{"id":6783,"date":"2022-10-26T08:16:36","date_gmt":"2022-10-26T11:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6783"},"modified":"2022-10-26T08:16:36","modified_gmt":"2022-10-26T11:16:36","slug":"intervencao-sobre-o-vetor-verdade-mentirosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/intervencao-sobre-o-vetor-verdade-mentirosa\/","title":{"rendered":"INTERVEN\u00c7\u00c3O SOBRE O VETOR: \u201cVERDADE MENTIROSA\u201d"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Gustavo Menezes<br \/>\n<\/strong><strong>Membro da EBP e da AMP<\/strong><\/h6>\n<figure id=\"attachment_6784\" aria-describedby=\"caption-attachment-6784\" style=\"width: 472px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6784\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/007-1.jpg\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"594\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/007-1.jpg 472w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/007-1-238x300.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6784\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @adrianavarejao<\/figcaption><\/figure>\n<p>Gostaria de destacar dois pontos a partir do vetor que me foi atribu\u00eddo: 1) o passe \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o que a verdade \u00e9 mentirosa; 2) na contemporaneidade, em nome da verdade, o S<sub>1<\/sub> descolado do S<sub>2<\/sub> consiste em uma verdade totalizante. Iniciarei pelo segundo.<\/p>\n<p>Em nossa \u00e9poca, a evidente desvaloriza\u00e7\u00e3o da verdade a qualifica de p\u00f3s-verdade. Em pesquisa recente divulgada pela ag\u00eancia <em>Aos Fatos<\/em><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, somente no primeiro m\u00eas de campanha da atual elei\u00e7\u00e3o brasileira, links compartilhados com informa\u00e7\u00f5es falsas e teorias conspirat\u00f3rias tiveram um alcance de mais de 30 milh\u00f5es de usu\u00e1rios do Telegram e WhatsApp, tornando-se uma fonte rent\u00e1vel de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No discurso das <em>fake News<\/em>, as opini\u00f5es se proliferam e os fatos se tornam <em>alternativos<\/em>. Como afirma Dupont, estamos diante do \u201crelativismo absoluto que sustenta um outro absoluto: a cren\u00e7a n\u2019<em>A<\/em> verdade\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> que leva ao racismo e \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o. Na mesma linha, Laurent afirma que \u201ca pol\u00edtica do \u00f3dio permite ir al\u00e9m da pol\u00edtica da raz\u00e3o compartilhada e do respeito pelas verdades estabelecidas. O real vem ali em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade e a supera. O \u00f3dio permite uma dessuposi\u00e7\u00e3o geral do saber\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. No <em>fake<\/em> h\u00e1 uma \u201cvontade de enganar\u201d e que \u201crejeita o real\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 verdade que o fa\u00e7a parar, como se muitos soubessem hoje em dia que <em>o verdadeiro mente<\/em>.<\/p>\n<p>A ordem simb\u00f3lica se caracteriza por ser uma articula\u00e7\u00e3o de semblantes, o tempo todo desconstru\u00eddos e reconhecidos como tais. Mas isso \u00e9 muito distante de uma orienta\u00e7\u00e3o sobre o real. Por outro lado, a psican\u00e1lise restitui que \u201cnem tudo \u00e9 semblante, h\u00e1 um real\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Nada mais oposto ao <em>fake<\/em> do que a verdade mentirosa instaurada por uma psican\u00e1lise, aquela que mente frente a um real do qual tenta cercar.<\/p>\n<p>Ao longo da an\u00e1lise, a afinidade entre a verdade e a mentira se verifica constantemente. O inconsciente transferencial que se constr\u00f3i \u201c\u00e9 inteiramente redut\u00edvel a um saber. \u00c9 o m\u00ednimo que sup\u00f5e o fato de ele poder ser interpretado\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>, o que se d\u00e1 no \u00e2mbito da <em>histoeria<\/em><a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. No espa\u00e7o de um lapso, quando a conex\u00e3o transferencial n\u00e3o opera, se est\u00e1 no inconsciente real. Mas, diz Lacan, \u201cbasta prestar aten\u00e7\u00e3o para que se saia. N\u00e3o h\u00e1 amizade que esse inconsciente suporte. Restaria o fato de eu dizer uma verdade. N\u00e3o \u00e9 o caso: eu falho. N\u00e3o h\u00e1 verdade que, ao passar pela aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o minta\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. A aten\u00e7\u00e3o que tira do inconsciente real, eis a primeira mentira!