{"id":7066,"date":"2023-05-16T09:22:47","date_gmt":"2023-05-16T12:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=7066"},"modified":"2023-05-16T09:22:47","modified_gmt":"2023-05-16T12:22:47","slug":"o-bater-de-asas-da-borboleta-a-interpretacao-e-seu-efeito-multiplicador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-bater-de-asas-da-borboleta-a-interpretacao-e-seu-efeito-multiplicador\/","title":{"rendered":"O bater de asas da borboleta: a interpreta\u00e7\u00e3o e seu efeito multiplicador"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text]\n<figure id=\"attachment_7067\" aria-describedby=\"caption-attachment-7067\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7067\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_005-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_005-1.jpg 518w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/boletim_gaio_n2_002_005-1-300x248.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7067\" class=\"wp-caption-text\">Boats at Martigues (1908), Raoul Dufy<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Nancy Greca Carneiro<br \/>\n<em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/h6>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Poderia o bater de asas de uma borboleta no Brasil, <\/em><\/p>\n<p><em>causar um tornado no Texas?<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>O que \u00e9 hoje a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica? Ao tratar do que faz rir no curso \u201cA fuga do sentido\u201d, Miller apresenta, no efeito surpresa do chiste, uma raz\u00e3o renovada necess\u00e1ria para considerar a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, na ruptura da causalidade onde \u201cestamos frente a uma situa\u00e7\u00e3o em que uma pequena causa produz um efeito desproporcional\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Inicio pela quest\u00e3o: o que faz rir a um, ao outro faz matar. Em seu texto \u201cO retorno da blasf\u00eamia\u201d, Miller aponta que a quest\u00e3o \u201cser\u00e1 saber se o prazer pelo riso, o direito a ridicularizar, o desprezo iconoclasta, s\u00e3o t\u00e3o essenciais ao nosso modo de gozar como o \u00e9 a submiss\u00e3o ao Um na tradi\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Do que se ri? Pode-se rir de tudo? Ele segue: \u201cH\u00e1 que manter unidos os signos de uma comunidade. Em nenhuma parte, nunca, desde que h\u00e1 homens e estes falam, foi l\u00edcito dizer tudo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Da caricatura do sagrado tomada como blasf\u00eamia aos apelidos da juventude interpretados como bullying, \u00e0s piadas tornadas ofensivas e injuriosas ou aos chistes recolhidos como sarcasmo ou ato falho, ou mesmo a perda do sentido de humanidade contido na palavra \u201cHomem\u201d nas quest\u00f5es de g\u00eanero, os fen\u00f4menos do riso se apresentam, no mundo contempor\u00e2neo, a servi\u00e7o de uma segrega\u00e7\u00e3o cada vez menos afeita a um la\u00e7o social poss\u00edvel e mais pr\u00f3xima do \u00f3dio, do racismo e da destrui\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n<p>No texto de 1905<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, Freud considerou o chiste, na brevidade de sua t\u00e9cnica e em seu ponto de vista econ\u00f4mico, como uma forma de veicular a agressividade e de se obter satisfa\u00e7\u00e3o pela via do inconsciente \u00e0 luz dos processos prim\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em sua leitura do texto de Freud, Lacan ir\u00e1 sublinhar na t\u00e9cnica do chiste o que permite ao pulsional passar \u00e0 palavra, assim como a agressividade que se apresenta sob a forma hostil ou obscena, onde se implica no la\u00e7o social nas formas da oposi\u00e7\u00e3o, da ostenta\u00e7\u00e3o ou da mentira<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Em \u201cAs forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> &#8211; onde sustenta o axioma \u201co inconsciente se estrutura como linguagem\u201d \u2013 Lacan ir\u00e1 