{"id":5853,"date":"2021-08-12T07:04:50","date_gmt":"2021-08-12T10:04:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5853"},"modified":"2021-08-12T07:04:50","modified_gmt":"2021-08-12T10:04:50","slug":"a-poetica-de-mar-becker-escrita-arrebentacao-e-naufragio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-poetica-de-mar-becker-escrita-arrebentacao-e-naufragio\/","title":{"rendered":"A po\u00e9tica de Mar Becker: escrita, arrebenta\u00e7\u00e3o e naufr\u00e1gio"},"content":{"rendered":"<h6>Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo (Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_5854\" aria-describedby=\"caption-attachment-5854\" style=\"width: 333px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5854 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_010-1.png\" alt=\"Imagem: sobreposi\u00e7\u00e3o de azul, corpo e ave; imagens e mapa de vis\u00f5es de Mari Becker @maribeckerfotografia\" width=\"333\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_010-1.png 333w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim002_010-1-203x300.png 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5854\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: sobreposi\u00e7\u00e3o de azul, corpo e ave; imagens e mapa de vis\u00f5es de Mari Becker @maribeckerfotografia<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cO fazer corpo com a l\u00edngua \u00e9 o poema\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><br \/>\n<\/em><em>(Pascal Quignard)<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2020, o primeiro livro de Mar Becker \u2013 <em>A mulher submersa<\/em>, foi lan\u00e7ado pela editora Urutau, promovendo, para muitos de seus leitores, um encontro inaugural e arrebatador com a sua escrita. No entanto, Mar, a ga\u00facha de nome de batismo Marceli Andressa Becker, j\u00e1 conduzia com m\u00e3os de artes\u00e3 seu \u201cprojeto est\u00e9tico\u201d, como ela assim o nomeia, desde os quatorze, quinze anos de idade. Em seu percurso, o livro anuncia-se mais como consequ\u00eancia e menos como fim:<\/p>\n<blockquote><p>mesmo antes de se materializar como livro, o livro estava vivo\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><br \/>\nem alguma praia qualquer do mundo<br \/>\nem algum ver\u00e3o. o livro estava vivo, escrito a dedo na areia<br \/>\nas palavras, durando ent\u00e3o n\u00e3o mais que cinco, seis segundos<br \/>\no tempo de o mar refluir e apag\u00e1-las\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Se a poesia, como nos ensina Pascal Quignard, \u00e9 \u201ca palavra reencontrada (&#8230;) que faz reaparecer a imagem intransmiss\u00edvel dissimulada atr\u00e1s de toda imagem, que faz reaparecer a palavra em seu branco, que reanima o lamento do abrigo sempre demasiadamente ausente na linguagem que o cega, que reproduz o<em> curto-circuito em ato<\/em> (grifo nosso)\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, Mar Becker nos revela que a palavra, no poema reencontrada, n\u00e3o \u00e9 menos fugidia \u2013 \u00e9 a palavra que escapa e ressurge a cada vez. Por isso, para al\u00e9m do livro, ela escreve e reescreve, em suas redes sociais, fragmentos e poemas in\u00e9ditos, sobreposi\u00e7\u00f5es de textos j\u00e1 publicados, onde as trocas cotidianas com seus leitores testemunham um uso \u00e9tico-est\u00e9tico de instrumentos como o Facebook e o Instagram, al\u00e9m das <em>lives<\/em> e <em>podcasts <\/em>dos quais participa fazendo, a cada encontro, ressoar algo do seu of\u00edcio naquele que a l\u00ea ou escuta.<\/p>\n<p>A po\u00e9tica de Mar demarca, paradoxalmente, aquilo que faz contorno, n\u00e3o sem a arrebenta\u00e7\u00e3o, o que choca e transborda. A palavra \u201cbecker\u201d designa, curiosamente na qu\u00edmica, os copos destinados \u00e0s solu\u00e7\u00f5es e, n\u00e3o menos, \u00e0s precipita\u00e7\u00f5es. A escrita de Mar Becker parece revelar seu dique, ancoradouro forjado no encontro com letra, que permite \u00e0 poeta menos deriva e mais litoral \u2013 seu deck, o ch\u00e3o-abismo, no qual se lan\u00e7a para sulcar um corpo e sua travessia. Uma escrita que contorna, mas tamb\u00e9m transborda e tem atravessado corpos-leitores e oceanos:<\/p>\n<blockquote><p>primeiro vem a \u00e1gua como sangue. antes do corpo, a correnteza<br \/>\n<em>puro ato<\/em> (grifo nosso). e \u00e9 s\u00f3 a partir desse movimento, desse fluxo, que se<br \/>\nforma