{"id":6741,"date":"2022-09-25T09:45:12","date_gmt":"2022-09-25T12:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6741"},"modified":"2022-09-25T09:45:12","modified_gmt":"2022-09-25T12:45:12","slug":"pontuacoes-lacanianas-sobre-%e2%b1%a5-verdade-de-descartes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/pontuacoes-lacanianas-sobre-%e2%b1%a5-verdade-de-descartes\/","title":{"rendered":"PONTUA\u00c7\u00d5ES LACANIANAS SOBRE \u023a VERDADE DE DESCARTES"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Mirmila Musse<br \/>\n<\/strong><strong>Membro da EBP e da AMP<\/strong><\/h6>\n<figure id=\"attachment_6725\" aria-describedby=\"caption-attachment-6725\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6725\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/002-1-300x297.jpg\" alt=\"Imagem \u2013 Instagram: @oddstorage.aa\" width=\"300\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/002-1-300x297.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/002-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/002-1.jpg 519w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6725\" class=\"wp-caption-text\">Imagem \u2013 Instagram: @oddstorage.aa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lacan recorre ao cogito cartesiano em diferentes momentos de seu ensino para construir a no\u00e7\u00e3o de sujeito em psican\u00e1lise. Longe de fazer declina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ou cronol\u00f3gica, sirvo-me de alguns di\u00e1logos entre ele e Descartes para pontuar quest\u00f5es sobre o tema da verdade.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Freud, o sujeito n\u00e3o \u00e9 considerado \u201cdono de sua morada\u201d, pois o inconsciente perturba a clareza dos pensamentos. Com Lacan \u00e9 evidente o esfor\u00e7o para distinguir o sujeito da psican\u00e1lise daquele da psicologia dita humanista, que determina o \u201cser do sujeito\u201d baseado na universaliza\u00e7\u00e3o e na subjetividade. Com Descartes e Freud, Lacan encontra a modalidade de sujeito baseada na certeza<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> quando, partindo da d\u00favida, \u00e9 poss\u00edvel chegar a uma verdade.<\/p>\n<p>O cogito cartesiano inaugura uma nova concep\u00e7\u00e3o de sujeito enquanto inst\u00e2ncia de produ\u00e7\u00e3o de verdade ontol\u00f3gica e metaf\u00edsica<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>. Nasce a partir disso, segundo Lacan, o sujeito da psican\u00e1lise, j\u00e1 que tanto um quanto outro tomam como ponto de partida a certeza: \u201cFace \u00e0 sua certeza, h\u00e1 o sujeito, de quem lhes disse h\u00e1 pouco que est\u00e1 a\u00ed esperando desde Descartes. Ouso enunciar, como uma verdade, que o campo freudiano n\u00e3o seria poss\u00edvel sen\u00e3o certo tempo depois da emerg\u00eancia do sujeito cartesiano\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. Descartes \u00e9 quem inaugura a no\u00e7\u00e3o de sujeito, e isso possibilita a descoberta do inconsciente por Freud.<\/p>\n<p>Lacan faz um\u00a0tensionamento, aproximando-se e distanciando-se, da concep\u00e7\u00e3o de sujeito baseada na no\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica de corpo e alma. O sujeito \u00e9 dividido pela linguagem \u2013 pela incid\u00eancia do significante no desejo \u2013, mas tamb\u00e9m pela puls\u00e3o \u2013 incid\u00eancia do significante no corpo. O fundamento primeiro da divis\u00e3o do sujeito \u00e9 a castra\u00e7\u00e3o, seja pela interdi\u00e7\u00e3o do gozo pela linguagem, ou pela puls\u00e3o sexual, no corpo. J\u00e1 de in\u00edcio h\u00e1 uma desarmonia constitutiva, e n\u00e3o constitu\u00edda, que \u00e9 inerente ao sujeito<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. Ele, a princ\u00edpio, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio desejo, pois est\u00e1 alienado ao desejo do Outro.<\/p>\n<p>Descartes auxilia Lacan a justificar sua discord\u00e2ncia relativa \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do sujeito psicol\u00f3gico baseada na origem subjetiva do sujeito: \u201cFoi somente Descartes que permitiu a depura\u00e7\u00e3o do sujeito, ao mesmo tempo sua localiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e sua redu\u00e7\u00e3o a um s\u00f3 enunciado: um sujeito despojado de todos os seus ourop\u00e9is psicol\u00f3gicos tal \u00e9 o \u2018penso\u2019 cartesiano que Lacan vai utilizar\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Tanto na filosofia cartesiana quanto na psican\u00e1lise, o Outro \u00e9 quem garante uma localiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, instituindo as normas subjetivas a partir de uma suposta garantia da verdade oferecida pelo Outro.