<\/p>\n<p>A cada lapso, nada mais do que um efeito de verdade \u00e9 produzido, uma <em>varidade<\/em>. No enxame de S1, a estrutura do saber est\u00e1 afetada por uma falha radical, \u00e9 um saber apenas suposto, mas nunca atingido. Isso significa que n\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta com a verdade, ela \u00e9 mediatizada pelo saber. \u201cO analisante diz o que ele acredita ser verdade. O que o analista sabe \u00e9 que ele fala ao lado da verdade, porque a verdade, ele ignora\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Assim Lacan interroga a verdade mentirosa da associa\u00e7\u00e3o livre. Se o inconsciente real \u00e9 exterior \u00e0 m\u00e1quina significante, quando h\u00e1 <em>amizade<\/em>, passa-se do Um-sozinho ao la\u00e7o com o Outro.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa via que Lacan prop\u00f5e operar n\u00e3o mais a partir do verdadeiro, mas da perspectiva do real e do imposs\u00edvel de dizer. H\u00e1 sempre um obst\u00e1culo do fora de sentido e onde o saber est\u00e1 exclu\u00eddo. Se A verdade \u00e9 barrada, \u201co lugar do Outro deve ser buscado no corpo e n\u00e3o na linguagem\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> como superf\u00edcie de inscri\u00e7\u00e3o. \u00c0 suposi\u00e7\u00e3o de saber, acrescenta-se o \u201ccorpo suposto gozar\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. O inconsciente real, an\u00e1logo ao traumatismo, n\u00e3o \u00e9 nem uma verdade nem uma mentira, \u201c\u00e9 o lugar do gozo opaco ao sentido que, por meio da <em>fic\u00e7\u00e3o<\/em>, procuramos tornar tagarela\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. \u00c9 uma nova alian\u00e7a entre linguagem e gozo. Trata-se de pensar o inconsciente a partir do gozo, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O sinthoma de um falasser \u201c\u00e9 um acontecimento de corpo, uma emerg\u00eancia de gozo\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>. Por um lado, o falasser tem que se haver com o gozo do corpo, e por outro, com o gozo f\u00e1lico, que \u201ccondensa e isola um gozo \u00e0 parte que se reparte entre os objetos <em>a<\/em>\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. O sinthoma est\u00e1 do lado do que n\u00e3o se deixa negativizar, do gozo positivo e que aponta para o mais-al\u00e9m da castra\u00e7\u00e3o. \u00c9 esse gozo que cada vez mais Lacan considera como essencial, e a partir do qual Miller prop\u00f5e \u201creconsiderar o problema da rela\u00e7\u00e3o entre a verdade e o gozo\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>. Se no primeiro ensino, essa rela\u00e7\u00e3o se d\u00e1 essencialmente na fantasia e na recusa do gozo, Lacan vai na dire\u00e7\u00e3o de que este pode ser atingido. Quando pensamos na oposi\u00e7\u00e3o verdade\/mentira, estamos no n\u00edvel do recalque como opera\u00e7\u00e3o dominada pelo simb\u00f3lico. Por outro lado, falar de verdade mentirosa \u201c\u00e9 recusar o primado do efeito de verdade sobre o real\u201d<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a> que privilegiava a via heroica do desejo e conduzir a experi\u00eancia em dire\u00e7\u00e3o ao real, ao encontro do gozo que n\u00e3o mente. Quando se introduz uma negatividade, \u201ch\u00e1 uma interfer\u00eancia da verdade mentirosa\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p>Dizer que <em>todo mundo \u00e9 louco<\/em>, \u00e9 dizer que \u201c<em>a verdade \u00e9 mentirosa para todo mundo<\/em>\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>. A verdade mentirosa \u00e9 uma elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>lal\u00edngua<\/em> do corpo falante e, portanto, \u201csobre o <em>falasser<\/em>\u201d<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a>. A verdade pode mentir para se manter o mais pr\u00f3ximo do real, mas tamb\u00e9m para neg\u00e1-lo, torn\u00e1-lo <em>fake<\/em>. Segundo Miller, \u201centre o verdadeiro e o real, h\u00e1 o imposs\u00edvel de dizer, que faz, ao mesmo tempo, limite, mas tamb\u00e9m conex\u00e3o, algum tipo de encontro\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a>. A verdade mentirosa indexada a um imposs\u00edvel de dizer \u00e9, de um lado, furo entre verdade e real, e de outro, supl\u00eancia a este furo<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a>.