{"id":6739,"date":"2022-09-25T09:44:17","date_gmt":"2022-09-25T12:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6739"},"modified":"2022-09-25T09:44:17","modified_gmt":"2022-09-25T12:44:17","slug":"com-a-verdade-nao-ha-relacao-amorosa-possivel1-sobre-a-posicao-do-analista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/com-a-verdade-nao-ha-relacao-amorosa-possivel1-sobre-a-posicao-do-analista\/","title":{"rendered":"\u201cCOM A VERDADE, N\u00c3O H\u00c1 RELA\u00c7\u00c3O AMOROSA POSS\u00cdVEL\u201d[1] &#8211; SOBRE A POSI\u00c7\u00c3O DO ANALISTA"},"content":{"rendered":"<h6>Heloisa Prado R. da Silva Telles<br \/>\nMembro da EBP e da AMP<\/h6>\n<figure id=\"attachment_6724\" aria-describedby=\"caption-attachment-6724\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6724\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/003-1-300x295.jpg\" alt=\"Imagem \u2013 Instagram: oddstorage.aa\" width=\"300\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/003-1-300x295.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/003-1.jpg 523w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6724\" class=\"wp-caption-text\">Imagem \u2013 Instagram: oddstorage.aa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em \u201cRadiofonia\u201d (1970), Lacan retoma a f\u00f3rmula do sujeito suposto saber, lan\u00e7ada anos antes, com o intuito de marcar um aspecto que, ao seu ver e surpreendentemente, passara desapercebido: este saber suposto, suposto como tamb\u00e9m \u00e9 \u201cesse sujeito\u201d, seria suposto <em>saber a verdade<\/em>? Rapidamente, adverte ao que isto poderia levar. E conclu\u00edmos que levaria ao pior, uma vez que pensar nisto \u201carriscaria matar a transfer\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>. Lacan referia-se ao analista. E se \u00e9 inconceb\u00edvel pensar que o \u201cpsicanalista seja casado com a verdade\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, qual sua rela\u00e7\u00e3o com ela desde o lugar que ocupa?<\/p>\n<p>O analista faz parte do conceito de inconsciente n\u00e3o somente porque seria seu suposto destinat\u00e1rio, mas sobretudo porque o seu lugar e o seu ato s\u00e3o engendrados pelo pr\u00f3prio inconsciente \u2013 vemos esta correla\u00e7\u00e3o ao longo do ensino de Lacan, no qual suas formula\u00e7\u00f5es ou reformula\u00e7\u00f5es sobre a transfer\u00eancia e a interpreta\u00e7\u00e3o seguem \u00e0s referidas ao inconsciente.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, no nosso campo, o esfor\u00e7o recai em situarmos a dimens\u00e3o da verdade a partir das balizas dadas pela descoberta radical do inconsciente. Isto que parece evidente n\u00e3o resultou &#8211; ou ainda n\u00e3o resulta \u2013 em um caminho sem trope\u00e7os. Para Lacan, por exemplo, tornou-se fundamental retirar a psican\u00e1lise de concep\u00e7\u00f5es de uma pr\u00e1tica conduzida por uma confronta\u00e7\u00e3o entre os ditos do sujeito com a obviedade dos fatos da realidade ou, ainda, por uma adapta\u00e7\u00e3o do eu \u00e0 realidade, fundamento da <em>egopsychology<\/em>.<\/p>\n<p>Encontramos em seus escritos dos anos 1950 indica\u00e7\u00f5es muito precisas de que a verdade \u2013 \u00a0esta que, tal como o real, concerne um imposs\u00edvel, como propor\u00e1 posteriormente \u2013 \u00e9 algo que se depreende da experi\u00eancia com a palavra em uma an\u00e1lise, reafirmando-se assim que \u00e9 no valor dado \u00e0 fala e \u00e0 palavra que a psican\u00e1lise joga sua partida e onde algo da verdade do sujeito pode advir: \u201cEssa fala que constitui o sujeito em sua verdade\u201d; essa fala que \u201cfala por toda parte onde pode ser lida em seu ser\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Assim, o \u201cEu, a verdade, falo\u201d diz respeito a algo in\u00e9dito que a psican\u00e1lise introduz: uma verdade que fala, desde que exista um analista que possa dar lugar a este acontecimento. Lacan assim o indica com muito refinamento: \u201cO com\u00e9rcio de longo curso da verdade j\u00e1 n\u00e3o passa pelo pensamento \u2013 [&#8230;] parece doravante passar pelas coisas: <em>r\u00e9bus, <\/em>\u00e9 por meio dele que me comunico, como o formula Freud\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Esta transposi\u00e7\u00e3o de <em>pensamento<\/em> para <em>coisa<\/em>\/<em>r\u00e9bus<\/em> (um meio para uma verdade ser veiculada) resulta do pr\u00f3prio trabalho do inconsciente que, assim, instala o vazio necess\u00e1rio para que <em>outra cena <\/em>possa advir.