{"id":6863,"date":"2022-11-23T18:34:26","date_gmt":"2022-11-23T21:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6863"},"modified":"2022-11-23T18:34:26","modified_gmt":"2022-11-23T21:34:26","slug":"perspectivas-de-lituraterra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/perspectivas-de-lituraterra\/","title":{"rendered":"PERSPECTIVAS DE LITURATERRA"},"content":{"rendered":"<h6><em>Produ\u00e7\u00e3o do texto: Emelice Prado, Jos\u00e9 Danilo Canesin, Jovita Carneiro de Lima, Marisa Nubile e Perpetua Medrado. <\/em><\/h6>\n<h6><em>Sub-comiss\u00e3o Leituras da Biblioteca: Eduardo Vallejos, Mirmila Musse, Raquel Diaz Degenszan, Ros\u00e2ngela Turim, Silvia Jacobo<\/em><\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A partir da orienta\u00e7\u00e3o da diretoria da biblioteca da EBP de trabalhar sob a rubrica: \u201cEscrita e psican\u00e1lise\u201d a Comiss\u00e3o de leituras da biblioteca da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo, escolheu trabalhar o texto <em>Lituraterra<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>, texto de Lacan que abre a colet\u00e2nea que conhecemos como <em>Outros Escritos<\/em>.<\/p>\n<p><em>Perspectivas de Lituraterra<\/em>, como foi nomeada as atividades que se desenvolveram em duas noites, colocaram, de entrada, um modo de trabalho que visou extrair do texto algumas chaves de leitura, ou seja, a proposta foi ir na dire\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar quest\u00f5es surgidas a partir da leitura, n\u00e3o sem tomar o texto ao p\u00e9 da letra.<\/p>\n<p>A escolha foi um efeito do trabalho do ano anterior em torno do artigo de Freud <em>Al\u00e9m do Princ\u00edpio do Prazer<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup><strong>[2]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>. Naquela ocasi\u00e3o, a comiss\u00e3o concluiu que se encontrava ali um momento de virada conceitual na obra freudiana. Freud extrai do que na cl\u00ednica se apresenta como compuls\u00e3o a repeti\u00e7\u00e3o, a no\u00e7\u00e3o de um mais al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer, algo que n\u00e3o cessa de tentar se inscrever no simb\u00f3lico, algo que resiste e insiste em n\u00e3o ser simbolizado. O imposs\u00edvel de dizer tudo faz o ponto de liga\u00e7\u00e3o com <em>Lituraterra<\/em>, momento do ensino em que Lacan est\u00e1 \u00e0s voltas com a articula\u00e7\u00e3o entre simb\u00f3lico e real, ou seja, de como servir-se de algo, para al\u00e9m do semblante, que alcance o real do gozo que fica fora da significa\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse contexto que a letra ser\u00e1 retomada. A comiss\u00e3o sustentou, portanto, que este texto se localiza dentro dos antecedentes da virada no ensino de Lacan que costumamos situar no <em>Semin\u00e1rio 20<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup><strong>[3]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>.<\/p>\n<p>A primeira noite de conversa\u00e7\u00e3o foi aberta com a apresenta\u00e7\u00e3o do contexto no qual se insere a escrita de <em>Lituraterra<\/em>. Lacan a escreve respondendo ao convite de uma revista sobre Literatura e Psican\u00e1lise. Ele subverte o pr\u00f3prio termo literatura propondo outro \u2013 <em>Lituraterra<\/em> \u2013 e legitima o uso desse termo a partir da etimologia, introduzindo <em>litura<\/em> no termo que inventa. <em>Litura<\/em> \u00e9 definida, a partir do <em>Dicion\u00e1rio Houaiss da L\u00edngua Portuguesa<\/em>, como \u201caquilo que em um escrito se apagou ou riscou para ficar sem efeito ou ileg\u00edvel; rasura; borr\u00e3o; letras riscadas; letras apagadas\u201d. Esse termo, diz Lacan, nada tem a ver com <em>litera<\/em>, letra. Em seu estilo sempre provocativo e subversivo, diz que n\u00e3o se submete \u00e0 etimologia, mas que se deixa levar pelo jogo de palavras, marcando tamb\u00e9m um equ\u00edvoco do que desliza de <em>letter <\/em>para <em>litter, <\/em>de carta para lixo, sustentando o que para ele define a literatura: \u201cuma acomoda\u00e7\u00e3o de restos\u201d.