{"id":5991,"date":"2021-09-03T15:20:17","date_gmt":"2021-09-03T18:20:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5991"},"modified":"2021-09-03T15:20:17","modified_gmt":"2021-09-03T18:20:17","slug":"eixo-3-ato-analitico-e-civilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/eixo-3-ato-analitico-e-civilizacao\/","title":{"rendered":"Eixo 3 &#8211; Ato anal\u00edtico e civiliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6>Fabiola Ramon (EBP\/AMP)<br \/>\nMilena Vicari Crastelo (EBP\/AMP)<br \/>\nPatricia Badari (EBP\/AMP)<\/h6>\n<blockquote><p>\u201c(&#8230;) a psican\u00e1lise como o tratamento<\/p>\n<p>que se espera de um psicanalista (&#8230;)\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_5992\" aria-describedby=\"caption-attachment-5992\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5992\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_005-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @art.upon.contemporary\" width=\"300\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_005-1.png 375w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_005-1-259x300.png 259w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5992\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @art.upon.contemporary<\/figcaption><\/figure>\n<p>O ato de Freud funda a psican\u00e1lise e interpreta a civiliza\u00e7\u00e3o, incidindo nos la\u00e7os e nos modos de gozo. O ato<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> de Lacan funda uma Escola, alicer\u00e7ada no cartel e no passe, uma resposta l\u00f3gica \u00e0 queda do Pai sem ceder ao Pior e \u00e0 fagocitose do discurso capitalista.<\/p>\n<p>Os efeitos do ato de funda\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise e do ato de funda\u00e7\u00e3o da Escola de Lacan d\u00e3o mostras na inscri\u00e7\u00e3o do discurso do analista na civiliza\u00e7\u00e3o. Mas, para que a psican\u00e1lise siga se inscrevendo \u00e9 preciso que haja um psicanalista. Eis a\u00ed uma dimens\u00e3o \u00e9tica e pol\u00edtica que sustenta a pr\u00f3pria inscri\u00e7\u00e3o desse discurso no mundo.<\/p>\n<p>Miller, em 2017, opera um ato e inaugura o Ano Zero<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> no campo freudiano seguindo Freud e a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana de interrogar a subjetividade de sua \u00e9poca<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Ele inclui uma quarta extens\u00e3o ao que eram tr\u00eas dimens\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o anal\u00edtica<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>: o campo da pol\u00edtica. Trata-se de ir al\u00e9m da dimens\u00e3o da pol\u00edtica da psican\u00e1lise. Para isso, \u201c\u00e9 preciso ter uma ideia clara do fundamento de nossa \u00e9tica para abordar a nova tarefa que nos \u00e9 proposta\u201d <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>, a de colocarmos as bases do discurso anal\u00edtico no campo pol\u00edtico e no debate p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>A sustenta\u00e7\u00e3o do discurso anal\u00edtico como ato e como pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Muito atento \u00e0 cl\u00ednica e ao seu tempo do sujeito desiludido do p\u00f3s Primeira Guerra Mundial, Freud faz equivaler o sentimento de culpa inconsciente, engendrado pela civiliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 ang\u00fastia, remanejando sua teoria da ang\u00fastia pela introdu\u00e7\u00e3o da paradoxal puls\u00e3o de morte<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Em \u201cO mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, de 1930, Freud nos adverte: \u201cO mandamento \u2018Ama a teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u2019 constitui a defesa mais forte contra a agressividade humana e um excelente exemplo dos procedimentos n\u00e3o psicol\u00f3gicos do supereu cultural. \u00c9 imposs\u00edvel cumprir esse mandamento; uma infla\u00e7\u00e3o t\u00e3o enorme do amor s\u00f3 pode rebaixar seu valor, sem se livrar da dificuldade\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. Ele nos coloca que est\u00e1 no cerne da civiliza\u00e7\u00e3o a \u00e9gide do supereu e este \u00e9 o mal-estar desta.<\/p>\n<p>O imperativo de gozo faz seu circuito constante e perp\u00e9tuo na civiliza\u00e7\u00e3o. No entanto, se na \u00e9poca vitoriana o supereu tomava forma a partir da moral como dever, no contempor\u00e2neo, com a queda do ideal, que revela o esvaziamento do Outro e o lugar cada vez mais potente do corpo enquanto corpo pr\u00f3prio, o dever como imperativo est\u00e1 em gozar mais e mais, colocando de forma obscena, o quanto o narcisismo n\u00e3o faz barreira \u00e0 puls\u00e3o de morte.