{"id":6196,"date":"2021-10-27T16:49:39","date_gmt":"2021-10-27T19:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=6196"},"modified":"2021-10-27T16:49:39","modified_gmt":"2021-10-27T19:49:39","slug":"o-ato-analitico-ler-e-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-ato-analitico-ler-e-escrever\/","title":{"rendered":"O ato anal\u00edtico, ler e escrever"},"content":{"rendered":"<p>Mauricio Tarrab (EOL\/AMP)<\/p>\n<figure id=\"attachment_6198\" aria-describedby=\"caption-attachment-6198\" style=\"width: 508px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6198\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/travessias_005_007-1.png\" alt=\"\" width=\"508\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/travessias_005_007-1.png 508w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/travessias_005_007-1-274x300.png 274w\" sizes=\"auto, (max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6198\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @mindtheminimalism<\/figcaption><\/figure>\n<p>Se descartamos por d\u00e9beis as formas mais imagin\u00e1rias que fazem deslizar o ato anal\u00edtico em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o a pergunta se o ato anal\u00edtico (que \u00e9 um corte) poderia ser uma sutura<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> adquire profundidade.<\/p>\n<p>Ainda que o ato anal\u00edtico tamb\u00e9m tenha sido caracterizado por Lacan como algo da ordem da cirurgia, onde \u201ccorte e sutura\u201d t\u00eam o seu lugar, poder\u00edamos propor que o ato anal\u00edtico \u00e9, tamb\u00e9m, uma quest\u00e3o de ler e escrever.<\/p>\n<p><strong>Sutura e emenda<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O real, aquele de que se trata no que \u00e9 chamado de meu pensamento, \u00e9 sempre um peda\u00e7o, um caro\u00e7o. \u00c9, com certeza, um caro\u00e7o em torno do qual o pensamento divaga, mas seu estigma, o do real como tal, consiste em n\u00e3o se ligar a nada. Pelo menos \u00e9 assim que concebo o real. H\u00e1 pequenas emerg\u00eancias hist\u00f3ricas disso.<br \/>\n(LACAN, J.<em> O s<\/em><em>emin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>, p.119)<\/p><\/blockquote>\n<p>Como situar o ato do analista, esta opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, quando o real e o semblante n\u00e3o se conectam e quando se situa que o \u201cestigma\u201d do real \u00e9 n\u00e3o se ligar a nada? Isto \u00e9 parte da indaga\u00e7\u00e3o de Lacan a respeito do sinthoma que acaba por movimentar as \u201cseguran\u00e7as\u201d do ato anal\u00edtico. Lembremos, como o faz Miller<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, que o que persiste do sintoma sup\u00f5e um <em>x<\/em> mais al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o, coisa j\u00e1 antecipada, mas n\u00e3o resolvida pelo pr\u00f3prio Freud.<\/p>\n<p>Lacan ensaia uma resolu\u00e7\u00e3o ligada ao ato anal\u00edtico quando se interroga, ou nos leva a nos interrogar, sobre o que pode ser tocado desse real do sintoma, disso que o sintoma foi reduzido. Ele o faz ao formular, justamente, o limite de nossa opera\u00e7\u00e3o: \u201ca ideia de que h\u00e1 um real que exclui toda esp\u00e9cie de sentido \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio do que \u00e9 a nossa pr\u00e1tica\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Lacan faz uma diferen\u00e7a que podemos explorar entre o gozo sentido e o real parasita de gozo no sintoma. A partir dessa diferen\u00e7a, ele indica qual \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise sobre o gozo obscuro do sintoma: assinala que a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica deve realizar uma sutura e uma emenda<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Uma sutura entre o imagin\u00e1rio e o simb\u00f3lico, que \u00e9 o saber inconsciente e \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o que o analista realiza para obter um sentido. \u00c9 a resposta que o analista d\u00e1 com seu ato, diante do exposto pelo analisante no percurso de seu sintoma. Poder-se-ia chamar de<em> sutura freudiana. <\/em><\/p>\n<p>Mas, em seguida, assinala que o analista deve realizar outra opera\u00e7\u00e3o: \u201ca fazer emenda entre seu sinthoma e o real parasita de gozo\u201d. E &#8211; leiamos em detalhe &#8211; ele chama essa emenda de \u201cnossa opera\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Podemos dizer, ent\u00e3o: <em>sutura freudiana e emenda lacaniana.<\/em> Sutura do imagin\u00e1rio e do simb\u00f3lico que produz um sentido, enquanto a emenda tenta produzir outra coisa, a emenda tenta<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> tornar esse gozo poss\u00edvel, isto \u00e9, torn\u00e1-lo gozo-sentido. Tornar esse<em> jouissance <\/em>&#8211; <em>joui-sens<\/em>. Escutar al\u00ed um sentido<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Com esse real que n\u00e3o se liga a nada, com esse gozo opaco do sintoma, com esse peda\u00e7o de real parasita de gozo &#8211; ao redor do que gira uma vida, ao redor do que bordeja o inconsciente &#8211; com essa pedra que n\u00e3o responde, a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica poderia produzir uma nova inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em \u201cA terceira\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, logo ap\u00f3s definir o sintoma como o que n\u00e3o cessa de se escrever do real, Lacan assinala que \u201co que h\u00e1 de conseguir \u00e9 amans\u00e1-lo at\u00e9 o ponto em que a linguagem possa fazer com ele equ\u00edvoco\u201d.