{"id":5873,"date":"2021-08-12T07:04:09","date_gmt":"2021-08-12T10:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5873"},"modified":"2021-08-12T07:04:09","modified_gmt":"2021-08-12T10:04:09","slug":"flashes-da-comissao-de-orientacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/flashes-da-comissao-de-orientacao\/","title":{"rendered":"Flashes da comiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text]\n<figure id=\"attachment_5879\" aria-describedby=\"caption-attachment-5879\" style=\"width: 592px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5879\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_004-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @contemporary_art\" width=\"592\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_004-1.png 592w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_004-1-300x216.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5879\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @contemporary_art<\/figcaption><\/figure>\n[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Eixo 4 \u2013 Ato anal\u00edtico e pol\u00edtica do sintoma<\/span><\/h3>\n<h6>Por Patricia Badari (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Corpo-m\u00e1quina<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, corpo-imagem<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, corpo biol\u00f3gico sem la\u00e7o com o corpo do <em>falasser<\/em>, identifica\u00e7\u00e3o do corpo do <em>falasser<\/em> ao organismo &#8211; \u00e9 o que evidenciamos mais e mais no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Estes corpos, cada um deles, o que s\u00e3o? A que respondem ou do que se defendem? S\u00e3o produtos do mercado, produtos do discurso da ci\u00eancia? S\u00e3o efeitos da pretensa separa\u00e7\u00e3o do la\u00e7o entre o corpo biol\u00f3gico e o corpo do <em>falasser<\/em>? S\u00e3o respostas \u00e0 violenta irrup\u00e7\u00e3o do gozo no corpo falante &#8211; um gozo que \u00e9 subvertido pelo desconhecido que invade e que aparece sem sentido e sem lei?<\/p>\n<p>Para a psican\u00e1lise o corpo \u00e9 o \u201c(..) corpo marcado por acontecimentos de gozo, por traumas de <em>lal\u00edngua<\/em> (&#8230;)\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 corpo biol\u00f3gico sem o corpo do <em>falasser<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 um sem o outro.<\/p>\n<p>E neste sentido podemos dizer que a psican\u00e1lise em ato \u00e9 a pol\u00edtica do sintoma, o avesso da biopol\u00edtica?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LAURENT, \u00c9. <em>O avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo. <\/em>Cole\u00e7\u00e3o Op\u00e7\u00e3o Lacaniana. Vol. 13. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016, p. 15.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Ibid.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibid. <\/em>p. 57.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><strong>BIBLIOGRAFIA:<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cRadiofonia\u201d. In <em>Outros Escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2003.<\/h6>\n<h6>_________. <em>O semin\u00e1rio, livro 20, mais, ainda. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.wapol.org\/pt\/articulos\/Template.asp?intTipoPagina=4&amp;intPublicacion=13&amp;intEdicion=9&amp;intIdiomaPublicacion=9&amp;intArticulo=2742&amp;intIdiomaArticulo=9\">https:\/\/www.wapol.org\/pt\/articulos\/Template.asp?intTipoPagina=4&amp;intPublicacion=13&amp;intEdicion=9&amp;intIdiomaPublicacion=9&amp;intArticulo=2742&amp;intIdiomaArticulo=9<\/a><\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_separator border_width=&#8221;3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Eixo 3 &#8211; Ato anal\u00edtico e civiliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n<h6>Por Cristiana Chacon Gallo (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Dirijo minha quest\u00e3o a este eixo, partindo do ponto levantado acerca da converg\u00eancia entre o discurso da civiliza\u00e7\u00e3o e o da psican\u00e1lise na atualidade, numa refer\u00eancia a Miller em \u201cUma fantasia\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Seguindo com Miller nesta confer\u00eancia, temos esclarecido \u201cque esses diferentes elementos est\u00e3o dispersos na civiliza\u00e7\u00e3o e que s\u00f3 na psican\u00e1lise, na psican\u00e1lise pura, esses elementos se ordenam em discurso\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Acredito que o que a\u00ed se destaca como psican\u00e1lise pura vem conversar com as articula\u00e7\u00f5es feitas por \u00c9ric Laurent em seu texto \u201cPol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, de onde destaco, sobre o dispositivo do passe, que: \u201cTrata-se sobretudo, de examinar as singularidades do desejo produzido e a do ato anal\u00edtico\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao final do texto, Laurent