{"id":6735,"date":"2022-09-25T09:42:22","date_gmt":"2022-09-25T12:42:22","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6735"},"modified":"2022-09-25T09:42:22","modified_gmt":"2022-09-25T12:42:22","slug":"intervencao-sobre-o-vetor-da-prosopopeia-da-verdade-a-verdade-que-toca-o-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/intervencao-sobre-o-vetor-da-prosopopeia-da-verdade-a-verdade-que-toca-o-real\/","title":{"rendered":"INTERVEN\u00c7\u00c3O SOBRE O VETOR: \u201cDA PROSOPOPEIA DA VERDADE \u00c0 VERDADE QUE TOCA O REAL\u201d"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Maria Josefina Sota Fuentes<br \/>\n<\/strong><strong>Membro da EBP e da AMP<\/strong><\/h6>\n<figure id=\"attachment_6722\" aria-describedby=\"caption-attachment-6722\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6722\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/005-1-300x291.jpg\" alt=\"\u00a0Imagem \u2013 Instagram: galleriasculptor\" width=\"300\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/005-1-300x291.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/005-1.jpg 548w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6722\" class=\"wp-caption-text\">Imagem \u2013 Instagram: galleriasculptor<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Para comentar o terceiro vetor, vou come\u00e7ar pela segunda parte, \u201ca verdade que toca o real\u201d, evocando duas cita\u00e7\u00f5es de Lacan.<\/p>\n<p>A primeira est\u00e1 no <em>Semin\u00e1rio 23<\/em>, onde ele define o verdadeiro da seguinte forma: \u201cO verdadeiro \u00e9 dizer conforme a realidade. A realidade, nesse caso, \u00e9 o que funciona verdadeiramente. Mas o que funciona verdadeiramente n\u00e3o tem nada a ver com o que designo como real\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que \u00e9 verdadeiro \u00e9 estabelecido pela realidade, cujo suporte, tal como j\u00e1 havia dito Lacan, \u00e9 a realidade do discurso, ou seja, aquela que define um sentido comum tecido com o imagin\u00e1rio e o simb\u00f3lico, socialmente compartilhado. Inclusive, J.-A. Miller afirma em seu Curso <em>Um esfor\u00e7o de poesia<\/em> que \u201cuma verdade \u00e9 um del\u00edrio se n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda num la\u00e7o social. \u00c9 o que verificamos cada vez que tocamos de perto a cria\u00e7\u00e3o religiosa. \u00c9 necess\u00e1rio que essa verdade se torne epidemia para que esque\u00e7amos que \u00e9, por estrutura, del\u00edrio\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o primeiro aspecto a ser sublinhado \u00e9 que Lacan insiste que a verdade n\u00e3o est\u00e1 no real. N\u00e3o h\u00e1 verdade no real e h\u00e1 inclusive, se tomarmos a perspectiva do ultim\u00edssimo ensino de Lacan, tal como afirma Miller, uma progressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o da verdade no ensino de Lacan, reduzida a um del\u00edrio socialmente compartilhado. Deste modo, Lacan retifica suas pr\u00f3prias formula\u00e7\u00f5es do in\u00edcio do ensino quando, como Freud, delirou no amor \u00e0 verdade do sintoma, concebido como \u201cum significante de um significado recalcado da consci\u00eancia do sujeito\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, cujo sentido, aprisionado, seria restitu\u00eddo com os poderes da palavra que por fim revelariam sua verdade.<\/p>\n<p>Mas Lacan sublinha que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem traduzir nem eliminar o real \u2013 esse real muito preciso que ele inventou ao final do ensino, afirmando que talvez essa ideia do real seja seu sintoma<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. J\u00e1 havia a concep\u00e7\u00e3o do real como imposs\u00edvel, o real da <em>n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual<\/em> que n\u00e3o se escreve no inconsciente, pois ali onde deveria haver a inscri\u00e7\u00e3o do Outro sexuado, o <em>Segundo sexo<\/em>, h\u00e1 um lugar vazio. Mas Lacan inventa um outro real, do gozo que <em>H\u00e1<\/em>, e que come\u00e7a a ser formulado no <em>Semin\u00e1rio 19<\/em>, o canteiro de obras que o leva \u00e0 no\u00e7\u00e3o do <em>n\u00e3o-todo<\/em>, do gozo dito feminino, indiz\u00edvel, e que ser\u00e1 generalizado at\u00e9 ser alojado no cora\u00e7\u00e3o do sinthoma do ser falante<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p>A partir disto, configura-se um div\u00f3rcio cada vez mais radical entre o real do gozo e as miragens da verdade que residem nos semblantes, de tal modo que n\u00e3o h\u00e1 como falar do real sen\u00e3o sob o paradoxo de um mentir estrutural, posto que esse real n\u00e3o se deixa apreender pela realidade discursiva. Inclusive, Lacan assim retifica o seu <em>inconsciente estruturado pela linguagem<\/em> que se reduz a uma mera elucubra\u00e7\u00e3o sobre esse real, um mentir estrutural relativo \u00e0 fun\u00e7\u00e3o e ao campo da fala e da linguagem que n\u00e3o traduz nem elimina o real, mudo e ileg\u00edvel.