{"id":5988,"date":"2021-09-03T15:17:48","date_gmt":"2021-09-03T18:17:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5988"},"modified":"2021-09-03T15:17:48","modified_gmt":"2021-09-03T18:17:48","slug":"eixo-tematico-4-ato-analitico-e-politica-do-sintoma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/eixo-tematico-4-ato-analitico-e-politica-do-sintoma\/","title":{"rendered":"Eixo Tem\u00e1tico 4 \u2013 Ato anal\u00edtico e pol\u00edtica do sintoma"},"content":{"rendered":"<h6>Cristiana Chacon Gallo (EBP\/AMP)<br \/>\nNiraldo de Oliveira Santos (EBP\/AMP)<br \/>\nVeridiana Marucio (EBP\/AMP)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_5989\" aria-describedby=\"caption-attachment-5989\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5989\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_006-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @art.upon.contemporary\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_006-1.png 463w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/travessias_003_006-1-234x300.png 234w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5989\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @art.upon.contemporary<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Sintoma: sentido e gozo<\/strong><\/p>\n<p>Em suas famosas confer\u00eancias 17 e 23 sobre os sintomas, Freud nos diz que o sintoma possui um sentido e este guarda rela\u00e7\u00e3o com as viv\u00eancias do enfermo\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>. Freud evidencia que os sintomas produzem uma nova maneira de satisfa\u00e7\u00e3o da libido, dizendo que o neur\u00f3tico se prende a algum ponto de seu passado, \u201cum per\u00edodo desse passado no qual sua libido n\u00e3o carecia de satisfa\u00e7\u00e3o, em que ele era feliz\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>. A partir da an\u00e1lise dos sintomas, o psicanalista toma conhecimento de viv\u00eancias infantis e recalcadas dos pacientes, nas quais a libido se fixou e de que s\u00e3o constitu\u00eddos os sintomas; cenas infantis, de conte\u00fado sexual, que \u201cnem sempre se revelaram verdadeiras\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. Vemos nestas duas confer\u00eancias um bin\u00e1rio, indo do sentido ao gozo, que \u00e9 o caminho do ensino de Lacan. Miller nos diz que, em alguma medida, todo o ensino de Lacan \u00e9 um coment\u00e1rio das Confer\u00eancias 17 e 23 de Freud<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>A perda dos instintos de autopreserva\u00e7\u00e3o e de perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie se apresentam para o humano como dois furos, a morte e o sexo. Com a leitura que Lacan fez da obra freudiana, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o sexo \u00e9 um furo na linguagem que se articula ao imposs\u00edvel de escrever a rela\u00e7\u00e3o sexual. \u00c9 por esta via que podemos dizer que a linguagem se encontra atravessada pelo sentido sexual, consequ\u00eancia deste furo, que produz sintomas. Os sintomas est\u00e3o em toda parte. S\u00e3o eles que levam os sujeitos para uma an\u00e1lise. Se podemos constatar que o sintoma guarda rela\u00e7\u00e3o com o mais \u00edntimo das viv\u00eancias do paciente, pode o sintoma revelar algo a respeito de uma \u00e9poca?<\/p>\n<p><strong>O sintoma e a \u00e9poca<\/strong><\/p>\n<p>Lacan, no texto \u201cDe nossos antecedentes\u201d, faz refer\u00eancia ao \u201cinv\u00f3lucro formal do sintoma (&#8230;) verdadeiro tra\u00e7o cl\u00ednico\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. O sintoma possui, ent\u00e3o, um envelope formal, uma roupagem de uma \u00e9poca, pois se articula aos significantes mestres dominantes: \u201ca cultura mesma prop\u00f5e sintomas, <em>ready made<\/em> sintomas. S\u00e3o sintomas de supermercado, de grande divulga\u00e7\u00e3o, do tipo \u2018n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio criar sintomas pr\u00f3prios, sai caro, pensem bem\u2019\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. Por\u00e9m, articulado a este inv\u00f3lucro formal, o sintoma traz consigo sua vertente de gozo. H\u00e1 real no sintoma! \u00c9 o que Lacan nos diz em \u201cA terceira\u201d: \u201co sentido do sintoma n\u00e3o \u00e9 aquele com o qual o nutrimos para sua prolifera\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o. O sentido do sintoma \u00e9 o real\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Miller nos convida a ficarmos atentos, pois o mundo atual est\u00e1 \u201creestruturado por dois fatores hist\u00f3ricos, dois discursos: o da ci\u00eancia e o do capitalismo\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, apontados por ele como discursos prevalentes da modernidade.