<\/p>\n<p>Em<em> Lituraterra<\/em> Lacan vai se interrogar e reescrever a no\u00e7\u00e3o de letra que ele tinha desenvolvido tanto na <em>Inst\u00e2ncia<\/em> <em>da Letra<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup><strong>[4]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>, quanto no <em>Semin\u00e1rio sobre<\/em> <em>A carta roubada<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup><strong>[5]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>.\u00a0 A comiss\u00e3o retomou alguns aspectos desse momento do ensino de Lacan onde h\u00e1 uma primazia do simb\u00f3lico e a letra \u00e9 definida como \u201csuporte material que o discurso concreto toma emprestado da linguagem\u201d. Ou seja, a letra \u00e9 tomada como suporte material do significante. Como sabemos, na <em>Inst\u00e2ncia da letra <\/em>Lacan formaliza a met\u00e1fora e a meton\u00edmia e assinala que os sonhos deviam ser interpretados ao p\u00e9 da letra: o sonho \u00e9 um r\u00e9bus, uma escritura, cujo valor das imagens n\u00e3o tem a ver com o seu sentido. Separa, assim, a significa\u00e7\u00e3o da materialidade das marcas do inconsciente. Aqui, a dimens\u00e3o da materialidade \u00e9 central visto que, j\u00e1 nesse momento, a hip\u00f3tese lacaniana \u00e9 de que h\u00e1 escrito na palavra.<\/p>\n<p>Na leitura que faz do conto de Edgar Alan Poe, <em>A carta roubada<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><sup><strong>[6]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>, Lacan assinala que o deslocamento dos personagens est\u00e1 determinado pelo lugar que ocupa o significante que \u00e9 a carta roubada. Mas, onde est\u00e1 a carta? H\u00e1 um al\u00e9m do significante que circula na carta e o interessante aqui \u00e9 o efeito que a carta produz naquele que a recebe. A posse da carta exige oculta\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio a respeito do segredo. Sabemos, com Lacan, que o segredo tem a ver com o gozo da mulher. O objeto lettre\/carta se desloca e prevalece o efeito feminilizante. A letra\/carta \u00e9 signo do segredo que faz presente o indiz\u00edvel do gozo. A localiza\u00e7\u00e3o do gozo na letra bordeja, assim, o imposs\u00edvel de dizer.<\/p>\n<p>No momento em que Lacan escreve <em>Lituraterra<\/em>, ele est\u00e1 \u00e0s voltas com a quest\u00e3o de como distinguir o sentido e o real, perguntando-se se h\u00e1 algum tipo de rela\u00e7\u00e3o entre o significante e o real do gozo que n\u00e3o esteja mediado pelo discurso e, para isso, serve-se da no\u00e7\u00e3o de letra. \u00c9 dentro dessa perspectiva que ele questiona Derrida para quem a letra seria prim\u00e1ria. J\u00e1 para Lacan, a marca de gozo \u00e9 criada pelo simb\u00f3lico e pela palavra. H\u00e1 um furo que se instala diante do traumatismo do encontro com lal\u00edngua.<\/p>\n<p>Em <em>Lituraterra<\/em>, a localiza\u00e7\u00e3o do gozo na letra bordeja o imposs\u00edvel de dizer. Entre saber e gozo, a letra se situa na borda do furo do saber, litoral entre o querer saber e o querer gozar. Como princ\u00edpio material de lal\u00edngua, ela se transforma em recept\u00e1culo de gozo. Esta \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de litoral que a letra marca entre um corpo traumatizado pela linguagem e seu posterior efeito de sentido e a divis\u00e3o no plano do objeto que inscreve um furo no qual um gozo sempre pode se alojar. Para destacar essa dupla fun\u00e7\u00e3o da letra que, a um s\u00f3 e mesmo tempo, funciona como recorte no saber e furo que indica um gozo, Silvia Jacobo formulou uma express\u00e3o que foi retomada algumas vezes durante as conversa\u00e7\u00f5es: a letra bordeja escavando, escava bordejando.