<\/p>\n<p>No cogito cartesiano, Deus, n\u00e3o enganador, cria as verdades eternas que sustentam os axiomas dos seres humanos. Para a psican\u00e1lise, o inconsciente \u00e9 portador de uma verdade que \u00e9 necessariamente intr\u00ednseca \u00e0 linguagem e \u00e0 lei do Outro. Mas as semelhan\u00e7as v\u00e3o al\u00e9m da inscri\u00e7\u00e3o do sujeito no simb\u00f3lico. A verdade, nos dois casos, \u00e9 somente uma suposi\u00e7\u00e3o de saber no Outro e n\u00e3o a garantia dela.<\/p>\n<p>A partir de uma carta de Kepler, escrita em 1599, Miller localiza que nessa \u00e9poca havia um ponto de <em>capiton<\/em> entre o saber da ci\u00eancia e o saber religioso. O acesso ao saber da ci\u00eancia pelos mortais tem o mesmo peso do acesso do conhecimento divino, como um acesso sagrado: \u201cQuando entregamos este conhecimento cient\u00edfico, comungamos com a divindade\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. Mas, segundo Miller, diferente de diversos outros fil\u00f3sofos, Descartes n\u00e3o comunga da mesma rela\u00e7\u00e3o com verdade Divina, pois ela n\u00e3o vai em dire\u00e7\u00e3o ao sagrado. Apesar da verdade direcionar o axioma do sujeito, ela n\u00e3o tem valor divino. Assim como a verdade do sujeito, existe a de Deus e elas s\u00e3o da mesma ordem. Se Deus tamb\u00e9m n\u00e3o sabe tudo, ele tamb\u00e9m \u00e9 constitu\u00eddo por uma falta em sua estrutura, um \u023a e uma verdade n\u00e3o toda<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. Ou seja, nesse ponto, h\u00e1 uma semelhan\u00e7a entre a verdade cartesiana e a da psican\u00e1lise, pois nenhuma das duas garante alguma verdade, mas a suposi\u00e7\u00e3o de saber sobre ela.<\/p>\n<p>Grosso modo, a concep\u00e7\u00e3o de sujeito de Lacan e Descartes aproximam-se de tr\u00eas maneiras<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>: n\u00e3o h\u00e1 certeza sem a ilus\u00e3o primeira no Outro; s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pensar o sujeito a partir da suspens\u00e3o do saber \u2013 questionando a verdade e o saber; a certeza decorre da d\u00favida, num lapso no tempo, quando h\u00e1 o desvanecimento do sujeito. Lacan aproxima o sujeito da psican\u00e1lise ao de Descartes pela no\u00e7\u00e3o da verdade: \u201cO sujeito, o sujeito cartesiano, \u00e9 o pressuposto do inconsciente, como demonstramos no devido lugar. O Outro \u00e9 a dimens\u00e3o exigida pelo fato de a fala se afirmar como verdade. O inconsciente \u00e9, entre eles, seu corte em ato\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. O cogito cartesiano prop\u00f5e o acesso \u00e0 verdade, assim como para a psican\u00e1lise, quando a fala afirma-se como verdade.<\/p>\n<p>\u00c9 do questionamento do saber vindo do Outro que a verdade pode emergir. Partindo da \u201crejei\u00e7\u00e3o de todo saber subjetivo que vem \u00e0 luz da verdade\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>, Descartes chega ao cogito cartesiano \u201cpenso, logo existo\u201d. No momento de suspens\u00e3o do saber, ali entre o saber e a verdade, na certeza da d\u00favida, o sujeito \u00e9. Ele \u00e9 onde pensa. Mas ser n\u00e3o garante a verdade, e foi preciso recorrer a um \u201cOutro que n\u00e3o seja enganador e que, por cima de tudo, possa garantir, s\u00f3 por sua exist\u00eancia as bases da verdade (&#8230;) e a dimens\u00e3o da verdade (&#8230;) pois o que quer que ele tenha querido dizer, sempre ser\u00e1 verdade &#8211; mesmo que ele dissesse que dois e dois s\u00e3o cinco, isto seria verdade<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>O erro<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a> de Descartes, segundo Lacan, foi supor que o conceito de certeza seria garantido \u201cpor inteiro\u201d na cogita\u00e7\u00e3o do pensar, e mais do que isso, \u201cDizer que ele sabe alguma coisa dessa certeza. N\u00e3o fazer do eu penso um simples ponto de desvanecimento\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.\u00a0 Se Descartes inaugura o conceito lacaniano de sujeito suposto saber, \u00e9 justamente porque ele n\u00e3o sup\u00f4s que o ser do sujeito \u00e9 garantido na falta, no erro e na d\u00favida. Seria como se Descartes tivesse recuado da ideia do sujeito constitu\u00eddo a partir da d\u00favida e partido em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 garantia da verdade garantida por Deus.