<\/p>\n<p>Nosso mundo \u00e9 marcado pela<em> evapora\u00e7\u00e3o do pai<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><strong>[9]<\/strong><\/a><\/em>, a queda do falocentrismo e a ascens\u00e3o do objeto <em>a<\/em> ao z\u00eanite social<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>,\u00a0 que contribuem, sobretudo, com os processos de segrega\u00e7\u00e3o, racismo e empuxo ao gozo. Quais as consequ\u00eancias destas modifica\u00e7\u00f5es na \u00e9poca da globaliza\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos chamados sintomas contempor\u00e2neos?<\/p>\n<p>A sociedade do sintoma traz consigo o imperativo da felicidade, demanda resultados r\u00e1pidos e propaga a fal\u00e1cia de que nada \u00e9 imposs\u00edvel. Mas ela traz a reboque as err\u00e2ncias e as passagens ao ato, por vezes com efeitos devastadores. O discurso do mestre contempor\u00e2neo chega ao consult\u00f3rio do psicanalista por meio de significantes-mestres como g\u00eanero, abuso, ass\u00e9dio, <em>burnout<\/em>, autismo, p\u00e2nico, dentre outros, e mostram \u201ca face segregativa do racionalismo biopol\u00edtico\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>, coroada pela fragmenta\u00e7\u00e3o das entidades cl\u00ednicas do DSM. Neste cen\u00e1rio, o sintoma evidencia as circunst\u00e2ncias nas quais um significante-mestre captura o sujeito<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>A perspectiva apresentada no \u00faltimo ensino de Lacan evidencia que o sintoma se inscreve como acontecimento de corpo, efeito da incid\u00eancia traum\u00e1tica da linguagem, do encontro entre <em>lal\u00edngua<\/em> e o corpo.\u00a0 Na concep\u00e7\u00e3o Freudiana, o sintoma \u00e9 fundamentalmente hist\u00e9rico e ligado ao sentido. Para Lacan, o sintoma se transforma em <em>sinthoma<\/em>, inerente ao <em>falasser<\/em>, fora do sentido.\u00a0 No Semin\u00e1rio 23, o <em>sinthoma<\/em> \u00e9 apresentado como \u201calguma coisa que permite ao simb\u00f3lico, ao imagin\u00e1rio e ao real continuarem juntos\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>; trata-se da via do n\u00f3 borromeano com sua s\u00e9rie infinita de arranjos para cada <em>falasser<\/em>. A psican\u00e1lise em ato, ao levar em conta as solu\u00e7\u00f5es <em>sinthom\u00e1ticas<\/em>, conduz ao avesso da biopol\u00edtica?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A pol\u00edtica do sintoma e a psican\u00e1lise em ato<\/strong><\/p>\n<p>Em \u201cLituraterra\u201d, Lacan diz que \u201co fato de o sintoma instituir a ordem pela qual se comprova nossa pol\u00edtica implica (&#8230;) que tudo o que se articula dessa ordem seja pass\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. Ao seguirmos a pista deixada por Lacan a partir desta cita\u00e7\u00e3o, a articula\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica e sintoma convoca necessariamente outros dois significantes essenciais: inconsciente e interpreta\u00e7\u00e3o. De posse destes quatro termos, podemos evocar o dito de Lacan proferido no Semin\u00e1rio 14: <em>A l\u00f3gica da fantasia<\/em>: \u201cN\u00e3o digo sequer \u2018a pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u2019, e sim, de maneira bem mais simples, \u2018o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>. Como o psicanalista pode ler e se servir destas afirma\u00e7\u00f5es nos tempos atuais?<\/p>\n<p>Miller<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a> sublinha que se a formula\u00e7\u00e3o \u201ca pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u201d est\u00e1 para Freud como a pol\u00edtica articulada ao pai, por outro lado, com Lacan, \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d parte n\u00e3o do pai e sim do inconsciente como o que est\u00e1 \u201ca ser definido\u201d, apontando para a condi\u00e7\u00e3o transindividual do inconsciente. Trata-se de levar em conta que a sociedade atual deixou de viver sob o reinado do pai, n\u00e3o havendo mais o que faz barreira e que interdite. A estrutura do todo cedeu \u00e0 do n\u00e3o-todo, abalando o la\u00e7o social, o modo de viver junto. A psican\u00e1lise n\u00e3o segue o apelo desesperado e nost\u00e1lgico ao reino do significante-mestre da tradi\u00e7\u00e3o. Nossa pol\u00edtica \u00e9 a da falta-a-ser. Ela preserva o real como o cerne da pr\u00e1tica anal\u00edtica em um mundo em que o analista \u201ctende a se dissolver na pr\u00e1tica assistencial\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao ser questionado a respeito de como a psican\u00e1lise poderia intervir no campo pol\u00edtico, Miller<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a> nos mostra que isso n\u00e3o implica de modo algum sair do campo da psican\u00e1lise, mas sim o contr\u00e1rio, de levar a psican\u00e1lise \u00e0 pol\u00edtica. Como o sintoma, mais especificamente a pol\u00edtica do sintoma, pode contribuir para isso?