<\/p>\n<p>Bordejar escavando e escavar bordejando evoca o que Lacan descreve da imagem que observa do alto do avi\u00e3o que sobrevoa a plan\u00edcie siberiana. Ravinamento \u00e9 o nome que dar\u00e1 aos sulcos na terra cavados pela \u00e1gua da chuva que cai deixando marcas sobre o solo des\u00e9rtico. Das nuvens, faz met\u00e1fora associada ao semblante e \u00e0 cadeia significante. O banho de linguagem que o sujeito recebe deixa marcas no corpo, marcas estas que ele relaciona ao tra\u00e7o un\u00e1rio que, na condi\u00e7\u00e3o de marca apagada, \u00e9 raiz da linguagem que funda o sujeito apto a ocupar um lugar no discurso. Aqui, uma orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica bem ao estilo de Lacan: \u201co que se evoca de gozo ao se romper um semblante, \u00e9 isso que no real se apresenta como ravinamento\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Evocar algo do gozo, eis a\u00ed a dire\u00e7\u00e3o de um tratamento, sobretudo nas an\u00e1lises que duram.\u00a0 Ao tomar o texto de Lacan em sua dimens\u00e3o cl\u00ednica, logicamente, aparece na conversa\u00e7\u00e3o a pergunta sobre a posi\u00e7\u00e3o do analista. Em <em>Lituraterra<\/em> estamos sob o efeito da constru\u00e7\u00e3o dos discursos no <em>Semin\u00e1rio 17<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\"><sup><strong>[8]<\/strong><\/sup><\/a><\/em> onde, no discurso anal\u00edtico, o objeto a ocupa o lugar de agente. Ou seja, a posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ao analista seria a de semblante de objeto a. Lituraterra, como sabemos, \u00e9 contempor\u00e2neo do Semin\u00e1rio 18, cujo t\u00edtulo \u00e9: <em>De um discurso que n\u00e3o fosse de semblante<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><sup><strong>[9]<\/strong><\/sup><\/a>. <\/em>Aqui j\u00e1 se anuncia o que Lacan dir\u00e1 em <em>A terceira<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\"><sup><strong>[10]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>, ou seja, que o discurso anal\u00edtico \u00e9 aquele que mais se aproxima do real. A quest\u00e3o posta seria ent\u00e3o, qual o estatuto do objeto a em <em>Lituraterra<\/em>?<\/p>\n<p>Litura \u00e9 o ponto de liga\u00e7\u00e3o entre a segunda noite de conversa\u00e7\u00e3o e a primeira. Litura, rasura, borr\u00e3o, letras riscadas, letras apagadas&#8230; \u00c9 na escrita e na poesia chinesa que Lacan vai tentar localizar o estatuto da letra tal como prop\u00f5e em <em>Lituraterra<\/em>. Da\u00ed extrai a ideia do tra\u00e7o \u00fanico de pincel como correlato da no\u00e7\u00e3o de letra, privilegiando, nesse momento, muito mais o aspecto caligr\u00e1fico do que o tipogr\u00e1fico. Nesse texto, mas tamb\u00e9m no <em>Semin\u00e1rio 18,<\/em> testemunhamos o esfor\u00e7o de Lacan em transmitir a no\u00e7\u00e3o de litoral entre saber e gozo do qual a letra d\u00e1 not\u00edcias. Recorrer ao tra\u00e7o \u00fanico de pincel na escrita do ideograma \u00e9 enfatizar que tal escrita inclui tanto a combina\u00e7\u00e3o com outros tra\u00e7os, quanto o gesto, o movimento da m\u00e3o que o desenha. \u201cDeste ponto de vista, o gesto que delineia a letra e que a escreve permanece vis\u00edvel no papel. Ressalta-se como gesto de escrita \u00e9 \u00fanico para cada m\u00e3o e n\u00e3o se perde na leitura (&#8230;) A letra interessa no que encerra e transmite desse gesto singular que a tra\u00e7ou e que, no que concerne ao sentido, \u00e9 fora dele: apenas tra\u00e7o, apagamento, <em>litura<\/em>, rasura, nos termos de Lacan\u201d. Aqui, uma cita\u00e7\u00e3o do livro de Marcus Andr\u00e9 Vieira <em>A escrita do sil\u00eancio<\/em>: <em>voz e letra em uma an\u00e1lise<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\"><sup><strong>[11]<\/strong><\/sup><\/a><\/em>, no intuito de tornar mais claro esse ponto t\u00e3o opaco, uma vez que n\u00e3o dominamos o idioma chines.<\/p>\n<p>A conversa se abre nesse ponto onde o gesto inclu\u00eddo no tra\u00e7o do pincel evoca um ponto observado ao final da primeira noite de conversa\u00e7\u00e3o: <em>Lituraterra<\/em> \u00e9 um texto onde h\u00e1 a presen\u00e7a do corpo, embora essa palavra n\u00e3o tenha sido usada por Lacan. A gestualidade do tra\u00e7o na escrita caligr\u00e1fica denotaria a presen\u00e7a de um corpo, onde a letra \u00e9 marca do gozo singular como gesto \u00fanico de escrita?