{"id":5863,"date":"2021-08-11T10:48:19","date_gmt":"2021-08-11T13:48:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5863"},"modified":"2021-08-11T10:48:19","modified_gmt":"2021-08-11T13:48:19","slug":"eixo-tematico-2-ato-analitico-e-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/eixo-tematico-2-ato-analitico-e-tempo\/","title":{"rendered":"Eixo tem\u00e1tico 2 &#8211; Ato anal\u00edtico e tempo"},"content":{"rendered":"<h6>Daniela de Camargo Barros Affonso (EBP\/AMP)<br \/>\nMaria Bernadette Soares de Sant\u2019Ana Pitteri (EBP\/AMP)<br \/>\nVal\u00e9ria Ferranti (EBP\/AMP)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_5864\" aria-describedby=\"caption-attachment-5864\" style=\"width: 473px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5864\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_007-1.png\" alt=\"Imagem: Pixabay\" width=\"473\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_007-1.png 473w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_007-1-300x290.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5864\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u201cO tempo n\u00e3o para e no entanto ele nunca envelhece\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Ao apontar o paradoxo, o poeta nos leva a mergulhar no enigma que faz do tempo um mist\u00e9rio sempre investigado pela humanidade. Bergson, lembra Jorge Luis Borges<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, disse que o tempo era o problema capital da metaf\u00edsica e que, depois dele resolvido, ter-se-ia resolvido tudo. \u201cQue \u00e9 o tempo?\u201d, perguntava Santo Agostinho, para responder: \u201cSe n\u00e3o me perguntam, eu sei. Se me perguntam, eu ignoro\u201d. Este mesmo fil\u00f3sofo se debatia diante da d\u00favida: dizia que sua alma ardia por querer saber o que \u00e9 o tempo e pedia a Deus que lhe revelasse a resposta. N\u00e3o por v\u00e3 curiosidade, arrisca Borges, mas porque ele n\u00e3o podia viver sem saber isso.<\/p>\n<p>Para Borges, as indaga\u00e7\u00f5es sobre o tempo levaram a mais bela inven\u00e7\u00e3o do homem: a eternidade. Sobre ela, diz: \u201cA eternidade n\u00e3o \u00e9 a soma de todos os nossos passados. A eternidade \u00e9 todos os nossos tempos passados, todos os tempos passados de todos os seres conscientes. Todo o passado, esse passado que n\u00e3o se sabe quando come\u00e7ou. E, naturalmente, todo o presente. Este momento presente que engloba todas as cidades, todos os mundos, o espa\u00e7o entre os planetas. E, \u00e9 claro, o futuro. O futuro, que ainda n\u00e3o foi criado, mas que tamb\u00e9m existe\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 certo \u2013 e isso todos podemos testemunhar \u2013 que a viv\u00eancia consciente do tempo \u00e9 vari\u00e1vel. Experi\u00eancias de alegria e satisfa\u00e7\u00e3o, fazem-no parecer voar; de sofrimento ou t\u00e9dio, tornam-no lento, quase congelado. De qualquer forma, o tempo marca uma sequ\u00eancia: um antes, um agora e um depois. O passar do tempo \u00e9 a sua complexidade, pois o futuro deixa de ser futuro quando se torna presente e este, imediatamente, torna-se passado. Para Plotino, citado por Borges, h\u00e1 tr\u00eas tempos, e os tr\u00eas s\u00e3o o presente: o presente atual, em que falo; o presente do passado, chamado mem\u00f3ria, e o presente do futuro, imaginado pela esperan\u00e7a ou pelo medo. Pode-se deduzir do postulado de Plotino que, para ele, o tempo \u00e9 essencialmente presente.<\/p>\n<p>Do que fala a psican\u00e1lise quando fala do tempo? Nada mais subvertido na psican\u00e1lise do que o tempo. \u00c9 assim que Freud, na c\u00e9lebre carta 52 a Fliess, institui uma nova temporalidade, a da retroa\u00e7\u00e3o: \u201cum evento sexual ocorrido numa fase determinada atua sobre a fase seguinte como se fosse um evento atual e, por conseguinte, n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de inibi\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Exemplificado no caso Emma, o trauma se d\u00e1 numa l\u00f3gica retroativa da temporalidade, na medida em que um acontecimento s\u00f3 \u00e9 traum\u00e1tico em refer\u00eancia a outro anterior, ressignificado retroativamente. Um segundo evento recorda a inscri\u00e7\u00e3o de uma satisfa\u00e7\u00e3o sexual, inaceit\u00e1vel pela consci\u00eancia, de um primeiro evento, fazendo despertar a