um projeto de c\u00e2mara. a v\u00edscera, o altar. que coisa bruta<br \/>\nde amor \u2013 a vida, fazendo a carne vingar nesse sentimento<br \/>\nde jornada, nesse pendor para o canto. para a rebenta\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Rebenta\u00e7\u00e3o: 1. ato ou efeito de arrebentar; 2. choque das ondas sobre a praia, banco, recife ou obst\u00e1culo qualquer. O poema \u00e9 um estado da l\u00edngua que n\u00e3o comunica, o puro estilha\u00e7o do sentido, \u00e9 o vest\u00edgio da p\u00f3lvora do poema-proj\u00e9til que passou. O poema rutila, ao passo que n\u00e3o teme a queda. Trata-se de uma bordadura artesanal que circunscreve o indiz\u00edvel, alinhavo em torno do furo, cicatriz a partir da qual n\u00e3o mais se l\u00ea \u2013 \u00e9 o puro ressoar. O poema, assim como a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, \u201cn\u00e3o \u00e9 feito para ser compreendido[a], \u00e9 feito[a] para produzir ondas\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Em sua escrita, Mar Becker leva \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias o choque da l\u00edngua com o corpo, testemunhando o fio da correnteza que porta, n\u00e3o sem ast\u00facia e coragem, a ru\u00edna, o fracasso e o indiz\u00edvel.<\/p>\n<p>Se acompanharmos Clarice Lispector, quando ela nos escreve: \u201co indiz\u00edvel s\u00f3 me poder\u00e1 ser dado atrav\u00e9s do fracasso de minha linguagem\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que Mar fracassa \u00e0 boa maneira, fundando uma l\u00edngua pr\u00f3pria, um nome \u2013 sua poesia tem o \u00edmpeto das rajadas, demonstrando a forma ora turva, ora de um clar\u00e3o. H\u00e1 na sua palavra aquilo que se escreve do sil\u00eancio \u2013 a dureza, o er\u00f3tico, o selvagem, que ainda guardam o fulgor.<\/p>\n<p>Como poeta, Mar Becker opera com o fio cortante da navalha, reduzindo a linguagem ao seu limite, sua pr\u00e1tica leva o sentido ao naufr\u00e1gio, arru\u00edna com destreza a linguagem para fundar fendas que abarquem o poema. Ao citar a escritora argentina Alejandra Pizarnik, Mar nos arremessa em uma leitura-escrita-litoral na qual \u201c(&#8230;) o barco n\u00e3o cessa de partir\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>explicar com palavras deste mundo<br \/>\nque partiu de mim um barco levando-me\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Partir: 1. ato de dividir em partes; 2. danificar, destruir; 3. p\u00f4r-se a caminho de algum lugar; 4. lan\u00e7ar-se. Aquilo que n\u00e3o cessa de partir tamb\u00e9m \u00e9 mat\u00e9ria de trabalho da portuguesa Maria Gabriela Llansol, em seu precioso <em>Onde vais, drama-poesia?<\/em>:<\/p>\n<blockquote><p>Na tempestade que surgiu,<br \/>\nS\u00f3 o leme do barco destro\u00e7ado veio dar ao poema.<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Como recolher os destro\u00e7os e dar a eles um destino? O caminho voraz de algumas escritas po\u00e9ticas desemboca no n\u00e3o temor pelas ru\u00ednas, abre caminho a uma tecitura com os escombros daquilo que n\u00e3o cessa de partir, de n\u00e3o se escrever&#8230; o barco, a linguagem, o sentido, a voz. Como nos esclarece Laurent, \u201ca fun\u00e7\u00e3o po\u00e9tica revela que a linguagem n\u00e3o \u00e9 informa\u00e7\u00e3o, mas resson\u00e2ncia.\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Mar testemunha, com seu saber fazer com a palavra, aquilo que Lacan nos ensina: \u201c<em>a nuvem da linguagem<\/em> \u2013 exprimi-me metaforicamente \u2013 <em>faz escrita<\/em>. Quem sabe se o fato de podermos ler esses riachos que eu olhava sobre a Sib\u00e9ria, como tra\u00e7o metaf\u00f3rico da escrita, n\u00e3o est\u00e1 ligado \u2013 e notem que o <em>ligado<\/em> inclui o <em>lido<\/em> \u2013 a algo que vai al\u00e9m do efeito da chuva, o qual n\u00e3o h\u00e1 nenhuma chance de que o animal o leia como tal?<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a> Al\u00e9m do que choveu do significante, a letra \u2013 \u201ca escritura (&#8230;) \u00e9 ravinamento\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>O trabalho de Mar Becker nos demonstra: o poema \u00e9 a decanta\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, \u00e9 a acomoda\u00e7\u00e3o do que fez marca e porta, em seu gr\u00e3o de ilegibilidade, um tra\u00e7o. Sua escrita \u00e9 filha da voragem \u2013 \u00e9 o redemoinho que sorve embarca\u00e7\u00f5es \u2013, subverte a sintaxe, fragmenta o sentido e precipita o poema em seu ponto abissal e indiz\u00edvel.