{"id":6515,"date":"2022-07-25T08:15:11","date_gmt":"2022-07-25T11:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6515"},"modified":"2022-07-25T08:15:11","modified_gmt":"2022-07-25T11:15:11","slug":"o-elogio-da-mentira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-elogio-da-mentira\/","title":{"rendered":"O Elogio da Mentira"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Maria do Carmo Dias Batista<br \/>\nMembro da EBP-AMP<\/h6>\n<p>Um breve e certamente incompleto percurso cronol\u00f3gico pela obra de Lacan, cada vez que menciona a mentira, nos possibilitar\u00e1 melhor esclarecer a ideia de que a cada mentira corresponde uma verdade aguda, \u00fanico caso de verdade absoluta, na medida em que, quando mentimos, sabemos bem qual objeto est\u00e1 intencionalmente escondido, oculto por detr\u00e1s do dito mentiroso. O objeto oculto permite alcan\u00e7ar <em>toda a verdade<\/em>. Isso se aplica com a mesma for\u00e7a aos processos inconscientes, nos quais, entretanto, a oculta\u00e7\u00e3o intencional d\u00e1 lugar ao recalque, ao esquecimento. Partimos, como \u00e9 evidente, da ideia de que Lacan elogia a mentira em seu ensino, subtraindo dela a no\u00e7\u00e3o de negatividade que lhe d\u00e1 o senso comum. Busquemos, ent\u00e3o, as refer\u00eancias \u00e0 mentira em seus Escritos e Semin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Escreve Lacan sobre o inconsciente no texto \u201cFun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem em Psican\u00e1lise\u201d (1953\/1966),<\/p>\n<blockquote><p>\u201cesse cap\u00edtulo de minha hist\u00f3ria que \u00e9 marcado por um branco ou ocupado por uma mentira: \u00e9 o cap\u00edtulo censurado. Mas a verdade pode ser resgatada; na maioria das vezes j\u00e1 est\u00e1 escrita em outro lugar\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 1<\/em><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> (aula de 09\/06\/1954), diz Lacan,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] No in\u00edcio da experi\u00eancia anal\u00edtica h\u00e1 o registro da palavra mentirosa. \u00c9 a palavra que instaura na realidade a mentira. [&#8230;] Coloquemos num tri\u00e2ngulo de tr\u00eas v\u00e9rtices: ali, a mentira; aqui, o equ\u00edvoco e, depois, a ambiguidade. [&#8230;] A palavra \u00e9 por ess\u00eancia amb\u00edgua\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>E ainda no <em>Semin\u00e1rio 1<\/em><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> (aula de 30\/06\/1954),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] \u00c0 medida que a mentira se organiza, desenvolve seus tent\u00e1culos, lhe \u00e9 necess\u00e1rio o controle correlativo da verdade. Porque a mentira, nesse sentido, realiza, desenvolvendo-se, a constitui\u00e7\u00e3o da verdade\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 2<\/em><a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> (aula de 25\/05\/1955),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] N\u00e3o ter\u00edamos [n\u00f3s analistas] raz\u00e3o alguma de pens\u00e1-lo se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos o testemunho daquilo que caracteriza a intersubjetividade, isto \u00e9, que o sujeito pode mentir para n\u00f3s. \u00c9 a prova decisiva. N\u00e3o digo que seja o \u00fanico fundamento da realidade do outro sujeito, \u00e9 a prova\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 4<\/em><a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> (aula de 09\/01\/1957), falando sobre o primado do falo e a jovem homossexual,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Com a sua interpreta\u00e7\u00e3o Freud faz eclodir o conflito [&#8230;] quando se tratava de uma coisa inteiramente diferente: revelar o discurso mentiroso que estava ali no inconsciente\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No mesmo <em>Semin\u00e1rio 4<\/em><a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> (aula de 25\/01\/1957), sobre o sonho da jovem homossexual,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;], Mas, ent\u00e3o, o inconsciente pode mentir?\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 6<\/em><a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> (aula de 10\/12\/1958),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Procurando alguma coisa que nos levaria ao segredo do desejo. [&#8230;] Como comunicar aos outros algo que se constituiu como segredo? Resposta: por alguma mentira\u201d [tradu\u00e7\u00e3o nossa].