<\/p>\n<p>Nos anos 60, Lacan localiza o significante-mestre que surge naquele momento: o mercado comum, que tem na burocracia sua sustenta\u00e7\u00e3o e que, gra\u00e7as \u00e0 t\u00e9cnica, o apresenta como esbo\u00e7o do estado universal homog\u00eaneo<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Lacan p\u00f4de ler esse axioma da civiliza\u00e7\u00e3o e apontar que a cren\u00e7a no universal negligencia o gozo, e o retorno deste engendra processos de segrega\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. A isso a psican\u00e1lise se op\u00f5e ao circunscrever \u201co estatuto descentrado do sujeito fundamentado num alhures\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Em 1970, em \u201cRadiofonia\u201d, Lacan fala sobre a subida do objeto <em>a<\/em> ao z\u00eanite social<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a> e d\u00e1 uma orienta\u00e7\u00e3o precisa, baseada no que extraiu de Freud, para que sigamos o efeito de ang\u00fastia como verdadeiro efeito de linguagem.<\/p>\n<p>Ao escrever os quatro discursos, Lacan inclui a dimens\u00e3o do gozo no la\u00e7o social<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>, o gozo n\u00e3o est\u00e1 fora do la\u00e7o, mas o comp\u00f5e, faz parte dele. Localiza um novo regime do la\u00e7o social a partir da fantasia e do gozo, e n\u00e3o mais a partir da identifica\u00e7\u00e3o ao ideal, ao pai<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. Esse ponto, apreendido e atestado dia a dia na cl\u00ednica, vem sendo uma bussola fundamental na orienta\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/p>\n<p>A cl\u00ednica contempor\u00e2nea nos apresenta sintomas e fen\u00f4menos segregacionistas que testemunham esse novo regime do la\u00e7o social. \u00c0 psican\u00e1lise cabe problematiz\u00e1-los, mas tendo como princ\u00edpio a \u00e9tica e a l\u00f3gica do um a um.<\/p>\n<p>O campo das identidades sexuais, por exemplo, traz uma nova forma de mascarar a diferen\u00e7a sexual<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>, um querer se autodefinir com rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero, e se organiza no sentido de cortar o la\u00e7o entre o corpo biol\u00f3gico e o corpo falante. No entanto, a psican\u00e1lise incide a\u00ed apontando que h\u00e1 um la\u00e7o, n\u00e3o h\u00e1 um sem o outro<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a> e que somente a partir deste la\u00e7o e do modo de gozo de cada ser falante \u00e9 que a autodefini\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o campo da segrega\u00e7\u00e3o racial, que para a psican\u00e1lise n\u00e3o se trata exclusivamente de uma quest\u00e3o de supremacia e colonialismo, ela incide apontando que o que est\u00e1 em jogo no racismo \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o do gozo do Outro a partir do inassimil\u00e1vel do gozo opaco<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A psican\u00e1lise na pol\u00edtica e o real do gozo <\/strong><\/p>\n<p>Miller, em \u201cUma fantasia\u201d d\u00e1 um passo al\u00e9m e, contempor\u00e2neo ao nosso tempo, esclarece que esse novo regime do la\u00e7o comandado pelo gozo coloca em converg\u00eancia o discurso do analista e o discurso da civiliza\u00e7\u00e3o hipermoderna; em ambos \u00e9 o objeto <em>a<\/em> que est\u00e1 no comando<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>. No entanto, a converg\u00eancia n\u00e3o faz deles discursos que operam da mesma forma.<\/p>\n<p>O lugar do objeto na civiliza\u00e7\u00e3o hipermoderna condiciona imperativos de gozo, desagalmatiza o saber e engendra a segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante destes impasses na civiliza\u00e7\u00e3o, Jacques-Alain Miller prop\u00f5e aos psicanalistas que tomem essa converg\u00eancia a partir da \u00e9tica da psican\u00e1lise. Uma das formas de operar a partir disso trata-se de \u201ccolocar as bases do discurso anal\u00edtico no campo pol\u00edtico\u201d<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a> e no debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>O que imediatamente nos interroga sobre o que se trata levar a psican\u00e1lise ao campo da pol\u00edtica. Como a psican\u00e1lise pode entrar no debate p\u00fablico, j\u00e1 que isso n\u00e3o quer dizer tomar partido nas ideologias e nem mesmo fazer teorias sociol\u00f3gicas?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, podemos dizer que a psican\u00e1lise necessita de psicanalistas para entrar no debate p\u00fablico &#8211; \u201c(&#8230;) psicanalistas capazes de jogar sua partida com a ci\u00eancia e com a cultura capitalista\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a>. Necessita de psicanalistas que operem com as bases do discurso anal\u00edtico &#8211; a partir da diferen\u00e7a absoluta, a partir do caso a caso, da singularidade e de uma solid\u00e3o sem a garantia de um Outro.