<\/p>\n<p>Os testemunhos de passe podem nos ensinar sobre o \u201cmomento em que a divis\u00e3o subjetiva se articula a um ponto de gozo correlato ao acontecimento de corpo\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a>. S\u00e3o exemplos que nos servem para verificar como a verdade mentirosa liga-se sobre a vertente sonora, de letra, para fazer ressoar o real ali inclu\u00eddo. Uma vez que n\u00e3o h\u00e1 como antecipar o efeito de gozo, isso se verifica <em>a posteriori<\/em>. Equ\u00edvoco, mal-entendido, sil\u00eancio, tornam-se chaves para a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O passe \u00e9 a \u201cverifica\u00e7\u00e3o da <em>historisteriza\u00e7\u00e3o<\/em> da an\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a>, do romance que se ordenou pelo desejo do Outro. Deter-se na via da travessia da fantasia, \u00e9 reconhecer seu ser em um objeto, o qual n\u00e3o passa de semblante. No passe do falasser, s\u00f3 se pode dar testemunho de uma verdade mentirosa. \u00c9 um final contingente que n\u00e3o encontra \u201coutro limite sen\u00e3o a satisfa\u00e7\u00e3o que marca o fim da an\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn24\" name=\"_ednref24\">[24]<\/a>. Por mais grandiosa que possa parecer a elucubra\u00e7\u00e3o de saber, o final \u00e9 concebido como experimentar e dizer de uma satisfa\u00e7\u00e3o. \u201cTrata-se de um falasser que n\u00e3o mais seria atormentado pela verdade\u201d<a href=\"#_edn25\" name=\"_ednref25\">[25]<\/a>, pois a hist\u00f3ria que dali resulta n\u00e3o pode mais do que \u201cfazer verdadeiro\u201d<a href=\"#_edn26\" name=\"_ednref26\">[26]<\/a>. Um equ\u00edvoco [<em>Une-b\u00e9vue<\/em>], uma \u201cfenda entre o verdadeiro e o real\u201d<a href=\"#_edn27\" name=\"_ednref27\">[27]<\/a>, ao qual se acrescenta um \u201cgolpe de sentido\u201d<a href=\"#_edn28\" name=\"_ednref28\">[28]<\/a> para que o inconsciente possa ser deduzido.<\/p>\n<p>Como afirma Miller, se a debilidade est\u00e1 para todos, n\u00e3o h\u00e1 como se adequar ao real, a \u00fanica via que abre mais al\u00e9m \u00e9 \u201cmontar um discurso no qual os semblantes obstringem um real, um real no qual se cr\u00ea sem a ele aderir, um real que n\u00e3o tem sentido\u201d<a href=\"#_edn29\" name=\"_ednref29\">[29]<\/a>. Segundo Laurent: \u201cMais al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o e de seus significantes mestres diferenciados, encontra-se um \u2018fazer-se tolo\u2019 de um real. O del\u00edrio, no sentido de \u2018todo mundo delira\u2019, \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o que permite reduzir o uso dos semblantes a \u2018<em>savoir faire<\/em> com\u2019 um real que \u00e9 resson\u00e2ncia da experiencia de gozo, n\u00e3o negativiz\u00e1vel. A debilidade do sujeito \u00e9 crer na possibilidade de subtrair-se disso, de desmenti-la ou de neg\u00e1-la\u201d<a href=\"#_edn30\" name=\"_ednref30\">[30]<\/a>. O inconsciente transferencial \u00e9 a <em>verdade mentirosa <\/em>e a \u201cmiragem da verdade\u201d<a href=\"#_edn31\" name=\"_ednref31\">[31]<\/a> \u00e9 o inconsciente real. A partir da\u00ed que se pode abrir a porta para o final de an\u00e1lise e \u201cfraturar aquilo a que a falta de rela\u00e7\u00e3o sexual apela, (&#8230;) [a] reserva mental\u201d<a href=\"#_edn32\" name=\"_ednref32\">[32]<\/a>, ou pior, o <em>fake <\/em>absoluto.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/desinformacao-eleitoral-alcanca-30-milhoes-impulsionada-por-telegram-whatsapp-e-anuncios-do-google\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Dupont, L. \u201cIntroduction \u00e0 Question d\u2019\u00c9cole: le fake\u201d. In: <em>L\u2019Hebdo-Blog 226<\/em>. Janeiro 2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Laurent, E. \u201cA desordem f\u00e1lica: o falo n\u00e3o negativiz\u00e1vel\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n.84, fev. 2022, p.52.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Lebovits-Quenehen, A. \u201cD\u2019un discours qui contre le fake\u201d. In: <em>L\u2019Hebdo-Blog 226<\/em>. Janeiro 2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet<\/em>. SP: EBP, 2016, p.31.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>. RJ: Zahar, 2007, p.127.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Lacan, J. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>\u201d. In: <em>Outros escritos<\/em>. RJ: Zahar, 2003, p.567.