sublinhar a t\u00e9cnica do chiste ao apresentar os efeitos de cria\u00e7\u00e3o e sentido que adv\u00e9m das cl\u00e1ssicas \u201cestruturas freudianas do esp\u00edrito\u201d<em>,<\/em> forma\u00e7\u00f5es em que a satisfa\u00e7\u00e3o obtida resulta no riso \u2013 do chiste, do c\u00f4mico e nas v\u00e1rias formas de humor \u2013 sempre referendadas pelo Outro. Um combate entre dois lugares opostos a sustentar o lugar do Outro e o la\u00e7o social, \u201cpois s\u00f3 existe tirada espirituosa particularizada \u2013 n\u00e3o h\u00e1 tirada espirituosa no espa\u00e7o abstrato\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. O chiste permite ao sujeito fazer passar um real pulsional, no qual se pode passar \u00e0 palavra e se pode rir.<\/p>\n<p>Lacan apontar\u00e1 fen\u00f4menos em que a autoridade questionada pelos discursos da ci\u00eancia e do capitalismo fazem surgir a inconsist\u00eancia do Outro, e paralelamente o retorno de figuras que buscam sustentar o Outro, tais como a ultradireita ou o triunfo da religi\u00e3o, \u201co que faz com que a universaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o possa sen\u00e3o engendrar a segrega\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Por outro lado, Miller aponta o retorno no real do Outro completo, consistente, e que produz uma virada da agressividade ao \u00f3dio. \u201cH\u00e1 uma consist\u00eancia desta agressividade que merece o nome de \u00f3dio e que aponta o real no Outro\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Aqui n\u00e3o se trata da l\u00f3gica da consist\u00eancia do Outro, mas a l\u00f3gica do UM e o real da puls\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 dois lugares, h\u00e1 o Um sozinho e n\u00e3o h\u00e1 o Outro deste Um e \u00e9 a\u00ed que se produzem os fen\u00f4menos mais violentos, tais como os do terrorismo fundamentalista. S\u00f3 h\u00e1 um lugar e o que n\u00e3o responde a este lugar, dever\u00e1 ser eliminado. Assinala-se ao sujeito, o que no saber n\u00e3o alcan\u00e7a dialetizar: o gozo.<\/p>\n<p>Miller em \u201cO Outro sem o Outro\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> observa que, no grafo do desejo, est\u00e3o ligadas a ordem simb\u00f3lica da qual o Nome do Pai \u00e9 suporte de um lado, e por outro lado, a via meton\u00edmica do desejo e a inconsist\u00eancia do Outro S(\u023a). Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 uma met\u00e1fora que far\u00e1 surgir uma significa\u00e7\u00e3o definitiva. Mais ainda, nos indica a estrutura fantasm\u00e1tica por meio da qual os efeitos de uma perda inauguram uma modalidade de rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o objeto colocando em cena o desejo e o gozo. Se trata aqui de saber e de gozo.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 no Semin\u00e1rio 20<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> que uma mudan\u00e7a se d\u00e1 do Lacan cl\u00e1ssico do \u201cinconsciente estruturado como uma linguagem\u201d \u00e0 linguagem que passa a alcan\u00e7ar um novo estatuto de aparelho de gozo, ordenando o gozo, presentificando um gozo que n\u00e3o se presta ao jogo subjetivo. A partir deste Semin\u00e1rio, o trabalho anal\u00edtico sup\u00f5e a materialidade da puls\u00e3o: a dimens\u00e3o do real do gozo. A cl\u00ednica deixa de ser uma elabora\u00e7\u00e3o de saber sobre o sintoma e passa a ser as solu\u00e7\u00f5es que o sujeito inventa sobre o real do gozo.<\/p>\n<p>Finalmente, no <em>Semin\u00e1rio 22: RSI<\/em>, o ponto de partida \u00e9 o de que o efeito pr\u00f3prio do simb\u00f3lico \u00e9 o efeito de gozo, sendo o efeito de sentido remetido ao imagin\u00e1rio. O efeito pr\u00f3prio do simb\u00f3lico \u00e9 o gozo, o efeito de sentido \u00e9 imagin\u00e1rio e o sem sentido \u00e9 o real, ou seja, a n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Ao escrever a psicog\u00eanese do chiste, Miller<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> retoma o Semin\u00e1rio 20 e indica o que estava j\u00e1 em Freud: a intens\u00e3o do chiste \u00e9 a de produzir prazer! Dar\u00e1 destaque ao primeiro n\u00edvel do chiste no prazer obtido pelo falante que se satisfaz no bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1, onde Lacan p\u00f4de finalmente colocar que o significante trabalha para o gozo. Gozo que n\u00e3o se liga ao sentido, satisfa\u00e7\u00e3o justo alcan\u00e7ada na asson\u00e2ncia e no sem sentido, efeito da libera\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es impostas pela linguagem.