defesa patol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Sobre o <em>nachtr\u00e4glich <\/em>freudiano, Lacan diz que \u201canula os tempos para compreender em prol dos momentos de concluir, que precipitam a medita\u00e7\u00e3o do sujeito rumo ao sentido a ser decidido do acontecimento original\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. \u00c9 poss\u00edvel notar, portanto, o car\u00e1ter atemporal do inconsciente freudiano. Este car\u00e1ter atemporal, sublinha Miller<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, refere-se ao inconsciente como sujeito suposto saber. Mas se o inconsciente n\u00e3o conhece o tempo, a libido, ao contr\u00e1rio, o conhece. O gozo tem uma temporalidade: uma temporalidade da resolu\u00e7\u00e3o, quando se satisfaz, e da tens\u00e3o, quando n\u00e3o h\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o. Mas do lado feminino n\u00e3o se pode dizer o mesmo, pois este, afirma Miller, se caracteriza pela exig\u00eancia de que na passagem do tempo o amor substitua o gozo. Pois n\u00e3o seria, afinal, a diferen\u00e7a do tempo no masculino e no feminino que impossibilitaria a exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual?<\/p>\n<p>Enquanto o status temporal do sujeito barrado, do inconsciente, est\u00e1 na temporaliza\u00e7\u00e3o do par significante, num presente instant\u00e2neo, entre S<sub>1<\/sub> e S<sub>2, <\/sub>e, portanto, \u00e9 evasivo, fugaz, evanescente, o presente do objeto <em>a<\/em> tem certa espessura. \u00c9 o corpo que suporta esta espessura, da\u00ed Lacan acrescentar ao status do sujeito, o de falasser. \u201cO falasser n\u00e3o \u00e9 um sujeito, \u00e9 o corpo como falante. O corpo, que \u00e9 a sede de um sujeito, a sede do significante, mas que tem sua consist\u00eancia, sua dura\u00e7\u00e3o e seu lugar pr\u00f3prios\u201d, conclui Miller.<\/p>\n<p>Lacan levou \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias a subvers\u00e3o do tempo padr\u00e3o no tratamento, feita por Freud, utilizando outro temporizador que n\u00e3o o rel\u00f3gio: o ato do psicanalista, marcando assim uma nova temporalidade nos tratamentos. Em \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, o ato anal\u00edtico estaria inserido num tempo caracterizado pela precipita\u00e7\u00e3o do ato, no momento de concluir. O que se precipita a\u00ed? O instante de ver \u00e9 um instante sem dura\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a entre o instante de ver e o tempo de compreender \u00e9 que o segundo se trata justamente de uma dura\u00e7\u00e3o, de um tempo que transcorre. Um tempo de elabora\u00e7\u00e3o, de espera, e, portanto, um tempo subjetivo, hist\u00f3rico, diacr\u00f4nico, em que os acontecimentos contam, e que d\u00e1 lugar a um antes e um depois. J\u00e1 o tempo de concluir \u00e9 o tempo da precipita\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. O ato do psicanalista \u00e9 o demarcador da temporalidade que interessa \u00e0 psican\u00e1lise na dire\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Ram Mandil<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> considera que pensar o tempo na l\u00f3gica \u00e9 uma das primeiras tentativas de Lacan em articular o campo simb\u00f3lico ao campo das for\u00e7as da libido. A presen\u00e7a do elemento libidinal, diz Mandil, se revela no sofisma dos tr\u00eas prisioneiros pela desregula\u00e7\u00e3o temporal que produz. Neste sofisma, o tempo n\u00e3o corre de maneira uniforme. As tr\u00eas modalidades de tempo \u2013 o instante de ver, o tempo de compreender e o momento de concluir \u2013 indicam uma \u201ctens\u00e3o temporal\u201d em que o momento de concluir seria a \u201cdescarga\u201d. V\u00ea-se uma refer\u00eancia ao circuito tens\u00e3o\/resolu\u00e7\u00e3o que acompanha a dimens\u00e3o quantitativa do princ\u00edpio do prazer.