apontar\u00e1 para a quest\u00e3o exposta neste eixo no que se refere a \u201clevar a psican\u00e1lise \u00e0 pol\u00edtica\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, acrescentando tratar-se de \u201clevar a \u00e9tica da identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa a esse campo\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Apresentando a Escola como \u201claborat\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00f5es dessegregativas\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, falar\u00e1 dos analistas, encontrando apoio em \u201cnosso discurso\u201d, ao pensar em uma dire\u00e7\u00e3o ao discurso do mestre ou \u00e0 pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Num primeiro momento, me fiz a quest\u00e3o: \u201cpsican\u00e1lise em ato\u201d e \u201clevar a psican\u00e1lise \u00e0 pol\u00edtica\u201d, se equivalem?<\/p>\n<p>Se o \u201cnosso discurso\u201d traz o esfor\u00e7o de buscar dizer o indiz\u00edvel, tal como o de falar de uma \u201cidentifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d, caber\u00e1 nesta ida \u00e0 pol\u00edtica considerar o esfor\u00e7o de transmiss\u00e3o do novo em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio desejo?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que poder\u00edamos dizer que para al\u00e9m de: \u201cuma psican\u00e1lise \u00e9 o que se espera de um psicanalista\u201d, haveria um giro a mais a se fazer em termos do que esperar, particularmente ao conjugarmos a \u201cpsican\u00e1lise em ato\u201d no campo da civiliza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o que isto seja exatamente novo, pois a indica\u00e7\u00e3o de Lacan quanto ao \u201canalista estar \u00e0 altura de sua \u00e9poca\u201d aponta para a constante aten\u00e7\u00e3o aos termos dos discursos em circula\u00e7\u00e3o, mas talvez os tempos atuais tragam um for\u00e7amento a mais, uma vez que os riscos de esgar\u00e7amento no tecido dos la\u00e7os sociais se apresentam de maneira sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Se a Escola \u00e9 \u201claborat\u00f3rio\u201d, o que levar do que a\u00ed se tece em termos dos la\u00e7os?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J-A. \u201cUma fantasia\u201d. In <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 42, fev. 2005<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 10.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LAURENT, \u00c9. \u201cPol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa\u201d. In <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 82, abr. 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 53.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p. 56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid.<\/em>, p. 56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Ibid.<\/em>, p. 56.<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_separator border_width=&#8221;3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Eixo 5 \u2013 A passagem de psicanalisante a psicanalista<\/span><\/h3>\n<h6>Por Veridiana Marucio (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p><strong>O passe como ato pol\u00edtico<\/strong><\/p>\n<p>A psican\u00e1lise, por garantir um futuro aos nossos sintomas e n\u00e3o a sua erradica\u00e7\u00e3o, \u00e9 o avesso do discurso do mestre contempor\u00e2neo, e \u00e9 essa a rela\u00e7\u00e3o que a sustenta. O que nos d\u00e1 testemunho dessa afirmativa \u00e9 o Passe.<\/p>\n<p>\u00c9 no dispositivo do Passe que se aloja o irredut\u00edvel, aquilo que n\u00e3o se traduz em palavras, mas que faz ouvir sua presen\u00e7a e que se pode verificar a muta\u00e7\u00e3o subjetiva do sujeito quanto a sua rela\u00e7\u00e3o com seu gozo.<\/p>\n<p>Esse saber-fazer, resultante de uma cura, tem efeitos de reconhecimento n\u00e3o somente na Escola, mas tamb\u00e9m fora dela. Essa vers\u00e3o do Passe, na dimens\u00e3o do imposs\u00edvel e do incur\u00e1vel se distancia radicalmente de todo ideal e se mostra contr\u00e1rio a toda forma de saber institucionalizado.<\/p>\n<p>Sustentar esse dispositivo como lugar de endere\u00e7amento daqueles que se aventuram a testemunhar a passagem de psicanalisante a psicanalista e lugar de leitura deste irredut\u00edvel \u00e9 pol\u00edtico! \u00c9 pol\u00edtico pois faz valer a exce\u00e7\u00e3o e desloca a pol\u00edtica do discurso do mestre, trazendo a pol\u00edtica do desejo.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text] [\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][vc_column_text] Eixo 4 \u2013 Ato anal\u00edtico e pol\u00edtica do sintoma Por Patricia Badari (EBP\/AMP) Corpo-m\u00e1quina[1], corpo-imagem[2], corpo biol\u00f3gico sem la\u00e7o com o corpo do falasser, identifica\u00e7\u00e3o do corpo do falasser ao organismo &#8211; \u00e9 o que evidenciamos mais e mais no mundo contempor\u00e2neo. 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