{"id":6526,"date":"2022-07-25T08:15:11","date_gmt":"2022-07-25T11:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6526"},"modified":"2022-07-25T08:15:11","modified_gmt":"2022-07-25T11:15:11","slug":"verdade-de-um-lugar-a-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/verdade-de-um-lugar-a-outro\/","title":{"rendered":"Verdade, de um lugar (a) Outro"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Paula Maia Peixoto Camargo<br \/>\nPsicanalista, Integrante da Comiss\u00e3o de Boletim<\/h6>\n<figure id=\"attachment_6527\" aria-describedby=\"caption-attachment-6527\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6527\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/interdito_002_002_002-1-300x228.jpg\" alt=\"Imagem: Instagram @photography_art\" width=\"300\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/interdito_002_002_002-1-300x228.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/interdito_002_002_002-1.jpg 617w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6527\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @photography_art<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 preciso partir de algum lugar, sobretudo quando \u00e9 a verdade que est\u00e1 em causa nas XI Jornadas da EBP Se\u00e7\u00e3o-SP. Ao fazer ressoar o que est\u00e1 em quest\u00e3o no tema <em>\u023a Verdade e o Gozo que n\u00e3o mente,<\/em> deparamo-nos com um problema que se estabelece na condi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e inerente \u00e0 verdade: a de que, como diz Lacan, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diz\u00ea-la toda. \u00c9 exatamente nesse ponto que se fundamenta o que se desloca da discuss\u00e3o da verdade na tradi\u00e7\u00e3o do pensamento filos\u00f3fico, para o campo da psican\u00e1lise. No caso da psican\u00e1lise, o deslocamento em forma de tor\u00e7\u00e3o se d\u00e1, fundamentalmente, porque o problema da verdade \u00e9 indissoci\u00e1vel do problema da linguagem. Se Freud inventa a psican\u00e1lise, \u00e9 porque soube dar lugar ao inaudito da modernidade, a saber, o sujeito do inconsciente.<\/p>\n<p>Podemos dizer, com Lacan, que o sujeito do inconsciente \u00e9 o sujeito moderno por excel\u00eancia. Afinal, em seu texto A <em>ci\u00eancia e a verdade<\/em>, Lacan no diz que a divis\u00e3o proporcionada pelo m\u00e9todo cartesiano da d\u00favida hiperb\u00f3lica \u201c\u00e9 a divis\u00e3o experimentada do sujeito, como divis\u00e3o entre o saber e a verdade<em>\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em> e que essa divis\u00e3o descola, sobretudo, o sujeito e a verdade. Ora, o que est\u00e1 em jogo e o que J. A-Miller<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> em <em>Sobre o transfinito<\/em> destaca desse texto de Lacan \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o paradoxal que se estabelece entre Psican\u00e1lise e Ci\u00eancia: unem-se pela rela\u00e7\u00e3o ao sujeito da ci\u00eancia, op\u00f5em-se dado que a verdade caberia \u00e0 psican\u00e1lise \u2013 o que ela faz \u00e9 \u201cdar lugar a verdade e invocar a verdade\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. Podemos dizer que o sujeito velado da ci\u00eancia \u2013 o fracasso l\u00f3gico da sutura \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o <em>que resta<\/em> como velamento &#8211; \u00e9 desvelado por Freud, em uma opera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ao discurso\/pr\u00e1xis da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Nesse ponto, Freud \u201csoube deixar o inconsciente falar\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. Fala-se l\u00e1 onde <em>isso clama<\/em> obter um saber sobre a verdade do sintoma. Podemos ent\u00e3o considerar uma m\u00e1xima da proposta freudiana e que Lacan retoma, em seu primeiro ensino, na forma de sua prosopopeia: \u201cEu, a verdade, falo.\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> Acrescentando-lhe um elemento decisivo, no semin\u00e1rio 16, \u201co fato de que ela fale, n\u00e3o quer dizer que ela diga a verdade\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. O que \u00e9 dito certamente n\u00e3o se conforma com o que j\u00e1, desde sempre, se perdeu.<\/p>\n<p>A verdade que fala \u00e9 o imposs\u00edvel no dizer. Ou, como diz Lacan, \u201cn\u00e3o se fala do indiz\u00edvel\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, de alguma forma introduzindo que para al\u00e9m de sua metade, acess\u00edvel ao semi-dizer, n\u00e3o h\u00e1 nada a dizer. N\u00e3o h\u00e1 nada a dizer<em> mais al\u00e9m <\/em>de uma elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>lal\u00edngua<\/em> e do que se produz de equ\u00edvocos no plano da linguagem.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma passagem anterior que retomo com intuito de avan\u00e7ar a partir de outro ponto, localizado no texto a <em>Coisa Freudiana<\/em>: \u201cA verdade revela-se complexa por defini\u00e7\u00e3o, humilde em seus pr\u00e9stimos e estranha \u00e0 realidade, insubmissa \u00e0 escolha do sexo, aparentada com a morte e, pensando bem, basicamente desumana\u201d.<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> J. A-Miller em seu curso <em>A Natureza dos Semblantes<\/em> comenta as seis qualifica\u00e7\u00f5es da verdade escritas por Lacan, mas destacarei nesse trabalho apenas duas.<\/p>\n<p>A verdade revela-se complexa por defini\u00e7\u00e3o e J.A-Miller, \u201cop\u00f5e-se claramente a cham\u00e1-la de simples e impossibilita qualquer posi\u00e7\u00e3o de contempla\u00e7\u00e3o da verdade\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. A complexidade que ela enseja significa \u201cque \u00a0ela pode incessantemente ser desdobrada e que n\u00e3o se pode adquiri-la por uma comunica\u00e7\u00e3o un\u00edvoca.