<\/p>\n<p>Em <em>A mulher submersa<\/em>, o tema das \u00e1guas imiscui-se entre as transpar\u00eancias, cortes, costuras e o feminino. N\u00e3o ao acaso, a poeta dedica o livro \u00e0 sua irm\u00e3 g\u00eamea, \u00e0 m\u00e3e e tamb\u00e9m \u00e0 av\u00f3 \u2013 \u201cas tr\u00eas mulheres do mar onde submergi[u]\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>, como escreve.<\/p>\n<p>A transpar\u00eancia do tecido descortina a ternura, n\u00e3o sem o fio maligno que se d\u00e1 a alinhavar. No \u00faltimo m\u00eas, em uma conversa pelo Facebook, escrevo a Mar: a cena da m\u00e3e pela janela da organza \u00e9 uma das minhas preferidas, os cortes, as suturas. Precisamente, ela me responde: \u201ceu acho que tudo come\u00e7a pelo armarinho e pelo retalho \u2013 e pela sutura\/pela malignidade do remendar\/e pelo terno disso.\u201d Desse poema, segue o seguinte recorte:<\/p>\n<blockquote><p>musseline. chiffon. tafet\u00e1. gazar. renda<br \/>\nver o mundo atrav\u00e9s da transpar\u00eancia pr\u00f3pria de certos tecidos<br \/>\neu tinha este costume, de sempre juntar algum retalho de<br \/>\norganza do ch\u00e3o e coloc\u00e1-lo diante dos olhos<br \/>\nolhava minha m\u00e3e por essa janela; olhava-a costurando<br \/>\nfulgurosa<br \/>\np\u00e1lida como uma estrela que aos poucos se extingue, m\u00e3e viva<br \/>\nvinda de dentro de m\u00e3e morta<br \/>\nmulher vinda da aus\u00eancia de outra, da aus\u00eancia da hist\u00f3ria de<br \/>\noutra, mulher vinda de uma n\u00e3o-mulher\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Sua po\u00e9tica \u00e9 um convite a submergir, n\u00e3o sem ganhar f\u00f4lego, para retornar \u00e0 superf\u00edcie \u2013 lugar de encontro com o poema. A pr\u00e1tica da letra de Mar Becker \u00e9 tamb\u00e9m um ensino, seu poema \u00e9 o rastro do cometa que passa e nos deixa at\u00f4nitos, com as m\u00e3os ora vazias, ora cheias de espanto e assombro.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> QUIGNARD, P. <em>O nome na ponta da l\u00edngua<\/em>. Belo Horizonte: Ch\u00e3o da Feira, 2018, p. 69.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> BECKER, M. <em>A mulher submersa<\/em>. Bragan\u00e7a Paulista: Urutau, 2020, p. 51.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Ibidem, p. 52.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> QUIGNARD, P. Op. Cit., p. 70.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> BECKER, M. Op. Cit., p. 65.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. apud ANTONUCCI, C. In: <em>Silicet: O sonho \u2013 sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso no tratamento lacaniano<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2020, p. 175.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LISPECTOR, C. <em>A paix\u00e3o segundo G.H<\/em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 176.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> BECKER, M. Op. Cit., p. 43.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> PIZARNIK, A. apud BECKER, M. Op. Cit., p. 21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> LLANSOL, M. G. <em>Onde vais, Drama-Poesia?<\/em> Lisboa: Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua, 2000, p. 157.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> LAURENT, \u00c9. A interpreta\u00e7\u00e3o: da verdade ao acontecimento. In: <em>Curinga<\/em>. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, v. 50, jul.\/dez., 2020, p. 169.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/em> (1972-1973). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985, p. 163.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> LACAN, J. Lituraterra (1971). In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 23-24.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> BECKER, M. Op. Cit., p. 13.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Ibidem, p. 77-78.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo (Associada ao CLIN-a) &nbsp; \u201cO fazer corpo com a l\u00edngua \u00e9 o poema\u201d[1] (Pascal Quignard) Em 2020, o primeiro livro de Mar Becker \u2013 A mulher submersa, foi lan\u00e7ado pela editora Urutau, promovendo, para muitos de seus leitores, um encontro inaugural e arrebatador com a sua escrita. 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