{"id":6659,"date":"2022-08-29T07:50:53","date_gmt":"2022-08-29T10:50:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6659"},"modified":"2022-08-29T07:50:53","modified_gmt":"2022-08-29T10:50:53","slug":"verdade-um-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/verdade-um-lugar\/","title":{"rendered":"VERDADE, UM LUGAR"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6><strong>Fabiola Ramon<br \/>\n<\/strong><strong>Membro da EBP e da AMP<\/strong><\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cHora da palavra, quando n\u00e3o se diz nada<\/em><em><br \/>\nFora da palavra, quando mais dentro aflora\u201d.<br \/>\n<\/em><em>(A terceira margem do rio \u2013 <\/em><em>Letra e m\u00fasica: Caetano Veloso\/Milton Nascimento) <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_6627\" aria-describedby=\"caption-attachment-6627\" style=\"width: 294px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6627\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/interdito_003_002-1-294x300.jpg\" alt=\"Imagem \u2013 Instagram: @franckgerardart\" width=\"294\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/interdito_003_002-1-294x300.jpg 294w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/interdito_003_002-1.jpg 477w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6627\" class=\"wp-caption-text\">Imagem \u2013 Instagram: @franckgerardart<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cristiane Alberti em recente interven\u00e7\u00e3o intitulada \u201cLiberdade de express\u00e3o: a verdade \u00e9 am\u00e1vel?\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> traz importantes contribui\u00e7\u00f5es para pensarmos o tema das XI Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Destacarei um ponto espec\u00edfico de sua explana\u00e7\u00e3o: de que Lacan situou a verdade como um lugar. Trata-se de um lugar necess\u00e1rio, assim como tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio que este lugar esteja vazio, para que possa produzir saber. Essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o fundamental para que uma experi\u00eancia anal\u00edtica possa se dar.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise joga com os efeitos de verdade desse lugar vazio. Tomar a verdade como um lugar \u00e9 decorr\u00eancia l\u00f3gica do dito e do dizer<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> e isso a experiencia anal\u00edtica nos d\u00e1 mostras.<\/p>\n<p>No entanto, a pr\u00f3pria dimens\u00e3o do dito e do dizer na contemporaneidade coloca novas problem\u00e1ticas e desafios para a psican\u00e1lise e nos reenvia para a articula\u00e7\u00e3o entre verdade, palavra e gozo.<\/p>\n<p><strong>O corpo no comando <\/strong><\/p>\n<p>Com a queda do Outro e das identifica\u00e7\u00f5es, o que est\u00e1 no comando na atual civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o corpo, como localiza Alberti<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. Lacan trabalhou essa quest\u00e3o em seu ensino. O que experimentamos na cl\u00ednica e na civiliza\u00e7\u00e3o hoje s\u00e3o novas formas de la\u00e7o social pautadas na identidade, efeito desse lugar do corpo e do gozo em tempos de inconsist\u00eancia do Outro. \u201cO menor tra\u00e7o que se possa ler no corpo, torna-se identidade\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>O corpo que est\u00e1 no comando \u00e9 um corpo separado da palavra, apartado do desejo do Outro, que n\u00e3o inclui a dimens\u00e3o do inconsciente, corpo reduzido ao sil\u00eancio. \u201cUm corpo que fala, um corpo em pe\u00e7as soltas que s\u00e3o escutadas sem media\u00e7\u00e3o da palavra\u201d. Um \u201ccorpo silencioso\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> que prescinde de um circuito que inclui o campo do Outro e a alteridade. \u00c9 a dimens\u00e3o do gozo autista, sem media\u00e7\u00e3o, que se apresenta a\u00ed.<\/p>\n<p>A autodetermina\u00e7\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o contempor\u00e2nea desse corpo sem palavras \u201csou o que sou, o que quero ser\u201d. O sujeito equivale ao que ele diz, \u201ca margem da interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 assegurada\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. Corpo e palavra est\u00e3o disjuntos.