\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. \u00c9 importante assinalar que essa comunica\u00e7\u00e3o un\u00edvoca estabelece uma n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o com a verdade. Se h\u00e1 uma problem\u00e1tica da comunica\u00e7\u00e3o un\u00edvoca, esta pode ser interrogada como avesso, sobretudo pol\u00edtico<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>, do que a verdade <em>figura<\/em> em psican\u00e1lise \u2013 pois a verdade em psican\u00e1lise coexiste \u00e0 linguagem.<\/p>\n<p>H\u00e1, mais ainda o que <em>complexa <\/em>abrange: dial\u00e9tica. E, em um salto (livre) \u2013 do rigor \u00e0s refer\u00eancias da dial\u00e9tica da verdade para Lacan em Hegel \u2013 \u00e9 poss\u00edvel atribuir a esse movimento os processos de revela\u00e7\u00e3o, de <em>esparsos clar\u00f5es<\/em>, varia\u00e7\u00f5es&#8230;. como formulado na parte final do seu ensino. Afinal, a elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre o modo de gozo, nos processos de an\u00e1lise, configuram-se como uma verdade mentirosa \u2013 pois sua estrutura \u00e9 a de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda qualifica\u00e7\u00e3o da verdade que extraio \u00e9 a de que a verdade est\u00e1 aparentada com a morte. Nesse ponto J.A-Miller refere a rela\u00e7\u00e3o que esta tem com o quarto cap\u00edtulo do <em>Avesso da psican\u00e1lise<\/em> em que a verdade \u00e9 colocada como irm\u00e3 do gozo. S\u00e3o, segundo J.A-Miller, abordagens a partir da compuls\u00e3o a repeti\u00e7\u00e3o que nessa \u00e9poca \u201cse traduz com um significante que \u00e9 em si mesmo uma for\u00e7a de morte, sup\u00f5e a mortifica\u00e7\u00e3o da realidade\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a> Nesse semin\u00e1rio, a verdade \u00e9 inclu\u00edda na estrutura e participa, enquanto lugar, das opera\u00e7\u00f5es entre os elementos que configuram os quatro discursos propostos por Lacan. A perda, o resto que se produz pela incid\u00eancia do significante, \u201cpermite a escritura mesma do objeto a\u201d como mais-de-gozar, \u201cao parentesco da verdade e do gozo, como resto irredut\u00edvel a respeito do saber, do significante e de sua articula\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>No momento em que h\u00e1 uma virada no ensino de Lacan, algo do gozo que n\u00e3o mais se articula a cadeia significante passa ao largo \u201cdo reinado da castra\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. Trata-se do falo imposs\u00edvel de negativizar e que segundo J.A-Miller nos permite interrogar \u201co problema da rela\u00e7\u00e3o da verdade e o gozo sob o \u00e2ngulo do gozo como do imposs\u00edvel de negativa\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>. E, mais, em rela\u00e7\u00e3o ao objeto \u201cde jeito nenhum, os objetos a s\u00f3 entram em fun\u00e7\u00e3o relativamente \u00e0 castra\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p>Ensejando um fim que n\u00e3o se encera, construo: \u00a0J.A-Miller nos transmite que \u201cno gozo que n\u00e3o mente h\u00e1 uma interfer\u00eancia da verdade mentirosa\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a> no ponto em que \u201cali onde n\u00e3o h\u00e1 significante n\u00e3o se pode ter certeza de haver gozo\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>. Enfim, pergunto: <em>Aos olhos do gozo de imposs\u00edvel negativa\u00e7\u00e3o<\/em>, como pensar a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica na passagem entre efeitos de verdade para efeitos de gozo no corpo? Uma verdade se revela, um gozo que n\u00e3o se negativa se resolve? O que n\u00e3o se <em>resolve, ressoa<\/em>&#8230; Relan\u00e7ar a quest\u00e3o da verdade, pensando agora na opera\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, a partir do gozo no corpo, permite colocar a verdade, a partir de ent\u00e3o, em um Outro lugar.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> LACAN, J. Escritos. In. A Ci\u00eancia e a verdade, RJ: Zahar, (1966\/1998), p. 870.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> MILLER, J.-A. (1993). Sobre o transfinito: em dire\u00e7\u00e3o a um novo significante.\u00a0<em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>,\u00a0<em>6<\/em>\u00a0(1)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Ibid, p. 1<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> LACAN, J. Escritos. In. A coisa freudiana, RJ: Zahar, (1955\/1998), p. 410.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 16: de um outro ao outro. RJ: Zahar (1968-1969\/2006) p. 168<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise. RJ: Zahar (1969-1970\/1992) p. 49.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> LACAN, J. Escritos. In. A coisa freudiana, RJ: Zahar, (1955\/1998), p.437<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> MILLER, J.-A. De la naturaleza de los semblantes, Buenos Aires: Paid\u00f3s, (2009), p. 206.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Epistemol\u00f3gico e \u00e9tico.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Ibid, p. 208.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Ibid. p, 211.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> MILLER, J.-A. \u00a0Perspectivas dos escritos e outros escritos de Lacan. Entre desejo e gozo. RJ: Zahar, 2011, p,.179.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Ibid. p. 182<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> Ibid. p. 181<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> Ibid. p. 203<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> Ibid.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Paula Maia Peixoto Camargo Psicanalista, Integrante da Comiss\u00e3o de Boletim \u00c9 preciso partir de algum lugar, sobretudo quando \u00e9 a verdade que est\u00e1 em causa nas XI Jornadas da EBP Se\u00e7\u00e3o-SP. Ao fazer ressoar o que est\u00e1 em quest\u00e3o no tema \u023a Verdade e o Gozo que n\u00e3o mente, deparamo-nos com um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-6526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-inter-dito","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6526"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}