<\/p>\n<p>Para Lacan, indica Mandil, \u00e9 na resolu\u00e7\u00e3o desta tens\u00e3o temporal que est\u00e1 o ato. No sofisma dos tr\u00eas prisioneiros, nenhuma dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica permitiria a qualquer um deles chegar a uma \u201casser\u00e7\u00e3o subjetiva\u201d, uma afirma\u00e7\u00e3o sobre si mesmo, sem a interposi\u00e7\u00e3o de um ato. Por isso, n\u00e3o \u00e9 a certeza l\u00f3gica que produz a conclus\u00e3o, mas o ato de conclus\u00e3o que produz uma certeza, a partir da qual o sujeito poder\u00e1 fazer uma afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Miller trabalha o ato anal\u00edtico como o que retira o sujeito da eternidade da neurose e promove uma subvers\u00e3o do tempo. Exemplo claro da eterniza\u00e7\u00e3o do tempo na neurose \u00e9 a procrastina\u00e7\u00e3o do obsessivo, que goza ao postergar ao m\u00e1ximo a realiza\u00e7\u00e3o de desejo. Miller retrata a sess\u00e3o anal\u00edtica como \u201cum lapso de tempo absolutamente especial, em que o sujeito \u00e9 levado a fazer a experi\u00eancia pura da revers\u00e3o temporal\u201d. Nesse \u00e2mbito, a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser dita em qualquer momento ou em qualquer contexto, ou seja, ela se inscreve numa modalidade temporal espec\u00edfica: a surpresa. \u00c9 um momento n\u00e3o homog\u00eaneo, imprevisto, ap\u00f3s o qual todas as condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias a ele s\u00e3o perturbadas, apagadas, remanejadas.<\/p>\n<p>Sergio Laia, em seu testemunho \u201cTempo que para, tempo que flui\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, demonstra como a an\u00e1lise lhe permitiu fazer a passagem entre um tempo que para (e, portanto, se eterniza) e um tempo que flui. Conta que foi para a \u00faltima temporada de sua an\u00e1lise sem nenhuma expectativa de chegar ao fim e que poderia permanecer nela a vida inteira, sem pressa e sem precipita\u00e7\u00e3o para sair. Contudo, um sonho e a interven\u00e7\u00e3o do analista mudam o rumo das coisas. Ap\u00f3s relatar o sonho ao analista, este lhe diz: \u201cOlhe as horas&#8230; o tempo passa\u201d. E ele, surpreso, lhe fala: \u201cparece que nasci com essas palavras\u201d. A sess\u00e3o \u00e9 cortada e, na porta, ainda escuta do analista: \u201co tempo, \u00e9 isso o traum\u00e1tico\u201d. Agora, \u00e9 de outro ato que se tratava: a passagem de analisante a analista. A partir da\u00ed, conclui Laia, cabia a ele, \u201cexperimentando de outro modo o objeto <em>a<\/em>, deixar escoar a trama e o gozo para viver, como nunca me havia acontecido, o tempo fluir\u201d. Como lembra Borges, referindo-se a Her\u00e1clito: \u201csomos (&#8230;) algo cambiante e algo permanente. Somos essencialmente misteriosos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Frase da can\u00e7\u00e3o \u201cFor\u00e7a estranha\u201d de Caetano Veloso. Nela, h\u00e1 outras refer\u00eancias ao tempo: \u201cEu vi um menino correndo. Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino. Eu vi a mulher preparando outra pessoa. O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Borges, J. L. <em>Cinco vis\u00f5es pessoais<\/em>. Bras\u00edlia, Editora Universidade de Bras\u00edlia, 1985. Cap\u00edtulo O tempo, pp. 41 &#8211; 49.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Freud, S. \u201cCarta 52\u201d. In: <em>Publica\u00e7\u00f5es pr\u00e9-psicanal\u00edticas e esbo\u00e7os in\u00e9ditos (1886-1889)<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1969, pp 317 \u2013 324. (Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, I).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Lacan, J. \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 258.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. <em>A er\u00f3tica do tempo<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2000.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Lacan, J. \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada: Um novo sofisma\u201d. In: <em>Escritos<\/em>, Op. Cit.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Mandil, R. \u201cTempo e ato anal\u00edtico\u201d. In: <em>Ornicar? Digital<\/em>, n\u00ba 157. Dispon\u00edvel em: https:\/\/goo.gl\/0VrTQ2.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Laia, S. \u201cTempo que para, tempo que flui\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em> 79, julho 2018, pp. 81-86.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela de Camargo Barros Affonso (EBP\/AMP) Maria Bernadette Soares de Sant\u2019Ana Pitteri (EBP\/AMP) Val\u00e9ria Ferranti (EBP\/AMP) \u00a0\u201cO tempo n\u00e3o para e no entanto ele nunca envelhece\u201d[1]. Ao apontar o paradoxo, o poeta nos leva a mergulhar no enigma que faz do tempo um mist\u00e9rio sempre investigado pela humanidade. 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