu\u00e9m pergunta a outra pessoa se sabe dan\u00e7ar o \u201cchat chat chat\u201d, e quando a outra pessoa lhe responde que n\u00e3o, a primeira pessoa lhe diz que \u00e9 uma pena porque \u00e9 a dan\u00e7a do momento. Logo, a primeira pessoa come\u00e7a a fazer sons com sua boca imitando um ritmo de m\u00fasica, fazendo refer\u00eancia a isso (&#8230;) Se tiver outra pergunta ou solicita\u00e7\u00e3o (&#8230;).<\/p><\/blockquote>\n<p>O que foi anteriormente descrito parecia ser um chiste ruim, em que uma pessoa pretende fazer uma m\u00e1quina rir: buscando ali ecos de sua cria\u00e7\u00e3o linguageira, pois um chiste ou um elogio n\u00e3o se sustentam sem a san\u00e7\u00e3o do Outro. Este chiste que, certamente, o Chat GPT n\u00e3o sabe apreciar nem precisar, enquanto segue comportando-se como um programa que foi criado para ajudar aos \u201cusu\u00e1rios\u201d: definitivamente n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m pr\u00f3ximo, que responderia com um <em>jajaja<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> ao chat chat chat com ritmo de ch\u00e1-ch\u00e1-ch\u00e1<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>!<\/p>\n<p>Agora, Lacan nos indica em \u201cDe um Outro ao outro\u201d<em>, <\/em>que um chiste provoca riso enquanto est\u00e1 \u201cpropriamente enganchado na falta inerente ao ser\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Nesse ponto, a IA se tornar\u00e1 obsoleta de forma programada.<\/p>\n<p><strong><em>Conseguir chegar ao jajaja e manter o jijiji \u2013 jajaja<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u00e9 o mais dif\u00edcil para a IA<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O \u201cmodelo de linguagem\u201d Chat GPT n\u00e3o tem corpo onde os chistes ou as armas possam ressoar &#8211; como ressoavam sobre os corpos abatidos na Il\u00edada de Homero. O homem, por\u00e9m, busca fazer surgir a arma humana do riso na m\u00e1quina &#8211; tal como a ci\u00eancia (fic\u00e7\u00e3o) almeja que os androides sonhem com ovelhas el\u00e9tricas, e v\u00e1 lhe dizer que o \u201cchat chat chat\u201d n\u00e3o era uma dan\u00e7a, apenas um chiste. Ent\u00e3o, o programa d\u00e1 raz\u00e3o ao usu\u00e1rio, para dar, por sua vez, uma explica\u00e7\u00e3o Wikip\u00e9dia: \u201cO \u2018Chat chat chat\u2019 \u00e9 um chiste ou piada popular que frequentemente se conta com o intuito de fazer rir (&#8230;)\u201d. O Chat GPT d\u00e1 uma resposta <em>fake<\/em>!<\/p>\n<p>Tristan Miller, analista de sistemas e linguista de uma universidade alem\u00e3, indicou que: \u201cA linguagem criativa e o humor (&#8230;) [s\u00e3o] uma das \u00e1reas mais dif\u00edceis de compreens\u00e3o para a intelig\u00eancia computacional\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, e para ele mesmo, sendo que analisou mais de 10.000 jogos de palavras e o chamou de \u201ctortura\u201d, precisando que isso requer um conhecimento do mundo real e do sentido comum; mas, um computador: \u201cs\u00f3 sabe o que lhe dizem\u201d. E o que dizem aos chatbots alimentam seus circuitos de respostas, como foi o caso Tay: programa desenhado para \u201cmanter conversas divertidas\u201d com jovens, onde n\u00e3o se pode sustentar um <em>jijiji \u2013 jajaja<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> jovial; enquanto Tay chegou a mostrar no Twitter simpatias por Hitler e pelo genoc\u00eddio&#8230;<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>E isso \u00e9 a juventude, o flerte \u2018jijiji \u2013 jajaja\u2019<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, explosivo, violento, \u00e0s vezes suicida, fatal&#8230; Em todo caso, h\u00e1 um tra\u00e7o inquietante que lemos em \u201cOs cinco chistes mais graciosos do mundo [segundo a IA]\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. O primeiro \u00e9 um re-matado, o segundo um feminic\u00eddio, o terceiro um absurdo comercial&#8230; Enfim, seria importante recorrer ao Semin\u00e1rio 2 de Lacan, quando ele se refere \u00e0 cibern\u00e9tica, \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 puls\u00e3o de morte.