<\/p>\n<p>H\u00e1 duas perspectivas para a pol\u00edtica do sintoma: uma para dentro, a psican\u00e1lise pura, e outra para fora, quando a psican\u00e1lise se dirige ao social, \u00e0 cidade. Para dentro, a pol\u00edtica da psican\u00e1lise leva ao passe, uma vez que o dispositivo do passe investiga o sintoma, sendo esta a pol\u00edtica da psican\u00e1lise pura<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a>.<\/p>\n<p>No dispositivo do passe, trata-se de verificar o que se passou com a interpreta\u00e7\u00e3o em uma an\u00e1lise, se essa interpreta\u00e7\u00e3o logrou fazer algo ou n\u00e3o com o sintoma do sujeito, verificando se houve uma modifica\u00e7\u00e3o a tal ponto que seja poss\u00edvel falar em <em>sinthome<\/em> no final de an\u00e1lise, ou seja, um novo enodamento. A pol\u00edtica do sintoma comporta o n\u00e3o-todo e visa \u00e0 passagem de um regime de gozo a outro, de um regime de sofrimento a um regime de prazer. Nessa via, o ato anal\u00edtico renova, em cada psican\u00e1lise levada a seu termo, \u201ca inscri\u00e7\u00e3o no mundo da \u2018psican\u00e1lise em ato\u2019\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a>.<\/p>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o ao externo, a pol\u00edtica do sintoma localiza o sintoma do sujeito como portando algo do social, a cada vez, abrindo a perspectiva para a interpreta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m do que aparece no la\u00e7o, na sociedade na qual vivemos, sem perder de vista a singularidade do caso.<\/p>\n<p>Bassols nos lembra que, quando Lacan disse que a psican\u00e1lise \u00e9 uma pol\u00edtica do sintoma, n\u00e3o se trata do sintoma que \u00e9 preciso fazer desaparecer, \u201cmas sim do sintoma como portador de uma verdade do sujeito do nosso tempo, do seu mais-de-gozar\u201d<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a>.<\/p>\n<p>No trabalho de uma an\u00e1lise, o ato anal\u00edtico, nos diz Marcus Andr\u00e9 Vieira, poderia ser abordado, como indica Lacan, como um <em>for\u00e7amento<\/em> para dar lugar a um gozo imposs\u00edvel de negativizar em sua possibilidade contingente de fazer la\u00e7o. E acrescenta: \u201cQuando se trata do n\u00e3o-sentido \u00e9 necess\u00e1rio se responsabilizar. Para fazer reverberar o gozo fora do sentido, (&#8230;) \u00e9 preciso comprometer-se, entrar com seu corpo\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a>.<\/p>\n<p>Lacan<a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a>, com seu ato, funda as condi\u00e7\u00f5es para que a Escola possa garantir a um psicanalista a sua forma\u00e7\u00e3o e apresenta o dispositivo do passe como tratamento interno do mal-estar nas institui\u00e7\u00f5es anal\u00edticas.<\/p>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria do universalismo capitalista, articulado \u00e0 l\u00f3gica do para-todos que a civiliza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e, Lacan, no \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11\u201d, designa por passe a historisteriza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise, quando se constata que a verdade \u00e9 uma miragem e se atinge o inconsciente real. Lacan se abst\u00e9m de impor esse passe a todos, \u201cporque n\u00e3o h\u00e1 todos no caso, mas esparsos disparatados\u201d<a href=\"#_edn24\" name=\"_ednref24\">[24]<\/a>.<\/p>\n<p>Nossa aposta \u00e9 a de que levar a pol\u00edtica lacaniana do sintoma &#8211; o mais radical da singularidade e a perspectiva do n\u00e3o-todo &#8211; para o campo da pol\u00edtica \u00e9 pela via da psican\u00e1lise em ato. Talvez esta seja a forma de o psicanalista tornar menos mort\u00edfero o espet\u00e1culo do gozo no mundo.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Sigmund Freud. (1917). \u201cConfer\u00eancia 17: O sentido dos sintomas\u201d. In: <em>Obras completas<\/em>, volume 13: confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise (1916-1917). 1\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 343.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> S. Freud. (1917). \u201cConfer\u00eancia 23: Os caminhos da forma\u00e7\u00e3o dos sintomas\u201d. In: <em>Obras completas<\/em>, volume 13: confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise (1916-1917). 1\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 485.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Idem, p. 487.