<\/p>\n<p>Em uma an\u00e1lise a dimens\u00e3o do corpo est\u00e1 na experi\u00eancia. Mas, trata-se de um corpo n\u00e3o apartado da palavra, um corpo falante com os seus mist\u00e9rios: \u201co mist\u00e9rio do corpo falante \u00e9 outra coisa: o corpo \u00e9 um enigma para o sujeito mesmo, um lugar de opacidade, de questionamento\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ponto da dimens\u00e3o do mist\u00e9rio e do enigma que a palavra pode fazer ressoar, que podemos articular algo da verdade e seu lugar fundamental na experi\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>A palavra e a verdade<\/strong><\/p>\n<p>A palavra \u00e9 mat\u00e9ria fundamental da experi\u00eancia anal\u00edtica e do discurso anal\u00edtico. Mas, de qual dimens\u00e3o da palavra estamos falando em psican\u00e1lise? Trata-se de qualquer palavra?<\/p>\n<p>Miller, em <em>O Lugar e o la\u00e7o<\/em> (2000-01), localizava um novo estatuto da palavra na civiliza\u00e7\u00e3o \u201cdo individualismo crescente\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, comandada pelo objeto mais-de-gozar. Ele apontava que a \u201cpalavra se converteu em fator de bem-estar\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>, e que este aspecto \u201csubtrai a palavra de sua fun\u00e7\u00e3o de verdade\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>, ou seja, ele indicava o esvaziamento da palavra.<\/p>\n<p>Com as muta\u00e7\u00f5es no la\u00e7o social, novos aspectos que indicam o esvaziamento da palavra t\u00eam sido objeto de interesse da psican\u00e1lise, como por exemplo o fen\u00f4meno do cancelamento e seus efeitos para os seres falantes, ou as <em>fake news<\/em>, com efeitos devastadores no campo pol\u00edtico e dos la\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Como Alberti indica, na atualidade, a palavra se v\u00ea atacada, <em>sem lugar<\/em>, na medida em que da palavra se exclui as entrelinhas, os equ\u00edvocos e ao que dela se remeteria a um dizer que ex-siste ao dito. Trata-se da palavra sem margem para interpreta\u00e7\u00f5es, que se pretende ao p\u00e9 da letra, mas que nega a pr\u00f3pria dimens\u00e3o da letra.<\/p>\n<p><strong>Verdade e experi\u00eancia anal\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Como indica Alberti, \u201c\u00e9 importante n\u00e3o perder de vista que a an\u00e1lise \u00e9 uma experi\u00eancia de verdade\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. A palavra instaura uma rela\u00e7\u00e3o com a verdade que coloca o sujeito do inconsciente a trabalho. Pela via da transfer\u00eancia, o sujeito fala a um Outro, que por sua vez, coloca em jogo um real para al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o com a verdade. Para que isso se d\u00ea, \u00e9 preciso passar por um circuito no qual est\u00e1 em jogo consentir em se lan\u00e7ar para al\u00e9m do dito, deixar-se navegar no mar do n\u00e3o sabido, no que escapa e faz equ\u00edvoco.<\/p>\n<p>Trata-se da palavra que tem <em>rela\u00e7\u00e3o <\/em>com a verdade, o que n\u00e3o significa que se trata de uma verdade a ser revelada. O horizonte da verdade remete o falasser para al\u00e9m do dito. Por isso esse lugar \u00e9 necessariamente vazio.<\/p>\n<p>Trata-se de localizar a verdade como produto l\u00f3gico do dito e do dizer<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. N\u00e3o se trata de algo da ordem do pensamento ou do conhecimento.<\/p>\n<p>A experiencia anal\u00edtica revela que o sujeito fala mais do que sabe, e que n\u00e3o sabe exatamente o que fala, h\u00e1 um mais al\u00e9m do que diz ao falar e o lugar vazio da verdade faz funcionar esse circuito. Um circuito para al\u00e9m do pr\u00f3prio sujeito: \u201cEu, a verdade falo\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>, n\u00e3o \u00e9 o sujeito que fala, mas a verdade como coisa, signo de um dizer.<\/p>\n<p>Na frase de Lacan \u201cQue se diga fica esquecido por tr\u00e1s do que se diz em o que se ouve\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a> h\u00e1 um ponto importante em rela\u00e7\u00e3o ao subjuntivo da frase. Ele localiza que o dizer n\u00e3o \u00e9 da ordem do necess\u00e1rio, n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com dito, ou seja, n\u00e3o \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de determina\u00e7\u00e3o. Por outro lado, para que o dizer possa se dar \u00e9 preciso passar pelo dito.