<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 7<\/em><a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> (aula de 23\/12\/1959),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;], Mas a defesa, a mutila\u00e7\u00e3o que \u00e9 a do homem, n\u00e3o se constitui somente por deslocamento, met\u00e1fora e tudo o que estrutura sua gravita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao bom objeto. Ela se constitui por algo que tem um nome, e que \u00e9, propriamente falando, a mentira sobre o mal. No n\u00edvel do inconsciente o sujeito mente. E essa mentira \u00e9 a sua maneira de dizer a verdade acerca disso\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda no <em>Semin\u00e1rio 7<\/em><a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>, na mesma aula,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] \u00c9 justamente a\u00ed \u2013 na medida em que minto, que recalco, que sou eu, mentiroso, quem fala \u2013 que posso dizer <em>N\u00e3o mentir\u00e1s. <\/em>Nesse <em>N\u00e3o mentir\u00e1s<\/em>, como lei, est\u00e1 inclu\u00edda a possibilidade da mentira como o desejo mais fundamental\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 8<\/em><a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> (aula de 23\/11\/1960), Lacan cita a obra de Zucchi, pintor maneirista [1547-1590], <em>Psiche Sorprende Amore<\/em>, que viu na Galeria Borghesi,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Talvez cheguemos a ver despontar a no\u00e7\u00e3o de que, afinal, s\u00f3 os mentirosos podem responder dignamente ao amor\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No mesmo <em>Semin\u00e1rio 8<\/em><a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a> (aula de 12\/04\/1961),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Em outras palavras, o sujeito s\u00f3 afirma a dimens\u00e3o da verdade como original no momento em que se serve do significante para mentir\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 10<\/em><a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>, (aula de 23\/01\/1963), voltando a falar de Freud e da interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos da jovem homossexual,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Essa paciente [&#8230;] mentia para ele em sonhos. O precioso <em>\u00e1galma <\/em>desse discurso [&#8230;] \u00e9 que Freud se det\u00e9m, at\u00f4nito, diante disso: Com que ent\u00e3o o inconsciente \u00e9 capaz de mentir! [&#8230;] Esse \u00e9 o ponto em que Freud se recusa a ver na verdade, que \u00e9 sua paix\u00e3o, a estrutura de fic\u00e7\u00e3o como algo que est\u00e1 em sua origem. [&#8230;] O <em>eu minto<\/em> \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel, uma vez que o que mente \u00e9 o desejo, no momento em que, ao se afirmar como tal, exp\u00f5e o sujeito \u00e0 anula\u00e7\u00e3o l\u00f3gica em que se det\u00e9m o fil\u00f3sofo (Epim\u00eanides) ao ver a contradi\u00e7\u00e3o do <em>eu minto<\/em>\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 11<\/em><a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a> (aula de 22\/04\/1964), ao falar da divis\u00e3o entre enunciado e enuncia\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] \u00c9 primeiro como se instituindo numa, e mesmo por, certa mentira, que vemos instaurar-se a dimens\u00e3o da verdade, no que ela n\u00e3o \u00e9, falando propriamente, abalada, pois a mentira como tal se p\u00f5e, ela pr\u00f3pria, nessa dimens\u00e3o da verdade. [&#8230;] O <em>eu o engano <\/em>prov\u00e9m do ponto onde o analista espera o sujeito, e lhe remete [&#8230;] sua pr\u00f3pria mensagem em sua significa\u00e7\u00e3o verdadeira, quer dizer, de forma invertida. Ele lhe diz \u2013 <em>nesse eu o engano, o que voc\u00ea envia como mensagem \u00e9 o que eu mesmo lhe exprimo e, fazendo isso, voc\u00ea diz a verdade<\/em>\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 13<\/em><a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a> (aula de 12\/01\/1966),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] A mentira pode se afirmar como verdade\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 18<\/em><a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a> (aula de 12\/02\/1969),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] O cristianismo [&#8230;] foi a verdade, e forneceu a prova de que em torno de toda a verdade que tem a pretens\u00e3o de falar como tal prospera um clero que \u00e9 obrigatoriamente mentiroso. [&#8230;] Chegarei eu a dizer que a p\u00e9rola da mentira \u00e9 a secre\u00e7\u00e3o da verdade?