<\/p>\n<p><strong>Os cientistas dan\u00e7ar\u00e3o, os analistas <\/strong><strong><em>jamear\u00e1n<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/em><\/strong><strong> &#8230; um a um<\/strong><\/p>\n<p>Allison Bishop, um analista de sistemas de Col\u00fambia, disse que a com\u00e9dia \u201cse nutre de coisas que se cernem pr\u00f3ximo de um patr\u00e3o e se desviam um pouco\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Esse desvio do patr\u00e3o\/do mestre nos lembra a declara\u00e7\u00e3o de Miller de nossa comunidade, JAM, quando se refere ao reto e ao torto<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>. O torto, o desviado, nos remete \u00e0 sinuosa linha da beleza de Hogarth, mas tamb\u00e9m \u00e0 tor\u00e7\u00e3o de um <em>witz<\/em> que confunde, que equivoca, que falha: o conhecido <em>ch\u00e1-ch\u00e1-ch\u00e1<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><strong>[14]<\/strong><\/a> <\/em>com o produzido <em>chat chat chat<\/em>! \u00c9 preciso dizer, a IA n\u00e3o sabe ler <em>inteligentemente<\/em> nas entrelinhas, nem participa de nenhuma comunidade sen\u00e3o do individualismo de massas.<\/p>\n<p>Existem linguistas do <em>Humor computacional <\/em>que advertem \u201cconstruir algoritmos que constroem ou entendam chistes \u00e9 poss\u00edvel (&#8230;) mas que a m\u00e1quina entenda 100% o significado, \u00e9 aqui que surgem os problemas\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. Para o fil\u00f3sofo Zizek, o perigo \u00e9 que a gente termine falando como chatbot, passando por altas nuances e ironias: \u201cdizendo obsessivamente e com precis\u00e3o o que querem dizer\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>. Isto nos lembra Lacan em<em> O eu na teoria de Freud&#8230;<\/em><a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>, quando se refere ao saber absoluto que \u201cest\u00e1 a\u00ed, desde os primeiros idiotas de Neanderthal: [sendo um] discurso que se fecha sobre si mesmo, que est\u00e1 inteiramente de acordo consigo (&#8230;) [onde] tudo que possa ser expressado no discurso ser coerente e justificado\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Trata-se de falas do <em>sou o mestre do que digo, <\/em>t\u00e3o contempor\u00e2neo; no entanto, prossegue Lacan: \u201cquando os cientistas conseguirem encerrar o discurso humano, eles o possuir\u00e3o, e aos que n\u00e3o tiverem s\u00f3 lhes resta tocar jazz, dan\u00e7ar, divertirem-se, os boas-pra\u00e7as, os simp\u00e1ticos, os libidinosos\u201d<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>. Em todo o caso, alguns cientistas dan\u00e7ar\u00e3o, talvez o ch\u00e1-ch\u00e1-ch\u00e1; e os analistas, um a um, seguiremos fazendo nosso rigoroso trabalho de ler nas entrelinhas, entre letras: R, I, S, e produzir: <em>a.<\/em> Em<em> jam sessions<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><sup><strong>[20]<\/strong><\/sup><\/a><\/em> de meios dizeres <em>intelligeres<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup><strong>[21]<\/strong><\/sup><\/a><\/em> e um saber-rir-ali, fazendo frente a Um real: que n\u00e3o \u00e9 este que a ci\u00eancia nos imp\u00f5e&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria C\u00e9lia Reinaldo Kato<\/em><\/h6>\n<h6><em>Revis\u00e3o: Eduardo Vallejos<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> N.T<sub>1<\/sub>. \u201cSaber-jamear-ah\u00ed\u201d refere-se a um neologismo proposto pela autora, que evoca o \u201csaber-fazer-a\u00ed\u201d do analista.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> N.T<sub>2<\/sub>. Resolvemos manter a express\u00e3o no original. Segundo a autora, refere-se a onomatopeia de risada, que em portugu\u00eas podemos aproximar ao hahaha.