<\/p>\n<p>Vislumbramos nas palavras de Lacan de 1955 um fio entre este trabalho do inconsciente e a posi\u00e7\u00e3o do analista: \u201c\u00c9 na medida em que o analista faz silenciar em si o discurso intermedi\u00e1rio, para se abrir para a cadeia das falas verdadeiras, que ele pode instaurar sua interpreta\u00e7\u00e3o reveladora\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> &#8211; o sil\u00eancio (do analista) faz a verdade falar.<\/p>\n<p>Com a agudeza da leitura lacaniana, pode-se qualificar esta verdade descoberta por Freud como enigma, opacidade, perda irremedi\u00e1vel, ruptura, imposs\u00edvel, mas sobretudo concernida a um sofrimento<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>: <em>a verdade que se sofre<\/em>, tal como o sintoma pode denunciar, implicando, portanto, corpo e gozo.<\/p>\n<p>Voltemos ao nosso sujeito suposto saber. Sabemos que o significante da transfer\u00eancia d\u00e1 lugar ao regime topol\u00f3gico do funcionamento do objeto, o analista surge no lugar do objeto sempre perdido, de modo que o saber que se obt\u00e9m em uma an\u00e1lise \u00e9 menos aquele que se articula em uma cadeia e mais ruptura<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. Assim, institui-se a possibilidade de uma extra\u00e7\u00e3o de gozo e uma desestabiliza\u00e7\u00e3o do sintoma que mant\u00e9m o la\u00e7o da cadeia S<sub>1<\/sub>-S<sub>2<\/sub>. Esta \u00e9 uma das maneiras como podemos ler a proposi\u00e7\u00e3o de Lacan acerca do analista, aquele que se presta a bancar o dejeto: \u201c[&#8230;] para <em>realizar o que a estrutura imp\u00f5e<\/em>, ou seja, permitir ao sujeito, ao sujeito do inconsciente, tom\u00e1-lo como causa do seu desejo\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Cabe notar que, logo depois da sua \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d de outubro de 67, Lacan dedica-se ao engano (<em>m\u00e9prise<\/em>) do sujeito suposto saber, em seu texto de dezembro de 1967 que traz no seu cerne a seguinte quest\u00e3o: \u201co saber que s\u00f3 se revela no engano do sujeito, qual pode realmente ser o sujeito que o sabe de antem\u00e3o?\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. A posi\u00e7\u00e3o do analista deve ficar suspensa em uma rela\u00e7\u00e3o hiante, de abertura, [&#8230;] e \u00e9 na estrutura do engano do sujeito suposto saber que o psicanalista tem que \u201cencontrar a certeza do seu ato e a hi\u00e2ncia que constitui sua lei\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. No coment\u00e1rio que faz deste texto, Miller se pergunta qual \u00e9, afinal, esta \u201cestrutura que determina a posi\u00e7\u00e3o do analista, sua <em>posi\u00e7\u00e3o de sujeito na experi\u00eancia enquanto inscrita no real<\/em>, [&#8230;] enquanto marcada em seu pr\u00f3prio ato\u201d <a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>, ato que pode produzir efeitos reais e n\u00e3o somente semblantes. A primeira resposta: o analista n\u00e3o est\u00e1 determinado por uma captura de saber, sua pr\u00e1tica n\u00e3o diz respeito a uma mat\u00e9ria sobre a qual pode-se capturar um saber e acumul\u00e1-lo como se faz na maestria. Ao contr\u00e1rio, na experi\u00eancia anal\u00edtica a rela\u00e7\u00e3o com o saber \u00e9 de impossibilidade de toda captura \u2013 verdade que o pr\u00f3prio inconsciente revela. H\u00e1 um engano (<em>m\u00e9prise<\/em>) essencial a prop\u00f3sito do saber em quest\u00e3o. Paradoxalmente, o sujeito suposto saber seria uma maneira de recobrir o furo no saber, radical e pr\u00f3prio ao inconsciente. Da\u00ed, a advert\u00eancia de Lacan quanto aos riscos de uma identifica\u00e7\u00e3o do analista com o sujeito suposto saber \u2013 o que Miller localiza como \u201cenfatua\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Alguns impasses que se colocam na experi\u00eancia de uma an\u00e1lise dizem respeito a este complexo e \u201cenganoso\u201d enodamento entre amor, saber, verdade. Freud ao propor que \u201ca rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se baseia no amor \u00e0 verdade\u201d n\u00e3o deixou de apontar, mesmo que fosse a t\u00edtulo da necessidade de exclu\u00ed-la, a