\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda no <em>Semin\u00e1rio 18<\/em><a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a> (aula de 05\/09\/1969),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] No <em>Entwurf<\/em> Freud designa a concatena\u00e7\u00e3o inconsciente como sempre partindo de um <em>proton pseudos<\/em>, o que s\u00f3 se pode traduzir corretamente, quando se sabe ler, por a <em>mentira soberana.<\/em>\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 19<\/em><a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a> (aula de 03\/02\/1972),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Se a verdade [em sua estrutura de fic\u00e7\u00e3o] nunca pode ser sen\u00e3o meio-dita, se esse \u00e9 o n\u00facleo, a ess\u00eancia do saber do psicanalista, \u00e9 porque no lugar da verdade se encontra o S2, o saber. Trata-se, portanto, de um saber que deve sempre, ele mesmo, ser questionado\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em \u201cTelevis\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a> (Natal de 1973),<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSempre digo a verdade: n\u00e3o toda, pois diz\u00ea-la toda n\u00e3o se consegue. Diz\u00ea-la toda \u00e9 imposs\u00edvel materialmente: faltam palavras. \u00c9 por esse imposs\u00edvel, inclusive, que a verdade tem a ver com o real\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 23<\/em><a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a> (aula de 18\/11\/1975),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Quando falamos e usamos um adv\u00e9rbio, quando dizemos <em>real-mente<\/em>, <em>mental-mente<\/em>, <em>heroica-mente<\/em>, o acr\u00e9scimo desse <em>mente<\/em> j\u00e1 \u00e9, em si, indicativo de que mentimos. H\u00e1 mentira indicada em todo adv\u00e9rbio. N\u00e3o \u00e9 por acaso que ela est\u00e1 a\u00ed. Ao interpretarmos devemos prestar aten\u00e7\u00e3o nisso\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No pr\u00f3prio <em>Semin\u00e1rio 23<\/em><a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a> (aula de 13\/01\/1976),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Visto que a mentalidade \u2013 n\u00e3o h\u00e1 necessidade de dizer mais, a <em>sentimentalidade<\/em> pr\u00f3pria do falasser \u2013 [&#8230;] A <em>menta-lidade<\/em> enquanto mente \u00e9 um fato. [&#8230;] S\u00f3 h\u00e1 fato pelo artif\u00edcio. E \u00e9 um fato que ele mente, i.e., que ele instaura falsos fatos e os reconhece, porque tem mentalidade, i.e., amor-pr\u00f3prio\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 24<\/em><a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a> (aula de 11\/01\/1977),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] O discurso do mestre \u00e9 o discurso menos verdadeiro, o mais imposs\u00edvel. Esse discurso \u00e9 mentiroso e, precisamente por isso, alcan\u00e7a o real.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda no <em>Semin\u00e1rio 24<\/em><a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a> (aula de 15\/02\/1977),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] O simb\u00f3lico suportado pelo significante quando fala s\u00f3 diz mentiras, e ele fala muito. Expressa-se pela <em>Verneinung<\/em>, por\u00e9m, pelo contr\u00e1rio da <em>Verneinung <\/em>(da nega\u00e7\u00e3o) [&#8230;] que n\u00e3o fornece a verdade.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>No mesmo <em>Semin\u00e1rio 24<\/em><a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a> (aula de 10\/05\/1977),<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] Pode-se dizer que o real mente? Na an\u00e1lise, pode-se seguramente dizer que o verdadeiro mente. A an\u00e1lise \u00e9 um longo encaminha-mento [<em>chemine ment<\/em>], reencontrado em todo lugar. Que o caminho minta nos mostra que, como no fio do telefone, enredamos os p\u00e9s.