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Jacques-Alain Miller. \u201cSemin\u00e1rio sobre os caminhos da forma\u00e7\u00e3o dos sintomas\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 60, setembro de 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Jacques Lacan. \u201cDe nossos antecedentes\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 70.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> J.-A. Miller. \u201cO sintoma como aparelho\u201d. In: <em>O sintoma charlat\u00e3o<\/em>. Funda\u00e7\u00e3o do Campo Freudiano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 17.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> J. Lacan. \u201cA terceira\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 61, dezembro de 2011, p. 18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> J.-A. Miller. \u201cO real no s\u00e9culo XXI \u2013 Apresenta\u00e7\u00e3o do tema do IX Congresso da AMP. In: <em>Scilicet \u2013 Um real para o s\u00e9culo XX<\/em>\u201d. Belo Horizonte: Scriptum, 2014, p. 21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> J. Lacan. \u201cNota sobre o pai\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 71, novembro de 2015, p. 7.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> J. Lacan. \u201cRadiofonia\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 411.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> J.-A. Miller. \u201cConversation d\u2019actualit\u00e9 avez l\u2019\u00c9cole espagnole du Champ freudien, 2 mai 2021 (I). In\u00a0: <em>La cause du d\u00e9sir \u2013 Revue de psychanalyse<\/em>, n\u00ba108, juin 2021, p. 35.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> J.-A. Miller. \u201cLacan e a pol\u00edtica\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 40, agosto de 2004.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> J. Lacan. <em>O Semin\u00e1rio. Livro 23: o sinthoma<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007, p. 91.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> J. Lacan. \u201cLituraterra\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> J. Lacan. <em>O Semin\u00e1rio \u2013 Livro 14: A l\u00f3gica da fantasia<\/em>. Aula de 10 de maio de 1967. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> J.-A. Miller. \u201cIntui\u00e7\u00f5es milanesas\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>. Ano 2. N\u00famero 5, julho 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> J.-A. Miller. \u201cIntui\u00e7\u00f5es milanesas II\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/em>. Ano 2. N\u00famero 6, novembro de 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> J.-A. Miller. \u201cLacan e a pol\u00edtica\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n\u00ba 40, agosto de 2004.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> Lu\u00eds Tudanca. \u201cA segrega\u00e7\u00e3o nossa de cada dia\u201d. In: <em>Almanaque on-line<\/em>, n\u00ba 10. Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais, janeiro a julho de 2012.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> Luiz Fernando Carrijo da Cunha. \u201cArgumento das X Jornadas da EBP-SP \u2013 Psican\u00e1lise em ato\u201d. In: <em>Boletim Travessias <\/em>n\u00ba 1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/x-jornadas-psicanalise-em-ato\/argumento-x-jornadas\/\">https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/x-jornadas-psicanalise-em-ato\/argumento-x-jornadas\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> Miquel Bassols. \u201cPol\u00edtica do sintoma e extravio do gozo\u201d. In: <em>Carta de S\u00e3o Paulo \u2013 Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise S\u00e3o Paulo<\/em>. Ano 28, n\u00ba 1, abril de 2021, p. 344.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> Marcus Andr\u00e9 Vieira. \u201cEquilibristas\u201d. In: <em>Colof\u00f3n \u2013 Boletim de la Federaci\u00f3n Internacional de Bibliotecas de la Orientaci\u00f3n Lacaniana<\/em>, n\u00ba 35, septiembre 2015, p. 44.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> J. Lacan. \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro sobre o psicanalista da Escola\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>, <em>op. cit.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref24\" name=\"_edn24\">[24]<\/a> J. Lacan. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>, <em>op.cit<\/em>., p.569.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristiana Chacon Gallo (EBP\/AMP) Niraldo de Oliveira Santos (EBP\/AMP) Veridiana Marucio (EBP\/AMP) Sintoma: sentido e gozo Em suas famosas confer\u00eancias 17 e 23 sobre os sintomas, Freud nos diz que o sintoma possui um sentido e este guarda rela\u00e7\u00e3o com as viv\u00eancias do enfermo\u201d[1]. 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