<\/p>\n<p>\u201cPara que um dito seja verdadeiro, \u00e9 preciso ainda que se o diga, que haja dele um dizer\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. Isso fala, no sujeito, pelo ato da palavra. H\u00e1 uma dimens\u00e3o de responsabilidade sobre o ato da palavra e sobre isso que fala no sujeito.<\/p>\n<p>O dizer, produto l\u00f3gico do dito, ex-siste ao dito e traz consigo uma rela\u00e7\u00e3o com o real. O dizer na an\u00e1lise realiza algo do verdadeiro ao tocar o real.<\/p>\n<p>A intepreta\u00e7\u00e3o encontra seu lugar l\u00f3gico a\u00ed, no ponto mesmo que a verdade s\u00f3 pode ser meio-dita, lida nas entrelinhas.<\/p>\n<p><strong>Palavra sem o dizer <\/strong><\/p>\n<p>Alberti adverte que quando o corpo est\u00e1 separado da palavra em sua dimens\u00e3o enigm\u00e1tica, o que se passa \u00e9 um dito que se reduz ao pr\u00f3prio dito e n\u00e3o remete a um dizer. \u201cNa medida em que o mais al\u00e9m do dito, que remete ao inconsciente, cai, o dito n\u00e3o remete ao dizer, mas se reduz ao dito\u201d<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>Nessa l\u00f3gica, segundo Alberti, as normas plurais est\u00e3o ocupando o lugar da interpreta\u00e7\u00e3o. Nesse ponto, a quest\u00e3o da verdade se localiza, mas n\u00e3o como um lugar vazio, refer\u00eancia \u00eaxtima, exterior ao discurso, mas no pr\u00f3prio dito. A verdade estaria no pr\u00f3prio dito. Decorre-se da\u00ed a verdade jur\u00eddica, tutelada pelo campo do direito, ou a ideia de \u201ctoda a verdade\u201d, que logicamente recai no falso (fake) \u201cefeito do lugar da verdade querer ser toda\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a> e diversas outras problem\u00e1ticas e sintomas que forcluem a dimens\u00e3o do inconsciente.<\/p>\n<p>Nesse sentido, cabe aos praticantes da psican\u00e1lise fazer existir o discurso anal\u00edtico, que ao operar, deixa livre o lugar mais al\u00e9m do que se diz, o lugar vazio da verdade, e aposta que algo da dimens\u00e3o do gozo autista possa ser tocado, mas n\u00e3o sem antes passar pelo dizer.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> ALBERTI, C. (2022). Liberdade de express\u00e3o: a verdade \u00e9 am\u00e1vel? Interven\u00e7\u00e3o na FAPOL. In: <a href=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/\">https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> ALBERTI, C. Interven\u00e7\u00e3o oral no Forum Zadig Brasil. 06.08.22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> ALBERTI. (2022). Liberdade de express\u00e3o: a verdade \u00e9 am\u00e1vel? Fapol. In: <a href=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/\">https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> MILLER, J-A. (2003). Curso <em>El lugar y el lazo. <\/em>Buernos Aires: Paid\u00f3s, p. 82<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Ibid, p. 83.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> ALBERTI, C. (2022). Liberdade de express\u00e3o: a verdade \u00e9 am\u00e1vel? Fapol, 2022. In: <a href=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/\">https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> LACAN, J. (1955\/1998). A coisa freudiana. In: <em>Escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> LACAN, J. (1972\/2003). O aturdito. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 448.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Ibid, p. 449.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> ALBERTI, C. (2022). Liberdade de express\u00e3o: a verdade \u00e9 am\u00e1vel? Fapol. In: <a href=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/\">https:\/\/fapol.org\/pt\/portfolio-items\/liberdade-de-expressao-a-verdade-e-amavel\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> ALBERTI, C. Interven\u00e7\u00e3o oral no Forum Zadig Brasil. 06.08.22<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Fabiola Ramon Membro da EBP e da AMP \u00a0 \u201cHora da palavra, quando n\u00e3o se diz nada Fora da palavra, quando mais dentro aflora\u201d. 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