<\/p>\n<p>Aqui, retoma-se a no\u00e7\u00e3o da letra em seu efeito de sulcamento onde o gozo vem se alojar. \u00c9 nesse sentido que se pode extrair a no\u00e7\u00e3o de <em>objeto a<\/em>, vazio em torno do qual a puls\u00e3o faz seu trajeto. Haveria, portanto, uma articula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre a letra enquanto furo e as bordas pulsionais. Se o gozo do sinthoma n\u00e3o se escreve, s\u00e3o os trilhamentos, sulcos e ravinamentos que constituem suas fixa\u00e7\u00f5es que lhe d\u00e3o lugar, como pontua Marcus Andr\u00e9 Vieira no livro j\u00e1 citado.<\/p>\n<p>As refer\u00eancias \u00e0 escrita chinesa, ao ideograma e suas m\u00faltiplas possibilidades de leitura; \u00e0 poesia de vanguarda e o efeito gozoso que desencadeia pelo destro\u00e7amento do significante; o haikai, onde algo se fixa e algo cai, s\u00e3o tentativas de cernir a fun\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o enquanto leitura e n\u00e3o mais como decifra\u00e7\u00e3o. O corpo que \u00e9 evocado aqui n\u00e3o \u00e9 mais o da marca biol\u00f3gica, mas aquele que \u00e9 afetado pelo gozo e que a interpreta\u00e7\u00e3o, ao privilegiar o som, a fon\u00e9tica, o faz vibrar.<\/p>\n<p>Vemos o esfor\u00e7o de Lacan em localizar o lugar pr\u00f3prio ao analista, levando em conta o que elabora neste momento e que tem a ver com a produ\u00e7\u00e3o de um efeito de vazio. Como o analista produz esse efeito? Pela interpreta\u00e7\u00e3o enquanto equivoco, jogo de palavras, sil\u00eancio que faz furo, onde ressoa algo para al\u00e9m da significa\u00e7\u00e3o. Um modo de pensar o litoral e a borda na experi\u00eancia de uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Para finalizar, o poema de Alice Ruiz<\/p>\n<p><em>\u201cQue importa o sentido se tudo vibra<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\"><strong>[12]<\/strong><\/a>.\u201d <\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>LACAN, Jacques. Lituraterra (1971). In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> FREUD, Sigmund. <em>Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer<\/em> (1920). Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud. Vol. XVIII. Rio de Janeiro: Imago, 1980. <em>Obras incompletas de Sigmund Freud<\/em>\/coordena\u00e7\u00e3o Gilson Iannini, Pedro Heliodoro Tavares. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. <em>Livro 20: Mais, ainda<\/em> (1972-1973). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora: 1985<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. A inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud (1957). In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. O semin\u00e1rio sobre A carta roubada (1955). In: <em>Escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1988<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> POE, Edgar Allan. A carta roubada. In: <em>Antologia dos contos de Edgar Allan Poe<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira. 1959<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. Lituraterra. In: <em>Outros escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003, pg. 22<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques<em>. O Semin\u00e1rio, Livro 17: o avesso da psican\u00e1lise<\/em> (1969-1970). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio. Livro 18. De um discurso que n\u00e3o fosse do semblante<\/em> (1971). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2009.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques. A terceira (1974), In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n. 62, dezembro 2011<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> VIEIRA, Marcus Andr\u00e9. <em>A escrita do sil\u00eancio (voz e letra em uma an\u00e1lise)<\/em>. Rio de Janeiro: Subversos, 2018, pg. 88-89<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Ruiz, Alice S. &amp; Guttilla, RodolfoW. Amorhumorumor: haikai&amp;senryu. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras,2020<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o do texto: Emelice Prado, Jos\u00e9 Danilo Canesin, Jovita Carneiro de Lima, Marisa Nubile e Perpetua Medrado. 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