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma outra contradi\u00e7\u00e3o no pensamento cartesiano, segundo Lacan. Se Descartes funda o sujeito da ci\u00eancia, ele funda a antinomia cartesiana no fato de que o discurso da ci\u00eancia moderna faz desaparecer o sujeito. N\u00e3o h\u00e1 sujeito fora da ci\u00eancia, j\u00e1 que \u00e9 ela quem funda a concep\u00e7\u00e3o de sujeito. Em contrapartida, ela exclui o sujeito. &#8220;O paradoxo em quest\u00e3o \u00e9 que enquanto a l\u00f3gica moderna tenta suturar o sujeito da ci\u00eancia, ela mostra-se definida pela impossibilidade do esfor\u00e7o de sutur\u00e1-lo&#8221;<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>, j\u00e1 que o sujeito se caracteriza exatamente pela impossibilidade de sua apreens\u00e3o integral. A ci\u00eancia \u201cesquece as perip\u00e9cias em que nasceu uma vez constitu\u00edda, ou seja, uma dimens\u00e3o de verdade, que \u00e9 exercida em alto grau pela psican\u00e1lise&#8221;<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>Lacan questionar\u00e1 o dualismo cartesiano da subst\u00e2ncia constituinte do sujeito, a saber a subst\u00e2ncia pensante e do corpo. A subst\u00e2ncia pensante \u00e9 correlata evidentemente ao inconsciente, mesmo que a exist\u00eancia do sujeito proceda da fala e n\u00e3o do pensamento. A estrutura de linguagem \u00e9 elaborada n\u00e3o pela subst\u00e2ncia, mas pelo significante. Este n\u00e3o \u00e9 uma subst\u00e2ncia que pode ser concebida em si mesmo, mas pelo contr\u00e1rio, relativa a um outro significante. Enquanto o sujeito cartesiano est\u00e1 ancorado no ser, o sujeito lacaniano se constitui pela falta, falha e trope\u00e7os no discurso. Lacan transforma o &#8220;penso, logo sou&#8221; em &#8220;eu n\u00e3o sou l\u00e1 onde sou joguete de meu pensamento; penso naquilo que sou l\u00e1 onde n\u00e3o penso pensar&#8221;<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>J\u00e1 a subst\u00e2ncia do corpo introduz a unidade do corpo vivo. Miller<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a> lembrar\u00e1 que em psican\u00e1lise quase n\u00e3o se utiliza a palavra subst\u00e2ncia, mas, empregando o termo de Descartes, poder\u00edamos dizer que o gozo seria o atributo principal dessa subst\u00e2ncia relativa ao corpo, porque dele s\u00f3 se pode saber que se goza. Miller desconstr\u00f3i a ideia de Descartes de duas subst\u00e2ncias para concordar com a leitura que Lacan faz do conceito de subst\u00e2ncia a partir de Spinoza: a subst\u00e2ncia \u00e9 em si mesmo seu conceito, e n\u00e3o requer outro para ser formado. N\u00e3o existiria duas substancias gozosas, uma da incid\u00eancia da linguagem, e uma do corpo. Segundo Miller, \u00e9 por isso que Lacan p\u00f4de dizer que o significante \u00e9 a causa do gozo assim como o significante \u00e9 a causa do sujeito<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>O lugar da verdade para psican\u00e1lise lacaniana \u00e9 definido por um vazio e pode ser ocupado por uma verdade mentirosa, que se esvai num segundo tempo e que, por consequ\u00eancia, nunca \u00e9 id\u00eantica a ela mesmo. N\u00e3o se trata de uma impot\u00eancia da significa\u00e7\u00e3o, mas de um imposs\u00edvel. O que interessa, portanto, \u00e9 justamente o que pode ocupar esse lugar vazio: \u201cO problema posto no centro est\u00e1 contido nestes termos: o ser do sujeito (&#8230;). Que o ser do sujeito \u00e9 fendido, Freud s\u00f3 fez rediz\u00ea-lo de todas as formas, depois de descobrir que o inconsciente s\u00f3 se traduz em n\u00f3s de linguagem, que tem, pois, um ser de sujeito. (&#8230;) Percebe-se da\u00ed que o ser do sujeito \u00e9 a sutura de uma falta.\u201d<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a>. O que sutura a falta e tamb\u00e9m causa o desejo s\u00e3o as duas faces do objeto <em>a<\/em>.<\/p>\n<p>Lacan far\u00e1 uma reviravolta no cogito cartesiano a partir da antinomia do ser e do pensamento, pela nega\u00e7\u00e3o l\u00f3gica: \u201cou n\u00e3o penso ou n\u00e3o existo\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a>. O sujeito se apresenta tanto por uma divis\u00e3o pelo pr\u00f3prio significante quanto pelo objeto <em>a<\/em>: \u201co ser do sujeito desalojado do \u2018penso\u2019, \u00e9 doravante situado pela experi\u00eancia anal\u00edtica do gozo enquanto n\u00e3o inteiramente subjetiv\u00e1vel\u201d<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a>. A inclus\u00e3o do objeto <em>a<\/em> assegura a exist\u00eancia do sujeito mesmo que por um vazio.<\/p>\n<p>Dessa forma, o sujeito, o sujeito do inconsciente, est\u00e1 na pr\u00f3pria divis\u00e3o entre saber e gozo, \u201ca partir do simb\u00f3lico que se dirige ao real, e o real responde! (&#8230;) O sujeito \u00e9 a resposta do real\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a>. A partir da\u00ed, Serge Cottet formaliza o sujeito a partir do que poder\u00edamos chamar de cogito lacaniano: Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pergunta cartesiana: \u201c\u2018que sou?\u2019. E a resposta \u2018uma coisa pensante\u2019, h\u00e1 a lacaniana: \u2018que sou no desejo do Outro?