<\/p>\n<p>O chiste, ao levantar a repress\u00e3o, produz o que Miller chama de ruptura da causalidade e faz somar ao jogo do significante a for\u00e7a da puls\u00e3o. Nesta satisfa\u00e7\u00e3o que prescinde do sentido, n\u00e3o h\u00e1 gasto ps\u00edquico, diferentemente da vertente pulsional do chiste que teve de vencer os obst\u00e1culos das inibi\u00e7\u00f5es e do recalque. Do paradoxal do sem sentido a uma revela\u00e7\u00e3o fugaz e surpreendente.<\/p>\n<p>Ao prazer do significante puro se acrescenta um plus da puls\u00e3o, efeito multiplicador da puls\u00e3o, reabrindo um acesso ao prim\u00e1rio do gozo. Ser\u00e1 aqui que Miller situar\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o do analista como um enunciado que pertence \u00e0 fam\u00edlia dos enunciados do chiste pulsional, uma variante do chiste pulsional que permite pequenas interven\u00e7\u00f5es obterem grandes efeitos.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o que se mant\u00e9m: como interpretar, produzir efeitos no gozo intraduz\u00edvel, fora da gram\u00e1tica e da sintaxe, ainda pela palavra, pela linguagem e seus equ\u00edvocos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Teoria do Caos. T\u00edtulo de um artigo escrito pelo matem\u00e1tico meteorologista &#8211; \u00a0\u00a0Eduard Lorenz escrito em 1972.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> MILLER, J. A. <em>La fuga del sentido<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 2012 p.372. (Tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, J. A. &#8220;O retorno da Blasf\u00eamia&#8221;. <em>In:<\/em> <em>Correio 77<\/em> \u2013 <em>Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo. Outubro 2015, p. 57. (Tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Ibid. p. 57.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> FREUD, S <em>O chiste e suas rela\u00e7\u00f5es com o Inconsciente<\/em>. <em>In:<\/em> <em>Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud.<\/em> Edi\u00e7\u00e3o Standart Brasileira, Vol. VIII. Imago.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, J. &#8220;<em>A agressividade na Psican\u00e1lise&#8221;<\/em>. <em>In: <\/em><em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LACAN, J. &#8220;<em>As estruturas freudianas do Esp\u00edrito&#8221;<\/em>. <em>In: <\/em><em>O semin\u00e1rio Livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente<\/em>\u201d (1956-57). Rio de Janeiro: Zahar Ed, 1995.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> Ibid, p. 12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> LACAN, J. (1973) &#8220;Televis\u00e3o&#8221;. <em>In:<\/em> <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> MILLER, J. A. \u201cRacismo\u201d. <em>In:<\/em> <em>Extimidad<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011 p.53. (Tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> MILLER, J. A. Texto apresentado no encerramento do XI Congresso da <em>New Lacanian School<\/em> em Atenas. Diretoria na Rede, Orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, nov. 2013.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> MILLER, J. A. <em>La fuga del sentido<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2012.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][vc_column_text] Nancy Greca Carneiro Membro da EBP\/AMP \u00a0Poderia o bater de asas de uma borboleta no Brasil, causar um tornado no Texas?[1] O que \u00e9 hoje a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica? 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