<\/p>\n<p>Esse paradoxo est\u00e1 presente quando Lacan afirma, ainda no <em>Semin\u00e1rio 23<\/em>: \u201cQual a rela\u00e7\u00e3o do real com o verdadeiro? O verdadeiro sobre o real, se assim posso me exprimir, \u00e9 que o real n\u00e3o tem sentido algum\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. Por isso ele adverte: \u201cse posso me exprimir assim\u201d.<\/p>\n<p>Mas a nossa quest\u00e3o aqui seria menos sobre o que podemos dizer de verdadeiro sobre o real, e sim responder \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o presente no t\u00edtulo \u201ca verdade que toca o real\u201d. Como poderia a verdade tocar o real?<\/p>\n<p>Fui ent\u00e3o na vers\u00e3o brasileira dos <em>Outros escritos<\/em>, em <em>Televis\u00e3o<\/em>, de onde os autores do argumento retiraram essa cita\u00e7\u00e3o. Ele diz o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cSempre digo a verdade: n\u00e3o toda, porque diz\u00ea-la toda n\u00e3o se consegue. Diz\u00ea-la toda \u00e9 imposs\u00edvel, materialmente falando: faltam palavras. \u00c9 por esse imposs\u00edvel, inclusive, que a verdade tem a ver com o real\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. Na minha edi\u00e7\u00e3o est\u00e1 escrito que \u201ca verdade tem a ver com o real\u201d, mas parece que seria melhor a tradu\u00e7\u00e3o que sugerem os autores do argumento: \u201cA verdade toca o real\u201d.<\/p>\n<p>Mas, de todo modo, Lacan n\u00e3o abandona a no\u00e7\u00e3o da verdade. Ele insiste que a verdade toca o real, por\u00e9m precisamente pelo imposs\u00edvel. Portanto, podemos dizer que <em>n\u00e3o h\u00e1<\/em> uma rela\u00e7\u00e3o entre o real e a verdade sen\u00e3o pelo imposs\u00edvel, o imposs\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o ao dizer. Assim, o aforismo <em>n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual<\/em> implica tamb\u00e9m que n\u00e3o h\u00e1 casamento poss\u00edvel entre a verdade dos semblantes e o real do gozo opaco ao simb\u00f3lico e ao imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, volto \u00e0 primeira parte do t\u00edtulo: \u201cA prosopopeia da verdade\u201d. Como entender a reiterada afirma\u00e7\u00e3o de Lacan: \u201cSempre digo a verdade\u201d, ou \u201cEu, a verdade, falo\u201d, que aparece desde a <em>Coisa freudiana<\/em>, quando come\u00e7a, segundo indica Miller, a \u201cprosopopeia da verdade que fala\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, ou seja, a verdade que Lacan faz falar?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, em primeiro lugar, diferenciar essa personifica\u00e7\u00e3o da verdade que ele faz falar da posi\u00e7\u00e3o de impostura que, inclusive, Lacan tanto criticou ao longo do seu ensino. Pois h\u00e1 o abuso do poder do psicanalista que se coloca como o grande Outro do sujeito na transfer\u00eancia e se arvora do lugar do int\u00e9rprete que det\u00e9m a verdade. Justamente, se o discurso do analista \u00e9 o avesso do discurso do mestre \u00e9 porque ele implica a subvers\u00e3o deste lugar da mestria. Pois o analista coloca no comando do seu discurso um objeto raro, n\u00e3o dispon\u00edvel no mercado, o mais valioso dos objetos que \u00e9 o objeto <em>a<\/em> causa do desejo, para manter vazio o lugar da causa, da Coisa freudiana. E n\u00e3o faltaram as cr\u00edticas de Lacan aos analistas que justamente obturaram esse lugar vazio do objeto preenchendo-o com miragens dA mulher e da verdade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando Lacan faz a verdade falar, personificando-a, s\u00f3 poderia ser a verdade como enigma, e n\u00e3o a verdade que diz aquilo que acontece, a verdade que seria a boa medida da realidade. Inclusive as interpreta\u00e7\u00f5es do analista baseadas na narrativa da suposta realidade \u00e9 o que desde cedo Lacan tamb\u00e9m criticou, apontando n\u00e3o somente a impostura de uma mestria, como os riscos de <em>acting<\/em> no paciente que revelam os desvios da interpreta\u00e7\u00e3o que se assume nessas bases.