<\/p>\n<p>O discurso anal\u00edtico aponta para o real do gozo. Este modo de operar pode fazer barreira, fazer obst\u00e1culo ao empuxo \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o, \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o desagalmatizada com o saber em nossa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Se \u00e0 psican\u00e1lise cabe fazer obst\u00e1culo ao universal<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a>, \u201cao para todos\u201d que exclui a conting\u00eancia em cada falasser, no entanto, n\u00e3o se trata de se contrapor a ele, mas de ressitu\u00e1-lo, fazendo aparecer os axiomas l\u00f3gicos do discurso universal.<\/p>\n<p>Se a civiliza\u00e7\u00e3o recha\u00e7a o furo, a psican\u00e1lise responde incluindo a dimens\u00e3o do furo. Se o que a civiliza\u00e7\u00e3o oferece s\u00e3o tentativas de dar solu\u00e7\u00e3o ao gozo excluindo o real que n\u00e3o tem sentido, nem mesmo o do n\u00e3o-sentido, a psican\u00e1lise aponta para o real do gozo.<\/p>\n<p>Como lembrou Angelina Harari no lan\u00e7amento da Grande Conversa\u00e7\u00e3o da AMP na EBP-SP, cabe \u00e0 psican\u00e1lise acolher todos os sujeitos, acolher para buscar separar o sujeito do significante-mestre. \u00c0 rela\u00e7\u00e3o que nos cabe, enquanto psicanalista, com o discurso do mestre, Miller deixa a orienta\u00e7\u00e3o: \u201co discurso anal\u00edtico se submete abertamente ao discurso do mestre ao mesmo tempo em que, \u00e0s escondidas, ele o subverte\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA psican\u00e1lise \u00e9 um abra\u00e7o com o particular, o n\u00e3o universal, o que n\u00e3o vale para todos, ao passo que o discurso do mestre, refor\u00e7ado por seu pacto com a ci\u00eancia, est\u00e1 sob o regime do \u201cpara todos\u201d. O que faz trauma \u00e9 a ferocidade atual desse para todos que resulta das bodas do mestre com a ci\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a>.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 \u201cguardi\u00e3 da realidade social\u201d<a href=\"#_edn24\" name=\"_ednref24\">[24]<\/a>. \u201cLevar a psican\u00e1lise para a pol\u00edtica\u201d significa levar a identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa para esse campo, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 campo mais segregativo que esse<a href=\"#_edn25\" name=\"_ednref25\">[25]<\/a>. E mais, para entrar neste debate \u201co analista tem que estar pr\u00f3ximo de sua maldade\u201d<a href=\"#_edn26\" name=\"_ednref26\">[26]<\/a>. O analista tem que ter, ele mesmo, experimentado em sua pr\u00f3pria an\u00e1lise essa zona de amor-\u00f3dio e n\u00e3o recuar diante dela, para permitir ao sujeito em an\u00e1lise aceder a esta zona que h\u00e1 nele pr\u00f3prio, para que n\u00e3o recue diante desse horror, para que possa lhe dar uma dignidade. A dignidade de um ato. O ato de enuncia\u00e7\u00e3o, um dizer que toca o real do falasser, em uma situa\u00e7\u00e3o particular. A solid\u00e3o de um ato, sem a garantia do Outro.<\/p>\n<p>Solid\u00e3o de um ato de enuncia\u00e7\u00e3o, que tem efeitos no corpo, no modo de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos sintomas e fen\u00f4menos segregacionistas que d\u00e3o mostras desse novo regime do la\u00e7o social nos interessam e apostamos que a cl\u00ednica do caso a caso poder\u00e1 iluminar e no ajudar a problematizar sobre, por exemplo: viol\u00eancia, feminic\u00eddio, cultura do cancelamento e movimento woke, feminismo, democracia sanit\u00e1ria e despatologiza\u00e7\u00e3o, comunidades do meio virtual e diversos outros que abriremos para o debate nessas Jornadas.<\/p>\n<p>Finalizamos com Cristiane Alberti, que ao tomar a palavra em um F\u00f3rum sobre a ascens\u00e3o do populismo na Europa, ocorrido no Pipol 8, em 2017, afirma: \u201cA pol\u00edtica \u00e9, no fundo, o la\u00e7o social. E \u00e9 nossa arma frente \u00e0 puls\u00e3o de morte.\u201d<a href=\"#_edn27\" name=\"_ednref27\">[27]<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Jacques Lacan. \u201cSitua\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise e forma\u00e7\u00e3o do psicanalista em 1956\u201d. In: <em>Escritos<\/em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1998. p. 462.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> J. Lacan. \u201cAto de Funda\u00e7\u00e3o\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 235-247.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Jacques-Alain Miller. \u201cPonto de Basta\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana,<\/em> n\u00ba 79, julho 2018. p.23-38.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> J Lacan. \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem\u201d<em>. <\/em><em>In: Escritos<\/em>, <em>op. cit<\/em>., p.238- 324.