poss\u00edvel presen\u00e7a insidiosa da apar\u00eancia (semblante) e do falseamento<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>. Se o amor \u00e0 verdade \u00e9 o \u201cmodo de acesso ao saber para todo sujeito falante\u201d, e a verdade, portanto, constituiria \u201ca face libidinal, pulsional do saber\u201d, Lacan encontrar\u00e1 a maneira de arrancar da verdade sua face de satisfa\u00e7\u00e3o desconectando-a do sentido<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a> &#8211; este nos parece ser um ponto crucial em seu ensino. Ao se autorizar, desde sua pr\u00f3pria experi\u00eancia de an\u00e1lise, a sustentar este la\u00e7o in\u00e9dito que \u00e9 a psican\u00e1lise, o analista poder\u00e1 dar lugar ao inconsciente realizado em ato sob transfer\u00eancia; ocupando a posi\u00e7\u00e3o de objeto <em>a, <\/em>pode deslizar ao lugar definido pelo modo de gozo em ato<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>, sem saber pr\u00e9vio ou suposto.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> LACAN, J. \u201cRadiofonia\u201d (1970). <em>Outros escritos, <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 442.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> LACAN, J. <em>ibid<\/em>. p. 441.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> LACAN, J. <em>ibid<\/em>. p. 442.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> LACAN, J. \u201cVariantes do tratamento-padr\u00e3o\u201d (1955). <em>Escritos, op. cit. <\/em>p. 355.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> LACAN, J. \u201cA coisa freudiana\u201d (1955). <em>Escritos, op. cit., <\/em>p. 411-412.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. \u201cVariantes do tratamento padr\u00e3o\u201d. <em>op. cit. <\/em>p. 355. Lacan assim nomeia <em>discurso intermedi\u00e1rio<\/em>: \u201c[&#8230;] aquele em que o sujeito, em seu projeto de se fazer reconhecer, dirige a palavra ao outro, considerando o que sabe do seu ser como dado\u201d (p. 354).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LACAN, J. \u201c[&#8230;] isso fala, e sem d\u00favida o faz onde menos seria de se esperar, ali onde isso sofre\u201d. In: \u201cA coisa freudiana\u201d, <em>op. cit. <\/em>p. 414.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> LAURENT. E. \u201cNaissance du sujet suppos\u00e9 savoir\u201d. <em>Lettre Mensuelle<\/em>, Paris: ECF, n. 260, 2007, p. 15.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> LACAN, J. \u201cTelevis\u00e3o\u201d (1973). <em>Outros escritos, op. cit.<\/em>, p. 518. Grifos nossos.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> LACAN, J. \u201cO engano do sujeito suposto saber\u201d (1967). <em>Outros escritos, op. cit., <\/em>p. 337.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> LACAN, J. <em>ibid. <\/em>p. 338-339.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> MILLER, J.-A. \u201cEl analista y los semblantes\u201d (1991). <em>Conferencia Porte\u00f1as. Tomo 2. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2009, p. 119-121. Grifos nossos.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> FREUD, S. \u201cA an\u00e1lise finita e a infinita\u201d (1937). <em>Fundamentos da Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica. Obras incompletas de Sigmund Freud<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> BROUSSE, M.-H. \u201cMoments d\u00b4une histoire d\u00b4amour\u201d. <em>La Cause freudienne,<\/em> Paris\u00a0: ECF, 2008, n. 68, p. 14.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> BROUSSE, M.-H. <em>ibid<\/em>. p. 68.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heloisa Prado R. da Silva Telles Membro da EBP e da AMP Em \u201cRadiofonia\u201d (1970), Lacan retoma a f\u00f3rmula do sujeito suposto saber, lan\u00e7ada anos antes, com o intuito de marcar um aspecto que, ao seu ver e surpreendentemente, passara desapercebido: este saber suposto, suposto como tamb\u00e9m \u00e9 \u201cesse sujeito\u201d, seria suposto saber a verdade?&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-6739","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-inter-dito","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6739"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6739\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6739"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}