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Findo nosso exemplo pessoal de pensamento e ato obsessivos, ao compilar 23 das refer\u00eancias em Lacan sobre a mentira, continuemos o percurso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cl\u00ednica, devagar e sempre, construindo este texto entre o maneirismo e o barroco, obedecendo \u00e0 dire\u00e7\u00e3o dada por nosso tema. A prop\u00f3sito, tanto Jacopo Zucchi \u2013 maneirista \u2013 citado por Lacan no <em>Semin\u00e1rio 8<\/em>, quanto Peter Paul Rubens \u2013 barroco \u2013 t\u00eam quadros sobre o momento em que Psiqu\u00ea mente para Eros, quebrando o pacto de que ela jamais o veria, a n\u00e3o ser na mais completa escurid\u00e3o. Ao iluminar o amado com uma lamparina de azeite e se embevecer ao se deparar com a beleza divina de Eros, deixa cair uma gota do azeite em seu dorso. Eros, assustado e surpreso, foge&#8230;<a href=\"#_edn24\" name=\"_ednref24\">[24]<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> LACAN, J. \u201cFun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem em Psican\u00e1lise\u201d. <em>Escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 260.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 1: os<\/em><em> escritos t\u00e9cnicos de Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1983, p. 261.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> LACAN, J. Idem. p. 299-300.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 2: o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1987 (2\u00aa edi\u00e7\u00e3o), p. 308.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 4: a rela\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1995, p. 109.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. Idem. p. 136.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LACAN, J. <em>Le S\u00e9minaire, livre VI\u00a0: le d\u00e9sir et son interpr\u00e9tation<\/em>. Paris: \u00c9ditions de La Martini\u00e8re \u2013 Le Champ freudien, 2013, p. 111.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1988, p. 94.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> LACAN, J. Idem. p. 104.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 8: a transfer\u00eancia<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1994 (1\u00aa reimpress\u00e3o), p. 36 e p. 260.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> LACAN, J. Idem. p. 230.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia. <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p.143-144.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1988 (reimpress\u00e3o da 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o), p. 132-133.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 13: o objeto da psican\u00e1lise<\/em>, 1966. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 170.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> LACAN, J. Idem<em>.<\/em> p. 207.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>: <em>&#8230; ou pior<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 77.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> LACAN, J. <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 508.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> LACAN, J. Idem. p. 63-64.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 24<\/em>: <em>l<\/em><em>\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>, 1977. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> LACAN, J. Idem, 1977.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> LACAN, J. Ibidem<em>. <\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref24\" name=\"_edn24\">[24]<\/a> BATISTA, MCD. \u201cO elogio da mentira\u201d, texto de aula ministrada no IPLA em 04 de novembro de 2013.O presente texto corresponde a um subitem de <strong>\u201cAs velhas estruturas cl\u00ednicas como mentiras <em>versus<\/em> a perspectiva do \u2018todos deliramos\u2019: que min\u00facias cl\u00ednicas esta diferen\u00e7a imp\u00f5e ao trabalho cl\u00ednico?\u201d<\/strong>, texto escrito para acompanhar aula ministrada pela autora no IPLA, em 04 de novembro de 2013, a convite de Jorge Forbes.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6423&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Maria do Carmo Dias Batista Membro da EBP-AMP Um breve e certamente incompleto percurso cronol\u00f3gico pela obra de Lacan, cada vez que menciona a mentira, nos possibilitar\u00e1 melhor esclarecer a ideia de que a cada mentira corresponde uma verdade aguda, \u00fanico caso de verdade absoluta, na medida em que, quando mentimos, sabemos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-6515","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-inter-dito","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6515"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6515\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6515"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=6515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}