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, p.567.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Lacan, J. \u201cRumo a um significante novo\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n.22, agosto 2022, p.9.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Miller, J-A. (2011 [2008-2009]) <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, p.183.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, p.186.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, p.111.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet<\/em>. SP: EBP, 2016, p.26.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, pp.29-30.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Miller, J-A. (2011 [2008-2009]) <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, p.182.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> Laurent, E. <em>O avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo<\/em>. RJ: ContraCapa Ed., 2016, p.193.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> Miller, J-A. (2011 [2008-2009]) <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, p.203.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, p.71.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet<\/em>. SP: EBP, 2016, p.30.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> Miller, J-A. (2009 [2006-2007]) <em>Perspectivas do semin\u00e1rio 23 de Lacan: O sinthoma<\/em>. RJ: Zahar, p.28.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> Lebovits-Quenehen, A. \u201cLa v\u00e9rit\u00e9 ment, mais pas n\u2019importe comment\u201d. In: <em>Parler&#8230; C\u2019est mentir<\/em>. N\u00eemes: Champ social, 2020, p.109.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> Laurent, E. <em>O avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo<\/em>. RJ: ContraCapa Ed., 2016, p.195.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> Lacan, J. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>\u201d. In: <em>Outros escritos<\/em>. RJ: Zahar, 2003, p.569.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref24\" name=\"_edn24\">[24]<\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>, p.568.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref25\" name=\"_edn25\">[25]<\/a> Miller, J-A. (2011 [2008-2009]) <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, p.226.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref26\" name=\"_edn26\">[26]<\/a> Lacan, J. \u201cRumo a um significante novo\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n.22, agosto 2022, p.12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref27\" name=\"_edn27\">[27]<\/a> Miller, J-A. (2009 [2006-2007]) <em>Perspectivas do semin\u00e1rio 23 de Lacan: O sinthoma<\/em>. RJ: Zahar, p.104.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref28\" name=\"_edn28\">[28]<\/a> Lacan, J. \u201cRumo a um significante novo\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n.22, agosto 2022, p.12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref29\" name=\"_edn29\">[29]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet<\/em>. SP: EBP, 2016, p.31.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref30\" name=\"_edn30\">[30]<\/a> Laurent, E. <em>O avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo<\/em>. RJ: ContraCapa Ed., 2016, p.193.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref31\" name=\"_edn31\">[31]<\/a> Lacan, J. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>\u201d. In: <em>Outros escritos<\/em>. RJ: Zahar, 2003, p.568.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref32\" name=\"_edn32\">[32]<\/a> Miller, J-A. (2011 [2008-2009]) <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, p.111.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gustavo Menezes Membro da EBP e da AMP Gostaria de destacar dois pontos a partir do vetor que me foi atribu\u00eddo: 1) o passe \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o que a verdade \u00e9 mentirosa; 2) na contemporaneidade, em nome da verdade, o S1 descolado do S2 consiste em uma verdade totalizante. Iniciarei pelo segundo. Em nossa \u00e9poca,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-6783","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-inter-dito","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6783"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6783\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6783"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}