<\/p>\n<p>Assim, uma palavra verdadeira, se ela existisse, seria como a verdadeira mulher. Se houvesse a verdadeira mulher seria aquela que viria dos escombros do real arrebentando com seus atos desmedidos os semblantes civilizat\u00f3rios, denunciando a fal\u00e1cia da realidade estabelecida com o sentido compartilhado pela dita normalidade.<\/p>\n<p>Portanto, quando Lacan assume esse lugar, faz valer a verdade que esburaca o sentido comum e desestabiliza a realidade das verdades sedent\u00e1rias, dando voz ao que h\u00e1 de mais obscuro, a face sombria de cada um e que nos devora. Assim, ele encarna o <em>troumatismo<\/em>, tal como Freud foi para ele mesmo, e sem o qual a pr\u00f3pria psican\u00e1lise n\u00e3o teria nascido. Inclusive, Lacan se inspira no poema de Rimbaud \u201c\u00c0 uma raz\u00e3o\u201d para falar justamente do ato anal\u00edtico<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>, e necessariamente pol\u00edtico, que nasce da ruptura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 raz\u00e3o, como corte epist\u00eamico do <em>cogito<\/em> em suas miragens de verdade, quando surge um novo amor, esse que \u00e9 o amor da transfer\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m caberia evocar a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o lacaniana do escrito, tal como aparece na quarta capa dos seus <em>Outros escritos<\/em>, redigida por Miller, indicando o escrito como aquilo que seria \u201cA-n\u00e3o-se-ler\u201d, o real como ileg\u00edvel que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do sinthoma e que Lacan sustenta em ato com seu ensino e ao fazer falar essa verdade.<\/p>\n<p>O problema acontece, justamente, quando n\u00e3o se tolera essa obscuridade \u00eaxtima que habita em cada um e se confere a um Outro real o poder oracular de uma autoridade sombria, quando nos tornamos servos de um Outro obscuro que nos dita a verdade. Sabemos que a transfer\u00eancia pode conferir ao analista esse poder.<\/p>\n<p>Mas Lacan, ao falar desse lugar desde onde ele era convocado, ele personifica a verdade para esburac\u00e1-la e atingir em ato esse real. Entretanto, nada garante, \u00e9 claro, que n\u00f3s mesmos n\u00e3o sejamos servos de sua verdade, nem que ele o tenha sido em rela\u00e7\u00e3o a Freud, onde tamb\u00e9m foi buscar a verdade. Lacan respondeu com o seu ensino. E quanto a n\u00f3s?<\/p>\n<p>Como orientar-se? Coletivizamos os ditos de Freud de Lacan. A Escola inclusive funciona para isto, para que possamos segui-los, indica Miller<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Contudo, para tanto, \u00e9 preciso que tenhamos frequentado suficientemente uma escola fundamental, a escola do objeto causa que mant\u00e9m a orienta\u00e7\u00e3o que conv\u00e9m. Contra a err\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m contra o del\u00edrio, \u00e9 preciso manter viva a \u00e9tica da psican\u00e1lise e orientar-se no inconsciente, para fazer reverberar o vazio sempre em causa, ali onde qualquer verdade vocifera.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 128.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Un esfuerzo de poesia. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2016, p. 38.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> LACAN, J. \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise. <em>Escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 282.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma.<\/em> Op. cit, p. 128.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Cf. Miller, J.-A. <em>O ser e o Um<\/em>. Curso in\u00e9dito. Aula do dia 9\/02\/2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. Op. cit., p. 112.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LACAN, J. <em>Outros escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 508.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Un esfuerzo de poesia. <\/em>Op. cit., p. 28.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> LACAN, J. O ato psicanal\u00edtico. In\u00e9dito. Aula 5.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Un esfuerzo de poesia. <\/em>Op. cit., p. 38.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Josefina Sota Fuentes Membro da EBP e da AMP \u00a0Para comentar o terceiro vetor, vou come\u00e7ar pela segunda parte, \u201ca verdade que toca o real\u201d, evocando duas cita\u00e7\u00f5es de Lacan. 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