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> J. Lacan. \u201cAto de Funda\u00e7\u00e3o\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>, <em>op. cit<\/em>., p. 236-239 &#8211; Se\u00e7\u00e3o de psican\u00e1lise pura, Se\u00e7\u00e3o de psican\u00e1lise aplicada e Se\u00e7\u00e3o de recenseamento do campo freudiano.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> \u00c9ric Laurent. \u201cPol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana,<\/em> n\u00ba 82, abril 2020, p.56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> E. Laurent. <em>A sociedade do sintoma<\/em>. Rio de Janeiro: Contracapa, 2007. p. 163-177.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Sigmund Freud. \u201cO mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. In: <em>Obras completas. <\/em>Imago: Rio de Janeiro. Vol. XXI, p. 168.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> E. Laurent. <em>Op. cit<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> J. Lacan. \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola\u201d. In: <em>Outros escritos, op. cit., <\/em>263.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> E. Laurent. <em>Op. Cit<\/em>., p.166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> J. Lacan. \u201cRadiofonia\u201d. In: <em>Outros Escritos, op. cit., <\/em>p. 411.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> J. Lacan. <em>O Semin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> E. Laurent. (2016). \u201cLa jouissance et le corps social\u201d. In\u00a0: <em>Lacan Quotidien<\/em>, n\u00ba 594. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacanquotidien.fr\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/LQ-594.pdf\">http:\/\/www.lacanquotidien.fr\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/LQ-594.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> E. Laurent. \u201cReflexiones sobre tres reencuentros entre feminismo y la no relaci\u00f3n sexual\u201d. In: <em>Lacan Cotidiano, <\/em>n\u00ba 861 &#8211; Viernes 13 de Diciembre 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.wapol.org\/es\/global\/Lacan-Quotidien\/LQ-861-BAT.pdf\">https:\/\/www.wapol.org\/es\/global\/Lacan-Quotidien\/LQ-861-BAT.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse. \u201cA elei\u00e7\u00e3o for\u00e7ada\u201d. Confer\u00eancia proferida em 01 de maio de 2021 na NEL \u2013 Enlace Acci\u00f3n Lacaniana NEL \u2013 Los nuevos lazos.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> J.-A. Miller. <em>Extimidad<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013, p. 43-58.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> J.-A. Miller. \u201cUma fantasia\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00ba 42, fevereiro 2005, p.7-18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> E. Laurent. \u201cPol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d. <em>Op.cit.<\/em>, p.56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> J.-A. Miller. <em>El Banquete de los analistas.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010. p.311.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> Philippe La Sagna; Rodolphe Adam. \u201cFazer obst\u00e1culo ao universal \u2013 \u201cO aturdito\u201d de Lacan, literalmente\u201d. In: <em>Correio,<\/em> n\u00ba 85, abril 2021, p.30-36.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> J.-A. Miller. \u201cQuest\u00e3o de Escola: Proposta sobre a Garantia\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>, Ano 8, n\u00ba 3, julho 2017, p.2-3.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p.4.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref24\" name=\"_edn24\">[24]<\/a> E. Laurent. \u201cPol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d. <em>Op. cit., <\/em>p.56.<a href=\"#_ednref25\" name=\"_edn25\"><\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref26\" name=\"_edn26\">[26]<\/a> E. Laurent. \u201cViolencias y Pasiones Sus Tratamientos en la Experiencia Anal\u00edtica, algunas observaciones a prop\u00f3sito del tema de l\u00e3s pr\u00f3ximas jornadas de la NEL\u201d. In:<em> Bit\u00e1cora Lacaniana<\/em>, n\u00ba 5, outubro de 2016, p. 23.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref27\" name=\"_edn27\">[27]<\/a> Christiane Alberti. \u201cNo hay mas que eso, el lazo social\u201d.\u00a0Interven\u00e7\u00e3o no PIPOL 8 em 7 julho de 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.wapol.org\/es\/global\/Lacan-Quotidien\/LQ-732-BAT.pdf,\">https:\/\/www.wapol.org\/es\/global\/Lacan-Quotidien\/LQ-732-BAT.pdf,\u00a0<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiola Ramon (EBP\/AMP) Milena Vicari Crastelo (EBP\/AMP) Patricia Badari (EBP\/AMP) \u201c(&#8230;) a psican\u00e1lise como o tratamento que se espera de um psicanalista (&#8230;)\u201d[1] O ato de Freud funda a psican\u00e1lise e interpreta a civiliza\u00e7\u00e3o, incidindo nos la\u00e7os e nos modos de gozo. 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