{"id":7069,"date":"2023-05-16T09:32:03","date_gmt":"2023-05-16T12:32:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7069"},"modified":"2023-05-16T09:32:03","modified_gmt":"2023-05-16T12:32:03","slug":"o-riso-do-chiste-e-seu-mais-alem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-riso-do-chiste-e-seu-mais-alem\/","title":{"rendered":"O riso do chiste e seu mais al\u00e9m"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text]\n<figure id=\"attachment_7070\" aria-describedby=\"caption-attachment-7070\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7070\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_004-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_004-1.jpg 1221w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_004-1-248x300.jpg 248w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_004-1-847x1024.jpg 847w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_004-1-768x929.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7070\" class=\"wp-caption-text\">Self-Portrait with Masks, 1899, James Ensor Belgia<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em>Cristiano Alves Pimenta<br \/>\n<\/em><em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>Lacan, ao abordar as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, em seu <em>O semin\u00e1rio livro 5: as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente,<\/em> parte do chiste, a chamada \u201cpiada\u201d, para formalizar a estrutura metaf\u00f3rica e meton\u00edmica do inconsciente. O estudo do chiste, mais precisamente, de sua elabora\u00e7\u00e3o, permite a Lacan formular uma diferencia\u00e7\u00e3o essencial entre uma <em>mensagem<\/em> que se elabora e o <em>c\u00f3digo<\/em>. O c\u00f3digo \u00e9 o campo das significa\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas, \u00e9 o campo do Outro limitado pelo que j\u00e1 est\u00e1 consolidado na linguagem comum. A mensagem do chiste, por seu lado, \u00e9 o que n\u00e3o tem lugar no campo do c\u00f3digo, ela est\u00e1, diz Lacan \u201cem flagrante viola\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Com o aux\u00edlio de seus primeiros esbo\u00e7os do \u201cgrafo do desejo\u201d, com seus vetores de retroa\u00e7\u00e3o, Lacan formula que um chiste consiste na introdu\u00e7\u00e3o de uma mensagem, cujo sentido \u00e9 n\u00e3o sabido, no campo do c\u00f3digo. O chiste se consuma, com seu efeito de prazer e riso, quando essa mensagem \u00e9 reconhecida, \u201csancionada\u201d pelo Outro do c\u00f3digo.<\/p>\n<p>Esse processo de elabora\u00e7\u00e3o do chiste, traduz, de forma condensada, a estrutura mesma do inconsciente e de sua interpreta\u00e7\u00e3o. Um verdadeiro chiste sempre interpreta ao introduzir a dimens\u00e3o de uma verdade subversiva que surpreende e abala a estrutura de repeti\u00e7\u00e3o pela qual o sentido est\u00e1 fixado no inconsciente. Na experi\u00eancia vemos que uma verdadeira interpreta\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 sempre acompanhada no analisante por um lapso de incompreens\u00e3o, um \u201c<em>pas<\/em> <em>de<\/em> <em>sans<\/em>\u201d, seguido pelo riso, quando o sentido revelado vem surpreender o sujeito. De modo geral, fazer an\u00e1lise \u00e9 tornar poss\u00edvel um riso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s verdades que se revelam, \u00e9 um exerc\u00edcio de substitui\u00e7\u00e3o do gozo do sofrimento pelo prazer do riso.<\/p>\n<p>Ao evidenciar de modo simples e claro o surgimento da mensagem, em sua face de novidade, no campo do c\u00f3digo, o chiste se apresenta como uma esp\u00e9cie de paradigma das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Ou seja, quando, na experi\u00eancia, estamos diante de um sonho, de um lapso, de um sintoma, etc., trata-se de fazer emergir a verdade singular n\u00e3o revelada, ou seja, a mensagem que vem se inscrever de forma subversiva e reveladora no c\u00f3digo. Os conceitos de <em>met\u00e1fora<\/em> e de <em>meton\u00edmia,<\/em> desenvolvidos por Lacan no escrito \u201cA inst\u00e2ncia da letra\u201d, podem ser vistos como a formaliza\u00e7\u00e3o dessa rela\u00e7\u00e3o entre a mensagem e o c\u00f3digo.