\u2019. E a resposta do real: \u2018o objeto <em>a<\/em>\u2019\u201d<a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> MILLER, J-A. <em>Matemas I<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Sergio Laia. Revis\u00e3o T\u00e9cnica, Angelina Harari. \u2014 Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., (1996). p. 158<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> LACAN. J. A <em>Ci\u00eancia e a Verdade<\/em>. In: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar. p. 872<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> LACAN, J. <em>Da Rede dos Significantes.<\/em> In: Semin\u00e1rio XI: Os quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise. Tradu\u00e7\u00e3o M.D. Magno \u2013 Rio de Janeiro. Zahar. (2008). p. 53<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> COTTET, S. <em>Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso<\/em>. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p.14<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> COTTET, S. Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p. 19<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> MILLER. J.-A. <em>Un effort de po\u00e9sie.<\/em> \u2013 (2003-2003). <em>Cours de <\/em>05 f\u00e9vrier 2003<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Ibid<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> COTTET, S. <em>Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso<\/em>. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p. 17<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> LACAN. J. <em>Posi\u00e7\u00e3o do inconsciente<\/em>. In: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar. (1998). p. 853<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> COTTET, S. <em>Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso<\/em>. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p. 19<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> LACAN, J. <em>Do Sujeito a Certeza.<\/em> In: Semin\u00e1rio XI: Os quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise. Tradu\u00e7\u00e3o M.D. Magno \u2013 Rio de Janeiro. Zahar. (2008). p.42<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>Do Sujeito ao Outro (II): A Af\u00e2nise.<\/em> In: Semin\u00e1rio XI: Os quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise. Tradu\u00e7\u00e3o M.D. Magno \u2013 Rio de Janeiro. Zahar. (2008). p. 219<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Ibid. Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> LACAN. J.<em> A Ci\u00eancia e a Verdade<\/em>. In: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar. (1998). p. 875<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> LACAN. J. <em>A Ci\u00eancia e a Verdade<\/em>. In: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar. (1998). p. 884<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> LACAN. J. <em>A inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud<\/em>. In: Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar (1998). p. 521<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> MILLER. J-A. <em>Choses de Finesse en psychanalyse<\/em>. (2008-2009). Cours de 20 Mai 2009<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> ibid<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> LACAN. J. <em>A inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud<\/em>. In: Outros Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Zahar. (2003) p. 206<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> COTTET, S. <em>Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso<\/em>. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p.21<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> Ibid. p. 22<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> MILLER, J-A. <em>Matemas I<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Sergio Laia. Revis\u00e3o T\u00e9cnica, Angelina Harari. \u2014 Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996. p. 158<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> COTTET, S. <em>Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso<\/em>. In: MILLER, Gerard (Org). Lacan. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Forbes. Rio de janeiro: Zahar Editor, 1987. p. 22<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mirmila Musse Membro da EBP e da AMP Lacan recorre ao cogito cartesiano em diferentes momentos de seu ensino para construir a no\u00e7\u00e3o de sujeito em psican\u00e1lise. Longe de fazer declina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ou cronol\u00f3gica, sirvo-me de alguns di\u00e1logos entre ele e Descartes para pontuar quest\u00f5es sobre o tema da verdade. J\u00e1 em Freud, o sujeito&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-6741","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-inter-dito","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6741\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6741"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}