<\/p>\n<p>No uso do equ\u00edvoco, Joyce e um psicanalista n\u00e3o fazem a mesma coisa. Joyce faz do equ\u00edvoco de lal\u00edngua seu pr\u00f3prio sintoma. O analista, para desfazer uma fixa\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica, utiliza o equ\u00edvoco. Ao contr\u00e1rio, Joyce usa do equ\u00edvoco para isolar a letra da cadeia de sentido. Desse modo, ele a desconecta do inconsciente e a fixa como gozo. \u00c9 o que se pode tocar de seu sintoma, em sua escritura. Assim, Joyce procede como <em>a uma equivoca\u00e7\u00e3o<\/em> ao alcan\u00e7ar que isso possa escrever qualquer outra coisa. Por sua vez, o analista que usa o equ\u00edvoco, como Lacan o indica aqui, parece enredar-se com o significante ao equivoc\u00e1-lo; ele parece enganar-se sobre o sentido, e essa equivoca\u00e7\u00e3o faz emergir o significante sintom\u00e1tico e o gozo, ent\u00e3o, circulando-o em uma meton\u00edmia que o far\u00e1 tomar outra dire\u00e7\u00e3o. Assim eu entendo a afirma\u00e7\u00e3o de Lacan, quando diz que a emenda \u201ctorna poss\u00edvel esse gozo opaco do sintoma\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. \u00c9 o que podemos fazer com esse peda\u00e7o de real, amans\u00e1-lo at\u00e9 que a linguagem fa\u00e7a com isso equ\u00edvoco.<\/p>\n<p><strong>Ler e escrever<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Trabalho no imposs\u00edvel de dizer.<br \/>\n(LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 25: o<\/em> <em>momento de concluir<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cO analista, ele, corta. O que ele diz \u00e9 corte, isto \u00e9, participa da escritura\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. Esta \u00e9 uma deslumbrante precis\u00e3o sobre o ato anal\u00edtico. \u201cCorta, seu dizer \u00e9 corte\u201d. Sublinho: seu dizer \u00e9 corte. Mas cuidado, isso mesmo implica que escreve\u2026 \u201cno que diz o analista n\u00e3o h\u00e1 outra coisa que escritura\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Um bem dizer &#8211; um dizer que \u00e9 corte &#8211; e um saber ler que est\u00e3o do lado do ato do analista<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Mas a cita\u00e7\u00e3o de Lacan ainda tem outra precis\u00e3o genial: \u201co analisante diz mais al\u00e9m do que quer dizer e o analista corta ao ler o que est\u00e1 a\u00ed do que quer dizer\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Podemos concordar que no <em>\u201co que quer\u201d<\/em> est\u00e1 do lado do desejo, isto \u00e9, do inconsciente. E<em> \u201co que est\u00e1 a\u00ed\u201d<\/em>?<\/p>\n<p>Corta, escava, separa, isola\u2026 ao ler\u2026. o que est\u00e1 a\u00ed, na falha mesma do saber. Ou para dizer com suas palavras: o analista trabalha no imposs\u00edvel de dizer.<\/p>\n<p>Nomeamos esta opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que vai mais al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o e decifra\u00e7\u00e3o de diferentes maneiras: localizar, assinalar, cingir, circunscrever, constatar. Se o que o analista deve fazer com seu saber ler \u00e9 cortar, esse n\u00e3o \u00e9 um corte qualquer, \u00e9 um corte entre o que est\u00e1 a\u00ed e o que quer.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o est\u00e1 em conson\u00e2ncia com outra fundamental que Lacan faz no semin\u00e1rio 23 quando diz que no sintoma h\u00e1 algo que responde, que se chama inconsciente, e algo que n\u00e3o responde. \u00c9 a pedra daquele poema magn\u00edfico de Carlos Drummond de Andrade que Miller destacou em<em> O osso de uma an\u00e1lise<\/em>. <em>O que est\u00e1 a\u00ed <\/em>n\u00e3o responde.<\/p>\n<p>Esse n\u00e3o responder \u00e9 a opacidade do <em>\u201co que est\u00e1 a\u00ed\u201d<\/em>. Isso se constata, se isola, se captura, se nomeia\u2026 mas n\u00e3o responde e n\u00e3o vai responder. \u00c9 muito valiosa a indica\u00e7\u00e3o de Lacan de que isso \u00e9 o que o analista corta, escava com seu saber ler e que isso \u00e9, ao mesmo tempo, um corte e uma escritura.<\/p>\n<p>Se o ato do analista \u00e9 cortar, escavar o que est\u00e1 a\u00ed, ao analisante lhe cabe bem diz\u00ea-lo\u2026 como possa, o que \u00e9 uma forma de responsabilizar-se por isso e \u00e9 tamb\u00e9m um ato, desta vez o seu pr\u00f3prio.<\/p>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Eduardo Vallejos<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o: Felipe Bier e Emelice Prado Bagnola<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Eixo 1 \u2013 Declina\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do ato. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/x-jornadas-psicanalise-em-ato\/eixos-tematicos-x-jornadas\/\">Eixos tem\u00e1ticos \u2013 X Jornadas \u2013 Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo (ebp.org.br)<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0 MILLER, J.-A. \u201cLer um sintoma\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n\u00ba 70. S\u00e3o Paulo: Eolia, 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u00a0 LACAN, J. <em>Semin\u00e1rio 24, <\/em>in\u00e9dito. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, libro 23, O sinthoma<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 71.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u00a0 MILLER, J.-A. <em>El lugar y el lazo<\/em>. Buenos Aires: Ed. Paid\u00f3s, 2013. Aula de 28\/02\/2001, p. 211. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J.-A. \u201cA Terceira\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n\u00ba 62. S\u00e3o Paulo: Eolia, 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 25: o momento de concluir.<\/em> In\u00e9dito. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mauricio Tarrab (EOL\/AMP) Se descartamos por d\u00e9beis as formas mais imagin\u00e1rias que fazem deslizar o ato anal\u00edtico em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o a pergunta se o ato anal\u00edtico (que \u00e9 um corte) poderia ser uma sutura[1] adquire profundidade. 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