<\/p>\n<p>Mas, observemos de passagem, que esse processo depende da exist\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o paterna operando entre a mensagem e o c\u00f3digo. Mais precisamente, o significante privilegiado que tem a autoridade para sancionar a mensagem no interior do c\u00f3digo \u00e9 o Nome-do-Pai. Isso significa que sem o Nome-do-Pai n\u00e3o h\u00e1 piada poss\u00edvel, nem interpreta\u00e7\u00e3o do inconsciente. Ora, \u00e9 exatamente essa impossibilidade que est\u00e1 presente no Presidente Schreber:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSe voc\u00eas supuserem a <em>Verwerfung<\/em> do Nome-do-Pai, isto \u00e9, se presumirem que esse significante est\u00e1 ausente, ir\u00e3o perceber que as duas liga\u00e7\u00f5es que enquadrei aqui no grafo, <em>a ida e volta da mensagem para o c\u00f3digo e do c\u00f3digo para a mensagem, ficar\u00e3o por isso mesmo destru\u00eddas e imposs\u00edveis<\/em>. Isso lhes permite transpor para esse esquema os dois tipos fundamentais de fen\u00f4menos de vozes experimentados pelo Presidente Schreber como substitui\u00e7\u00e3o dessa defici\u00eancia, dessa falta.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> (p. 160)<\/p><\/blockquote>\n<p>Em outros termos, quando o chiste n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um del\u00edrio lhe vem fazer supl\u00eancia. Mas retomemos o campo em que o riso do chiste \u00e9 poss\u00edvel, isto \u00e9, o campo em que a fun\u00e7\u00e3o paterna n\u00e3o foi foraclu\u00edda. Se dermos um passo a mais, amparados pela elabora\u00e7\u00e3o de Miller, diremos que o passe, tal como Lacan o prop\u00f5e em seu escrito \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, tem, igualmente, a estrutura de um chiste. S\u00e9rgio de Campos, em seu depoimento de passe, afirma que \u201co passe \u00e9 um mico que o sujeito est\u00e1 disposto a pagar de bom grado, j\u00e1 que o <em>sinthoma<\/em> proporciona uma \u201cauto-risada\u201d de si mesmo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Mas a no\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise desenvolvida na \u201cProposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d \u00e9 anterior \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es do \u00faltimo ensino \u2013 as quais introduzem a refer\u00eancia do <em>sinthoma<\/em>. Na \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d Lacan ainda segue a ideia de que o sintoma \u00e9 uma met\u00e1fora cujo sentido permanece inacess\u00edvel ao sujeito. E o tratamento anal\u00edtico, por sua vez, encontrar\u00e1 seu final na medida em que o sintoma-met\u00e1fora for \u201cresolvido\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO sintoma aparece&#8230; como um advir de significa\u00e7\u00f5es inconscientes. Quer dizer, se trata de uma significa\u00e7\u00e3o que emerge no inconsciente como inacess\u00edvel ao sujeito consciente, e corresponderia ao tratamento anal\u00edtico resolver essa significa\u00e7\u00e3o e, portanto, resolver o sintoma.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Como n\u00e3o ver no sintoma enquanto uma met\u00e1fora a mesma estrutura descrita no chiste? A <em>resolu\u00e7\u00e3o<\/em> da \u201cmet\u00e1fora sintom\u00e1tica\u201d corresponde, logicamente, \u00e0 san\u00e7\u00e3o da mensagem no c\u00f3digo, tal como a encontramos na estrutura do chiste descrita no <em>Semin\u00e1rio<\/em> <em>5<\/em>. \u00c9 neste sentido que devemos entender o final de an\u00e1lise da \u201cProposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cConsidero que Lacan retoma este esquematismo [do advir de significa\u00e7\u00f5es] em sua \u201cProposi\u00e7\u00e3o sobre o psicanalista da Escola\u201d onde introduz o passe como final de an\u00e1lise&#8230; Dito de outro modo, o binarismo da met\u00e1fora e da meton\u00edmia segue dando a forma a estes enunciados sobre o final de an\u00e1lise.