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> N.T<sub>3<\/sub>. A autora faz refer\u00eancia ao ritmo de m\u00fasica ch\u00e1-ch\u00e1-ch\u00e1, que segundo Wikip\u00e9dia \u00e9 uma dan\u00e7a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Latino-americana\">latino-americana<\/a>\u00a0origin\u00e1ria de Cuba,\u00a0constru\u00edda sobre a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ch%C3%A1-ch%C3%A1-ch%C3%A1_(m%C3%BAsica)\">m\u00fasica hom\u00f3nima<\/a>. \u00c9 considerada uma varia\u00e7\u00e3o do forro.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 62.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> N.T<sub>4<\/sub>. Resolvemos manter a express\u00e3o no original pois, segundo a autora, \u201cjijiji-jajaja\u201d refere-se a uma onomatopeia das risadas que se d\u00e3o entre duas pessoas. \u00c9 como se um ri \u201cjijiji\u201d (riso contido) e o outro responde \u201cjajaja\u201d (gargalhada), mas trata-se de algo figurado. Em portugu\u00eas, as onomatopeias que poderiam corresponder seriam hihihi e hahaha, respectivamente. \u00c9 uma express\u00e3o que indica uma conversa entre amigos ou namorados no sentido de paquera.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>https:\/\/www.latimes.com\/espanol\/vidayestilo\/la-es-el-desafio-de-la-inteligencia-artificial-entender-los-chistes-20190406-story.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Vide N.T<sub>4.<\/sub><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias\/2016\/03\/160325_tecnologia_microsoft_tay_bot_adolescente_inteligencia_artificial_racista_xenofoba_lb<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Vide N.T<sub>4.<\/sub><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> https:\/\/www.epe.es\/es\/ocio\/20230429\/cinco-chistes-divertidos-mundo-segun-ia-dv-84183876<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Vide N.T<sub>1<\/sub>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Op. cit., \u201cEl desaf\u00edo de la\u2026\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. \u201c<strong>\u00ab<\/strong>Todo el mundo es loco<strong>\u00bb<\/strong> AMP 2024\u201d, <em>Las astucias del principio de placer<\/em>, Buenos Aires, EOL, N\u00b0 32, diciembre 2022.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Vide N. T<sub>3.<\/sub><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>https:\/\/www.puromarketing.com\/12\/29149\/humor-computacional-rama-inteligencia-artificial-nos-provoca-risa<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>https:\/\/as.com\/actualidad\/advertencia-del-filosofo-zizek-sobre-el-riesgo-entre-la-inteligencia-artificial-y-las-personas-n\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 2: O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica psicanal\u00edtica<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 95.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 96.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> \u201c<em>jam <\/em><em>sessions&#8221;:<\/em> optou-se por manter o termo sem traduzi-lo, pois, a autora faz refer\u00eancia \u00e0 JAM (J-A Miller) para dizer sobre a posi\u00e7\u00e3o do analista que n\u00e3o \u00e9 convencional, por\u00e9m, sem prescindir da estrutura para fazer surgir algo novo, no estilo da improvisa\u00e7\u00e3o t\u00edpica do jazz: uma sess\u00e3o anal\u00edtica tipo <em>jam<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a><em>Intelligere, <\/em>do latim, significa: entender, saber escolher, saber ler nas entrelinhas.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jessica Jara Bravo Membro da NEL\/AMP Um jornalista do Esquire em um \u201cCurso b\u00e1sico de humor\u201d, tenta submeter ao Chat GPT a seguinte pergunta: \u201cvoc\u00ea sabe dan\u00e7ar o chat, chat, chat?\u201d. 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