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Miller faz, neste cap\u00edtulo de <em>Todo mundo \u00e9 louco,<\/em> a demonstra\u00e7\u00e3o rigorosa de como \u201ca emerg\u00eancia do &#8211; \u03c6 e do objeto <em>a<\/em> no final da an\u00e1lise\u201d, tal como Lacan os apresenta na \u201cProposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o uma \u201creedi\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora do sintoma&#8230; uma reedi\u00e7\u00e3o do advir da significa\u00e7\u00e3o que marcava a met\u00e1fora\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. \u00c9 neste sentido, portanto, que devemos entender que o final de an\u00e1lise tem a estrutura de um chiste, ou seja, o \u201ca resolu\u00e7\u00e3o do sintoma\u201d equivale \u00e0 san\u00e7\u00e3o da mensagem no c\u00f3digo.<\/p>\n<p>Esse resumo do primeiro ensino de Lacan, centrado na estrutura do chiste, nos permite apontar o contraste e a distin\u00e7\u00e3o do modo como o riso se apresentar\u00e1 na no\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise que est\u00e1 em jogo no seu \u00faltimo ensino. No \u00faltimo ensino o sintoma passa a ser definido como \u201cum gozo opaco ao sentido\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, portanto, esse \u201cesquematismo do advir de significa\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o pode resolv\u00ea-lo. Essa verdade que adv\u00e9m passa a ser considerada como vari\u00e1vel, como uma <em>varidade<\/em>, o que evidencia seu car\u00e1ter de semblante. O gozo a ser tratado no <em>sinthoma<\/em> \u00e9, portanto, imune ao tratamento propiciado pelo riso do chiste.<\/p>\n<p>Isso quer dizer que n\u00e3o h\u00e1 riso poss\u00edvel no final de an\u00e1lise do \u00faltimo ensino? De modo algum! Quer dizer apenas que para entendermos algo desse riso Outro, esse riso que n\u00e3o \u00e9 chiste, devemos lan\u00e7ar a pergunta: o que em Joyce faz rir? Concluo fazendo apenas uma indica\u00e7\u00e3o dessa forma de riso. Quando o narrador em <em>Finnegans Wake<\/em> descreve uma situa\u00e7\u00e3o que parece ser uma ocasi\u00e3o festiva e cinematogr\u00e1fica, ele faz refer\u00eancia a \u201cDan\u00e7as com arranjos de Harley Quinn e Kol Umbina&#8230;\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o rir quando nos damos conta de que esses dois nomes soam exatamente como Arlequim e Colombina. Logo adiante o narrador elenca outros artistas:<\/p>\n<p>\u201cLuzes da ribalta e holofotes por Lu Kra e A. Tolla. Kopy Rait por Kappa O. Perde Cem. Ch\u00e1 P\u00e9u D. Dor de K. Bessa com vim te quatro ori f\u00edcios por Mar Gen. Rey Gente d\u2019Or Questra de Hero Ditero e todas as Madames presentes. Bem tido como admitido&#8230;\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Tudo nessa breve passagem \u2013 se dermos o cr\u00e9dito ao tradutor que reinventou o texto em portugu\u00eas \u2013 \u00e9 feito apenas para divertir e rir. Nela trata-se de decifrar um riso que desdenha do sentido enquanto verdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 5: <em>as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 27.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. <em>O<\/em> <em>semin\u00e1rio<\/em>, livro 5: <em>as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 160<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. (1967) \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola\u201d In: <em>Outros escritos<\/em>, Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 248.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> CAMPOS, S. P. R. \u201cT\u00fanica \u00edntima\u201d. In <em>Op\u00e7\u00e3o<\/em> <em>Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 58, p. 65. Outubro, 2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Todo el mundo es loco.<\/em>\u00a0Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2005. p. 285.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid<\/em>. p. 291-292.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> JOYCE, J. <em>Finnegans Wake: Finnicius Rev\u00e9m.<\/em> Cotia: S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 2022. Trad. Donaldo Sch\u00fcler. p. 367.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text] Cristiano Alves Pimenta Membro da EBP\/AMP Lacan, ao abordar as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, em seu O semin\u00e1rio livro 5: as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, parte do chiste, a chamada \u201cpiada\u201d, para formalizar a estrutura metaf\u00f3rica e meton\u00edmica do inconsciente. 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